Guaratuba

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Município de Guaratuba
Praça central de Guaratuba

Praça central de Guaratuba
Bandeira de Guaratuba
Brasão de Guaratuba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 29 de abril
Fundação 29 de abril de 1765 (248 anos)
Gentílico guaratubano
Prefeito(a) Evani Cordeiro Justus (PSDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Guaratuba
Localização de Guaratuba no Paraná
Guaratuba está localizado em: Brasil
Guaratuba
Localização de Guaratuba no Brasil
25° 52' 58" S 48° 34' 30" O25° 52' 58" S 48° 34' 30" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Metropolitana de Curitiba IBGE/2008 [1]
Microrregião Paranaguá IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Morretes, Paranaguá, Tijucas do Sul, São José dos Pinhais, Matinhos, Itapoá (SC), Garuva (SC)
Distância até a capital 122 km
Características geográficas
Área 1 325,883 km² [2]
População 34 920 hab. Censo IBGE/2013[3]
Densidade 26,34 hab./km²
Altitude 3m m
Clima Subtropical super-úmido, sem estação seca definida. A média de temperatura dos meses mais quentes é superior a 30°C , e a dos mais frios, é inferior a 15°C Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,764 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 346 643,400 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 9 928,20 IBGE/2010[5]
Página oficial

Guaratuba é um município do estado do Paraná, no Brasil. Sua população estimada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 32 088 habitantes.[6] Suas principais atividades econômicas são a pesca, a agricultura e o turismo.

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, chegaram, à região, tribos do tronco linguístico tupi procedentes da Amazônia que expulsaram os povos que a habitavam, os tapuias, para o interior do continente. No século XVI, quando chegaram os primeiros navegadores europeus à região, a mesma estava ocupada por uma dessas tribos do tronco linguístico tupi: a dos carijós[7] .

Segundo algumas fontes secundárias controversas[8] , Guaratuba é dos mais antigos municípios do estado, estando entre os dois que foram fundados no regime colonial. Foi a partir do século XVIII que houve uma preocupação maior em ocupar a costa sul do Brasil com vilas e povoados. Nesse sentido,em 4 de setembro de 1765, dom Antônio de Nunes Botelho Mourão, governador da Capitania de São Paulo, determinou a formação de uma povoação na enseada de Guaratuba. Esta tarefa foi entregue a Afonso Botelho de San Payo e Souza, que, para colocá-la em prática, requisitou duzentos casais de trabalhadores que se dispusessem a cultivar a terra descoberta. Nesta época, o governo da Capitania de São Paulo necessitava de apoio político e institucional. Os espanhóis rondavam a costa brasileira e, ante a tentativa de ocupação da Ilha de Santa Catarina, houve por bem precaver-se na sua zona meridional. Desta forma, decidiu-se pela elevação do povoado à categoria de vila.

Em 30 de abril de 1770, com a aprovação do tenente coronel Afonso Botelho, foi eleita a primeira Câmara Municipal, que ficou assim constituida: Antonio Carvalho Bueno (presidente), Antonio de Oliveira, Manoel de Miranda Coutinho (Procurador do Conselho), Joseh Martins Ferreira (Escrivão), Constantino José Cardoso (Tabelião). No ato solene, foram empossados pelos Camaristas de São Francisco do Sul, uma das mais antigas do Brasil.

Em 29 de abril de 1771, o povoado foi elevado à categoria de vila, com a denominação de Vila de São Luíz de Guaratuba da Marinha. Neste dia aconteceu grandiosa festa, que culminou com a celebração da santa missa pelo pároco Bento Gonçalves Cordeiro, secundado pelo frei João Santana Flores e frei Francisco Borges. Por muitos anos foram os Camaristas que dirigiram os destinos do povo guaratubano, até que por conta da Proclamação da República, um outro regime político passou a vigorar.

Em 20 de outubro de 1838, por força do Decreto Lei Estadual n° 7.573, foi extinto o município de Guaratuba, passando a ser distrito, com território pertencente ao município de Paranaguá. Somente no dia 10 de outubro de 1947, pela Lei n° 02, é que foi restaurada a autonomia municipal, sendo reinstalado no dia 25 de outubro do mesmo ano. Desta nova fase política, o primeiro prefeito municipal foi o sr. Berilo da Cunha Padilha.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Praia do Brejatuba, em Guaratuba
Toponímia

"Guaratuba" é um termo de origem tupi que significa "ajuntamento de guarás". Esse nome foi concebido pelos nativos que habitavam essa região de mangues na época do descobrimento do Brasil pelos portugueses. Guará é o nome de uma ave de plumagem vermelha que existia em abundância nesta área e que, mesmo protegida pelas autoridades, desapareceu do litoral paranaense e quase foi extinta[9] . "Tuba" vem do tupi tyba, que significa "ajuntamento"[10] [11] .

Posição geográfica
  • A posição geográfica de Guaratuba é a seguinte: Altitude - 6 metros
  • Latitude - 25° 52'
  • Longitude - 48° 34'

A cidade está situada em uma planície peninsular, arenosa, com uma frente na baía a noroeste, e outra frente no oceano Atlântico a sudeste.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Guaratuba é subtropical superúmido, sem estação seca definida e isento de geadas. A média de temperatura dos meses mais quentes é superior a 30 graus centígrados e, nos meses mais frios, inferior a 18 graus centígrados.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Com uma população estimada em 32 806 habitantes (conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2007), Guaratuba é a 2ª mais populosa cidade do litoral paranaense.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

  • BR-277 (liga Curitiba a Foz do Iguaçu,Curitiba/Paranaguá)
  • BR-376 (liga Curitiba ao Sul do Brasil,Curitiba/litoral via Garuva)
  • PR-412 ( liga Paranaguá a Pontal do Paraná e Guaratuba).

Turismo[editar | editar código-fonte]

Pontos Turísticos[editar | editar código-fonte]

Morro do Brejatuba: a localidade é mais conhecida por Morro do Cristo, pois em seu cume está a imagem de Cristo Redentor com um dos braços abertos apontando para a entrada da barra e o outro com a mão no coração. A imagem foi doada ao município em 1952 pela família João Cândido Ferreira. O acesso ao cume do Morro é feito por uma escadaria de cimento com 197 degraus. Se constitui em mirante natural e está na Praia do Brejatuba.

Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso: A Igreja Matriz começou a ser construída no ano de 1768 e recebeu a benção no dia 28 de abril de 1771, do Reverendo Bento Gonçalves Cordeiro, ajudados pelos Padres Frei João de Santana Flores e Francisco Borges, e no dia 29 celebraram a primeira missa. Construída pela comunidade e desenhada por Afonso Botelho, é de arquitetura religiosa colonial e apresenta uma fachada bastante simples de alvenaria, como eram as demais igrejas litorâneas da época. Internamente é ornamentada por um retábulo discreto, provavelmente do século passado. Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1985.

Largo Nossa Senhora de Lourdes: Fonte de água pura e cristalina que abasteceu a comunidade por vários anos até a implantação da rede de abastecimento de água tratada em 1974. Estima-se que mais de 840 000 litros desse precioso líquido jorram de sua bica por mês, cerca de 10 000 000 por ano. Desde que se tem conhecimento, nunca faltou água nesta fonte. "Itororó" vem do tupi e significa "jorro de água", através da junção de 'y (água) e tororoma (jorro)[12] . As rezadeiras da antiga vila utilizavam as águas da fonte e ervas para realizar suas rezas e curas. A imagem de Nossa Senhora de Lourdes, doada pela devota Guilhermina Cordeiro, abençoa este largo desde 30 de julho de 1935. Muitas são a as graças atribuídas à santa, fatos comprovados através das várias placas que são colocadas pelos devotos na capela que protege a imagem, construída pelo casal Heitor e dona Zina. Pessoas de várias partes do Brasil e exterior vêm a Guaratuba prestar homenagens e pagar suas promessas a Senhora de Lourdes, pelas graças por eles alcançadas.

Largo da Carioca: Está localizado no início da Rua Vieira dos Santos, na encosta do Morro do Pinto. Fonte de excelente água potável e que supriu do precioso liquido a população que aqui se estabeleceu, teve a sua 1ª caixa construída em 1858 pelo capitão Manoel Pereira Liberato. Em 2008, foi revitalizada. O largo foi todo calçado, a caixa foi reformada e foram construídos dois portais (na fonte e na entrada). Uma imagem de São Luís (Luís IX de França), o padroeiro do município, foi colocada ao lado da fonte.

Casarão do Porto: É um dos últimos remanescentes do período colonial em Guaratuba, embora, em termos iconográficos, esteja registrado numa aquarela de Debret, de 1827, o que permite situar sua construção entre o final do século XVIII e as primeiras décadas do século XIX. Constitui-se, sem dúvida, em significativo exemplar da linhagem de sobrados edificados consoante o partido colonial espalhados pelo país. O imóvel era utilizado para comércio e moradia. Abandonado em meados da década de 1970, rapidamente se deteriorou. Em 1994, foi recuperado e adaptado para restaurante. Patrimônio Cultural do Estado do Paraná, foi tombado em 1960 e funciona, atualmente, como Casa da Cultura do município.


Baía de Guaratuba[editar | editar código-fonte]

Baía de Guaratuba: É a segunda maior do Paraná, com 48,72 quilômetros quadrados de área. Por ela, é feito o acesso entre Matinhos e Guaratuba, pela travessia com o ferry-boat. A Baía de Guaratuba é própria para passeios de barco, pesca e esportes náuticos. Rica em fauna e flora, é hoje uma área de proteção ambiental. Era pela baía, o único acesso que a comunidade dispunha para chegar a "Vila", no começo de nossa colonização. Na área a montante da baía, ocorre uma agricultura intensiva através do cultivo de banana com alta tecnologia de produção.

Salto do Parati

Lagoa do Parado: Localizada na margem esquerda do Rio Cubatãozinho, com acesso somente de barco, em viagem de cerca de 1 hora. A lagoa é abundante em peixes e em Caxeta, madeira leve que faz cepas de tamancos, colheres de pau, soquetes de feijão, rolos de macarrão e lápis. Em época de seca, se divide, formando a Lagoa das Onças e Lagoa Baguary. Tem cerca de 5 quilômetros de comprimento por 3 quilômetros de largura.


Parques[editar | editar código-fonte]

Praias[editar | editar código-fonte]

Praia Central de Guaratuba

Praia das Caieiras: Está entre a ponta do Johnnser e as pedras das Caieiras. É uma praia de boca de barra, localizada próximo ao Ferry-Boat. O acesso pode ser tanto rodoviário quanto hidroviário. A praia é bastante pitoresca devido à Colônia de Pescadores. Local bastante calmo e agradável com aproximadamente 1000 metros de extensão. Uma curiosidade sobre esta praia é a do Vapor São Paulo que encalhou quando fugia da Guerra entre Brasil e Paraguai.

Praia Central: Começa nas pedras das Caieiras e vai até o Morro do Cristo, sua extensão é em formato de uma meia lua, formando a praia dos turcos, dos pescadores e a Praia do Cristo.

Praia do Brejatuba: Praia de mar aberto, com águas bastante agitadas e vegetação natural preservada. Em direção do sul após o Morro do Cristo, seguem-se 14 quilômetros de praia onde cada balneário recebe uma denominação como: Estoril, Bonança, Eliana, Nereidas, Cidade Balneária, Santa Helena, Coroados e Barra do Saí divisa com Santa Catarina. A praia do Brejatuba se destaca pelos campeonatos de surf que lá são realizados no decorrer do ano, com ondas médias de oito pés, pratica-se também a pesca de arremesso..

Prainha: Está localizada na ponta de Caiobá e se estende até a Barra de Guaratuba, antes da travessia da baía. Praia tranqüila própria para descanso e a prática de pesca de arremesso.

Listas das praias[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A agricultura, a pesca, e o turismo constituem as atividades econômicas fundamentais do município. Guaratuba possui terras férteis onde são cultivado milho, mandioca, cana-de-açúcar, arroz, laranja, gengibre e banana, que hoje faz parte da maior plantação do município, e muitos outros produtos de importância econômica. A pecuária destaca-se com um considerável rebanho de búfalos. A pesca também tem grande destaque na economia do Município, sendo uma das suas principais fontes de riquezas, sendo feita ainda de modo artesanal.

Mesmo com a pesca sendo feita de modo artesanal, a tecnologia já está presente em 80% dessa atividade operando com uma indústria pesqueira. Existe ainda em Guaratuba duas indústrias de palmito que são marcas no Brasil e no exterior.

O turismo também constitui ótima fonte de receita para o Município. Turistas de todo o Brasil e do mundo visitam anualmente seus 22 km de praias.

Relação de prefeitos[editar | editar código-fonte]

Joaquim da Silva Mafra - 1948 a 1951

Miguel Jamur - 1952 a 1955

Renê Buchmann - 1956 a 1959

Miguel Jamur - 1960 a 1963

Orlando Bevervanso - 1964 a 1968

Miguel Jamur - 1969 a 1972

Diogenes Caetano dos Santos - 1973 a 1977

Antônio Franco Ferreira da Costa Filho - 1978 a 1981

Acir Braga - Janeiro de 1982 a Dezembro de 1988

Aldo Abagge - Janeiro de 1989 a Julho de 1992

Paulo Chaves - Julho de 1992 à Dezembro de 1992

José Ananias dos Santos - 1993 a 1996

Everson Ambrósio Kravetz - 1997 a 2000

José Ananias dos Santos - 1º de Janeiro de 2001 a 19 de dezembro de 2002

Miguel Jamur - 19 de dezembro de 2002 a 11 de junho de 2003

José Ananias dos Santos - 11 de junho de 2003 a 31 de dezembro de 2004

Miguel Jamur - 1 de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008

Evani Cordeiro Justus - 1º de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2012

Evani Cordeiro Justus - 1º de Janeiro de 2013

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2013. Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2012). Página visitada em 11 de dezembro de 201234.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. População Paranaguá conforme IBGE 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 29 de setembro de 2010.
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  8. Alguns historiadores têm atribuído o começo de Guaratuba ao ano de 1656. Certo jornal, há tempo, em comemoração à data da fundação da cidade escreveu: "O Município de Guaratuba é um dos mais antigos, sendo uns dos cinco fundados sob o regime colonial. O seu povoamento dataria de 1665, atribuído a Gabriel de Lara, que teria dado início à colonização". http://www.guaratuba.pr.gov.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=1154&Itemid=185
  9. Cid Destefani (4 de julho de 2010). Guará... tuba. Jornal Gazeta do Povo. Página visitada em 4 de julho de 2010.
  10. Assessoria de Imprensa. Guará. Site da Prefeitura Municipal de Guaratuba. Página visitada em 4 de julho de 2010.
  11. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. p. 56.
  12. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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