Grand Veneur de France

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"Cerf aux abois" de François Desportes, 1729.

Sob o Antigo Regime francês, o "Grand Veneur de France" (em francês), correspondente ao monteiro-mor português, era um alto oficial da Casa do Rei encarregado das caçadas reais.

O Cargo[editar | editar código-fonte]

O cargo é criado em 1413 pelo Rei Carlos VI da França, juntamente com o cargo de Grande Falconeiro de França. O Monteiro-Mor é na época responsável por uma matilha com cerca de cem cães para a caça ao cervo. Sob Carlos VIII, sem serviço compreende nove escudeiros, nove caçadores, dois ajudantes, seis valetes e um guarda de cães para a caça à raposa. Sua importância aumenta sob Francisco I, Henrique II e tem seu apogeu sob o reinado de Henrique IV. Em 1596, o serviço compreende 182 pessoas ao todo, entre tenentes, sub-tenentes, cavalheiros, valetes para os sabujos, valetes a cavalo para os cães ou ainda valetes para cães comuns, sem esquecer um cirurgião e um farmacêutico.

O cargo de "Grand Veneur" era o mais importante cargo relativo à caça. No século XVI, a Casa de Guise conta com cinco titulares no cargo ; os Rohan-Montbazon os sucede, no século XVII, com três titulares. No início do século seguinte, o cargo é atribuído por Luís XIV ao Conde de Toulouse, um de seus filhos bastardos legitimados, que o transmite em seguida para seu filho, o Duque de Penthièvre. Em 12 de Dezembro de 1669, o cargo é atribuído a Carlos Maximiliano Antônio de Belleforière, Marquês de Soyecout, com 50 anos de idade.

A partir do século XVI, os ganhos ligados ao cargo elevam-se a 1.200 libras por ano, montante bem modesto para a Casa do Rei. No entanto é preciso acrescentar «benefícios» de 10.000 libras, além de gratificações. O valor do cargo flutua de acordo com as regras da oferta e procura ; não se dispõe dos montantes acurados para estas transações. Segundo Luís de Rouvroy, Duque de Saint-Simon, o Duque de La Rochefoucauld vende seu cargo por 500.000 libras en 1714.

Alguns "Grands Veneurs"[editar | editar código-fonte]

Sob o Antigo Regime[editar | editar código-fonte]

Após a Revolução Francesa[editar | editar código-fonte]

Após a Restauração[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • P. Anselme de Sainte-Marie, Histoire généalogique et chronologique de la Maison royale de France, Compagnie des Libraires associés, Paris, 1733, tomo VIII, p. 683-782 ;
  • Philippe Salvadori, La Chasse sous l'Ancien Régime, Fayard, 1996 (ISBN 2-213-59728-6).