Grande Intercâmbio Americano

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Exemplos do intercâmbio da fauna no Plioceno.

O Grande Intercâmbio Americano foi um importante evento paleozoogeográfico no qual a fauna terrestre e de água doce migrou da América do Norte através da América Central para a América do Sul e vice-versa, quando o Istmo do Panamá emergiu do leito marítimo através de vulcanismo, e uniu os continentes antes separados. A migração atingiu seu ápice por volta de três milhões de anos (Ma) atrás, no Piacenziano, a primeira metade do Plioceno superior.

Resultou na junção definitiva do Neotrópico (grosso modo, a América do Sul) com o Neoártico (grosso modo, a América do Norte), dando origem às Américas. O intercâmbio é visível a partir da observação tanto da estratigrafia quanto da natureza (neontologia). Seu efeito mais dramático foi sobre a zoogeografia dos mamíferos, mas também possibilitou que aves ápteras, artrópodes, répteis, anfíbios e até mesmo peixes de água doce, migrassem.

Intercâmbios similares ocorreram anteriormente no Cenozóico, quando as massas terrestres antes isoladas da Índia[1] e África[2] fizeram contato com a Eurásia, cerca de 50 e 30 Ma atrás, respectivamente.

Referências

  1. Karanth, K. Praveen. (2006-03-25). "Out-of-India Gondwanan origin of some tropical Asian biota". Current Science 90 (6): 789-792. Indian Academy of Sciences.
  2. Hedges, S. Blair. (02-01-2001). "Afrotheria: Plate tectonics meets genomics". Proceedings of the National Academy of Sciences 98 (1): 1-2. National Academy of Sciences.

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