Graforréia Xilarmônica

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Graforréia Xilarmônica
Graforréia Xilarmônica no bar Ocidente de Porto Alegre, em 17 de novembro de 2013, na gravação de seu DVD.
Informação geral
Origem Porto Alegre, RS
País  Brasil
Gênero(s) Rock brasileiro
Pop rock
Rock alternativo
Indie rock
Rock gaúcho
Período em atividade 1987–2000
2004–atualmente
Gravadora(s) Banguela Discos
Afiliação(ões) Os Cascavelletes, DeFalla, Aristóteles de Ananias Jr.
Página oficial TramaVirtual
Integrantes Frank Jorge
Carlo Pianta
Alexandre Birck
Marcelo Birck
Frank Jorge e Marcelo Birck.
Alexandre Birck e Carlo Pianta.

Graforréia Xilarmônica é uma banda brasileira de rock gaúcho, formada em 1987, inspirada na Jovem Guarda e nos grupos estrangeiros dos anos 60. A banda criou um som bem humorado, divertido e despreocupado, com alguns toques de música nativista.

Histórico da banda[editar | editar código-fonte]

A origem do nome[editar | editar código-fonte]

O nome da banda foi escolhido de maneira aleatória pelos integrantes: certa vez reuniram-se e decidiram fazer a escolha do nome através de um dicionário. Cada um deveria abri-lo em uma página qualquer e escolher a palavra mais estranha dentre as que estivessem na página. Após algumas sugestões, foi escolhido o nome Graforréia Xilarmônica.

O começo[editar | editar código-fonte]

Atualmente as bandas gaúchas tendem para um som com inspiração na jovem guarda e no rock dos anos 60, mas com letras que refletem uma visão irônica da vida, isso se deve à banda fundada em 1987 por Marcelo Birck (guitarra e vocais de apoio).

Começaram a ficar mais conhecidos em 1988, quando lançaram uma fita demo, Com Amor, Muito Carinho, que já continha sucessos. O primeiro CD só veio a público em 1995, Coisa de Louco II, pela pequena qravadora Banguela Records, que pouco depois faliu, prejudicando a divulgação da obra. Nesse disco encontram-se alguns dos maiores sucesos do conjunto, como "Bagaceiro Chinelão" e "Amigo Punk" (regravada por Wander Wildner no álbum La Canción Inesperada). A banda mineira Pato Fu regravou em seu disco Televisão de Cachorro, de 1998, a música "Nunca Diga".[1]

Em 1998 surge o segundo disco da banda, intitulado Chapinhas de Ouro, com destaque para as canções "Colégio Interno" e "Eu" (regravada pela banda Pato Fu no disco Ruído Rosa). Em janeiro de 2000 a banda declarou em um show no Bar Ocidente em Porto Alegre que aquela seria a sua última apresentação. Com apenas duas fitas demo e dois discos por selos pequenos, já fora de catálogo (Coisa de Louco II e Chapinhas de Ouro), a Graforréia é um dos melhores exemplos do que é ser uma banda de rock cult no Brasil. Segundo Frank Jorge: "Ela deveria ser conhecida, mas morreu na casca", lamentando o término da banda. Mas Diego Medina, do Video Hits, disse que esse desconhecimento era relativo: "A Graforréia Xilarmônica foi a grande inspiradora do novo rock de Porto Alegre", mas concordou que ela deixou saudades: "Quando ela acabou, deixou muita gente órfã". Por outro lado, seu fã-clube continuava em crescimento.[1]

Depois de algum tempo com seus integrantes seguindo caminhos pessoais, alguns às vezes se associando em outros projetos, a banda se reuniu na íntegra em 2011 para o festival Morrostock[1] [2] e voltou ao circuito de shows e gravações. Uma apresentação no bar Opinião, onde foi gravado material para um DVD, marcou o retorno da Graforréia e seus 25 anos de história.[3]

Entre a Jovem Guarda e a Vanguarda[editar | editar código-fonte]

Amigos de infância, Frank e Birck começaram na banda Prisão de Ventre, que durou de 1982 à 1985 e misturava jovem guarda, new wave e o famoso estilo de Arrigo Barnabé. Quando começaram a Graforréia, com o baterista Alexandre Birck e o guitarrista Marcelo Birck, eles de certa forma retomaram o espírito da Prisão de Ventre: "Nossa intenção era misturar a comunicação direta da jovem guarda, do brega e do rock dos anos 60 com a pesquisa da música de vanguarda", conta Marcelo Birck.[1]

Algum tempo depois, Marcelo saiu da banda e ela continuou com Carlo Pianta (ex-DeFalla) na guitarra, de qualquer forma, ele continuava sendo compositor da Graforréia junto com Frank Jorge, que levou o trio mais para os lados da jovem guarda que da vanguarda. A inesperada popularização da banda através das fitas demo, acabou levando a um contrato com o selo Banguela Discos para a gravação de Coisa de Louco II, que teve um sucesso relativo, uma vez que o videoclipe de Você Foi Embora teve boa repercussão na MTV Brasil.[1]

Alexandre Birck faz uma comparação entre ele e Frank: "Talvez o Frank seja o compositor mais na linha canção jovem-guarda. Eu sou mais ácido nos meus comentários". Ressaltando que as canções da Graforréia só saem quando ele e Frank as compõem em conjunto. Já segundo o baixista, a permanência da banda até hoje deve-se ao fato dela ter mantido uma postura firme. Segundo o próprio: "Não éramos publicitários querendo fazer uma banda engraçadinha. E tínhamos uma maneira própria de buscar a brasilidade (com elementos de música regional gaúcha, como pode-se conferir em canções como "Benga Minueto", de Chapinhas de Ouro e "Amigo Punk", de Coisa de Louco II)."[1]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Demos[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

  • "Fazendeiros Ricos e Pobres Adultos"/"O Sapato e A Meia" (2008)
  • "Chacundum Brega"/"Tantas Tendências" (2012)

Participações em coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • A Vez do Brasil (Eldorado) (1993)
  • A Música de Porto Alegre: Rock (1993)
  • Ipanema FM: As 15 Mais (1998)
  • De: Emílio & Mauro - Para: Um Destruidor de Corações (Senhor F Discos) (2008)

Formação[editar | editar código-fonte]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]