Guarujá

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Município da Estância Balneária do Guarujá
"Pérola do Atlântico"
Vista da praia das Astúrias (praia do Guarujá), com vista parcial da praia das Pitangueiras ao fundo.

Vista da praia das Astúrias (praia do Guarujá), com vista parcial da praia das Pitangueiras ao fundo.
Bandeira da Estância Balneária do Guarujá
Brasão da Estância Balneária do Guarujá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 30 de junho
Fundação 2 de setembro de 1893 (120 anos)
Gentílico guarujaense
Lema Pro Mare Nostrum
"Para o nosso mar"
Prefeito(a) Maria Antonieta de Brito (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização da Estância Balneária do Guarujá
Localização da Estância Balneária do Guarujá em São Paulo
Guarujá está localizado em: Brasil
Guarujá
Localização da Estância Balneária do Guarujá no Brasil
23° 59' 34" S 46° 15' 21" O23° 59' 34" S 46° 15' 21" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008[1]
Microrregião Santos IBGE/2008[1]
Região metropolitana Baixada Santista
Municípios limítrofes Bertioga e Santos (parte continental) e Ilha de São Vicente
Distância até a capital 95 km[2]
Características geográficas
Área 142,589 km² [3]
População 290 752 hab. (SP: 22º) –  Censo IBGE/2010[4]
Densidade 2 039,09 hab./km²
Altitude 10 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,751 alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 3 221 211,323 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 10 586,55 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura http://www.guaruja.sp.gov.br/
Praia de Pitangueiras

Guarujá é um município brasilleiro do estado de São Paulo. Localiza-se na microrregião de Santos, na Região Metropolitana da Baixada Santista. A população, segundo o Censo de 2010, era de 290 752 habitantes. Possui uma área de 142,9 km², o que resulta numa densidade demográfica de 2 034 hab/km².[4] Geograficamente, situa-se na Ilha de Santo Amaro, terceira maior ilha do litoral paulista.

Atualmente, a cidade de Guarujá é conhecida como a "Pérola do Atlântico", devido às suas belas praias e belezas naturais. Muito procurada pelos turistas na alta temporada, a cidade conta com praias urbanizadas e algumas selvagens, acessíveis apenas por trilhas. Além do litoral, Guarujá oferece construções históricas e trilhas de ecoturismo. Outra atração local é a pesca artesanal, que pode ser vista e praticada em diversas praias do município.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Guarujá" é derivado do termo tupi agûarausá, que designa um tipo de caranguejo, o guaruçá[7] .

Apesar de ser comum empregar o artigo definido antes do nome da cidade, este uso não é correto. Deve-se portanto dizer "Tenho casa em Guarujá" e não "Tenho casa no Guarujá"[7] .

História[editar | editar código-fonte]

A Ilha de Santo Amaro surge em sua atual forma no final da Era Glacial, entre 20 e 10 000 anos, quando o Canal de Bertioga e o Estuário de Santos são abertos com a contínua elevação do nível do Oceano Atlântico e criam a atual ilha, a separando do continente.

Os primeiros habitantes foram os homens dos sambaquis, grupo humano seminômade que habitou o litoral sul/sudeste brasileiro após o final da Era Glacial. Este povo vivia da coleta de moluscos, conchas, mexilhões e demais alimentos marinhos, bem como alimentos vegetais e caça de pequenos animais e peixes. Não conheciam a agricultura e seu único registro conhecido são os montes de restos de conchas espalhados pelo litoral, chamados de sambaquis. Em Guarujá, foram localizados sambaquis nas praias da Ilha do Mar Casado e Pernambuco.

Após a era dos sambaquis, a ilha passa a ser visitada por grupos tupi, que deram o primeiro nome à ilha: Guaibê (lugar de caranguejos) e também Guaru-ya (passagem estreita). Os tupis não habitaram a ilha, permanecendo no entorno da Serra do Mar e no Planalto Paulista, mas utilizavam a ilha para a colheita de sal e pesca.

Em 22 de janeiro de 1502, os primeiros europeus pisaram na ilha. André Gonçalves e Américo Vespúcio aportaram na praia de Santa Cruz dos Navegantes, depois seguindo viagem à ilha de São Vicente.

A ilha, pantanosa e acidentada, não atrai a atenção dos colonizadores portugueses, que preferem centrar esforços na vizinha ilha de São Vicente, esta mais ampla e salubre e contando com um acesso privilegiado ao Planalto Paulistano, através de trilhas indígenas. Apesar do desinteresse, alguns colonos portugueses acabam se instalando na costa ocidental de Santo Amaro, sobrevivendo de agricultura de subsistência, pesca e reparos de embarcações utilizadas no estuário de Santos.

Em 1543, quando da primeira divisão territorial brasileira, toda a região entre a ilha de Santo Amaro e a barra do rio Juqueririê (futuros municípios de Guarujá, Bertioga e parte de São Sebastião) é concedida a Pero Lopes de Sousa por seu irmão Martim Afonso de Sousa, sob o nome de capitania de Santo Amaro. A capitania, sem recursos naturais de importância e sem ligações com o Planalto, não se desenvolve. As únicas ações visando ocupar o território são a construção dos fortes de São João e São Filipe, destinados a proteção do porto do Santos, uma beneficiadora de óleo de baleia no extremo norte da ilha, na desembocadura do Canal de Bertioga e a ação de alguns grupos de jesuítas para a catequese de índios.

Durante toda a fase Colonial e Imperial, a ilha não atrai atenção, sendo povoada apenas por colonos pontuais e por pequenos sítios destinados a esconder escravos contrabandeados da África.

No fim do século XIX, o surgimento do turismo, o desenvolvimento da economia paulista e a existência de um acesso ferroviário rápido e fácil entre o litoral e o Planalto Paulista, provocam um novo interesse pela ilha de Santo Amaro.

Em 1892, surge a Companhia Prado Chaves, que tem por finalidade a criação de uma vila balneária na praia de Pitangueiras e a exploração do turismo na ilha. Para a vila, são encomendados 46 casas de madeira nos Estados Unidos e um hotel de luxo, contando inclusive com um cassino. O hotel, batizado de La Plage, foi também construído com a mesma madeira com que foram feitas as casas. Além da vila, a Companhia construiu uma linha férrea ligando o estuário de Santos à praia de Pitangueiras, e batizada de Tramway do Guarujá, bem como o primeiro serviço regular de navegação entre Santos e Guarujá.

O empreendimento é inaugurado em 2 de setembro de 1893 e torna-se reduto da classe alta paulistana durante o verão, inclusive com a presença do presidente do Estado e de seus secretários. Esta data é também considerada a de fundação do município, quando Guarujá foi promovida a Vila Balneária.[8]

Em 1911, a Companhia é adquirida pelo empresário norte-americano Percival Farquhar, passando a se denominar Companhia Guarujá.[9] . O novo Grand Hôtel de la Plage foi reinaugurado em 1912, tendo sido um marco para o turismo de luxo no Brasil. O sucesso do hotel e a reputação do Guarujá como destino de verão da classe alta paulistana levam a um contínuo desenvolvimento da vila durante a primeira metade do século XX. Neste mesmo hotel, em 1932, morreria o aeronauta e inventor brasileiro Alberto Santos Dumont, onde havia se hospedado após sérios problemas de saúde.

Em 1923, a vila foi transformada em distrito de paz e, em 30 de junho de 1926, o distrito tornou-se prefeitura sanitária, separando-se de Santos.

A eletrificação foi inaugurada a 11 de janeiro de 1925. Com a eletrificação da linha, bondes elétricos passaram a circular,junto as locomotivas a vapor. Os equipamentos usados na eletrificação foram fornecidos pela Siemens; as obras foram dirigidas pelo engenheiro Ettore Bertacin, da Casa Siemens de São Paulo e tiveram duração de oito meses. A subestação elétrica principal, que também abastecia o distrito de Itapema, estava localizada "próximo das torres grandes da Companhia Docas de Santos", recebendo a corrente em 40 000 volts e transformado-a a 6 600 volts. A subestação retificadora, que reduzia e retificava a corrente alternada de 6,6 kV para 750 volts a ser usada na linha de contato, situava-se no quilômetro quatro da via férrea, ou seja, próximo à metade de seu percurso, no bairro da Conceiçãozinha.

Todo o material rodante era de origem alemã, tendo sido produzido pelas firmas Siemens e M.A.N. - Maschinenfabrik Augsburg Nürnberg. Foram adquiridos dois bondes de 106 HP, numerados #3 e #9, e uma locomotiva elétrica de 106 HP para tracionar trens de carga. Esta máquina, com 18 t de peso, tinha capacidade de tracionar trens de 47 toneladas de carga a uma velocidade de 45 km/h.

Em 1930, esta empresa adquiriu mais dois bondes da M.A.N., numerados cinco e sete e construiu um ramal de três quilômetros até o Sítio Cachoeira para o transporte de carga, com extensão aproximada de 2,5 km. O bonde #3 seria sucateado após um acidente ocorrido na década de 1930.

Em 1931, a prefeitura sanitária é extinta, com a reintegração da ilha ao território de Santos e Guarujá volta a ter autonomia apenas em 30 de junho de 1934, no antigo status de "prefeitura sanitária".

Com a deterioração da estação férrea original do Guarujá construída em 1893 entre a praia e o Grande Hotel, foi necessário se construir uma nova, e o local escolhido foi outro: o antigo pátio de cargas do bonde, na avenida Leomil, a dois quarteirões da praia. A 3 de julho de 1934 foi criada a Estância Balneária do Guarujá, evento que motivou a realização de melhorias no serviço do Tramway do Guarujá. Decidiu-se então construir uma nova estação e oficinas, localizadas agora na Av. Leomil, a dois quarteirões da praia. Elas foram inauguradas a 21 de dezembro de 1935. Com a inauguração do novo prédio o velho foi desativado e demolido.

Os bondes foram transferidos para a Estrada de Ferro Campos do Jordão, na qual são usados até hoje, e uma de suas locomotivas está exposta na avenida Leomil, em Pitangueiras, no Guarujá.

Em 1947 as prefeituras sanitárias são extintas e Guarujá torna-se município de pleno direito.

O fim dos jogos de azar no governo de Eurico Gaspar Dutra e a construção da via Anchieta, ligando a Baixada Santista a São Paulo modificam a ocupação da ilha. A antiga vila balneária se adensa com a chegada de maiores quantidades de turistas e novos moradores. Edifícios começam a surgir na orla de Pitangueiras e Astúrias e praias até então desertas, como Enseada, Pernambuco e a própria Perequê começam a ser visitadas. Paralelamente, migrantes nordestinos migram para a ilha a procura de emprego, se fixando na região do velho forte de Itapema, dando origem ao distrito de Vicente de Carvalho.

Entre as décadas de 1970 e 1980 Guarujá cresce descontroladamente. Toda a orla da cidade entre a praia do Tombo e Pernambuco é ocupada por diversos loteamentos e edifícios, sem a necessária contraparte de infraestrutura. O Milagre Econômico dos anos 70, a construção da Rodovia Piaçagüera-Guarujá, ligando a ilha diretamente a Via Anchieta e em menor grau as novas rodovias Rio-Santos e Mogi-Bertioga (possibilitando o acesso ao Vale do Paraíba e Litoral Norte) provocam a explosão do turismo e da migração para a ilha. A qualidade ambiental vai caindo, com a poluição das águas, a ocupação de áreas sensíveis como morros e mangues e o número cada vez maior de turistas, moradores e migrantes sobrecarregam o Guarujá.

Um dos principais pontos de referências da cidade do Guarujá é o Morro do Maluf, entre as praias das Pitangueiras e da Enseada. Só que não tem nada a ver com a família Estéfano ou com os Maluf. O morro pertencia a Edmundo Maluf, industrial em São Paulo, solteiro, que tinha casa na ladeira do morro e dava festas memoráveis que agitavam os fins de semana do Guarujá.

Turistas na praia das Pitangueiras.

A situação se torna crítica no final da década de 1980 e início de 1990, quando milhões de turistas visitam a ilha todos os verões, provocando o colapso da infraestrutura do Guarujá, com cortes de eletricidade, falta de água e poluição das praias. Extensas áreas do município são ocupadas por favelas, habitadas pelos migrantes em buscas de novas oportunidades e a criminalidade toma corpo. O cenário caótico leva a uma profunda crise no turismo e na economia do Guarujá, que perde turistas e investimentos para o Litoral Norte e até mesmo para outras cidades da Baixada Santista.

A segunda metade da década de 1990 vê uma recuperação progressiva do balneário, com investimentos em saneamento, habitação, infraestrutura e até mesmo efeitos benéficos da divisão do total de turistas com outras regiões, causando menor sobrecarregamento na cidade. Paulatinamente a cidade começa a receber novos investimentos e começa a desenvolver o turismo de negócios e a prestação de serviços, visando a expandir sua base econômica e se tornar menos dependente do turismo sazonal.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Estância balneária[editar | editar código-fonte]

Guarujá é um dos quinze municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de estância balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Praias[editar | editar código-fonte]

Oficialmente, Guarujá tem dez praias[10] . Na direção de sul a norte as praias são:

Forte dos Andradas[editar | editar código-fonte]

Vista da Praia das Astúrias, podendo ser observado o Edifício Sobre as Ondas e a Casa da Pedra (obra de Gregory Warchavick).

Sua construção teve início em 1934 pelo tenente-coronel de Engenharia João Luís Monteiro de Barros e inaugurado em 10 de novembro de 1942, constituindo-se a principal defesa da entrada da Baía de Santos ao sul da Ilha de Santo Amaro. Recebeu esse nome em homenagem aos irmãos Andradas (José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco) que tiveram muita importância durante o período imperial.

Dotado de um complexo e eficiente sistema de tiro, o Forte dos Andradas encontra-se a uma altitude de aproximadamente 300 metros acima do nível do mar, tendo como via de acesso uma estrada pavimentada, bem conservada. Após percorrer-se uma distância em torno de dois quilômetros em cujas margens, depara-se com um túnel cavado na rocha, com cerca de 400m de extensão, no qual encontra-se as antigas câmaras de tiro e os elevadores destinados a transporte da munição para os obuseiros e para observadores que guarneciam o Posto de Observação.

Atualmente, as instalações do forte são conservadas pela 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, e formam um exuberante ponto turístico que foi aberto à visitação pública em janeiro de 1994. Nos diversos Mirantes do Forte, o turista vai deparar com as vistas marítima mais bonitas de todo litoral paulista. Possui também uma praia denominada Praia do Monduba (ou praia do Artilheiro), com 400 metros de extensão, à qual só é permitido o acesso mediante autorização prévia do comando do exército, ali instalado.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Guarujá está a uma altitude de 10 metros e possui clima subtropical (classificação "Cfa"), que se caracteriza por apresentar médias elevadas de temperatura do ar e pluviosidade.

A temperatura média anual é de 24°C. A temperatura média no inverno é de 17°C e a média no verão é de 24ºC. Seu Índice pluviométrico anual é de 3 413 mm, sendo fevereiro o mês mais chuvoso, com precipitação de 412,8 mm e agosto o menos chuvoso, com 155,6 mm.[11]

Relevo e vegetação[editar | editar código-fonte]

Possui relevo característico de planície litorânea. As elevações têm altitude média entre 130 e 160 metros, chegando ao máximo de aproximadamente 300 metros. Sua vegetação predominante é de floresta ombrófila densa, que ocorre na Serra do Mar.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os seguintes rios correm pelo território de Guarujá[12] :

  • Rio de Santo Amaro
  • Rio do Meio
  • Rio Icanhema
  • Rio do Peixe*

Rio do Pote

  • Rio Acaraú
  • Rio Comprido
  • Rio dos Patos
Praia das Pitangueiras, a mais visitada entre os turistas.

Divisão territorial[editar | editar código-fonte]

Demografia e indicadores sociais[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

Fontes: IPEA e PNUD

Etnias[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Percentagem
Branca 47,03%
Parda 45,47%
Preta 6,69%
Amarela 0,65%
Indígena 0,17%
Fonte: IBGE – Censo 2010 [13]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

  • SP-61 Guarujá-Bertioga
  • SP-55 Cônego Domenico Rangoni

Um acesso ao Guarujá (Ilha de Santo Amaro) pode ser feito por balsas da Travessia Santos-Guarujá, que partem da Ponta da Praia em Santos. Na travessia são utilizadas seis balsas que tem capacidade entre 12 e 72 carros. A capacidade da travessia é atualmente de 1500 carros por hora. A travessia entre Santos e Guarujá tem um dos maiores volumes de tráfego do mundo, são 28 mil veículos por dia, ida e volta, nos meses de novembro a março, o movimento chega a 35 mil veículos por dia.

Outro acesso é pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni que percorre a área continental do município de Santos, chegando a ilha através da Ponte do Monte Cabrão no Canal de Bertioga. Após o Canal de Bertioga, temos quatro entradas para a cidade. Uma é o Trevo da Vila Áurea. A outra é a rua Professor Idalino Pinez, mais conhecida como rua do Adubo, largamente utilizadas pelos caminhões que chegam e buscam o cais do Porto de Santos. A terceira é o Viaduto que atravessa a rodovia e os bairros de Morrinhos e Vila Zilda, fazendo a ligação com o Túnel em direção as praias da Enseada e outras. A quarta e mais importante entrada fica no fim do trecho sob jurisdição da Ecovias e da acesso direto à sede do município.

Pedestres podem aceder à ilha por via marítima, as barcas partem do centro de Santos com destino a Vicente de Carvalho, há barcas também na Ponta da Praia em Santos com destino ao outro lado do estuário.

Outros meios[editar | editar código-fonte]

Além dos meios convencionais de transporte, merece destaque o uso de bicicletas. Um estudo da Agem - Agência Metropolitana detectou que a maioria dos ciclistas faz da bicicleta o meio de transporte para o trabalho. Principalmente moradores de Vicente de Carvalho que trabalham no porto. Guarujá é entre os municípios da Baixada, o que possui maior número de bicicletas. De acordo com o Departamento de trânsito, dos 265 000 habitantes, 35 000 possuem bicicleta com um crescimento de cinco por cento ao ano. O município conta com cinco estacionamentos exclusivos para bicicletas, alguns funcionando 24 horas. Segundo a Dersa (empresa que administra a travessia marítima entre Santos e Guarujá), transitam pelos "Ferry Boat" uma média diária de 14 mil bicicletas nos dois sentidos.

Essa quantidade de bicicletas como meio de transporte levou as cidades da região a adequarem suas estruturas urbanas para este tipo de transporte. Guarujá implantou 16,47 km de ciclovias/ciclofaixas e esta previsto mais 12,89 km a serem implantados até 2011.

Economia[editar | editar código-fonte]

Situado na Ilha de Santo Amaro, ao largo de Santos e de Bertioga, o município dispõe de um conjunto de 27 praias, algumas isoladas e acessíveis apenas por trilha ou barco, e outras em áreas urbanizadas. Sua economia esta apoiada na atividade turística, e também possui atividade marítima de lazer, indústria, e uma intensa atividade portuária, conta também com movimento comercial em Vicente de Carvalho, que é o segundo maior da Região Metropolitana. Pelo seu histórico, infra-estrutura e proximidade com a capital mais populosa do país, oferece forte atrativo imobiliário e turístico. Boa parte da região da orla, nas praias próximas de centro (principalmente Astúrias, Pitangueiras, Enseada, e Tombo) é tomada por edificações dedicadas à população sazonal, que as ocupa principalmente nas férias de verão.]

O turismo, sazonal, e os ganhos advindos do mercado imobiliário-turístico (incluindo impostos, compra/venda/aluguel, segurança, e manutenção predial), movimentam parte significativa da economia do Guarujá.

A outra parte, relevante e não-sazonal, advém do porto (margem esquerda do Porto de Santos) e atividades afins, tais como transporte. Devido a sua proximidade com Cubatão (maior distrito industrial do país) e portos, existe também interesse pela ocupação industrial na região, iniciada em 1976 pela Dow Química[14] , ainda hoje a única grande indústria a ocupar a região.

Segundo dados do IBGE[15] de 2006 "a produção de riquezas na área de serviços, no Município, somou, naquele ano, R$ 1,820 bilhão, o equivalente a 0,14% em participação no PIB brasileiro"[16] .

Cidade-irmã[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista. Visitado em 1 de fevereiro de 2011.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  4. a b Sinopse do Censo Demográfico 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 11 de agosto de 2013.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 01 de agosto de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  7. a b NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 563.
  8. Especial: Vila de Guarujá - 120 anos de fundação Prefeitura de Guarujá (2 de setembro de 2013). Visitado em 7 de setembro de 2013.
  9. Agitado, Guarujá é balneário desde 1893 Folha de São Paulo Turismo (22 de setembro de 2011). Visitado em 7 de setembro de 2013.
  10. Praias de Guarujá
  11. Clima dos Municípios Paulistas_Guarujá Cepagri_Unicamp.
  12. Os rios da ilha de Santo Amaro Novo Milênio (22/12/2012).
  13. Tabela 3175 - População residente, por cor ou raça, segundo a situação do domicílio, o sexo e a idade IBGE (Censo 2010).
  14. Dow Química, pólo Guarujá (portal www.dow.com/brasil).
  15. "Contas Nacionais - Produto Interno Bruto dos Municípios", IBGE (em parceria com os órgãos estaduais de estatística e secretarias estaduais de governo), IBGE/pibmunicipios. Ver também Tabela 6 (dados rank municípios).
  16. Jornal da Baixada Santista, artigo de dezembro de 2008, contendo resumo dos dados do IBGE.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]