Guanambi

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Município de Guanambi
"Cidade do Algodão, Capital dos Ventos"
Vista das Avenidas em Paralelo

Vista das Avenidas em Paralelo
Bandeira de Guanambi
Brasão de Guanambi
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 14 de agosto
Fundação 1919
Gentílico guanambiense
Prefeito(a) Charles Fernandes (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Guanambi
Localização de Guanambi na Bahia
Guanambi está localizado em: Brasil
Guanambi
Localização de Guanambi no Brasil
14° 13' 22" S 42° 46' 51" O14° 13' 22" S 42° 46' 51" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Guanambi IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Caetité, Igaporã, Pindaí, Candiba, Palmas de Monte Alto e Sebastião Laranjeiras
Distância até a capital 796 km
Características geográficas
Área 1 296,654 km² [2]
População 85 237 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 65,74 hab./km²
Altitude 525 m
Clima Semiárido Bsh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,673 médio PNUD/2010[4]
Gini 0,55 PNUD/2010[5]
PIB R$ 663,018, 427 IBGE/2012[6]
PIB per capita R$ 8,350 99 IBGE/2012[6]
Página oficial

Guanambi é um município brasileiro do estado da Bahia, distante 796 quilômetros a sudoeste de Salvador, sendo interligado à capital pela BR-030, BR-242 e BR-324, a 45 km de Caetité e a 43 km de Palmas de Monte Alto pela BR-030, a 33 km de Pindaí pela BR-122 e a 29 km de Candiba pela BA-262. Sua população estimada em 2014, segundo o IBGE, é de 85 237 habitantes,[3] o que a faz continuar sendo o 20ª município mais populoso da Bahia. É cidade polo da Microrregião de Guanambi, estabelecendo influência comercial e de infraestrutura para uma área de aproximadamente 400 mil habitantes. Abriga, ao lado de Caetité e Igaporã, o maior complexo eólico da América Latina.[7]

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

A história do município de Guanambi se inicia no século XIX quando, segundo relatos, uma mulher de nome Bela, devota de Santo Antônio, construiu uma casa de taipa nas proximidades do Riacho Belém, na margem direita do rio Carnaíba de Dentro. Desde então para esse ponto se convergiam os moradores da vizinhança que, juntamente com aquela mulher, todos os anos rezavam benditos e ladainhas para aquele santo. Esse encontro rapidamente se transformou num festejo de muitos dias. Bela promovia festas com frequência, o que atraía muita gente para o lugar, principalmente aos domingos e dias santos. Assim foram surgindo outras casas, cujos moradores procediam de vilas e lugarejos da região.

Em 1870, quando o arraial de Bela Flor já se encontrava em desenvolvimento, durante uma missão católica no local, o fazendeiro Joaquim Dias Guimarães doou parte das terras do arraial para a construção de uma capela.

Emancipação política[editar | editar código-fonte]

Em meados de 1880, foi criado o Distrito de Paz de Bela Flor pertencente ao município de Palmas de Monte Alto (Lei provincial nº. 1797 de 23 de junho de 1880). Embora oficialmente tivesse a denominação de Bela-Flor, por muito tempo persistiu o nome de Beija-Flor, com o qual o lugar se tornara conhecido.

No ano de 1919, através da Lei Estadual nº 1.364, de 14 de agosto desse ano, Bela Flor foi desmembrado de Monte Alto, porém a real instalação do novo município só se deu em 1º de janeiro de 1920, quando Balbino Gabriel de Araújo Cajaíba tomou posse como o primeiro intendente.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Para a origem do nome "Guanambi", há duas versões: a primeira versão é que Bela tinha uma filha muito simpática chamada Flor. Era comum durante as cerimônias de Santo Antônio, iniciar as festividades apenas depois que todos beijassem a imagem do santo, a começar pela filha da dona da casa, a bela Flor. Querendo que a festa se iniciasse logo, todos os presentes pediam: “Beija, Flor! Beija, Flor!” Assim, o povo passou a chamar o referido lugar de Beija-flor.

Porém, numa outra versão, a denominação Beija-Flor, dada ao arraial, veio da pequena ave, da espécie colibri, pois o terreno sempre úmido de vazante, contíguo ao local do arraial, permitia a existência de flores silvestres e, em consequência, a presença de muitos beija-flores.

Desse modo, o nome Guanambi é originário do tupi-guarani, das palavras guainumbi, guanumbi, guanambi, que significam beija-flor.

Dualidade política[editar | editar código-fonte]

A política dos "Caititus" x "Morcegos"- Nas décadas de 20 e 30, surgiram duas facções políticas extremamente concorrentes: a dos "Caititus", liderada por Dr. Fernandes (que logo se revelou um oposicionista à primeira administração municipal), e a dos "Morcegos", que tinha como líder o Coronel Balbino Cajaíba. Essa disputa prolongou-se por vários anos, através dos representantes destes políticos influentes no meio social daquele período. Devido a muitas brigas à mão armada, a população viveu anos de pavor e insegurança provocados pelo embate político que ficou registrado na história.

A política dos "Jacus" x "Carcarás" - Na política do município, sempre houve um nome popular para destacar situação e oposição. A partir de 1976 surgia um movimento político muito acirrado, conhecido como "Jacus" e "Carcarás". Os "Jacus" foram liderados, a princípio, por José Humberto Nunes. Essa tendência ainda é presente no município através de alguns representantes políticos. Os "Carcarás" foram chefiados por Binha Teixeira e Nilo Coelho e tiveram maior influência a partir de 1982, época em que Nilo disputava as eleições para prefeito do Município.<ref=

Desenvolvimento urbano, econômico e populacional[editar | editar código-fonte]

Nas duas últimas décadas do século XX, Guanambi apresentou um aumento acentuado na população. No censo populacional de 1970, a cidade contava com uma população de 31 174 habitantes, número que cresceu para 45 420 em 1980, elevando a taxa de urbanização da cidade de 35,9% em 1970 para 54,8% em 1980. Nos últimos trinta anos, a população da cidade quase dobrou, à mesma proporção em que a economia se desenvolveu, tendo o município, em 2010, alcançado a marca de 79,36% de taxa de urbanização, segundo o IBGE. A base da economia da cidade, a princípio, foi do cultivo e beneficiamento do algodão, este produzido na região do Vale do Iuiu, o que fez com que a elite fundiária dessa cultura se estabelecesse em Guanambi, trazendo consigo investimentos na infraestrutura do município, como rodovias, usinas de beneficiamento e o aeroporto, o que contribuiu para o aumento expressivo da população, tendo em vista que essa cidade recebia cada vez mais um contingente populacional diversificado, com pessoas em busca de trabalho na colheita de algodão, e ainda, outras pessoas interessadas em investimentos na cidade ou à trabalho nas usinas beneficiadoras que eram implantadas no local.

A enchente de 1992[editar | editar código-fonte]

Em 1992, devido à constantes chuvas, a barragem de Ceraíma (que então abastecia o município) sofreu uma ruptura, causando o alagamento de vários bairros, inclusive o Centro. A cidade, então, assistia à maior enchente já ocorrida na região.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área total do município, segundo o IBGE, é de 1 296,654 km², com densidade populacional igual a 60,80 hab/km². Situa-se a 14° 13′ 22″ de latitude sul e a 42° 46′ 51″ de longitude oeste, estando distante a 796 quilômetros da capital baiana. A altitude média da cidade é de 525 metros, tendo como o ponto mais alto no perímetro urbano o morro do Monte Pascoal, onde se situam torres de transmissão de rádio e telefonia. Seus municípios limítrofes são Caetité, a leste; Riacho de Santana, ao norte; Palmas de Monte Alto a oeste; e Urandi e Pindaí, ao sul. A população é estimada em quase oitenta mil habitantes, sendo destes, 70.150 na sede e 15.087 distribuídos em três distritos interligados por rodovias.

Vegetação, clima e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Seu clima é basicamente semiárido, com temperatura média anual de 22,6°C. O período da chuva se dá entre os meses de outubro a março. Seu relevo caracteriza-se pela presença do Pediplano Sertanejo, das superfícies dos Gerais e do Planalto do Espinhaço.

A vegetação predominante atual, devido ao desmatamento, é do tipo rasteira, onde se destacam os terrenos de capoeira, apresentando uma grande fertilidade para o cultivo de algodão, feijão, mandioca e milho, sendo grandes problemas para o governo municipal o elevado desmatamento e erosão, que tiram a fertilidade dos solos. A vegetação original, bastante degradada, era composta por Floresta Estacional Decidual, que era uma mistura de espécies da caatinga com árvores de mata tropical, sendo nas áreas mais férteis uma mata fechada com grandes árvores, já nas áreas de maior altitude, denominadas serras, que apresentam solo mais pobre em nutrientes, havia a ocorrência de vegetação do tipo cerrado. O tipo de solo, como o podzóico vermelho-amarelo distrófico e planossolo solódico eutrófico encontrados na região, proporcionam condições regulares para o cultivo de lavouras, silviculturas e para pastagem natural.

Como potencial hidrográfico há o Rio Carnaíba de Dentro e seus riachos afluentes, como o Riacho Belém, que corta o centro da cidade. As principais represas são a de Ceraíma e a barragem do Poço do Magro, além das represas de Mutans (Lagoa d'Água, Taboinha, Lagoa da Espera) e de Morrinhos. A região pertence a bacia hidrográfica do São Francisco e se encontra na área de atuação da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), sendo abastecida pela água do Rio São Francisco trazida pela Adutora do Algodão, implantada em 2012, com iniciativas do Governo Federal.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Guanambi é subdividida em três Distritos (Ceraíma, Morrinhos e Mutans) e aproximadamente 57 bairros, incluindo o Centro. São estes: Boa Vista, Industrial, Ipiranga, Pôr do Sol, São João, Nova Olinda, BNH, Novo Horizonte, Beneval Boa Sorte, São José, Vomitamel, Loteamento Municipal, São João, Santa Luzia, Marabá, Lagoinha, Vasconcelos, Santo André, Alvorada, São Vicente, Candeal, Araújo, Nossa Senhora Aparecida, Tabuinha, Vila Nova, Monte Pascoal, Aeroporto Velho, Santa Catarina, Loteamento Maria Bastos, Brindes, Santo Antônio, Sandoval Moraes I e II, Caiçara, Brasília, Liberdade, Ipanema, Alto Caiçara, Floresta, Morada Nova, Beija Flor I, II e III, Manoel Cotrim, Deus Dará, Paraíso, Leolinda de Sá, Bela Vista, Bom Jesus, Reis, São Francisco, Sossego, Amambaí, São Sebastião e Belo Horizonte. O acesso ao distrito de Morrinhos se dá pela rodovia BR-030.

Infraestrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Vias de escoamento[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Principais logradouros[editar | editar código-fonte]

  • Avenida Santos Dumont
  • Avenida Prefeito José Neves Teixeira
  • Av. Sen. Nilo Coelho - importante via, percorre as margens do canal do Riacho Belém, atravessando a feira livre e passando pelo Mercado Municipal, liga o Centro ao bairro de Santa Catarina
  • Avenida Sandoval Moraes - liga o Centro ao Parque de Exposições
  • Avenida Governador Nilo Coelho (acesso ao Aeroporto)
  • Avenida Barão do Rio Branco - importante via comercial, liga o Centro à Av. Senador Nilo Coelho
  • Avenida Guanabara - liga a Praça Manoel Novaes (Centro) à Av. Senador Nilo Coelho (S. Francisco), passando pela Av. Santos Dumont
  • Avenida Castelo Branco - liga o Centro Administrativo aos bairros Nova Olinda e São João, em paralelo com a Av. Santos Dumont
  • Rua Otávio Mangabeira - liga o Centro ao bairros Beija-Flor I e II
  • Avenida Petrônio Portela - principal avenida do bairro Alvorada, bastante movimentada pela concentração de barzinhos e outros pontos de comércio.
  • Praça Manoel Novaes (Praça do Colégio)
  • Praça Henrique Pereira Donato (Praça do Feijão) - se encontra no cruzamento entre as avenidas Santos Dumont e Guanabara, sendo o principal ponto de entretenimento da cidade devido ao grande número de bares, pizzarias, churrascarias e sorveterias. Durante as festas de fim de ano, uma árvore de Natal é montada no centro da praça, além de ser o local onde ocorre a popular festa da virada do ano.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Guanambi é referência em saúde para os municípios de sua microrregião. Em 2009, o município contava com 49 estabelecimentos de saúde, incluindo PSFs, hospitais e clínicas públicas e privadas, sendo destes, 20 postos de saúde municipais distribuídos nos bairros e um Posto Central.[8] O principal e maior hospital da cidade é o Hospital Regional, referência para pelo menos 18 municípios vizinhos, sendo administrado pelo Governo Estadual e integrante da rede do Sistema Único de Saúde. Além deste, outros estabelecimentos de apoio importantes de Guanambi são o Hospital do Rim, a Promater, a Policlínica, o Hospital São Lucas e o Hospital Nova Aliança, que oferecem atendimento de média e alta complexidade para pacientes de toda a região, desde que pactuados com a Prefeitura e o Ministério da Saúde.

Educação[editar | editar código-fonte]

A primeira escola primária de Guanambi começou a funcionar por volta de 1928 e sua primeira escola estadual, o Getúlio Vargas, foi inaugurada em 10 de novembro de 1938 pelo intendente José Ferreira Costa.

De propriedade da professora e escritora Enedina Costa de Marcêdo, em 1957 foi inaugurada a “Escola Normal São Lucas”.

Em 1954, foi fundado o "Ginásio Escola Normal de Guanambi", mantido pela associação dos amigos da cidade.

Em 1970 os estabelecimentos particulares foram doados ao governo estadual, numa junção dos esforços da sociedade de Guanambi, representados pelos deputados Manoel Novaes (federal) e Vilobaldo Neves Freitas (estadual), criou-se o Colégio Estadual Governador Luís Viana Filho sendo na ocasião o prefeito de Guanambi, Jonas Rodrigues da Silva e o governador Luís Viana Filho que também naquela época tiveram a oportunidade de inaugurar a represa de Ceraíma junto ao Ministro de Minas e Energia da época, Mário Andreazza. Por muitos anos, tal colégio se manteve como exemplo educacional na região.

No ano de 1998 foi inaugurado o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães pelo governador Paulo Souto e a prefeita Sizalta Donato, fazendo parte de uma rede estadual de colégios com o mesmo padrão físico e educacional, existente até os dias atuais.

A partir do final da década de 90, Guanambi tem se destacado cada vez mais entre as cidades conhecidas como pólos educacionais. Desde então, o MEC aprovou diversos cursos superiores para serem ministrados pela UNEB, FG (Faculdade Guanambi), FTC e IFBAIANO - Campus Guanambi (Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano), entre outras instituições de ensino. Assim, a cidade tem despertado de forma crescente o interesse de estudantes de diversos lugares do país.

Em 2009, a cidade contava com 83 instituições de ensino (públicas e privadas) nas diversas modalidades (ensino infantil, fundamental, médio e superior) . As principais são:

Instituições públicas[editar | editar código-fonte]

Instituições privadas[editar | editar código-fonte]

  • Colégio Martins ( Universidade Infantil )
  • Colégio Nóbrega
  • Colégio Pequeno Príncipe
  • CQM - Anglo (Colégio Qui-Mimo)
  • Colégio Caminho do Saber
  • Avançar Educacional
  • Diversa Educação Integrada
  • Escola Universidade Infantil

Instituições de ensino superior[editar | editar código-fonte]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Como uma cidade de médio porte, Guanambi enfrenta sérios problemas quanto à segurança pública. Conta com duas delegacias de polícia, além do 17º Batalhão de Polícia Militar.

Serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

O serviço de abastecimento de água é realizado pela Embasa - Empresa Baiana de Águas e Saneamento, com água proveniente do Rio São Francisco e transportada pelo sertão baiano através da recém-inaugurada Adutora do Algodão, atendendo 100% do município e algumas regiões da zona rural. Em outras regiões, em parceria com o Governo Federal, foram construídos poços para captar e armazenar água da chuva e suprir a necessidade da população. O serviço de eletricidade é oferecido pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA), que mantém uma subestação no bairro Novo Horizonte.

Há a disponibilidade de internet banda larga (ADSL) e discada, oferecida por vários provedores. O serviço de telefonia fixa é de responsabilidade da Oi Telecomunicações, e o de telefonia móvel é realizado pelas quatro principais operadoras do país: TIM, Claro, Oi e Vivo. O código de área (DDD) de Guanambi é o 077, e o Código postal da cidade é o 46430-000.

O município conta com pelo menos dois jornais impressos em circulação, o A Tarde (de Salvador) e o Tribuna do Sertão. Além de vários jornais locais, a cidade também é sede do maior jornal de classificados da região que é O Popular. As principais emissoras de rádio são a 96 FM, a Rádio Alvorada, Rádio Cultura AM e a 106 FM.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE, a frota de veículos em Guanambi é de aproximadamente 39.084 em Julho de 2014, entre automóveis, motocicletas, ônibus e caminhões.

A cidade é servida principalmente pelas rodovias BR-030 e BR-122 e possui pelo menos seis vias com capacidade para alta densidade de tráfego, as avenidas Governador Nilo Coelho, Governador Waldir Pires, Prefeito José Neves Teixeira, Senador Nilo Coelho, Sandoval Moraes e Santos Dumont.

O transporte coletivo de passageiros em Guanambi, embora pouco utilizado, é operado, há mais de 20 anos, pela Guanambi Turismo Viação. A empresa foi fundada nos anos 90 e posteriormente passou a pertencer a um grupo de Belo Horizonte. Atualmente, sua frota é composta principalmente por micro-ônibus e a garagem localiza-se no bairro Santo Antônio. Suas principais linhas são: São Sebastião - Alto Caiçara, Beija-Flor - Centro e Alvorada - Brasília.

Guanambi conta com um número elevado de mototaxistas, todos certificados e fiscalizados pela prefeitura e regulamentados pela Associação dos Mototaxistas de Guanambi. Com exceção do uso de automóveis, este meio de transporte é o mais utilizados pela população para o deslocamento dentro do perímetro urbano.

A cidade conta com um aeroporto municipal, com pista de 1700 metros por 30 metros e capacidade para aeronaves de pequeno e médio porte, situado no bairro Novo Horizonte e com principal acesso pela rodovia BR-030. Além disso, o município ainda possui um Terminal Rodoviário com seis plataformas, sendo o principal ponto de apoio das linhas de ônibus intermunicipais e interestaduais que passam pela região, além de ser o maior terminal da microrregião, operado pela Empril Empreendimentos.

Economia[editar | editar código-fonte]

Cidade polo do extenso e populoso estado da Bahia, Guanambi no despertar das últimas décadas se tornou um médio centro comercial na região, com uma população de quase oitenta mil habitantes (segundo a projeção do IBGE/2009).

Vista do Centro de Guanambi

Na década de 80, a cidade de Guanambi se tornou um médio polo comercial e agrícola, sendo que em 1985 foi destaque com a maior área de plantio do Estado da Bahia, que atingiu a marca de 7.576 toneladas. Milhares de trabalhadores impulsionados pela grande colheita vieram para Guanambi em busca de uma vida mais digna, muitos conseguiram, mas a maioria caiu na fila da miséria, como mostra a obra de ficção do escritor guanambiense Juarez Elcino. No decorrer da década de 80, a cidade passou por uma forte crise impulsionada pela queda na produção do algodão devido ao surgimento de pragas na lavoura algodoeira do município. A cidade que até então era conhecida como a Capital do Algodão cai no esquecimento. Porém, Guanambi, a partir do final da década de 90, vem evoluindo e atrai a cada dia mais pessoas. O plantio de algodão voltou a crescer, e desta vez indústrias, terminal rodoviário, aeroporto e universidades estaduais e particulares também vem ajudando no desenvolvimento da cidade.

A cidade possui seis agências bancárias (Caixa Econômica Federal(2 agências), Banco do Brasil, Bradesco, Banco do Nordeste e Itaú). E em breve terá a segunda agência do Banco do Brasil e a primeira do Santander.

Em relação às festas populares, Guanambi segue sua rotina com tradição no São João, aonde se instala na Avenida Santos Dumont mais precisamente na Praça do Feijão o Forró do Gurutuba, assim modificando a cada ano a praça e a deixando a caráter para o São João, e fica no clima assim de 3 semanas a um mês. Chegando as festas de fim de ano, a mesma praça sofre mutações, sendo unida com a praça vizinha , a Praça da Prefeitura, surgindo uma só; Ali é instalado sempre um belo presépio que é muito bem feito, detalhado e iluminado,com uma estrutura impressionante, aonde já surgiu varias reportagens sobre ele, saindo na tv em rede nacional, ex: Programa do Jô, em sua abertura a imagem da praça em véspera natalina. Eventos constantes de menores espaços de tempo mas sempre constantes, divertidos e freqüentados existem e fazem a rotina da cidade e região. Existe desde 1990 o passeio ciclístico, que é um evento para ciclistas de grande tradição na cidade, celebrado todo ano no dia 1º de Maio, dia do trabalhador, que veio a ter seu ápice em 2008, estando presentes mais de 12 mil ciclistas. Da Praça Henrique Pereira Donato até a chegada no Parque de Exposições Gercino Coelho, que mesmo em obras comportou perfeitamente o evento, os mais variados modelos e arranjos sobre duas e até quatro rodas, formavam um colorido raro, até bicicleta protestando contra a dengue, algumas equipadas com sons. Durante o evento no Parque de Exposições Gercino Coelho, Para animar o grande público cerca de mais de 18 mil pessoas que lotou o Parque, shows de nível como Rasta Chinela, Banda Guanasamba, Léo do Forró e demais artistas regionais além de sorteios de brindes.

Com tradição na cidade tem a festa da camiseta em Guanambi, celebrada desde 1995 todos os anos sempre no fim de semana entre o natal e o reveillon. Uma festa sempre realizada em lugares fechados, com predominância no Clube de Campo de Guanambi, com presença de grandes bandas do Brasil, com a maioria delas bandas baianas. A festa tem vários ambientes espalhados pela área que se celebra a festa, tendo Tenda Eletrônica, Tenda de Forró, no salão a Área do Pop Rock, som de mpb com voz e violão.

No Carnaval, não existe tradição de festas profanas na cidade, assim sendo que a população sempre viaja para outras cidades para comemorá-lo. Porem existe um retiro religioso de carnaval na cidade, organizado pela Igreja Católica, mais precisamente pela Paróquia de Santo Antônio, localizada no Centro Comunitário Betânia, tendo duração de 4 dias.

Dentre as várias festas e eventos localizados na cidade, há também a Festa à Fantasia organizada sempre em Janeiro, o Halloween, tendo também muitos eventos esportivos como o campeonato municipal de futebol, e dois times profissionais que disputa a segunda divisão do campeonato baiano, o GAC, Guanambi Atlético Clube e o Esporte Clube Flamengo de Guanambi. No Reveillon existe uma grande estrutura programada e aproveitada pelos moradores e turistas todos os anos.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. Área Territorial Brasileira - Consulta por Município Resolução da Presidência do IBGE de n° 1 (R.PR-1/13) (15 de janeiro de 2013). Visitado em 3 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 3 de setembro de 2014.
  3. a b ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2014 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (28 de agosto de 2014). Visitado em 2 de setembro de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 07 de outubro de 2013.
  5. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). Perfil do município de Guanambi - BA Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Visitado em 4 de março de 2014.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  7. Inaugurado na Bahia o maior complexo eólico da América Latina - See more at: http://www.ouvidoriageral.ba.gov.br/2012/07/10/inaugurado-na-bahia-o-maior-complexo-eolico-da-america-latina/#sthash.P4kXyO9t.dpuf Ouvidoria Geral da Bahia (10 de julho de 2012).
  8. Cidades@ - IBGE (2009). Serviços de Saúde 2009. Visitado em 18 de maio de 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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