Guaianases

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Distrito paulistano de
Guaianases
População hab. (1999)
Subprefeitura Guaianases
Área Geográfica 4
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Guaianases[1] é um distrito da cidade de São Paulo.

História[editar | editar código-fonte]

A formação do bairro de Guaianases é a mesma de Itaquera, ambos nascidos de aldeamentos indígenas e do esforço dos jesuítas na catequese. O aldeamento prosseguiu até 1889, com a extinção total dos índios.

No início, tornaram-se parada e pousada de viajantes e, como sempre, ergueu-se uma igreja. Dessa vez em homenagem a Santa Cruz do Lajeado (é como ficou conhecido: Lajeado). O local cresceu lentamente com a instalação de diversas olarias nas imediações e com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Norte. A partir dos anos 20 o bairro se tornou mais populoso e em 1957 recebeu oficialmente o nome de Guaianases, que era a tribo que o habitava.

A grande população e a falta de indústrias no local deram fama a Guaianases de "bairro-dormitório". [2]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Guaianases no extremo leste de São Paulo, já foi apontado como um dos bairros mais precários da cidade, ao lado de Jardim Ângela, Grajaú, Pedreira, Jardim São Luís e Jardim Helena.[3]

Esses dados são alavancados, pois nesse periodo o distrito de "Cidade Tiradentes", ainda fazia parte da subprefeitura de Guaianases. Então o bairro agrupava toda esse região também, conhecida como uma das mais carentes da cidade. Uma região que por muitos anos fora esquecida pelas autoridades com muitas favelas bairro periférico.

A região conta com distritos mais desenvolvidos, como a região central, e o Jardim São Paulo; que conta com duas faculdades, um Hospital Geral público, uma Escola Técnica, e casas de classe média-baixa com rendas por pessoas de um pouco mais de um salário mínimo.

Segundo dados da Fundação Seade no ano 2010, 60,2% dos chefes de família recebem no máximo três salários mínimos. Mais de 15% dos 400 mil moradores viviam em regiões invadidas (favelas), número mais alto que do município como um todo: 11%. A taxa de analfabetismo é de 7,7% quando a média da cidade é de 4,88% e as taxas de defasagem escolar também são altas, muito embora não faltem vagas nas escolas municipais da região, segundo a subprefeitura.

As favelas representam um caso mais complexo. A maioria das ocupações irregulares data de décadas atrás e boa parte das moradias já é de alvenaria. A solução seria, de acordo com a subprefeitura local, regularizar os espaços, especialmente no extremo do Jardim São Paulo, Fazenda Santa Etelvina e Passagem Funda.

Educação[editar | editar código-fonte]

O distrito conta com o CEU Jambeiro. Que possui três quadras poliesportivas, dois campos de futebol e três piscinas, além de telecentro e biblioteca, o CEU se transforma em um clube nos finais de semana e reúne até mil pessoas nos finais de semana mais quentes. O centro oferece ainda uma extensa programação cultural, com filmes, shows de música, teatro e campanhas de saúde voltadas à comunidade.

No CEU estudam mais de dois mil alunos, do ensino infantil até à 8ª série do ensino fundamental. Deste total 260 estudam em período integral. No tempo extra em que ficam no colégio os estudantes têm aulas de informática, xadrez e dança, entre outros.

Transporte[editar | editar código-fonte]

É servido pela linha 11 da CPTM, que dá acesso ao centro da Capital e aos município de Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano e Mogi das Cruzes. Além disso, é servido por linhas municipais e intermunicipais de ônibus. A principal via que liga ao centro da cidade é o Corredor Guaianases-Marginal.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. A grafia Guaianazes, embora freqüente e usada por vezes até mesmo pelos governos municipal e estadual, é incorreta segundo as normas ortográficas em vigor. O nome da região origina-se no dos índios guaianás, do ramo caingangue, que habitava a região. (MACHADO, José Pedro - Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa).
  2. Aniversário de Guaianases é marcado por homenagens (em português). Jornal do Município. Página visitada em 30 de maio de 2009.
  3. Mapeamento das regiões mais vulneráveis da capital, CEM (Centro de Estudos da Metrópole) da USP. 2003

Ver também[editar | editar código-fonte]

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