Grou-coroado

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Balearica pavonina1.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Gruidae
Género: Balearica
Espécie: B. pavonina
Nome binomial
Balearica pavonina
(Lineu, 1758)
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O grou-coroado (Balearica pavonina) é um grou africano. Tal espécie possui plumagem branca e cinzenta e cabeça com uma crista amarela, formada por penas rígidas e cerdosas. Também é conhecida pelos nomes de ganga e grou-real.

Essas grandes aves se reúnem ao redor de brejos no norte e centro da África. Alimentam-se de vegetais, sementes, insetos, sapos, minhocas, cobras, pequenos peixes e ovos de vertebrados.

Podem formar grandes bandos com mais de 60 grous, mas, como muitos pássaros grandes, os grous-coroados se acasalam por toda a vida. São os únicos grous conhecidos que se empoleiram em árvores e não migram (como fazem os grous norte-americanos). Emitem um som estridente. Suas plumas coloridas são utilizadas em elaborados rituais matrimoniais que formaram a base de danças de cerimônias de algumas tribos africanas, inclusive os Masai.

CARACTERÌSTICAS: Altura: 96 cm Número de ovos: de 1 a 3 Tempo de incubaçáo: 28 a 35

O grou coroado é a mais bonita das aves de sua família. Destaca-se entre os gruídeos pelo penacho sedoso que ostenta no alto da cabeça e pela parte nua em tomo dos olhos que é branca manchada de vermelho escarlate. Possui um bico pequeno e bem proporcionado e uma carúncula vermelho-viva pendurada sob o pescoço. Vive aos pares ou em bandos de centenas de indivíduos. Habita as margens dos rios e lagos cobertos por vegetação alta. Anda em passos lentos, mas, se perseguido ou assustado, pode alcançar grande velocidade. Antes de alçar vôo, corre pelo chão com as asas abertas.

Quando está excitado o grou coroado se entrega a uma dança peculiar, dando saltos e abrindo as asas. Alimenta-se de sementes e pequenos répteis e anfíbios. Ao amanhecer abandona os lugares onde pernoitou e dirige-se para os descampados em busca de alimento. Depois de algumas horas, dirige-se para os bancos de areia no meio dos rios, onde passa algum tempo limpando as penas. Ao entardecer, dirige-se em bandos ao alto das árvores para passar a noite. É considerado a ave sagrada da tribo watusi e encontra-se por toda a África meridional, desde a Rodésia e Transvaal até a África do Sul.

Referências[editar | editar código-fonte]

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