Guerra de Java

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Guerra de Java
Data 18251830
Local Java
Desfecho Vitória Holandesa
Combatentes
 Países Baixos Forças rebelião do Príncipe Diponegoro
Principais líderes
General De Kock Príncipe Diponegoro
Forças
50 mil 100 mil
Vítimas
8 mil1

Guerra de Java ou Guerra de Diponegoro travou-se entre 1825 e 1830.

História[editar | editar código-fonte]

Tomada pelos holandeses aos enfraquecidos colonos portugueses e espanhóis no século XVII, a Insulíndia será uma das bases mais importantes do estabelecimento holandês no Índico. Ao abrir o século XIX, a história destas colónias é atribulada, devido à evolução política europeia durante o período napoleónico, altura em que a Holanda esteve eufeudada à França. Por esse motivo, não admira que os ingleses se tenham querido apoderar dessas possessões. Contudo, os tratados de 1814, 1815 (e, mais tarde, 1842) confirmam a posse holandesa das mesmas. Até ao final do século XVII, estas colónias, de carácter mais comercial que político, foram governadas (como sucedeu em muitos pontos dos impérios holandês e inglês) pela Companhia das Índias Orientais, cuja administração, gananciosa e tirânica, suscitou revoltas dos indígenas, particularmente em Java, e recriminações por parte dos colonos. Entretanto, após uma enorme bancarrota, a Companhia viu-se na contingência de entregar esses direitos ao Governo neerlandês.

Durante o governo de Luís Bonaparte, rei da Holanda, o governador-geral Herman Willem Daendels, "o Marechal de Ferro", restabeleceu a ordem em Java e legislou sobre a economia, encorajando e regulamentando as culturas; a sua obra foi interrompida temporariamente pelo domínio inglês (1811-1816). O seu sucessor na administração colonial, o governador-geral Johannes Van Den Bosch (1770-1844), ampliou essa política de imposição de "culturas forçadas".

Às suas intenções, aproveitadas pelos comerciantes ingleses para levantar a população, reagiram violentamente os príncipes indígenas, revoltando-se em 1825. A rebelião foi violentamente dominada e Van Den Bosch pôde levar a cabo os seus projetos. Mais de um quinto do solo passa a ser obrigatória e exclusivamente cultivado por culturas reclamadas pelo mercado europeu: café, tabaco, açúcar, canela, chá, pimenta e índigo.

Java cobriu-se de plantações magníficas que enriqueceram a Holanda, mas reduziram à servidão e à fome os indígenas. A constatação desta miséria levou, anos depois, à abolição deste sistema.

Estima-se que tenham morrido cerca de 200 mil pessoas durante o conflito1 8000 eram holandeses.1

Referências

  1. a b c M.C. RicKlefs: A History of modern Indonesia since 1300, p. 117.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Carey, P.B.R. Babad Dipanagara: an account of the outbreak of the Java War (1825–30): the Surakarta court version of the Babad Dipanagara Kuala Lumpur: Printed for the Council of the M.B.R.A.S. by Art Printing Works, 1981. Monograph (Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. Malaysian Branch); no. 9.
  • MC Ricklefs, A History of modern Indonesia since 1300, 2nd ed, 1993, pp. 116–17.
  • Sagimun M. D. Pangeran Dipanegara: pahlawan nasional [Jakarta]: Proyek Biografi Pahlawan Nasional, Departemen Pendidikan dan Kebudayaan, 1976. (em Indonésio)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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