Grimório

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Esta é a concepção de um amuleto, vem do grimório, A Franga Preta (The Black Pullet). De acordo com as instruções que você deveria pronunciar em cima do cetim preto, e disser as seguintes palavras: "Nades, Suradis, Maniner", e um Gênio irá aparecer; se disser ao Gênio : "Sader, Prostas, Solaster ", o Gênio irá trazer-lhe o seu verdadeiro amor. Diga "Mammes, Laher" quando você se cansar dela.
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Grimórios (do francês grimoire) são coleções medievais de feitiços, rituais e encantamentos mágicos invariavelmente atribuídas a fontes clássicas hebraicas ou egípcias.[1] Tais livros contêm correspondências astrológicas, listas de anjos e demônios [a], orientações sobre como efetuar feitiços ou misturar remédios, conjurar entidades sobrenaturais e da confecção de talismãs, de acordo com o ponto-de-vista e com os estudos experimentais do autor.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra grimório vem do francês antigo gramaire, da mesma raiz que a palavra gramática. Isto se deve ao fato de, na metade final da Idade Média, gramáticas de latim (livros sobre dicção e sintaxe de latim) serem guardados em escolas e universidades controladas pela Igreja – e para a maioria iletrada, livros não-eclesiásticos eram suspeitos de conter magia. Mas gramática também denota, para letrados e iletrados, um livro de instruções básicas. Uma gramática representa a descrição de uma combinação de símbolos, contendo também a descrição de como combiná-los, de modo a criar frases lógicas. Um grimório, por sua vez, seria a descrição de uma combinação de símbolos mágicos e de como combiná-los de forma apropriada, dentro de um sistema de magia.

Grimórios famosos[editar | editar código-fonte]

Alguns dos grimórios mais famosos são:

Ao final do século XIX, muitos desses textos (incluindo o Abramelin e A Chave de Salomão) foram reivindicados por organizações mágicas para-maçônicas como a Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e a Ordo Templi Orientis. Aleister Crowley, adepto de ambos os grupos, serviu como vetor para um número de movimentos modernos, incluindo a Wicca, o Satanismo e a Magia do Caos.

Existe um sistema doméstico, ativo desde o século XIX, que vende grimórios falsos ou de traduções grosseiras (grande parte dos originais encontra-se em francês ou latim e são particularmente raros), apesar de existirem edições fiéis para a maioria das obras supracitadas.

Um grimório mais recente é o Simon Necronomicon, cujo nome veio a partir do livro de mágicas fictício criado pelo autor H. P. Lovecraft e inspirado na mitologia suméria e na Ars Goetia (esta última, uma seção do grimório A Chave Menor de Salomão que lida com invocações de demônios).

O manuscrito Voynich é considerado por alguns como um grimório, apesar de seu texto nunca haver sido decifrado - existe a possibilidade de ser um embuste com séculos de idade.

Livros de encantamentos (veja Papiros Mágicos Gregos) também são conhecidos desde os tempos mais remotos e são chamados grimórios por acadêmicos da atualidade. A maioria deles foram resgatados das areias do Egito e estão escritos em grego antigo e egípcio demótico.

Referências

  1. Nevill Drury. Dicionário de Magia E Esoterismo. Editora Pensamento; ISBN 978-85-315-1361-9. p. 157.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Thesaurus Magicus, coleção de grimórios publicados em Português pela Clavis Magicae Ediciones.

Notas[editar | editar código-fonte]

[a] ^ Disputa-se sobre a existência de listas de demônios, visto que a maioria das culturas que utilizavam os grimórios vinham muitas vezes de culturas pagãs, e estas não acreditavam em entidades totalmente malignas. Acreditavam que o indivíduo - ou ser superior - era centrado no bem e mal em equilíbrio, como em toda natureza.