Grupo de Estudos Nordeste Independente

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Nordeste Independente
Tipo Organização não-governamental
Movimento independentista
Estado legal Ativo
Propósito Elaborar estudos para avaliar as possibilidades de emancipação política e administrativa de parte do Nordeste do Brasil.
Sede Brasil Recife, Brasil
Presidente Jacques Ribemboim
Mapa do país proposto pelo GESNI

O Grupo de Estudos Nordeste Independente ou Movimento Nordeste Independente é um movimento e um grupo de estudo separatista organizado e pacífico. Tem como objetivo a autodeterminação de parte da Região Nordeste do Brasil. Foi fundado pelo pernambucano Prof. Dr. Jacques Ribemboim.

O grupo[editar | editar código-fonte]

O grupo fundado entre 1992 e 1994, por Jacques Ribemboim, professor Adjunto da Universidade Federal de Pernambuco, economista, com mestrado pela University College London e doutorado em economia pela UFPE. O grupo teve como base de criação a rivalidade com a Região Sudeste do País. Para eles, as políticas econômicas adotadas pelo Brasil visam proteger as empresas do Sudeste e prejudicar o consumo dos nordestinos. O fundador do grupo lançou o livro "Nordeste Independente", onde explica suas teorias sobre a separação.

Proposta de país[editar | editar código-fonte]

Divisão política[editar | editar código-fonte]

A proposta do Prof. Dr. Jacques Ribemboim excluía os estados da Bahia e do Maranhão do novo mapa, por considerar que essas regiões tinham poucas afinidades culturais com o resto do Nordeste e desafios próprios a serem superados. Na proposta do Prof. Dr. Jacques Ribemboim, o novo país seria formado por doze estados1

Nome do novo país[editar | editar código-fonte]

Jacques Ribemboim sugere que o novo país se chame simplesmente República do Nordeste, mas lista outros nomes possíveis como Confederação do Novo Equador, Estados Unidos do Nordeste Sul-americano, Frei Caneca, Zumbi, Pindorama ou República do Mandacaru, Confederação Equinocial, República da Equinócia, Estados Confederados da América Equinocial, Estados Unidos da Equinócia Sul-Americana, República Atlântica Central Sul-Americana, Estados Confederados do Atlântico Central, Estados Unidos do Atlântico Centro-Ocidental, et cetera.1

Motivos[editar | editar código-fonte]

O livro "Nordeste Independente" conta que os motivos encontrados pelo grupo1 foram o separatismo natural ao longo da história, o processo de concentração social e regional da renda nas Regiões Sul e Sudeste, os favorecimentos políticos e econômicos na Região Sudeste em detrimento de regiões como o Nordeste, entre outros motivos. O movimento acredita que cada América Portuguesa evoluiu de modo divergente e que portanto formam nações à parte e que estas nações possuem direito pleno a autodeterminação, visto que até hoje o que se viu foi a imposição de um império territorial baseado apenas em solo, o que favoreceu o sentimento xenofóbico paulistano e fluminense (mais acentuado na capital que no interior) contra o Nordeste, visto que o executivo federal e o seu geo-centralismo impuseram uma muralha contra o livre comércio nordestino com outras partes do mundo, destruindo a economia nordestina original que era voltada para fora do mainland e obrigando os condados ou municípios da região a acumular déficits comerciais e industriais cada vez piores para sustentar a produção industrial alheia, os cartéis midiáticos dos outros, et cetera (o próprio capital para as indústrias de base da CSN, alicerce original mor para a indústria pesada metal-mecânica alógena, foram usurpadas da zona de captação nordestina oriental e setentrional nos acordos de Washington; onde o Nordeste entrou com as bases instaladas em seu solo se expondo a ataques militares externos e assumiu todos os riscos sozinho inclusive mandando para o extremo oeste do país cidadãos seus para contrapor o monopólio da borracha asiática durante a guerra e no final não recebeu nada em troca, pois tudo acabou desviado para os outros se desenvolverem as custas nordestinas).1

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]