Guaianases

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Distrito paulistano d
Guaianases
Área 8,60 km²
População (38°) 164.512 hab. (2010)
Densidade 17.882 hab/Km² hab/ha
Renda média R$ 1.058,87
IDH 0,756 - médio (76°)
Subprefeitura Guaianazes
Região Administrativa Leste 2
Área Geográfica 4
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Guaianases, ou Guaianazes [1] é um distrito da cidade de São Paulo localizado no extremo leste da capital paulista.

História[editar | editar código-fonte]

Igreja fundada século XVII que se encontra hoje no distrito de Guaianases
Olaria no parque chácara das flores

A formação do bairro de Guaianases é a mesma de Itaquera, ambos nascidos de aldeamentos indígenas e do esforço dos jesuítas com destaque padre Manuel da Nóbrega e Jose de Anchieta que fundarão o colégio Jesuíta para a catequese dos Guaianás . O aldeamento prosseguiu mas "por volta de 1820 os índios já estavam extintos e a terra encontrava-se em mãos de particulares." [2]

"Guaianases representa a população brasileira, pois começou com os indígenas, depois eles se misturaram com os brancos, como os portugueses que aqui chegaram. Depois houve uma miscigenação com os negros, com os imigrantes europeus, e diferentes raças, e também com o próprio povo brasileiro que veio do norte, do nordeste, de minas, enfim de outros estados." [3]

No início, tornaram-se parada e pousada de viajantes um ponto de passagem da estrada do imperador para depois seguirem para as minas de ouro. Existem registros que a chácara do Major Aníbal Foi estadia do próprio Dom Pedro por mas de uma vez. Como de costume, ergueu-se uma igreja. Dessa vez em homenagem a Santa Cruz do Lajeado. Documentos da Igreja de Santa Cruz comprovam sua idade, a capela foi fundada em meados do século XVII havendo divergência entre as fontes, o bairro era chamado de Lageado Velho. O local cresceu lentamente com a instalação de diversas olarias nas imediações e com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro do Norte e mais tarde foi conhecida como Estrada de Ferro Central do Brasil. A partir dos anos 20 o bairro se tornou mais populoso as olarias e a Estrada de Ferro Norte deram um impulso na economia local, pela estrada de ferro também vieram os imigrantes italianos e posteriormente os espanhóis a partir de "1912 para dedicar-se à extração de pedras através das Pedreiras Lajeado e São Matheus." [4] Em 1957 recebeu oficialmente o nome de Guaianases, que era a tribo que o habitava.

A grande população e a falta de indústrias no local deram fama a Guaianases de "bairro-dormitório". [5]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Avenida Salvador Gianetti próximo ao centro de Guaianases
Biblioteca Cora Coralina
Hospital Geral Jesus Teixeira Costa
Colégio Palmerino Calabrez

Guaianases no extremo leste de São Paulo, já foi apontado como um dos bairros mais precários da cidade, ao lado de Jardim Ângela, Grajaú, Pedreira, Jardim São Luís e Jardim Helena.[6]

Esses dados são alavancados, pois nesse periodo o distrito de "Cidade Tiradentes", ainda fazia parte da subprefeitura de Guaianases. Então o bairro agrupava toda esse região também, conhecida como uma das mais carentes da cidade. Uma região que por muitos anos fora esquecida pelas autoridades com muitas favelas bairro periférico.

hoje região conta com distritos mais desenvolvidos, com a região central no entorno da estação Guaianases da CPTM que conta com as áreas adjacentes ao centro gozando de maior desenvolvimento social, fazendo com que o distrito hoje tenha um IDH médio e conte com duas faculdades, Hospital Geral Jesus Teixeira Costa (Hospital Geral de Guaianases), Biblioteca municipal Cora Coralina, Escola particular, UBSs, AMAs, casas de classe média e média-baixa, diversas lojas e super mercados de pequeno médio e grande porte, instituições bancarias e outros

Segundo dados da Fundação Seade no ano 2010, 60,2% dos chefes de família recebem no máximo três salários mínimos. Mais de 15% dos 400 mil moradores viviam em regiões invadidas (favelas), número mais alto que do município como um todo: 11%. A taxa de analfabetismo é de 7,7% quando a média da cidade é de 4,88% e as taxas de defasagem escolar também são altas, muito embora não faltem vagas nas escolas municipais da região, segundo a subprefeitura.

As favelas representam um caso mais complexo. A maioria das ocupações irregulares data de décadas atrás e boa parte das moradias já é de alvenaria. A solução seria, de acordo com a subprefeitura local, regularizar os espaços, especialmente no extremo do Jardim São Paulo, Fazenda Santa Etelvina e Passagem Funda.

Educação[editar | editar código-fonte]

Escola Técnica Estadual de Guaianases

O distrito conta com o CEU Jambeiro. Que possui três quadras poliesportivas, dois campos de futebol e três piscinas, além de telecentro e biblioteca, o CEU se transforma em um clube nos finais de semana e reúne até mil pessoas nos finais de semana mais quentes. O centro oferece ainda uma extensa programação cultural, com filmes, shows de música, teatro e campanhas de saúde voltadas à comunidade.

No CEU estudam mais de dois mil alunos, do ensino infantil até à 8ª série do ensino fundamental. Deste total 260 estudam em período integral. No tempo extra em que ficam no colégio os estudantes têm aulas de informática, xadrez e dança, entre outros.

O Distrito de Guaianases ainda conta com várias escolas da rede pública e privada como por exemplo a ETEC Guaianses de que oferece os cursos técnicos em:

  • Administração;
  • Automação Industrial;
  • Edificações;
  • Eletrotécnica;
  • Informática;
  • Nutrição e Dietética;
  • Secretariado.

Também dispõem da Extensão CEU Jambeiro que oferece o curso técnico em logística.

Transporte[editar | editar código-fonte]

É servido pela linha 11 da CPTM, que dá acesso ao centro da Capital e aos municípios de Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano e Mogi das Cruzes. Além disso, é servido por linhas municipais e intermunicipais de ônibus. A principal via que liga ao centro da cidade é o Corredor Guaianases-Marginal.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. A grafia Guaianazes, embora frequente é usada por vezes até mesmo pelo governo municipal e estadual, é incorreta correta as normas ortográficas em vigor (língua portuguesa). O nome da região origina-se no dos índios guaianás, do ramo caingangue, que habitava a região. (MACHADO, José Pedro - Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa).
  2. www.prefeitura.sp.gov.br
  3. www.prefeitura.sp.gov.br
  4. www.prefeitura.sp.gov.br
  5. Aniversário de Guaianases é marcado por homenagens (em português) Jornal do Município. Visitado em 30 de maio de 2009.
  6. Mapeamento das regiões mais vulneráveis da capital, CEM (Centro de Estudos da Metrópole) da USP. 2003


Ver também[editar | editar código-fonte]

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