Graciano

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Graciano
Imperador romano
158 Gratianus.jpg
Asse romano com a efígie de Flávio Graciano . A legenda amostra os títulos de Graciano, D N GRATIANVS P F AVG, Dominus Noster Gratianus Pius Felix Augustus, "Nosso Senhor Graciano, Pio e Sereno Augusto".
Governo
Reinado 4 de agosto de 367
17 de novembro de 375 (Augusto sob o seu pai;
17 de novembro de 375 -25 de agosto de 383 (nominalmente co-augusto em Ocidente com Valentiniano II, de fato imperador principal no Ocidente)
Consorte 1) Flávia Máxima Constância e
2) Leta
Antecessor Valentiniano I
Sucessor Magno Máximo / Valentiniano II
Dinastia Valentiniana
Vida
Nome completo Flavius Gratianus (do nascimento até ascensão ao trono);
Flavius Gratianus Augustus (como imperador)
Nascimento 18 de abril / 23 de maio de 359
Sirmio, na atual Sérvia)
Morte 25 de agosto de 383 (24 anos)
Lyon, na atual França
Filhos Não teve
Pai Valentiniano I
Mãe Marina Severa

Flávio Graciano Augusto (em latim: Flavius Gratianus Augustus; Sirmio, 18 de abril ou 23 de maio de 35925 de agosto de 383) foi um imperador romano do Ocidente de 375 a 383.

Em 378, com a morte de Valente no campo de Adrianópolis, Graciano passou a governar também o Império Romano do Oriente, que concedeu em 19 de janeiro de 379 a Teodósio I.

Favoreceu claramente a religião cristã contra o paganismo, recusando os tradicionais atributos pagãos dos imperadores e tirando o Altar da Vitória do senado.

Vida[editar | editar código-fonte]

Era filho do imperador Valentiniano I e a primeira esposa deste, Marina Severa, nasceu na cidade de Sirmio (a atual Sremska Mitrovica, Sérvia), na então província romana da Panônia.

A 4 de agosto de 367, foi proclamado augusto pelo seu pai. À morte de Valentiniano (17 de novembro de 375), as tropas destacadas na Panônia proclamaram imperador o seu irmão pequeno Valentiniano, que então era apenas um bebê. Valentiniano era meio-irmão de Graciano, nascido de Justina, viúva de Magnéncio e segunda esposa de Valentiniano I.

Graciano aproveitou a oportunidade; reservou para si a administração das províncias galas, enquanto pôs as províncias da Itália, Ilíria e África Proconsular sob o comando de Valentiniano e a sua mãe, os quais estabeleceram a sua residência em Milão. A divisão, no entanto, era meramente nominal e a autoridade real ficou por completo nas mãos de Graciano.

O Império Romano do Oriente estava sob o domínio do seu tio Valente. Em maio de 378, Graciano derrotou completamente os lentenses, a tribo mais austral dos alamanos, na Batalha de Argentovária, perto da atual Colmar. Esse mesmo ano, Valente encontrou a morte na batalha de Adrianópolis a 9 de agosto. Anteriormente recusara aguardar por Graciano e pelo seu exército para combater juntos contra os godos; ao mesmo tempo, dois terços do exército romano oriental caíram também.

O governo do Império de Oriente ficou em poder de Graciano, mas, ao sentir-se incapaz de resistir as incursões dos bárbaros, propôs o general hispânico Flávio Teodósio o governo da parte oriental, sendo coroado imperador de Oriente a 19 de janeiro de 379. Graciano e Teodósio limparam então os Bálcãs de invasores bárbaros.

Durante alguns anos governou o império com sucesso e energia, mas caiu gradualmente na indolência, ocupando-se nomeadamente do prazer da persecução político-religiosa e tornando-se numa ferramenta nas mãos do general franco Merobaudes e o bispo de Milão, Ambrósio.

Ao tomar ao seu serviço um corpo de alanos e aparecer em público com a vestimenta própria de um guerreiro cita, Graciano despertou o desprezo e ressentimento das tropas romanas. Um general hispânico parente de Teodósio chamado Magno Clemente Máximo, comes britanniorum, aproveitando as suas vitórias na Britânia frente aos pictos, invadiu a Gália com um grande exército. Graciano, que aguardava fazer-lhe frente em Paris, foi atraiçoado pelas suas tropas após cinco dias de escaramuças e viu-se obrigado a fugir. Porém, foi atingido em Lyon; ali foi entregue pelo governador da cidade a Andragácio, um dos generais de Máximo e assassinado a 25 de agosto de 383.

Legado[editar | editar código-fonte]

Sob a influência de Ambrósio, Graciano proibiu as cerimônias pagãs em Roma; recusou levar o título de pontifex maximus por o considerar incompatível com o seu cristianismo. Retirou o Altar da Vitória do senado romano em Roma, apesar dos protestos dos membros pagãos do senado, e confiscou as suas rendas; proibiu as doações de propriedades às Vestais e aboliu outros privilégios que possuíam os sacerdotes e sacerdotisas pagãos.

Graciano também publicou um decreto pelo qual todos os seus súditos deviam professar a fé dos bispos de Roma e de Alexandria (ou seja, a fé de Niceia). O movimento visava a poder acabar assim com o arianismo, mas também foram proibidas outras seitas dissidentes menores, tais como os macedônios.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Graciano
Precedido por
Valentiniano I
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Imperador romano
com
Valente
Valentiniano II

375 — 383
Sucedido por
Teodósio I

Referências