Grande Prêmio de San Marino de 1994 (Fórmula 1)

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GP de San Marino de F-1 1994
Circuit Imola 1992.png
Grande Prêmio de San Marino de 1994 (Fórmula 1).
Detalhes da corrida
Data 1 de Maio de 1994
Nome oficial 14º Gran Premio di San Marino
Local Autodromo Enzo e Dino Ferrari, Ímola
 Itália
Percurso 4.933 km
Total 58 voltas / 286.114 km
Pole
Piloto
Brasil Ayrton Senna Williams-Renault
Tempo 1:21.548
Volta mais rápida
Piloto
Reino Unido Damon Hill Williams-Renault
Tempo 1:24.335 (na volta 10)
Pódio
Primeiro
Alemanha Michael Schumacher Benetton-Ford
Segundo
Itália Nicola Larini Ferrari
Terceiro
Finlândia Mika Häkkinen McLaren-Peugeot


O Grande Prêmio de San Marino de 1994 (formalmente 14º Gran Premio di San Marino) foi uma corrida de Fórmula 1 realizada em 1º de maio, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, Ímola, Itália. Foi a terceira corrida da Temporada de Fórmula 1 de 1994. O fim de semana foi marcado pela morte do piloto austríaco Roland Ratzenberger, e o acidente que deixou o piloto brasileiro Rubens Barrichello seriamente ferido. A mesma corrida viu a morte do tricampeão mundial Ayrton Senna em um grave acidente.

Michael Schumacher ganhou a corrida reiniciada. Na entrevista coletiva que seguiu a corrida, Schumacher disse que "não podia sentir-se satisfeito, não podia sentir-se feliz" com a vitória depois dos eventos ocorridos durante o fim de semana. Nicola Larini marcou os primeiros pontos de sua carreira quando alcançou o pódio terminando na segunda posição. Mika Häkkinen terminou em terceiro.

O fim de semana é lembrado por ter sido um dos momentos mais trágicos do automobilismo e do esporte em geral. A partir deste grande prêmio, a Fórmula 1 sofreu muitas modificações com o intuito de aumentar a segurança tanto dos pilotos quanto dos espectadores. Desde a corrida, foram feitas numerosas mudanças no regulamento para reduzir a velocidade de um Fórmula 1 e novos circuitos, como o Circuito Internacional do Bahrain, incorporaram grandes áreas de escape para reduzir a velocidade dos carros antes que eles colidissem com um muro. Senna teve um funeral de Estado no seu país de origem, Brasil, onde cerca de 500 mil pessoas foram às ruas para assistir a passagem do caixão. Procuradores italianos acusaram seis pessoas de homicídio com relação à morte de Senna, todas as quais absolvidas posteriormente. O caso levou mais de onze anos para ser concluído, devido a um recurso e um novo julgamento na sequência do original não culpado o veredicto.

Relatório[editar | editar código-fonte]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Treino classificatório de sexta-feira[editar | editar código-fonte]

Rubens Barrichello, ainda na Jordan, sofreu o primeiro acidente do fim de semana.

Na sexta-feira, 29 de abril, durante a primeira sessão classificatória para determinar a ordem de início da corrida,[1] Rubens Barrichello, então piloto da Jordan, escapou em uma zebra na Vaiante Bassa a 225 km/h, lançando seu veículo no ar. Ele colidiu com o topo da barreira de pneus, fazendo o carro capotar várias vezes antes de ir ao chão de cabeça para baixo. O impacto deixou Barrichello inconsciente. Equipes médicas o trataram no local, e o piloto foi levado ao centro médico. Rubens voltou à reunião de corrida no dia seguinte, mas o nariz quebrado e o gesso no braço o forçaram a abandonar as pistas no resto do fim de semana. Dez anos depois do acidente, Damon Hill, piloto da equipe Williams-Renault na ocasião, descreveu o sentimento após o acidente dizendo: "Todos nós continuamos os treinos correndo tranquilos, com a certeza de que nossos carros eram duros como tanques e nós podíamos ser abalados, mas não feridos."[2]

Treino classificatório de sábado[editar | editar código-fonte]

Roland Ratzenberger, no pit lane em Ímola.

A vinte minutos da sessão classificatória final, o austríaco Roland Ratzenberger falhou ao contornar a curva Villeneuve em seu Simtek, chocou-se com a barreira de concreto oposta quase que sobre-cabeça e ficou gravemente ferido. Embora a célula de sobrevivência permanecesse em grande parte intacta, a força do impacto lhe infligiu uma fratura basal craniana. Ratzenberger, em sua primeira temporada como piloto de Fórmula 1, tinha atropelado uma zebra da chicane Acqua Minerali na volta anterior, impacto no qual se pensa ter danificado sua asa dianteira. Ao invés de retornar para os boxes, ele continuou outra volta rápida. Correndo a 306 km/h, seu carro sofreu uma quebra da asa dianteira que o deixou incapaz de controlá-lo.[3]

A sessão foi parada e os quarenta minutos restantes foram então cancelados. Mais tarde, no hospital, foi anunciado que Ratzenberger faleceu como resultado das múltiplas lesões sofridas. Sua morte marcou a primeira fatalidade de uma corrida de fim de semana na Fórmula 1 desde o Grande Prêmio do Canadá de 1982, quando Riccardo Paletti veio a falecer após uma colisão durante a largada. Havia ainda oito anos desde que Elio de Angelis morreu testando um carro da Brabham no Circuito de Paul Ricard. Sid Watkins, então chefe do time médico da F-1, recordava em suas memórias a reação de Ayrton Senna com as notícias, declarando que "Ayrton caiu em meu ombro a chorar".[4] Watkins, então, tentou persuadir Senna para que não corresse no dia seguinte, questionando-o: "O que vai fazer agora? Você foi o campeão mundial três vezes, você é obviamente o piloto mais rápido. Deixe e vamos pescar", mas Ayrton foi insistente, dizendo: "Sid, há certas coisas das quais nós não temos nenhum controle. Eu não posso deixar, eu tenho que ir adiante".

Senna classificou-se na pole position, à frente do líder do campeonato, Michael Schumacher. Gerhard Berger, ex-companheiro de equipe e amigo do brasileiro, classificou-se em terceiro, e o companheiro de equipe de Senna, Damon Hill, começou na quarta posição. Um tempo marcado por Ratzenberger antes do acidente fatal teria sido suficiente para entrar no grid de largada a partir da 26ª e última posição.

Corrida[editar | editar código-fonte]

Primeira largada[editar | editar código-fonte]

A ex-curva Tamburello, o local da batida de Senna, hoje transformada em chicane.

No domingo, pela terceira vez nas três primeiras corridas do ano, Ayrton Senna largava na pole position, seguido do alemão Michael Schumacher (Benetton-Ford), segundo no grid de largada. Na manhã, durante o habitual briefing dos pilotos, Senna fez duras críticas à pista. Estava contrariado com a ausência de Rubens Barrichello na corrida, causada pelo forte acidente de sexta-feira, e ainda chocado com a tragédia que matou Ratzenberger no sábado. Mesmo assim, levou consigo uma bandeira da Áustria com a qual ele homenagearia Ratzenberger caso vencesse.

No começo da corrida, o finlandês J.J. Lehto não conseguiu largar com sua Benetton e ficou parado no grid na quinta posição. O português Pedro Lamy (Lotus-Mugen-Honda), que largou na vigésima-segunda posição, tinha sua visão bloqueada por outros carros e não o percebeu, acertando em cheio a traseira do Benetton-Ford. Partes da carenagem do carro e pneus voaram pelo ar contra a cerca de segurança projetada para proteger os espectadores no grid de largada. Porém, nove pessoas sofreram ferimentos leves após um dos pneus ultrapassar a cerca.[5]

Foto de uma Williams FW16, que Senna pilotava durante o acidente de Ímola.

O acidente resultou na entrada do safety car na pista para que os carros mantivessem a posição em velocidade reduzida, enquanto os fiscais retiravam os destroços dos carros acidentados e limpavam a pista que havia ficado suja de óleo. Durante este período, como resultado de correr a velocidades mais lentas, a temperatura dos pneus baixou. Na reunião dos pilotos antes da corrida, Senna, junto com Gerhard Berger, manifestou preocupação com o fato de o carro de segurança não ser bastante rápido para manter a temperatura dos pneus alta.

Na quinta volta, o safety car vai aos boxes e a corrida recomeça. Senna larga bem, mantém a ponta e vai se distanciando em relação a Schumacher. Na sétima volta, a direção do Williams não obedece ao seu comando e vai direto contra o muro da curva Tamburello a 210 km/h (130 mph),[6] a mesma que Nelson Piquet sofreu um acidente nos treinamentos de 1987 pela Williams e Gerhard Berger no ínício da corrida em 1989 pela Ferrari.

Às 14h17min (hora local), uma bandeira vermelha foi mostrada para indicar que a corrida foi interrompida e Sid Watkins chegou ao local para tratar de Senna. Quando uma corrida é parada sob bandeira vermelha, os carros têm que reduzir a velocidade e retornar aos boxes ou ao grid de largada até notificação posterior. Isto protege os fiscais de corrida e o corpo médico no local da batida, e permite acesso mais fácil de carros médicos até o incidente. Aproximadamente dez minutos depois da batida de Senna, a equipe Larrousse misteriosamente[7] permitiu que um de seus pilotos, o francês Érik Comas (campeão da Fórmula 3000 em 1990), deixasse o pit, apesar do circuito estar fechado sob bandeiras vermelhas. Freneticamente, os fiscais de corrida acenaram-o quando ele chegou a cena do acidente a quase velocidade máxima. Durante alguns minutos as comunicações no circuito haviam entrado em colapso permitindo que o piloto deixasse o pit-stop e retornasse à corrida. Há também quem diga que o piloto havia deixado os boxes e ido em direção a curva Tamburello para saber qual era o estado de saúde de Senna após o acidente, visto que após o piloto brasileiro ter salvo sua vida após ele ter sofrido um acidente no GP da Bélgica de 1992, eles acabaram criando uma grande amizade. O que realmente se sabe, é que Comas evitou bater em quaisquer das pessoas ou carros que estavam no circuito, mas, diante da cena do acidente de Ayrton, ficou tão aflito com o que viu que se retirou da prova. As imagens de Senna sendo tratado em cobertura mundial (fornecido pela emissora italiana RAI) foram muito gráficas, e da BBC ligada à sua própria câmera estava focada no pitlane.[8] Senna foi erguido da Williams destruída e levado de helicóptero para o Hospital Maggiore, perto de Bolonha. Equipes médicas continuaram o tratando durante o voo. Trinta e sete minutos depois do acidente, às 14h55min da hora local, foi reiniciada a corrida.

A segunda largada[editar | editar código-fonte]

Os resultados da corrida reiniciada seriam determinados pelos resultados agregados da primeira e segunda corrida abortada. No reinício, Gerhard Berger assumiu a liderança na pista mas Schumacher conduziu toda a corrida devido à quantia de tempo que ele estava à frente de Berger antes da corrida ter sido interrompida. Schummy assumiu a liderança na pista na volta 12, e quatro voltas depois, Berger se retirou da corrida com problemas na suspensão. Larini assumiu a liderança brevemente quando Schumacher entrou para os boxes, mas a ordem foi restabelecida quando Larini teve sua própria parada nos boxes.[9]

Dez voltas para o fim, a roda traseira direita da Minardi de Michele Alboreto se soltou do eixo quando deixava os boxes, golpeando dois mecânicos da sua ex-equipe, a Ferrari, e dois mecânicos da Lotus, que foram levados para o hospital precisando de tratamentos.[10]

Michael Schumacher ganhou a corrida à frente de Nicola Larini e Mika Häkkinen, dando a ele um máximo de trinta pontos depois de três provas disputadas na temporada de 1994. Foi o único pódio da carreira de Larini, e a primeira de apenas duas ocasiões em que ele marcou pontos em campeonatos mundiais. Na cerimônia do pódio, por respeito a Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, nenhum champanhe foi estourado.

Pós-corrida[editar | editar código-fonte]

Depois dos dois acidentes fatais em 1994, o traçado do circuito de Ímola foi alterado.

Duas horas e 20 minutos depois que Schumacher cruzou a linha de chegada, às 18h40min, hora local, a Dra. Maria Teresa Fiandri anunciou que Ayrton Senna tinha morrido. O horário oficial da morte foi dado, no entanto, como 14h17min da hora local, significando que Senna tinha morrido instantaneamente.[11] A causa de morte estabelecida por uma autópsia é que um pedaço da suspensão do carro perfurou o capacete dele e o crânio.[12]

O traçado de Ímola em 1994, traçado utilizado desde 1981, nunca foi novamente utilizado para uma corrida de Fórmula 1. O circuito foi fortemente modificado depois da corrida, inclusive uma mudança na Tamburello — também palco dos grandes acidentes de Berger (1989) e Piquet (1987)— de uma curva de alta velocidade para uma chicane muito mais lenta. A FIA também alterou o regulamento da concepção de um carro de Fórmula 1, na medida em que os regulamentos exigidos em 1995, todas as equipes deveriam criar designs completamente novos, já que os carros de 1994 não poderiam ser adaptados a eles. A preocupação levantada no briefing dos pilotos na manhã da corrida, por Senna e Berger, conduziria a mudanças na Associação dos pilotos de Fórmula 1 na corrida seguinte, o Grande Prêmio de Mônaco. A GPDA, que foi fundada originalmente em 1961, foi previamente dissolvida em 1982. O principal objetivo das mudanças era permitir que pilotos discutissem padrões de segurança com vista a melhorar as normas na sequência dos incidentes ocorridos em Ímola. As duas posições dianteiras do grid de largada do Grande Prêmio de Mônaco daquele ano, que foram pintadas com as bandeiras austríaca e brasileira deixava viva na memória os dois pilotos que tinham perdido suas vidas. Além disso, foi respeitado um minuto de silêncio antes do início da corrida.

Esquema do dispositivo HANS.

O funeral de Senna, em São Paulo, no dia 5 de maio, reuniu aproximadamente 500 mil pessoas que revestiram as ruas para assistir a passagem do caixão. O rival de Senna, Alain Prost, estava entre as pessoas que carregavam o caixão funerário. Além dele, ladearam o caixão do tricampeão: Emerson Fittipaldi, Damon Hill, Gerhard Berger, Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Jackie Stewart, Raul Boesel, Roberto Moreno, Johnny Herbert, Derek Warwick, Pedro Lamy e Thierry Boutsen. A maior parte da comunidade da Fórmula 1 assistiu ao funeral de Senna; porém o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, assistiu ao funeral de Ratzenberger, que aconteceu no dia 7 de maio de 1994 em Salzburgo, na Áustria.[13] Mosley disse depois em uma entrevista coletiva dez anos mais tarde, "Eu fui para o funeral dele porque todo o mundo foi no de Senna. Eu pensei que era importante que alguém fosse no dele".[14]

Em outubro de 1996, a FIA fixou sobre pesquisar um sistema de retenção para cabeça sob impactos, junto com a McLaren e a Mercedes-Benz. A Mercedes contatou os fabricantes do dispositivo HANS (Apoio de Cabeça e Pescoço), com uma visão para adaptá-lo para a Fórmula 1. O dispositivo HANS foi lançado em 1991 e foi projetado para conter a cabeça e pescoço no caso de um acidente para evitar a fratura do crânio basal, o ferimento que causou a morte de Ratzenberger. Testes iniciais revelaram-se bem sucedidos, e no Grande Prêmio de San Marino de 2000 foi divulgado o relatório final que concluiu que o HANS deve ser recomendado para uso. Seu uso foi tornado obrigatório a partir do início da temporada de 2001.[15]

O Julgamento[editar | editar código-fonte]

Imagem do piloto Ayrton Senna no autódromo de Ímola, em 1989.

Promotores italianos trouxeram procedimentos legais contra seis pessoas com relação à morte de Senna. Eles eram Frank Williams, Patrick Head e Adrian Newey da Williams; Fedrico Bendinelli que representa os proprietários do Autódromo Enzo e Dino Ferrari; Giorgio Poggi como o diretor de circuito e Roland Bruynserarde que era o diretor da corrida e sancionou o circuito.[16] O julgamento veredicto foi dado em 16 de dezembro de 1997, absolvendo todos os seis acusados de homicídio culposo.[17] A causa do acidente de Senna foi estabelecido pelo tribunal como quebra da direção colunar.[18] A coluna tinha sido cortada e soldada de volta a pedido de Senna para que ele estivesse mais confortável no carro.

Na sequência da decisão do tribunal, um recurso foi apresentado pelo Ministério Público estadual contra Patrick Head e Adrian Newey. No dia 22 de novembro de 1999, o recurso absolveu Head e Newey de todas as acusações, afirmando que não havia novas provas (houve falta de dados do gravador da caixa preta do carro de Senna devido a lesão, e de 1,6 segundos de vídeo da câmera de bordo do carro de Senna que estava indisponível porque o radiodifusor mudou para outra câmera do carro pouco antes do acidente), e assim, nos termos do artigo 530 do Código Penal italiano, a acusação tinha de ser declarada como "inexistente ou o fato de não subsistir".[19] O resultado deste recurso foi anulado em janeiro de 2003, já que a Corte de Cassação acreditava que o artigo 530 foi mal interpretado.[20] Um novo julgamento foi ordenado e em 27 de maio de 2005, Head e Newey, foram ambos absolvidos.[21]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Ingressos na qualificação[editar | editar código-fonte]

# Piloto Equipe Volta Diferença
1 2 Brasil Ayrton Senna[nota 1] Williams-Renault 1:21.548
2 5 Alemanha Michael Schumacher Benetton-Ford 1:21.885 +0.337
3 28 Áustria Gerhard Berger Ferrari 1:22.113 +0.565
4 0 Inglaterra Damon Hill Williams-Renault 1:22.168 +0.620
5 6 Finlândia JJ Lehto Benetton-Ford 1:22.717 +1.169
6 27 Itália Nicola Larini Ferrari 1:22.841 +1.293
7 30 Alemanha Heinz-Harald Frentzen Sauber-Mercedes 1:23.119 +1.571
8 7 Finlândia Mika Häkkinen McLaren-Peugeot 1:23.140 +1.592
9 3 Japão Ukyo Katayama Tyrrell-Yamaha 1:23.322 +1.774
10 29 Áustria Karl Wendlinger Sauber-Mercedes 1:23.347 +1.799
11 10 Itália Gianni Morbidelli Footwork-Ford 1:23.663 +2.115
12 4 Inglaterra Mark Blundell Tyrrell-Yamaha 1:23.703 +2.155
13 8 Inglaterra Martin Brundle McLaren-Peugeot 1:23.858 +2.310
14 23 Itália Pierluigi Martini Minardi-Ford 1:24.078 +2.530
15 24 Itália Michele Alboreto Minardi-Ford 1:24.276 +2.728
16 9 Brasil Christian Fittipaldi Footwork-Ford 1:24.472 +2.924
17 25 França Éric Bernard Ligier-Renault 1:24.678 +3.130
18 20 França Érik Comas Larrousse-Ford 1:24.852 +3.304
19 26 França Olivier Panis Ligier-Renault 1:24.996 +3.448
20 12 Inglaterra Johnny Herbert Lotus-Mugen-Honda 1:25.114 +3.566
21 15 Itália Andrea de Cesaris Jordan-Hart 1:25.234 +3.686
22 11 Portugal Pedro Lamy Lotus-Mugen-Honda 1:25.295 +3.747
23 19 Mónaco Olivier Beretta Larrousse-Ford 1:25.991 +4.443
24 31 Austrália David Brabham Simtek-Ford 1:26.817 +5.269
25 34 Bélgica Bertrand Gachot Pacific-Ilmor 1:27.143 +5.595
26 32 Áustria Roland Ratzenberger Simtek-Ford 1:27.584 +6.036
27 33 França Paul Belmondo Pacific-Ilmor 1:27.881 +6.333
28 14 Brasil Rubens Barrichello Jordan-Hart

Corrida[editar | editar código-fonte]

# Piloto Equipe Voltas Tempo Grid Pts
1 5 Alemanha Michael Schumacher Benetton-Ford 58 1:28'28"642 2 10
2 27 Itália Nicola Larini Ferrari 58 54"942 6 6
3 7 Finlândia Mika Hakkinen McLaren-Peugeot 58 1'10"679 8 4
4 29 Áustria Karl Wendlinger Sauber-Mercedes 58 1'13"658 10 3
5 3 Japão Ukyo Katayama Tyrrell-Yamaha 57 + 1 Volta 9 2
6 0 Reino Unido Damon Hill[nota 2] Williams-Renault 57 + 1 Volta 4 1
7 30 Alemanha Heinz-Harald Frentzen Sauber-Mercedes 57 + 1 Volta 7  
8 8 Reino Unido Martin Brundle McLaren-Peugeot 57 + 1 Volta 13  
9 4 Reino Unido Mark Blundell Tyrrell-Yamaha 56 + 2 Voltas 12  
10 12 Reino Unido Johnny Herbert Lotus Mugen-Honda 56 + 2 Voltas 20  
11 26 França Olivier Panis Ligier-Renault 56 + 2 Voltas 19  
12 25 França Eric Bernard Ligier-Renault 55 + 3 Voltas 17  
13 9 Brasil Christian Fittipaldi Footwork-Ford 54 Rodada 16  
Ret 15 Itália Andrea de Cesaris Jordan-Hart 49 Rodada 21  
Ret 24 Itália Michele Alboreto Minardi-Ford 44 Roda 15  
Ret 10 Itália Gianni Morbidelli Footwork-Ford 40 Motor 11  
Ret 23 Itália Pierluigi Martini Minardi-Ford 37 Rodada 14  
Ret 31 Austrália David Brabham Simtek-Ford 27 Rodada 24  
Ret 34 Bélgica Bertrand Gachot Pacific-Ilmor 23 Motor 25  
Ret 19 Mónaco Olivier Beretta Larrousse-Ford 17 Motor 23  
Ret 28 Áustria Gerhard Berger Ferrari 16 Suspensão 3  
Ret 2 Brasil Ayrton Senna Williams-Renault 7 Acidente fatal 1  
Ret 20 França Erik Comas Larrousse-Ford 5 Vazamento de Óleo 18  
Ret 6 Finlândia Jyrki Järvilehto Benetton-Ford 0 Colisão 5  
Ret 11 Portugal Pedro Lamy Lotus Mugen-Honda 0 Colisão 22  
NP 32 Áustria Roland Ratzenberger[nota 3] Simtek-Ford Acidente fatal nos treinos 26  
DNQ 33 França Paul Belmondo Pacific-Ilmor  
DNQ 14 Brasil Rubens Barrichello Jordan-Hart  

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Pole position: Ayrton Senna - 1'21"548
  2. Volta mais rápida: Damon Hill - 1'24"335
  3. Faleceu nos treinos oficiais, porém, não houve benefício com a posição vaga

Referências

  1. Ayrton Senna: The Last Hours (em inglês). The London Times (31 de outubro de 1994). Página visitada em 6 de junho de 2009.
  2. Had Ayrton foreseen his death? (em inglês). The Times. Times Online (17 de abril de 2004). Página visitada em 6 de junho de 2009.
  3. 5 Years After Senna's Crash, Racing Is Safer  – Some Say Too Safe: Imola Still Haunts Formula One (em inglês). International Herald Tribune (30 de abril de 1999). Página visitada em 6 de junho de 2009.
  4. Maurice Hamilton. Frank Williams: The Inside Story of the Man Behind Williams-Renault. Londres: Macmillan, 1998. 292 p. ISBN 0-333-71716-3
  5. A tragic weekend (em inglês). The Times. News International (19 de abril de 2004). Página visitada em 6 de junho de 2009.
  6. Senna - steering failure? (em inglês). Inside F1 (27 de fevereiro de 1995). Página visitada em 07 de junho de 2009.
  7. . Autosport (5 de maio de 1994).
  8. There's Something about Murray (em inglês). Autosport (2000). Página visitada em 28 de outubro de 2006.
  9. Grand Prix Results: San Marino GP, 1994 (em inglês). GP Encyclopedia. www.grandprix.com. Página visitada em 6 de junho de 2009.
  10. Rider, Steve (Presenter). (1994). San Marino Grand Prix [Television]. London, United Kingdom: BBC.
  11. Secrets of Senna's black box (em inglês). Senna Files. www.ayrton-senna.com (18 de março de 1997). Página visitada em 6 de junho de 2009.
  12. Williams Says Italy May Cite Steering In Senna's Death (em inglês). International Herald Tribune (11 de fevereiro de 1995). Página visitada em 6 de junho de 2009.
  13. David Tremayne, Mark Skewis, Stuart Williams, Paul Fearnley (5 de abril de 1994). (em inglês). Motoring News. News Publications Ltd..
  14. Max went to Roland's funeral (em inglês). www.f1racing.net (23 de abril de 2004). Página visitada em 28 de outubro de 2006.
  15. Stonefeld, Ross (21 de fevereiro de 2001). Helping Hans (em inglês). AtlasF1. Haymarket.
  16. Hamilton, Maurice. Frank Williams. [S.l.]: Macmillan. p. 276. ISBN 0-333-71716-3
  17. All six cleared in Senna trial (em inglês). Senna Files. www.ayrton-senna.com (16 de dezembro de 1997). Página visitada em 6 de junho de 2009.
  18. Faulty Steering Caused Crash! (em inglês). Senna Files. www.ayrton-senna.com. Página visitada em 6 de junho de 2009.
  19. Appeal absolves Head and Newey (em inglês). Senna Files. www.ayrton-senna.com. Página visitada em 6 de junho de 2009.
  20. Senna death case back in court (em inglês). BBC Sport (28 de janeiro de 2003). Página visitada em 6 de junho de 2009.
  21. Top designers acquitted on Senna (em inglês). BBC Sport (27 de maio de 2005). Página visitada em 6 de junho de 2009.
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