Granada (país)

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Grenada
Granada
Bandeira de Granada
GrenadaWappen.JPG
Bandeira Brasão de Armas
Lema: "Ever Conscious of God We Aspire, and Advance as One People" ("Conscientes de Deus Aspiramos, e Avançamos como um só Povo ")
Hino nacional: "Hail Grenada" ("Salve Granada")
Gentílico: granadino(a)[1]

Localização  Granada

Capital Saint George's
12° 3' N 61° 45' O
Cidade mais populosa Saint George's
Língua oficial Inglês
Governo Monarquia constitucional
 - Rainha Isabel II
 - Governadora-geral Cécile La Grenade[2]
 - Primeiro-ministro Keith Mitchell
Independência do Reino Unido 
 - Data 7 de fevereiro de 1974 
Área  
 - Total 344 km² (184.º)
 - Água (%) 1,6
 Fronteira fronteira marítima com São Vicente e Granadinas (NE), Trinidad e Tobago (SE), e Venezuela (SW)
População  
 - Estimativa de 2008 90.343 hab. (183.º)
 - Densidade 260 hab./km² (30.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ : 1,108 bilhões (167.º)
 - Per capita US$ : 10.456 (72.º)
IDH (2007) 0,813[3]  (74.º) – elevado
Moeda Dólar do Caribe Oriental (XCD)
Fuso horário (UTC-4)
 - Verão (DST) não observado (UTC-4)
Clima Tropical úmido
Org. internacionais ONU, OMC, OEA, AEC, OECO, CARICOM, Comunidade das Nações
Cód. ISO GRD
Cód. Internet .gd
Cód. telef. +1-473
Website governamental http://www.gov.gd/

Mapa  Granada

Granada (ou Grenada[carece de fontes?]) é um país caribenho constituído pela ilha homónima e pela metade sul das ilhas Granadinas, das quais a maior é Carriacou. Tem fronteira marítima com São Vicente e Granadinas, a nordeste, e está também próxima de Trinidad e Tobago, a sueste, e da Venezuela, a sudoeste. A capital do país é Saint George's.

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do século XV, os índios caribes expulsaram da ilha seus primitivos povoadores, o aruaques[4] . Granada foi descoberta em 15 de agosto de 1498 por Cristóvão Colombo[5] , que lhe deu o nome de Concepción[6] . Os espanhóis, porém, não tentaram colonizá-la: manteve-se em poder dos caribes por mais de um século e meio.

Em 1650, o governador francês da Martinica fundou uma colônia em Saint George's e exterminou os índios caribes[7] . Até 1762, a ilha permaneceu sob domínio dos franceses[8] , que importaram escravos negros para a plantação de cana-de-açúcar[8] . Nesse ano a ilha passou a depender da coroa britânica[8] , que a perdeu após um ataque francês em 1779[8] e a recuperou definitivamente em 1783, pelo Tratado de Versalhes[4] .

Entre 1795 e 1796, ocorreu uma rebelião de escravos, fomentada pelos franceses e sufocada pelos britânicos[9] . Em 1833 aboliu-se a escravidão[10] . De 1885 a 1958, Granada foi o centro administrativo das ilhas britânicas de Barlavento[11] e de 1958 a 1962 membro da Federação Britânica das Índias Ocidentais. Cinco anos depois tornou-se um dos Estados Associados das Antilhas Britânicas, com regime autônomo.

A 7 de fevereiro de 1974 transformou-se em estado independente[4] . Em 1979, um golpe de Estado de inspiração marxista levou ao poder Maurice Bishop, que estreitou os laços com Cuba e a União Soviética. Uma cisão dentro do grupo governante desembocou na insurreição dirigida pelo general Hudson Austin em outubro de 1983, que deu lugar à execução de Bishop e à intervenção militar conjunta dos Estados Unidos e de países pertencentes à Organização dos Estados do Caribe Oriental. As tropas cubanas que haviam ajudado o regime anterior foram evacuadas. O Novo Partido Nacional, encabeçado por Herbert Blaize, ganhou as eleições de 1984 e, ano seguinte, os Estados Unidos retiraram suas tropas.

Política[editar | editar código-fonte]

A forma de governo adotada em Granada é a monarquia parlamentarista[12] . Granada integra a Comunidade Britânica de Nações, e o monarca britânico, o chefe de Estado[12] . O governo é dirigido pelo primeiro-ministro[12] , responsável ante o Parlamento, que se compõe de 15 representantes eleitos por cinco anos[12] e 13 senadores[12] .

O Tribunal Supremo Caribenho Oriental é composto de um Tribunal da Apelação e uma Suprema Corte de Justiça (dois juízes de Corte Suprema são destinados a residir na Granada)[12] ; Corte Itinerante de Apelação com três juízes[12] membro da Corte Caribenha de Justiça (CCJ)[12] .

Os principais partidos políticos de Granada são o Novo Partido Nacionalista (NPN), Congresso Nacional Democrático (CND) e Trabalhista Unido de Granada (Gulp)[13] .

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Granada está subdividida em seis paróquias e uma dependência:

Paróquias:

Dependência:

Paróquias de Granada

Nota: A dependência de Carriacou é composta por várias ilhas, as maiores são a ilha Carriacou e a Petit Martinique (às vezes chamada Petite Martinique ou Little Martinique).

Geografia[editar | editar código-fonte]

De origem vulcânica[12] , Granada é atravessada de norte a sul por uma cadeia de montanhas[12] cujo ponto culminante está no monte Saint Catherine, de 840m de altitude. O Grande Estanque, no centro da ilha, é um lago que ocupa a cratera de vulcão extinto, a 530m de altitude. A costa norte tem muitas praias, e a do sul numerosas enseadas, que formam portos naturais.

O clima, dada a latitude do país, 12°N, é tropical marítimo com duas estações: a úmida (junho-dezembro) e a seca (janeiro-maio). Com relativa frequência é atingida por ciclones que causam grandes danos à agricultura.

As chuvas frequentes e intensas, e o solo fértil, de sedimentos vulcânicos, dão lugar a uma densa vegetal tropical, em que se destacam madeiras de lei, como o mogno. Bananeiras, coqueiros e mangueiras crescem em profusão. Entre as especiarias características da ilha estão a noz-moscada, o gengibre, a pimenta e a baunilha. A fauna inclui macacos, cutias, tartarugas e caranguejos terrestres.

Economia[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros anos da década de 1980, Granada desenvolveu um sistema econômico controlado pelo Estado[14] , que dependia basicamente das exportações agrícolas e do turismo. A pesca se desenvolveu com a ajuda técnica de Cuba e da ex-União Soviética[14] . Posteriormente, se fomentou o surgimento de economia de mercado com apoio americano e de instituições financeiras internacionais[14] .

A Noz moscada, exclusivo das ilhas Banda até meados do século XIX

A agricultura compreende aproximadamente um quinto do produto interno bruto e emprega um terço da força de trabalho[12] . A terra cultivável é pouco aproveitada e os principais produtos agrícolas, basicamente destinados à exportação, são o coco, a banana, a cana-de-açúcar, as cítricos, especiarias e frutas tropicais[15] .

Demografia[editar | editar código-fonte]

A escola na praia

Os grupos étnicos dominantes são os negros[12] , os mulatos[12] e, em menor quantidade, os indianos[12] levados a Granada para trabalhar no lugar dos escravos libertados. Os brancos (franceses, britânicos, portugueses, suíços, russos, islandeses e australianos) e os ameríndios constituem percentagem reduzida da população[12] . O inglês é o idioma oficial[12] . Também se fala um patois (dialeto franco-africano)[12] , reminiscência do domínio francês. As religiões com maior número de adeptos são o Catolicismo Romano (53%)[12] e o Protestantismo (33,2%)[12] . O Anglicanismo é o único grupo religioso minoritário (13,8%)[12] .

Imigração[editar | editar código-fonte]

A maior parte da população da ilha é formada por brancos (51%). São de origem inglesa, portuguesa, suíça, russa, islandesa e australiana. A imigração teve início com a independência da ilha. Vieram trabalhar nas plantações e na construção de ferrovias.

Também possui muitos negros (45%), a maioria vindas da Etiópia e de Ruanda. Vieram para cá como escravos, apesar de muitos africanos ainda imigrarem.

A ilha ainda possui imigrantes marroquinos, egípcios, cubanos, sumérios, javaneses e argentinos. E assim, formam uma população mais diversificada do Caribe.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Carnaval de 1965.

Os colonos franceses de Granada também trouxeram a sua cultura, como fizeram os escravos africanos, eles trouxeram através do Atlântico para o trabalho agrícola. A combinação dessas culturas é o que se encontrará nesta ilha. Os indígenas também influíram na cultura da ilha nos últimos anos.

Mais importante ainda, muitos descendentes dos primeiros africanos grenadianos ter mantido os seus próprios conhecimentos tribais. Muitos grenadianos estão conscientes da tribo da qual vieram os seus antepassados, e os seus estilos de dança foram mantidos em todas as partes da ilha.

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos de Granada
  2. "First female governor general of Grenada sworn into office, Caribbean 360, 07/05/2013
  3. PNUD, http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=3324&lay=pde, 05 de Outubro de 2009
  4. a b c Grenada (em inglês) Departamento de Estado dos Estados Unidos da América (maio de 2005). Página visitada em 8 de fevereiro de 2010.
  5. History of Grenada Encyclopedia of Nations. Página visitada em 8 de fevereiro de 2010.
  6. History of Grenada Caribbean Way (30 de Abril de 2005). Página visitada em 8 de fevereiro de 2010.
  7. SAUTER, William Thomas Le. Sauter in the Island of Grenada, West Indies Encyclopedia of Things. Página visitada em 8 de fevereiro de 2010.
  8. a b c d History of Grenada Hotel Petíte Anse (2008). Página visitada em 8 de fevereiro de 2010.
  9. TAYLOR, Caldwell. The Fedon Rebellion BigDrumNation. Página visitada em 8 de fevereiro de 2010.
  10. Timeline of the Slavery National Maritime Museum of the United Kingdom. Página visitada em 8 de fevereiro de 2010.
  11. Saint George’s. In Encyclopædia Britannica. Retrieved February 08, 2010, from Encyclopædia Britannica Online: http://www.britannica.com/EBchecked/topic/517175/Saint-Georges
  12. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t CIA - The World Factbook -- Grenada
  13. CIVITA, Victor. Almanaque Abril 2007. São Paulo: Abril, 2007.
  14. a b c "Granada: Economia". Nova Enciclopédia Barsa. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. ISBN 85-7026-438-0. 
  15. Food and Agriculture Organization of the United Nations Statistical Book

Ver também[editar | editar código-fonte]