Gradiente (empresa)

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Gradiente
Tipo Sociedade anônima
Fundador
Fundada em 1964
Encerrada em
Sede São Paulo, Brasil
Locais
Principais pessoas Eugênio Staub
Slogan {{{slogan_empresa}}}
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Accionistas {{{accionistas}}}
Indústria {{{indústria}}}
Produtos Eletroeletrônicos
Lucro {{{lucro}}}
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Nº empregados 1.800 (2005)
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Página oficial www.gradiente.com
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Gradiente é uma empresa brasileira de eletroeletrônicos.

Índice

[editar] Introdução

A empresa foi fundada em 1964 no bairro Pinheiros em São Paulo e cresceu fortemente durante a década de 1970 devido principalmente a três fatores:

A Gradiente transformou-se de uma fábrica de fundo de quintal para um poderoso grupo do setor de eletroeletrônicos...

Atualmente a empresa encontra-se muito próxima da falencia em virtude de suas dívidas e dificuldade em concorrer em mercados com tão pequena margem de lucro.

[editar] Consolidação da marca

Durante a década de 1970 e parte dos 1980, o foco da empresa foi atender o mercado de produtos de áudio sofisticados. Seus equipamentos eram modulares consistindo-se de amplificadores, receivers, tape-decks, toca-discos de vinil, etc. A Gradiente não oferecia aparelhos populares do tipo 3-em-1, isto é, aparelhos onde rádio-amplificador, tape-deck e toca-discos são conjugados num único gabinete.

Esta filosofia, aliada às campanhas publicitárias, à imagem de modernidade com o lançamento de novos produtos como o CD player e a substituição periódica de linhas de equipamento (obsolecência programada) consolidaram a marca como uma das mais importantes no setor de eletro-eletrônicos do Brasil.

Em 1979 a empresa lançou, como uma alternativa mais sofisticada aos 3-em-1, o conceito que chamou de “system”: um conjunto de equipamentos que consistia de receiver, toca-discos, tape-deck e um par de caixas acústicas vendidos num único pacote. Os equipamentos eram baseados nos aparelhos modulares com pequenas diferenças de acabamento. Para a empresa havia a vantagem de se pagar um único imposto sobre todo o pacote. Foi uma idéia bem sucedida e a cada 2 anos, aproximadamente, a Gradiente atualizava a linha. Os systems duraram até cerca de 1987/88 quando a empresa passou a se concentrar nos equipamentos conjugados.

Em 1982/83 a empresa tomou a iniciativa de padronizar a largura e o design dos equipamentos modulares de forma que eles poderiam ser livremente escolhidos e empilhados harmoniosamente formando conjuntos ao gosto do comprador. Este conceito foi chamado de “combo”.

[editar] Compra de outras marcas

[editar] Garrard

Esta tradicional marca inglesa foi adquirida em 1979. O objetivo era exportar os aparelhos Gradiente sob a marca Garrard que era internacionalmente reconhecida. As exportações foram iniciadas no começo da década de 1980 para os EUA e a Europa, mas o negócio não foi bem sucedido. Em entrevista a Paulo Markun (Playboy, jul-1990), o próprio Eugênio Staub, presidente da empresa, afirmou que o fracasso custou US$ 18 milhões. Em 1997 a marca Garrard foi licenciada (ou vendida) para a Loricraft Audio, um grupo inglês que fabrica toca discos de vinil em pequena escala.

[editar] Polyvox

Foi fundada por funcionários egressos da Gradiente e, durante muitos anos, foi sua maior concorrente até ser adquirida em 1979. Pouco após a aquisição, os equipamentos modulares Polyvox foram descontinuados e a marca foi direcionada para o mercado de aparelhos populares: conjuntos integrados tipo 3-em-1 e radio-gravadores. A partir de meados da década de 1980 os produtos com a marca Polyvox foram desaparecendo até que ela não foi mais usada. Atualmente não existe mais nenhum produto com esta marca, ainda que (provavelmente) a Gradiente mantenha seu registro.

[editar] Telefunken

Quando esta marca foi adquirida em 1989, sua participação no mercado de televisores já era declinante. Aparentemente a Telefunken da Alemanha quis se desfazer do negócio no Brasil e a Gradiente tinha interesse numa fábrica de televisores. Assim, pouco após a aquisição da marca, os produtos Telefunken foram descontinuados e a Gradiente lançou televisores com sua própria marca.

[editar] Philco

A marca que pertencia ao grupo Itaú foi adquirida em 9 de agosto de 2005. A incorporação da Philco permitirá à empresa melhorar a participação no mercado de televisores e DVD. Desde a aquisição da Telefunken a marca Gradiente nunca teve grande participação no mercado de vídeo. A Gradiente e a Philco, combinadas, detêm cerca de 18% de participação no mercado de televisores: Philco 10% e Gradiente 8%, segundo dados de 2004. Estes números aproximam a empresa das líderes do setor: Philips, LG e Semp-Toshiba. Em setembro de 2007 a marca Philco foi vendida a um grupo de investidores estrangeiro (chinês). A Britania, empresa de origem paranaense, fabricante de eletrodométicos, alugou o uso da marca e terá o direito de usá-la por um período de 10 anos.

[editar] Tecnologias

Além de aparelhos com projeto próprio a Gradiente sempre se valeu do uso de tecnologia de outros fabricantes. O uso de tecnologia de terceiros pode ser classificado em:

  • compra de aparelhos prontos de outros fabricantes (câmera de vídeo da Sony)
  • montagem de aparelhos de outras marcas (tape-deck JVC)
  • modificação de aparelhos de outras marcas (tape-deck JVC)
  • adaptação de mecanismos de terceiros em aparelhos de design próprio (tape-deck Alpine, amplificador Super A)

A utilização de tecnologia ou produtos de outros fabricantes deveu-se principalmente à dificuldade de se projetar no Brasil equipamentos que contêm partes eletromecânicas como é o caso dos tape-decks e dos toca-discos.

Por exemplo, os tape-decks de código CD (CD-5500, por exemplo) eram na realidade aparelhos JVC com pequenas diferenças de acabamento. Somente na década de 1980 é que a Gradiente lançou tape-decks com design próprio: são os aparelhos com código C (C-484, por exemplo) que utilizavam mecanismo da Alpine.

Algumas empresas que forneceram tecnologia à Gradiente:

  • JVC: foi uma das maiores parceiras fornecendo tecnologia para amplificadores, tape-decks, toca-discos e video-cassetes
  • Funai: video-cassete (V-11 e SV-21)
  • Pioneer: toca-discos (DD-I)
  • Yamaha: CD player (LDP-636)
  • Alpine: tape-deck (C-484)
  • Sherwood: receiver áudio/vídeo

[editar] Produtos de vídeo e computadores

Em 1983 a empresa lançou o videogame Atari 2600 com licença oficial da Atari estadunidense num mercado infestado de clones não autorizados deste console.

Por 10 anos a Gradiente foi a revendedora oficial dos consoles Nintendo no Brasil (e antes disso lançara um clone do NES, o Phantom System), inicialmente em parceria com a Estrela, chamada Playtronic, fundada em 1993. A Estrela saiu em 1996. Após um período sofrendo com a alta do dólar e tendo de impor altos preços, a Gradiente saiu do mercado em 2003.

Em 1985 a empresa entrou no ramo de computadores pessoais com o Expert que seguia o padrão MSX estabelecido por empresas japonesas. Tinha como concorrente o HotBit da Sharp. Fez grande sucesso na época, sendo considerado o melhor MSX nacional, e talvez um dos melhores a nível mundial. Tinha como diferencial marcante o teclado separado da CPU.

Em 1990, a empresa encerrou a fabricação do Expert e saiu do ramo de computadores. O retorno a este mercado só voltaria a ocorrer em 2002 com o lançamento do Oz. Este computador, no padrão PC, tinha apenas um design de gabinete diferenciado, não havendo novidades na parte eletrônica. O equipamento foi vendido por cerca de 1 ano, após o que a empresa novamente se retirou do ramo de PCs.

Em 1988 ocorreu a estréia no mercado de videocassetes com 2 modelos projetados pela empresa japonesa Funai Electronics. A curiosidade é que o aparelho inicialmente era vendido em Miami, Nova York e Manaus. O Paraguai não era mencionado pela empresa, mas lá também era possível se adquirir o aparelho. A Gradiente alegava que a maioria dos videocassetes era adquirida no exterior e que o preço de seu aparelho ficava dentro da cota de importação. Posteriormente os videocassetes foram fabricados no Brasil com tecnologia da Funai e da JVC.

Em 1989 a empresa ingressa no mercado de televisores com a compra da Telefunken do Brasil. Desde então ela tem estado presente neste mercado sem nunca ter conseguido uma participação mais significativa.

[editar] Popularização da marca

Inicialmente foi feita uma tentativa de estabelecer a Polyvox como uma marca popular. Porém, o agravamento da crise econômica do Brasil que levou ao empobrecimento da classe média fez com que a própria marca Gradiente se popularizasse com o lançamento de aparelhos mais simples. Isto ocorreu por volta de 1987/88.

Os aparelhos modulares da linha “compo” foram desaparecendo e os “systems” foram substituídos por aparelhos conjugados verticais em que o receiver e o tape-deck eram montados num mesmo gabinete, mas de uma forma que mantinha a aparência de aparelhos modulares empilhados. Nos aparelhos mais simples, o toca-discos também era montado no mesmo gabinete. Os painéis de alumínio foram substituídos por plástico.

Atualmente (2006) a empresa não mais fabrica equipamentos modulares de áudio, concentrando-se nos conjugados conhecidos como micro-systems e nos “home theater in a box”, que são aparelhos que conjugam DVD player e amplificador multicanal.

[editar] Crise

Desde o início de 2007 , a Gradiente enfrenta uma grave crise econômica, com uma dívida estimada em R$ 280 milhões. Devido a crise, a empresa suspendeu temporariamente o atendimento de alguns postos autorizados devido a pendencia de peças para reparo. Conforme proposta de reestruturação apresentada a credores, a empresa pretende a partir do inicio de 2009, apresentar sua nova linha de produtos e já ter retomado 100% das atividades de sua fábrica em Manaus.

[editar] Informações complementares

[editar] Ligações externas

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