Guaratinguetá

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Município de Guaratinguetá
"Capital do Fundo do Vale"
" Atenas do Vale do Paraíba"
"Município das Garças Brancas"
Vista aérea da cidade

Vista aérea da cidade
Bandeira de Guaratinguetá
Brasão de Guaratinguetá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 13 de junho
Fundação 13 de junho de 1630
Gentílico guaratinguetaense
Lema PAVLISTARVM ARX
(traduzido do latim, significa "Cidadela dos Paulistas")
Prefeito(a) Francisco Carlos Moreira dos Santos (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Guaratinguetá
Localização de Guaratinguetá em São Paulo
Guaratinguetá está localizado em: Brasil
Guaratinguetá
Localização de Guaratinguetá no Brasil
22° 48' 57" S 45° 11' 34" O22° 48' 57" S 45° 11' 34" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Vale do Paraíba Paulista IBGE/2008[1]
Microrregião Guaratinguetá IBGE/2008[1]
Região metropolitana Vale do Paraíba e Litoral Norte
Municípios limítrofes Campos do Jordão, Delfim Moreira, Piquete (N), Cunha, Lagoinha, Aparecida, Potim (S), Pindamonhangaba (O) e Lorena (L)
Distância até a capital 175 km[2]
Características geográficas
Área 751,443 km² [3]
População 112 091 hab. (SP: 62º) –  Censo IBGE/2010[4]
Densidade 149,17 hab./km²
Altitude 530 m
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,798 (SP: 47º) – alto PNUD/2010 [5]
PIB R$ 2 305 141 IBGE/2010[6]
PIB per capita R$ 16 130 50 IBGE/2008[6]
Página oficial
Outras informações
Ficha técnica
CEP 12500-000[7]
Padroeiro Santo Antônio
Vínculo diocesano Arquidiocese de Aparecida
Vereadores 13
Comarca Guaratinguetá
Eleitores 82 922 Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo[8]
País  Brasil
Macrorregião Sudeste
Área urbana 13,4676 km²[9]
Índice Gini 0,420[10]
Trabalhadores 52 524[11]
Orçamento R$ 144 855 972,08[12]
Rua no Centro de Guaratinguetá
Monumento das Três Garças
Museu Frei Galvão

Guaratinguetá é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizada na região do Vale do Paraíba, sede de microrregião, uma das sub-sedes da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte e um dos polos sub-regionais do Brasil. Sua microrregião vive um processo de urbanização e foi elevada a Região Metropolitana.[13] O município é uma dos mais importantes do Vale do Paraíba, possuindo importância turística, industrial e comercial.[14]

É conhecida na região pela tradição da comemoração do carnaval, iniciado no município pela tradição portuguesa do entrudo.[15] Atualmente, o município possui desfiles de escolas de samba e blocos carnavalescos.

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Guaratinguetá é um importante centro de comércio e prestação de serviços da região do fundo do Vale do Paraíba, atraindo pessoas dos municípios vizinhos e do sul de Minas Gerais.[16] É também, a segunda maior economia[17] e um dos maiores municípios da região com relação à população. Além disso, possui o melhor índice de distribuição de renda de sua região e baixos índices de criminalidade.[18] Se destaca, também, por ser uma das mais industrializadas de sua região e por ter sido pioneira nessa atividade econômica.[19] [20] Ela abriga o maior complexo químico da América Latina, a BASF.[21] Além das indústrias químicas, destacam-se no município as indústrias dos setores: têxtil, alimentício, de laticínios e de metal-mecânico.[22] Apesar da indústria dar destaque ao município, não é ela o setor econômico que mais emprega no município. O setor de comércio e serviços é o que gera a maior quantidade de empregos para a população.[14]

O município ganha destaque por ser um importante ponto turístico de caráter religioso,[14] juntamente com o município vizinho de Aparecida. Juntos, movimentam grande quantidade de turistas durante o ano. Guaratinguetá, juntamente com os municípios vizinhos Aparecida e Cachoeira Paulista, desenvolveu o Circuito da Fé, na tentativa de ampliar seu setor turístico.[23] O turismo também vem se diversificando com o passar do tempo, o município hoje, apresenta também roteiros turísticos Urbanos, Históricos e Ecológicos.[24]

É diferenciada por sua riqueza histórica,[25] já foi no passado, apelidada de Atenas do Vale do Paraíba devido ao seu importante peso sócio cultural,[25] principalmente exercido no período de 1920 a 1960. O município, após a instalação da Escola Normal na década de 1920, passou a atrair professores e estudantes de diversas regiões do estado e de Minas Gerais,[25] o que gerou um grande crescimento de espaços artísticos, culturais e sociais no município.[25] Possui vários representantes nos ramos da pintura, poesia e principalmente da música.[25]

Foi um dos principais municípios produtores de café,[14] além de ter sido uma das maiores bacias leiteiras do país.[16] Ela possui, ainda, inúmeros casarões da época colonial, que contrastam com os prédios e casas da atualidade.[25]

Seu município possui a área urbana praticamente toda em planícies, sendo recortada em alguns bairros por colinas e morros.[26] O principal rio que recorta o município, o rio Paraíba do Sul, já foi responsável pelo escoamento da produção de café em tempos anteriores,[14] hoje em dia serve, apenas, para traçar as divisas políticas administrativas.

O município é recortado pela Rodovia Presidente Dutra, sendo esta responsável pela recuperação econômica de todo o Vale do Paraíba; é recortada também por rodovias como SP-171, que liga Guaratinguetá ao município de Cunha; SP-62, que liga o município a Lorena; BR-459, partindo de Lorena, ligando o município ao sul de Minas Gerais, entre outras.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

De origem tupi, a palavra "Guaratinguetá" significa "muitas garças", pela junção de gûyrátinga (garça: literalmente, "pássaro branco", pela junção de gûyrá, pássaro e tinga, branco) e etá (muitos)[27] [28] . Recebeu esse nome pela grande quantidade de garças existente nos domínios do município.[29]

Apelidos[editar | editar código-fonte]

Guaratinguetá, durante seus 378 anos de existência, recebeu diversos apelidos, tais como:

  • Capital do Fundo do Vale[14]

É como é chamada na sua região, por ser um importante polo comercial e industrial, abastecendo comercialmente municípios vizinhas e do sul de minas. Além disso, o município é um das maiores da região, tanto em população como em importância econômica. O alto indicador social também contribuiu para tal título.

  • Atenas do Vale do Paraíba[25]

Foi o título dado ao município principalmente ente 1920 e 1960, por causa da instalação da Escola Normal, na época uma das poucas do interior do Brasil. Com isso, outras instituições de ensino se instalaram no município, trazendo professores e estudantes para o município. Outro fator que influenciou esse apelido foi a grande quantidade de eventos culturais que havia na época na cidade, como: o Clube Literário, as serenatas, cabarés, o Centro Social, os grêmios, os hipódromos, os teatros e os cinemas.

  • Cultura

É como Guaratinguetá é conhecida por muitos. Por ser o município mais velho do Vale do Paraíba e terra natal de muitas personalidades artísticas, como Dilermando Reis e Bonfiglio de Oliveira, Guaratinguetá é considera o município mais rico em cultura na região. Por isso, recebeu esse apelido.

  • Guará

Como o nome do município é grande, os moradores preferem, muitas vezes, utilizar-se de sua abreviatura: "Guará". O que, muitas vezes, gera confusão com o município de Guará, no nordeste do estado.

  • Garça do Vale

Garça do Vale é o apelido dado o município de Guaratinguetá pela grande quantidade de garças brancas no município. Hoje, esse apelido também está ligado ao time de futebol do município.

História[editar | editar código-fonte]

Desde de o início de seu povoamento, em 1600, Guaratinguetá teve, em seu território, uma grande quantidade de garças que marcavam a paisagem.[14] Os índios dominavam as terras do município até a chegada dos brancos; estes chegaram ao município em 1628, através da doação a Jacques Félix e seus filhos, de terras no Vale do Paraíba. Em torno da antiga capela de Santo Antônio, hoje a catedral do município, que se desenvolveu o município de Guaratinguetá. No ano de 1651, foi elevada a vila pelo capitão Domingos Luiz Leme.[14] [27]

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

Por sua localização, Guaratinguetá era ponto de passagem para Minas Gerais e para as vilas de Taubaté e São Paulo, além de ser ponto de partida para Parati. Durante as primeiras décadas do século XVIII, o município teve importante participação no ciclo do ouro em Minas Gerais. Foi o principal centro abastecedor do território mineiro, e para lá mandou vários bandeirantes, juntamente com os bandeirantes de Taubaté e de Pindamonhangaba. Nessa época o município recebeu uma Casa de Fundição de Ouro, que mais tarde foi transferida para Parati. A economia não era desenvolvida e estava voltada para o comércio de beira de estrada.

Morgado de Mateus, governador da capitania na época, no ano de 1765 nomeou Guaratinguetá para ser sede do Segundo Grupo de Infantaria e do Segundo Corpo de Dragões de Guaratinguetá e Vilas do Norte.

Em 1739, nasceu, em Guaratinguetá, Antônio Galvão de França, o Frei Galvão, primeiro santo católico brasileiro.

Nesse século, novos templos religiosos se ergueram na cidade como é o caso da "Igreja de Nossa Senhora do Rosário".

No final do século XVIII, Guaratinguetá perdeu uma grande parte de seu território, com a emancipação do município de Cunha. Ainda assim, a economia do município começou a se desenvolver, junto com o plantio da cana-de-açúcar e produção de açúcar, que passou a ser a principal fonte de renda de Guaratinguetá. Por consequência, Guaratinguetá se tornou uma das principais vilas da Capitania de São Paulo.[14] [27]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

O café foi, no século XIX, a principal atividade econômica do município, do Vale do Paraíba e Brasil, ocasionando o declínio dos engenhos de cana-de-açúcar. O desenvolvimento do café atinge em 1886, apenas em Guaratinguetá, 350 mil arrobas anuais. Junto com o progresso do café, vem o desenvolvimento econômico, político, social e urbano à vila, que em 1844 era elevada a categoria de cidade, e, logo depois, no ano de 1852 à categoria de comarca.[14]

Dentre os cafeicultores, destaca-se a figura de Francisco de Assis e Oliveira Borges, único titular da cidade, visconde com grandeza de Guaratinguetá, bem como o capitão Manuel Marcondes dos Santos, que se casou com Maria do Carmo de Oliveira, filha do visconde de Guaratinguetá. A população da cidade aumentou com a vinda de escravos, que trabalhavam nas plantações. A cidade começou a viver um período de embelezamento com a iluminação das ruas através dos lampiões, e perto da igreja Matriz, foi instalado um gasômetro para a iluminação do templo. Nessa época, chegaram, na cidade, as primeiras escolas para moças. Em 1858, foi inaugurado o jornal O Mosaico, tornando Guaratinguetá a primeira cidade do Vale do Paraíba a ter um jornal. O comércio teve grande desenvolvimento, trazendo mercadorias importadas da Europa para a cidade, mercadorias trazidas através do porto de Parati. Por duas vezes, a cidade foi visitada pela família imperial brasileira: em 1868 e em 1884. Em 1860, a cidade enviou, para a Guerra do Paraguai, voluntários, guardas nacionais e escravos.

Em 1869, Guaratinguetá recebeu a Santa Casa de Misericórdia, regida na época pela Irmandade dos Passos. A irmandade já tinha, em 1855, dado origem ao Cemitério dos Passos.

A estrada de ferro chegou à cidade em 1877, ligando Guaratinguetá à corte no Rio de Janeiro e a São Paulo. Data da mesma época a criação de um Clube Republicano, junto à intensa atividade abolicionista.

Fundou-se, em 1882, o Clube Literário de Guaratinguetá e a Banda Municipal da União Beneficente.

Com a abolição da escravatura, o município busca a colaboração estrangeira para o cultivo do solo. Em 1892, ocorreu a instalação da Colônia do Piaguí, com a integração de mão de obra de imigrantes italianos, austríacos, alemães, suecos, belgas, franceses e poloneses.

No final do século XIX, a cidade contava com duas agências consulares: uma da Itália e a outra de Portugal.

Nesta mesma época, ocorreu a inauguração do Teatro Carlos Gomes (atual prédio da prefeitura), a construção da ponte metálica, que ligava a cidade ao bairro do Pedregulho, a inauguração do Banco Popular e do Mercado Municipal, inaugurado em 7 de novembro de 1889 com estilo imitando uma galeria clássica toscana.[30] Foi instalada a Caixa d’Água e a rede de esgoto urbano. Nessa mesma época, foi fundado o primeiro grupo escolar, no Edifício Doutor Flamínio Lessa.[14] [27]

Século XX[editar | editar código-fonte]

O século XX iniciou-se com o alteamento das torres da catedral. Em 1901, foi construída a Igreja de Nossa Senhora da Piedade no distrito de Roseira, que, na ocasião, fazia parte de Guaratinguetá.

No ano de 1902, ocorreu a instalação da Escola Complementar e, depois, da Escola Normal, para a formação de professores. Nesta época, também houve a criação do Ginásio Nogueira da Gama e do seu internato. As escola de comércio, farmácia e odontologia foram fundadas. Com a abertura das escolas, principalmente, da Escola Normal, Guaratinguetá torna-se na época, um importante centro de cultura, pois atraía para a cidade estudantes e professores vindos de diversas regiões do estado e de Minas Gerais.[14]

A rede de energia elétrica é inaugurada na cidade, em 1905, e com isso é instalado uma linha de bonde elétrico, ligando Guaratinguetá até o seu antigo distrito de Aparecida. O bonde deixa de funcionar em 1952.

Por volta de 1915, são inauguradas na cidade mais duas casas de espetáculos, o "Parque Cinema" e o "Cine Homero Ottoni". Ocorre também a criação do "Cine Teatro Central", e a formação da "Associação Esportiva de Guaratinguetá" e a criação do "Clube de Regatas" (onde hoje é a Câmara Municipal), além de um Derby e um Jockey Clube.

No século XX, também ocorre o declínio da produção de café no Vale do Paraíba. A cultura cafeeira cede lugar à prática da agropecuária extensiva. Começa a pecuária leiteira no município, e em poucas décadas, Guaratinguetá se torna uma das maiores bacias leiteiras do Brasil.

No ano de 1928, Guaratinguetá perde os territórios de Aparecida e de Roseira, e no ano de 1991, perde seu último distrito, o de Potim.

O desenvolvimento da economia do município, fez com que surgissem na cidade as primeiras associações de classe, como a "Associação dos Empregados do Comércio", a "Associação Comercial e Industrial de Guaratinguetá", a "União Produtora de Laticínios", a "Cooperativa de Laticínios de Guaratinguetá", a "Associação Agropecuária", além da fundação de uma loja maçônica e de uma caixa rural.

Em 1914, a cidade começou seu processo de industrialização, com a fundação da Fábrica de Cobertores e Companhia de Fiação e Tecidos de Guaratinguetá. Seis anos depois, Monsenhor Filippo, fundou a União dos Operários Católicos e a Sociedade Operária de Guaratinguetá.

A partir da década de 1950, a atividade industrial cresceu em Guaratinguetá com a abertura da Rodovia Presidente Dutra, em 1951 e com a chegada de famílias mineiras, vindas da Mantiqueira, as antigas propriedades rurais transformam-se em fazendas de pecuária.[31] No parque industrial da cidade, juntamente com as industrias de laticínios, de fiação e de tecelagem, desenvolvem-se indústrias de produtos químicos, de mecânica pesada, de papel, entre outras.

Na área educacional, chegam à cidade o SENAC "Nelson Antônio Mathídios dos Santos", a FATEC (Faculdade Tecnológica), ocorre a criação do "Museu Frei Galvão" e "Museu Rodrigues Alves". Também nesta década é criada a Escola de Especialistas de Aeronáutica, dando grande impulso à economia da cidade.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

No início do século, com a canonização de Frei Galvão, em 2007, a atividade turística começa a aumentar no município.[14] [27] [32]

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

Microrregião[editar | editar código-fonte]

A conurbação de Guaratinguetá com cidades vizinhas como Aparecida, Potim, Roseira, Lorena, Cruzeiro e Cachoeira Paulista é visível a todos que passam pela região. Apesar deste processo se dar de forma lenta, a população da área conurbada gira em torno de 430 mil habitantes.[33]

A Microrregião de Guaratinguetá inteira possui por volta de 500 mil habitantes, e um grande potencial agrícola e industrial, além do turismo.

Guaratinguetá se limita com as cidades de Aparecida ao Sul, com Lorena ao Leste, com Potim ao Oeste, Campos do Jordão a Noroeste, Delfim Moreira e Itajubá ao Norte, Cunha ao Leste.

Regiões[editar | editar código-fonte]

A cidade de Guaratinguetá é dividida em cinco regiões:[34]

Divisão por Zonas Urbanas de Guaratinguetá
  • Zona Norte (no mapa - verde)
  • Zona Leste (no mapa - azul)
  • Zona Oeste (no mapa - vermelha)
  • Zona Sul (no mapa - amarela)
  • Centro (no mapa - rosa)

O Centro da cidade pode ser dividido em centro histórico e centro expandido.

As zonas que mais crescem na cidade são, a Zona Norte (frente residencial) e a Zona Sul (frente comercial). Na Zona Oeste da cidade existe uma tendência à comercialização, principalmente nos arredores da Avenida João Pessoa. A Zona Leste abriga os polos industrias. Entre as Zonas Sul e Leste e as Zonas Norte e Leste, existe o intitulado "Cinturão de Pobreza", essa região é considerada a mais pobre da cidade e sofre de falta de rede de esgoto e água encanada.

Na região central da cidade os setores de comércio e serviço predominam.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Estátua do Conselheiro Rodrigues Alves.
  • Zona Norte: Parque das Alamedas, Mirante, Portal das Colinas, Parque do Sol, Beira Rio I e II, Jardim do Vale I e II, Jardim Esperança, Nova Guará, Vila Paraíba, Jardim Pérola, entre outros.
  • Zona Sul: São Benedito, Campinho, Santa Rita, Vila Santa Rita, Campo do Galvão, Pedreira, Chácaras Selles, Jardim Tamandaré, Vila Santa Maria, Residencial Augusto Filippo, Jardim David Fernandes Coelho I (Serra Pelada), entre outros.
  • Zona Oeste: Pedregulho, Parque das Árvores, Jardim Rony, Vila Mollica, Vila Indiana, Parque São Francisco, Jardim Independência, Vila Comendador, Matadouro, Parque Santa Clara, Vila Municipal I e II, Vila dos Funcionários,Residencial Broca Filho entre outros.
  • Zona Leste: Vila Rosa, Vila Guará, Vila Santa Mônica, Vila Angelina, Chácaras Patury, Clube dos 500, Jardim Primavera, Vila Brasil, Engenheiro Neiva, Nova República, entre outros.
  • Centro: centro histórico e o centro expandido.[34]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Guaratinguetá
J F M A M J J A S O N D
 
 
209
 
30
19
 
 
187
 
31
19
 
 
195
 
30
18
 
 
72
 
28
16
 
 
48
 
26
13
 
 
30
 
25
12
 
 
25
 
25
11
 
 
29
 
27
12
 
 
55
 
28
14
 
 
117
 
29
16
 
 
142
 
29
17
 
 
199
 
30
18
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: [1]

O clima é tropical de altitude com inverno seco (Köppen: Aw), com temperatura média mínima de 15,5° e máxima de 28,4°.

A cidade é considerada a mais quente do Vale do Paraíba, possui uma temperatura média de 22°,[35] [36] o clima é seco e quente na área urbana, e ameno e úmido nas áreas rurais.

As massas de ar equatorial continental, tropical atlântica e frente intertropical, influenciam o clima da região.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Guaratinguetá está assentada sobre terreno arqueano, formado do grande galho da Serra do Mar que parte do espigão principal nas cabeceiras do Rio Paraíba do Sul. Para margem do Rio Paraíba do Sul o que se estende pelo município está sobre formação moderna considerada como terciária com uma sobre-capa de quaternário. A cidade cresceu a beira do Rio Paraíba do Sul, também se estendeu sobre colinas e morros que recortam o município.

Guaratinguetá localiza-se a 530 metros de altitude em relação ao nível do mar.

A área urbana se localiza praticamente toda em região de planície. Morros recortam a cidade entre as Zonas Norte e Oeste, entre o Centro Expandido e a Zona Sul e entre a Zonas Sul e Leste. [33]

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Nas montanhas mais altas como a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, a vegetação é formada por uma mata densa nas áreas mais altas, contrastando com a vegetação da parte mais baixa repleta de plantas miúdas e retorcidas, típicas de áreas frias.

A região onde hoje se encontra a cidade era composta pela mata ciliar do Rio Paraíba hoje, praticamente devastada em muitas partes. Também havia ocorrência de áreas de campos, com uma vegetação mais espaçada.

A vegetação no município foi muito devastada desde a época do café. Hoje com a ajuda da iniciativa privada,[37] a cidade vem passando por um processo de reflorestamento da mata ciliar do Rio Paraíba e de alguns ribeirões.

Na Zona Leste de Guaratinguetá, existe uma Área de Preservação Ambiental, denominada, "Mata Viva".[26] A área cobre aproximadamente 28 km de margem do Rio Paraíba.[26] Na cidade há também o Ribeirão de Guaratinguetá, de onde é retirada a água que abastece o município, ao contrário das outras cidades do Vale, que utilizam a água do Rio Paraíba. No Ribeirão de Guaratinguetá, a Empresa Basf,[38] que está situada no município, fez um projeto e reflorestou as margens do Ribeirão,[39] ajudando na preservação do mesmo.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município é recortado pelo Rio Paraíba do Sul, e pelo Ribeirão de Guaratinguetá, o último responsável pelo abastecimento de água do município. Alguns dos principais afluentes do Rio Paraíba do Sul, são os ribeirões de Guaratinguetá, dos Lemes, dos Motas, Gomeral, São Gonçalo, e Pilões; todos, influem no traçado urbano de Guaratinguetá, delimitando zonas e separando bairros.[40] A empresa SAAEG (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guaratinguetá), que fornece o abastecimento de água na cidade utiliza a água desse afluente, que segundo estudos é mais limpa que a do Rio Paraíba, tornando a água da cidade de Guaratinguetá a mais limpa do Vale do Paraíba.[41]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Composição da economia (2006)[42]
Comércio e Serviços
72,56%
Indústria
19,96%
Construção Civil
3,90%
Agropecuária
3,58%

Pioneira na industrialização do Vale do Paraíba Paulista, hoje Guaratinguetá mantêm sua importância econômica.[43]

Foi eleita a 90º melhor economia do Brasil, a 24º do estado de São Paulo e a 2º melhor do Vale do Paraíba.[44]

Localizada no eixo RioSão Paulo, Guaratinguetá é considerada a segunda melhor economia do Vale do Paraíba para se investir[14] e a segunda em importância na região. Com grande crescimento dos setores Indústrias e Comerciais, a cidade vem vivendo um grande crescimento em seu setor econômico.

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agricultura
Produção Agrícola[14]
Produto Quantidade
Cana 72,0 mil ton
Arroz 9,7 mil ton
Frutas 35,0 mil ton
Mandioca 0,7 mil ton
Milho 0,6 mil ton

A agricultura e a pecuária estão ligadas ao setor econômico de Guaratinguetá desde de o começo da história do município, hoje, ainda contribuem para a economia do município, mas de forma menos expressiva.

Na agricultura, destaca-se a plantação de arroz,[25] que se concentra no entorno das Zonas Norte e Leste, no chamado Cinturão Verde da cidade. Nessas regiões, e também na Zona Rural, vem ocorrendo um aumento na quantidade de frutas, verduras e legumes produzidos, ou seja, a agricultura aponta uma tendência de crescimento no setor de hortifrutigranjeiros.[25]

Pecuária
Pecuária[14]
Rebanho Quantidade
Bovino (Leite) 17 mil
Bovino (Corte) 6 mil
Suinos 2 mil
Equinos 2 mil

Já na pecuária a produção de bovinos, suínos, equinos e ovinos, ganham destaque.[25] Com a pecuária extensiva que começou no município nos anos 50, Guaratinguetá, chegou a ser uma das principais bacias leiteiras do país.[25]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Indústria

No fim do século XIX, já estão instaladas Guaratinguetá algumas pequenas fábricas, mas elas começam a surgir, com mais freqüência, nas primeiras décadas do século XX,[45] algumas se perpetuam até os tempos de hoje. O processo de industrialização pode ser marcado em 1920, pela criação da "União dos Operários Católicos", pelo monsenhor João Filippo, e pela "Sociedade Operária de Guaratinguetá".

A industrialização se concretiza com a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, em 1950. Marco arquitetônico da rodovia foi a construção do "Hotel Clube dos 500",[46] com o projeto assinado por Oscar Niemeyer e plano urbanístico de Prestes Maia, tendo seu restaurante enriquecido por um grande afresco de Di Cavalcanti.

A vocação industrial de Guaratinguetá esteve e esta voltada para o setor alimentício e de laticínios, mas há um pequeno número de indústrias de outros ramos como, têxtil, química, e metal-mecânico.[22]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

A cidade possui mais de 70 hotéis com 2.500 leitos.[47]

Considerada a segunda cidade mais importante do Vale do Paraíba,[14] Guaratinguetá abastece o comércio de sua microrregião administrativa e de todo fundo do vale. A cidade de Guaratinguetá, desde de o seu início, apresenta uma vocação comercial.[14] Hoje, o comércio que antes era feito na beira de estrada, se modernizou com o passar dos anos. O setor de serviços também cresce na cidade, e pela qualidade dos serviços de saúde, educação, entre outros, Guaratinguetá é procurada por moradores de cidades vizinhas, como Aparecida e Potim.[14] Algumas avenidas da cidade vivem o processo de comercialização, como é o caso da Avenida João Pessoa, e a Avenida Juscelino Kubitschek.[22]

Turismo
Estação de Guaratinguetá.

O turismo na cidade de Guaratinguetá se desenvolveu com o passar dos anos, e é hoje, um dos principais meios lucrativos do município. O turismo religioso é talvez o principal e o que mais atrai visitantes para a cidade, houve um aumento ainda maior nesse setor após a canonização de Frei Galvão. Os turismos urbanos, históricos e ecológicos também atraem visitantes e lucro para o município.[24]

O desenvolvimento desse setor teve início no final do século XX, mas ganhou força no século XXI. Em parceria com o Sebrae e as cidades de Aparecida e Cachoeira Paulista, Guaratinguetá lançou um pacote de turismo, chamado de Circuito da Fé, envolvendo visitas a pontos turísticos dos três municípios.[48]

O turismo urbano e histórico prevalece na região central da cidade, com visitas a antigos casarões construídos na época do café, visitas a "Estação Ferroviária de Guaratinguetá" e ao "Mercado Municipal". No turismo ecológico, os bairros do "Gomeral", das "Pedrinhas", do "Taquaral" e dos "Pilões" são os roteiros principais, já que ficam nas bases de montanhas como a Serra da Mantiqueira e da Serra do Mar.[24]

O turismo religioso envolve visitas à casa de Frei Galvão, ao seminário do Santo, a Igrejas como a "Catedral de Santo Antônio" e a "Igreja de Frei Galvão".[24]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Histórico populacional
Ano População Ano População


1920 20.440 1991 85.692
1930 26.895 2000 98.313
1940 28.566 2002 101.023
1950 31.265 2004 103.632
1960 54.200 2005 107.369
1970 60.636 2006 113.996
1980 72.598 2007 107.895
População por Sexo
Sexo Habitantes

Homens 52.895
Mulheres 55.000

A população é predominantemente branca, sendo os pardos o segundo maior grupo étnico da cidade. Em números arredondados, os brancos significam 78.622 habitantes (70,15%), os pardos 28.216 habitantes (25,18%), os negros representam 4.603 habitantes (4,11%), amarelos 567 habitantes (0,51%) e indígenas 64 habitantes (0,06%), num total de 112.072 habitantes.[49]

Mapa de IDH da área urbana (Fonte: IPEA DATA)

A taxa de crescimento populacional é de 1,15%[42] ao ano, uma das maiores taxas do Vale do Paraíba.[14] O maior crescimento da cidade ocorreu entre 1950 e 1960, onde a cidade teve um acréscimo populacional de 22.935 habitantes, já o menor período de crescimento da cidade foi entre 1930 e 1940 onde a população aumentou em apenas 1.671 habitantes.[50]

A população total da cidade é de 107.895 habitantes (População estimada em 01.07.2007 - Fonte IBGE), distribuidas na zona urbana 119.012 e na zona rural 6.000, oque confirma o exodo rural.

A pirâmide etária da cidade de Guaratinguetá segue a tendência da pirâmide etária nacional, com um estreitamento da base e um alargamento do topo. Isso mostra uma diminuição da taxa de natalidade e um aumento da expectativa de vida.[51]

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Guaratinguetá enfrenta alguns problemas urbanos como a falta de espaço para a manipulação do lixo, o déficit habitacional, empobrecimento da periferia e a corrupção.

Dados de Guaratinguetá em relação a infra-estrutura urbana, no ano de 2010.[52]

  • Domicílios com espaço suficiente: 99,79%
  • Domicílios com infra-estrutura interna urbana adequada: 96,50%
Água e esgoto
  • Abastecimento de água, nível de atendimento: 99,24%
  • Coleta de esgoto sanitário, nível de atendimento: 97,63%
  • Nível de esgoto sanitário tratado: 92,54%

Transportes[editar | editar código-fonte]

Guaratinguetá está às margens da rodovia Presidente Dutra e tem dentro do território da cidade a linha Férrea da Estrada de Ferro Central do Brasil. Disponibiliza grande rede viária, com largas avenidas e grande número de vias públicas asfaltadas.

Ônibus da Transportes Urbanos de Guaratinguetá

A frota total de veículos de Guaratinguetá em 2006 era de 35.188.[53]

No acesso rodoviário destaca-se a rodovia Presidente Dutra. A rodovia estadual SP-171 é pavimentada e liga Guaratinguetá à Estância Climática de Cunha e a divisa com o estado do Rio de Janeiro, podendo-se prosseguir viagem em estrada asfaltada e de terra (apenas 10km) até Parati, Monumento Histórico Nacional. A estrada SP-62 faz a ligação entre Guaratinguetá e Lorena e com o acesso ao Sul do estado de Minas Gerais através da BR-459, passando por Itajubá, Pouso Alegre até Poços de Caldas.

Em tempos mais antigos a ferrovia servia para transporte de passageiros, hoje serve as indústrias como rota de saída de produtos. A Ferrovia recorta a cidade nas áreas residenciais, industriais e comerciais.

O Aeroporto Edu Chaves ou "Aeroclube de Guaratinguetá" comporta vôos leves e médios, além de helicópteros de porte médio. A pista do Aeroporto é asfaltada. Está localizado na Zona Oeste da cidade.

Mídia[editar | editar código-fonte]

Televisão


Jornais[editar | editar código-fonte]

Guaratinguetá é considerada a cidade pioneira da imprensa do Vale do Paraíba, juntamente com Taubaté. O primeiro jornal foi O Mosaico, que circulou entre o final da década de 1850 e o início da seguinte. Posteriormente vieram os jornais O Parahyba (1865), Gazeta Paulista (1865) e Gazeta do Norte (1866), como mais antigos.

Até o final do século XIX surgiram outros jornais, a maioria com vida efêmera, como Gazetinha, Correio do Norte, O Século, Estrela do Norte, Pequeno Jornal, O Cometa, O Liberal e o Norte de São Paulo, que tinham como características principais serem noticiosos, comerciais, literários e políticos.[54]

No começo do século XX, com os avanços tecnológicos, surgiram um grande número de outros jornais, com as mesmas características dos anteriores, ligados aos mais diversos setores da sociedade, principalmente de entidades estudantis e agremiações políticas.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital Frei Galvão

Portadora do segundo melhor IDH do Vale, Guaratinguetá conta com uma ampla rede de saúde e educação que atende além da população municipal, a população das cidades vizinhas.

Guaratinguetá possui dois hospitais de porte médio-grande, diversos postos e clínicas de saúde. No centro expandido da cidade temos A "Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá" e o "Hospital e Maternidade Frei Galvão". Existe também,na EEAR,[55] o "Hospital da Aeronáutica de Guaratinguetá".

Nos bairros o atendimento é feito nos Postos e Clínicas de Saúde da cidade. Na Zona Sul existe o CEPOG (Centro Pediátrico e Ortopédico de Guaratinguetá, na Zona Oeste existe também o AME (Atendimento Médico Especializado), que atende a população da região.

Ao todo, Guaratinguetá possui mais de 40 estabelecimentos de saúde.

Educação[editar | editar código-fonte]

Escola Estadual Embaixador Rodrigues Alves

Guaratinguetá conta com mais de 67 escolas públicas e particulares. As escolas de Guaratinguetá são responsáveis por absorver não só os alunos do município, mas os alunos das cidades vizinhas também. Em Guaratinguetá existe o "Colégio Técnico Industrial de Guaratinguetá Professor Carlos Augusto Patrício Amorim", conhecido também como COTEC, pertencente a Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá. O CTIG é a mais concorrida escola de Guaratinguetá e um dos principais centros de ensino técnico e médio do Vale do Paraíba. A UNESP tem sede em Guaratinguetá, e por causa da grande e crescente procura, está aumentando seu espaço físico para poder absorver mais alunos.

A cidade abriga ainda a Escola de Especialistas de Aeronáutica, um dos mais importantes centros de aviação do país.

Ensino superior
Universidade Metodista
  • Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Campus Júlio de Mesquita Filho. Conhecida como Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG),[56] se localiza na Zona Norte da Cidade. Entre os cursos de Graduação se destacam: Engenharia de Materiais, de Produção Mecânica, Mecânica, Civil, Elétrica e Bacharelado em Física. Oferece também Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado e Doutorado) em Engenharia Mecânica, Produção Mecânica e Física, e cursos de especialização em diversas áreas, como: Gestão da Produção, Logística Internacional, entre outros.
  • Universidade Metodista – Campus de Guaratinguetá, alguns dos cursos são Pedagogia, Administração Comércio Exterior e Sistema de Informação.[57]
  • Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá (FATEC)[58] - oferece cursos de Tecnologia em: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão da Tecnologia da Informação, Gestão Empresarial (Processos Gerenciais), Gestão Financeira e Logística. Localiza-se na Zona Norte da cidade.
  • Faculdade Nogueira da Gama – Guaratinguetá – oferece cursos em diversas aéreas[59] destacando-se Linguagem e Comunicação, Didáticas do Ensino Superior, Metodologia da Pesquisa Científica e Gerenciamento de Sistemas de Informação.

Lixo[editar | editar código-fonte]

O lixo é um problema comum para as cidades de Guaratinguetá, Aparecida, Potim, Roseira e Lorena. Após o fechamento do "Lixão de Guaratinguetá", e a transformação deste em um Parque Ambiental, o lixo da cidade tem sido levado para a cidade de Cachoeira Paulista.[60] O lixão foi um problema para a cidade de Guaratinguetá, o mesmo se localizava na Zona Oeste, e acabou sendo envolvido pela mancha urbana, era também considerado por órgãos avaliadores como tendo uma infra-estrutura muito ruim.[61] O problema será resolvido em Guaratinguetá com a construção do Aterro Sanitário, que atendera não só Guaratinguetá, mas também alguns municípios vizinhos.

Obras do CDHU, na Zona Norte da cidade
Coleta de lixo[52]
  • Coleta de lixo, nível de atendimento: 99,80%
  • Lixo domiciliar/comercial destinado às formas sanitáriamente recomendáveis: 100%

Cinturão de pobreza[editar | editar código-fonte]

Com o desenvolvimento urbano da cidade de Guaratinguetá, duas regiões acabaram vivendo o empobrecimento. Este se deu de duas formas, como na maioria das cidades brasileiras, pela vinda de moradores de outras cidades para o município e pela vinda de moradores rurais do próprio município para a área urbana. No caso de Guaratinguetá o cinturão de pobreza se localiza entre as Zonas Sul e Leste e as Zonas Norte e Leste.[26]

Os bairros mais atingidos, por essa falta de saneamento básico e falta de infra-estrutura urbana são Jardim Esperança, Jardim Primavera e Vila Angelina.[26]

Na Zona Sul da cidade, existem alguns dos bairros mais antigos do município como, Pedreira, Tamandaré e Alto das Almas, essas regiões apresentam alguns problemas de infra-estrutura por serem muito antigas. Essa falta de infra-estrutura vai desde deslizamento[62] de terra, falta de rede de esgoto até ruas estreitas e baixo valor da terra.

Na tentativa de retirar as pessoas do Cinturão de Pobreza, unidades do CDHU estão sendo construídas em Guaratinguetá,[63] na Zona Norte.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Guaratinguetá entre as décadas de 1920 e 1960, era conhecida em todo Brasil, como a “Atenas do Vale do Paraíba”.[25] Este título estava relacionado a instalação da "Escola Normal" uma das primeiras na época, instaladas no interior do Brasil, pólo de atração de professores e estudantes para a cidade.[25] Enquanto as outras cidades do Vale do Paraíba viviam na época um período de estagnação econômica e social,[25] Guaratinguetá se revitalizava com os estudantes, pensões, bares, serenatas, pequenos e grandes jornais, com o "Clube Literário e Recreativo", Centro Social, Grêmios, Teatros, Cinemas, Hipódromo, entre outras estabelecimentos, que deram a Guaratinguetá, o título de "Capital Cultural do Interior".[25]

Terra do violonista Dilermando Reis, e de outros grandes nomes da música, como Benedito Cipólli e Bonfiglio de Oliveira, pintores e poetas, fazem a cidade ser considerada uma das cidades mais ricas na área artística,da região.[64]

Músicos conhecidos representatam a cidade, como Dilermando Reis (violonista e compositor), Aleixo Mafra (maestro, compositor e regente), José Mafra (cantor lírico), José Catarina Gonçalves (compositor e tenor), Benedito Cipólli (compositor), Bonfiglio de Oliveira (pistonista, contrabaixista e compositor), Clarimundo Cuba de Campos (clarinetista, tenor e regente), Benedito Carlos Oliveira (contrabaixista), José Bernardino Gonçalves (flautim), Alfredo Teixeira de Castro (pianista e regente), Firmino França (compositor, tenor e regente), Ferreira Pena (compositor) e Gisèle Galhardo (pianista).[65]

Na área de artes-plásticas, são figuras destacadas, Virgilino Gomes, Marcelo Gomes, Manuel Beldroega, Ernesto Quissak, João Dorat e Quissak Júnior.[66]

Antigo Teatro Municipal e
sede da Prefeitura até 2013

Os poetas José Nogueira, autor do livro de versos "Penumbras" e Luiz Freire, Benedito Diógenes da Costa conhecido como Domingos Camará, um sonetista, assim como Candido Dinamarco e Nero de Almeida Sena, conhecido pelo uso das redondilhas, são figuras de destaque nas letras.[67]

O "Teatro Municipal de Guaratinguetá", atual sede da prefeitura, foi considerado o mais belo Teatro do Interior Paulista.[68] Os assentos da plateia tinham a forma de uma ferradura, as cadeiras eram feitas de palhinha austríaca, existiam quinhentos lugares, na parte superior ficavam os camarotes de primeira e de segunda classe. A frontaria do palco, apresentava nas colunas laterais os emblemas da música e da comédia e no frontão um escudo com a divisa de Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, "Ridendo Castigat Mores", que significa "Corrige os costumes rindo".[69] O pano de boca apresentava a figura de um jardim de um palácio. A caixa do Teatro era a maior do Brasil[70] na época, e foi à única no país que possibilitou a representação completa da "Ópera Zazà" de Ruggero Leoncavallo.[71] Quando o Teatro foi transformado em prefeitura, as pessoas tradicionalistas da cidade foram contra tal ato, e condenaram o feito como um "crime contra a cultura".

Guaratinguetá conta com a "Biblioteca Municipal Doutor Diomar Pereira da Rocha", instalada no Centro expandido da cidade. Outras bibliotecas de porte menor estão instaladas nas "Pirâmides do Conhecimento", distribuídas nas demais regiões da cidade.[26]

Museus[editar | editar código-fonte]

A cidade possui três importantes museus, e alguns centros de artes, além de alguns pequenos museus, criados pelos moradores do município.[26]

Museu Histórico Casa de Frei Galvão no Centro Histórico.
  • "Museu Frei Galvão" – Praça Conselheiro Rodrigues Alves – Centro Histórico
  • "Museu Conselheiro Rodrigues Alves" - Centro Histórico
  • "Museu Histórico Casa de Frei Galvão" - Centro Histórico
Espaços artísticos
  • Espaço VivArte – Zona Oeste da cidade
  • Sede Histórica do Itaguará Country Club (onde ocorrem apresentação musicais) – Zona Oeste
  • Auditório do Museu Frei Galvão – Centro Histórico
  • Casa do Artesão – Centro Histórico
  • Casa E - Zona Oeste
  • Estação Cultura – Centro Histórico

Esporte[editar | editar código-fonte]

Guaratinguetá possui diversas quadras poliesportivas, as principais localizadas, no "Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite", no "Itaguará Country Club" e no "Ginásio da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá".

A cidade é bem representada em diversos esportes como tênis, natação, basquete e futebol de salão.

Estádio Municipal Profº Dario Rodrigues Leite

Guaratinguetá já possuiu diversos clubes recreativos, como o antigo "Clube de Regatas de Guaratinguetá" à beira do rio Paraíba na época que ele era próprio para o banho, o clube ficava onde hoje é a Câmara Municipal.

O "Clube Literário e Recreativo", com sede no centro e depois uma unidade esportiva na Vila Paraíba. O antigo "Clube Aliança" que depois foi reaberto como "Clube Centro Social", famoso na cidade pelos seus saraus e por suas comemorações carnavalescas. Hoje o "Itaguará Country Club", a "SABAP" e a "Sociedade Hípica de Guaratinguetá" são os clubes de maior porte e mais famosos da cidade. E uma boa opção para quem busca qualidade de vida é a prática de Yôga.[72]

O Guaratinguetá Futebol Ltda é o novo nome do antigo "Guaratinguetá Esporte Clube", o time disputa a série A1 do Campeonato Paulista e foi campeão do Interior no ano de 2007.[73]

O kartódromo que funciona em Guaratinguetá, é um kartódromo internacional, que se localiza na Zona Leste da cidade as margens da Rodovia Presidente Dutra. Ele possui boxes cobertos, e várias possibilidades de trajeto, abrigando diversos tipos de competições e campeonatos, além de ser usado pelos moradores da cidade e região como forma de diversão.[74]

Parques e praças[editar | editar código-fonte]

Parque Ecológico

A principal praça da cidade se localiza no Centro Histórico, a Praça Conselheiro Rodrigues Alves, que nos tempos antigos, era o principal ponto de encontro da cidade. A praça hoje é um dos principais pontos de comércio popular da cidade. Existem no município diversas praças, tais como: a praça Antônio Geraldo de Carvalho (Zona Oeste), a praça Seitaro Honda (Zona Norte), a praça Joaquim Vilela de Oliveira Marcondes (Zona Sul) e a praça Francisco Marques Azevedo (Zona Leste).[26]

Destacam-se entre os parques, o "Parque Ecológico Municipal Anthero dos Santos", na Zona Norte da cidade, que conta com áreas verdes e playgrounds, e o "Parque Ambiental Santa Luzia", na Zona Oeste, que foi construído no lugar do antigo depósito de lixo da cidade, e hoje conta com grande área verde, quadras poliesportivas e dois playgrounds.[26]

Na cidade há também o "Bosque da Amizade", localizado entre as Zonas Sul e Norte, às margens do Rio Paraíba, o bosque conta com áreas para caminhadas, bancos, pequenos quiosques e um parquinho para as crianças.[26]

Religião[editar | editar código-fonte]

Papa Bento XVI
Fazenda da Esperança.

A população é predominantemente católica. Em seu antigo território foi encontrada a imagem de Nossa Senhora Aparecida, dando depois origem ao município de Aparecida, e depois nasceu Frei Galvão,[75] o primeiro santo brasileiro.

A cidade foi visitada pelo papa Bento XVI em 12 de maio de 2007. Ele esteve na "Fazenda da Esperança" que fica localizada na zona rural da cidade. O papa também conduziu a cerimônia de canonização de Frei Galvão que aconteceu no dia 11 de maio no Campo de Marte na cidade de São Paulo.[76]

A antiga matriz de Santo Antônio, atual "Catedral de Santo Antônio", já é datada de antes da elevação de Guaratinguetá à cidade. A casa onde nasceu Frei Galvão é hoje um Museu a ele dedicado, bem como a "Igreja de Frei Galvão". Guaratinguetá possui um seminário, além de diversas igrejas e templos de outras religiões.

Guaratinguetá pertence à jurisdição da Arquidiocese de Aparecida.[77]

Eventos e datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

Catedral de Santo Antônio
padroeiro da cidade

Em Guaratinguetá, são destaques as festas de origem religiosa.[78]

Feriados municipais

Carnaval[editar | editar código-fonte]

A "Banda Mole", fundada em 1975, é um dos destaques no sábado de Carnaval. A concentração acontece no centro da cidade e o desfile sai a partir das 19h, quando o prefeito entrega a chave da cidade ao Rei Momo e sua Côrte.

Os "Blocos de Embalo" são agremiações carnavalescas que desfilam pela cidade. A característica destes blocos é o uso de uma camiseta relacionada ao tema do ano.

As Escolas de Samba, em número de seis, apresentam seus enredos, com carnavalescos, cantores, mestres-salas e porta-bandeiras. As agremiações "Bonecos Cobiçados" (1957) e a "Embaixada do Morro" (1944) são as mais antigas da cidade.[15]

A Prefeitura incentiva o Carnaval apoiando a "Organização das Escolas de Samba de Guaratinguetá" (OESG), fundada em 2002.[79]

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Guaratinguetá

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]