Grande Finlândia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou se(c)ção não cita fontes fiáveis e independentes (desde maio de 2009). Por favor, adicione referências e insira-as no texto ou no rodapé, conforme o livro de estilo. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Fronteiras da Finlândia atuais estão marcadas em azul claro. A Grande Finlândia inclui algumas as áreas que anteriormente eram finlandesas, incluindo a Carélia Oriental (azul cinza), Estónia e Ingria (em azul escuro), a região de Finnmark (em verde), e parte do Vale do Torne (roxa). O plano inclui a fronteira da Finlândia após o Tratado de Tartu, em 1920 e do Tratado de Paris (1947).

A Grande Finlândia ( do finlandês: Suur-Suomi), foi uma idéia nascida do Período entre-guerras por alguns movimentos irredentistas enfatizando o pan-finlandismo, que expressa uma versão finlandesa do nacionalismo na Europa antes da II Guerra Mundial. A ideia era a de criar um hipotético Estado que inclua tanto os territórios que hoje compõem a Finlândia como os habitados por povos etnicamente relacionados com o povo finlandês: fineses, carelios, estónios, ingrios e kvens. A ideia da Grande Finlândia cresceu drasticamente a popularidade e influência em torno de 1917, coincidindo com a independência da Finlândia, e foi declínando e perdendo a sua importância e apoio após a Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Continuação.

A versão mais ampla do conceito de "Grande Finlândia" seria delimitada pelos chamados "limites naturais" que incluisse os territórios habitados pelos finlandeses e carelios, atingindo a partir do Mar Branco ao Lago Onega, e ao longo do rio Svir e do Rio Neva (ou, mais modestamente, o Rio Sestra), através do Golfo da Finlândia. Alguns defensores dessa idéia também incluem Ingria, a Estónia, a região de Finnmark e o Vale Torne.

A partir do pensamento mais utópico e irredentista a idéia mais extensa da Grande Finlândia também inclui a área entre os territórios de todo o Golfo de Bótnia aos Urais e além de determinadas zonas da Sibéria ocidental, onde ainda sobrevivem alguns habitantes de línguas urálicas.


História[editar | editar código-fonte]

Na Finlândia, o interesse pela paisagem e a cultura da Carélia foi expressa primeiramente por um fenômeno cultural próprio do século XIX, conhecida como "Carelianismo". Mais tarde, algumas das ideias relacionadas com este movimento seriam usadas pelos promotores da Grande Finlândia.


Guerra no início do século XX[editar | editar código-fonte]

O maior avanço da Finlândia na Guerra da Continuação.


Após a Declaração de independência da Finlândia em 1917, em ligação com a Revolução de Outubro e a Guerra Civil Russa, a situação em áreas adjacentes à fronteira oriental da Finlândia, habitadas por finlandeses, foi considerado instável e propícia para a sua exploração por parte do ativismo nacionalista finlandês. Por exemplo, tropas voluntárias finlandesas realizaram operações para além da fronteira, em território russo. Estas atividades, bem como o envolvimento de voluntários finlandeses na Guerra de Libertação da Estónia (1919-1920) são conhecidas na história da Finlândia como hemosoidat ( "guerras dos povos parentes", em sentido que o conflito estaria relacionado com o parentesco dos finlandeses).