Guerra sino-indiana

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Guerra sino-indiana
Parte da(o) Guerra Fria
India China Locator.png
A Guerra sino-indiana ocorreu entre Índia e China.
Data 20 de Outubro[1] – 21 de Novembro de 1962
Local Sul de Xinjiang (Aksai Chin) e Arunachal Pradesh (Tibete do Sul)
Desfecho Vitória militar chinesa.
Mudanças
territoriais
China retém Tibete excluindo área de Tawang e sul da Linha McMahon (Tibete do Sul) e ganha o controle de área de Aksai Chin (de facto); Índia controla (Tibete do Sul, área de Arunachal) (de facto).
Combatentes
Índia
Índia
República Popular da China
China
Principais líderes
Índia Brij Mohan Kaul
Índia Jawaharlal Nehru
Índia V. K. Krishna Menon
Índia Pran Nath Thapar
República Popular da China Zhang Guohua
República Popular da China Mao Zedong
República Popular da China Liu Bocheng
República Popular da China Lin Biao
República Popular da China Zhou Enlai
Forças
10,000–12,000 80,000[2] [3]
Vítimas
1,383 mortos[4]
1,047 feridos[4]
1,696 desaparecidos[4]
3,968 soldados capturados[4]
722 mortos.[4]
1,697 feridos[4] [5]
Aksai Chin Sino-Indian border map.png

A guerra sino-indiana, também conhecida como conflito fronteiriço sino-indiano, foi uma guerra entre a República Popular da China (RPC) e a Índia. A causa inicial do conflito foi uma região litigiosa no Himalaia, em Arunachal Pradesh, conhecida na China como Tibete do Sul.

Os combates começaram em 20 de outubro de 1962 entre o Exército Chinês de Liberação Popular e as Forças Armadas Indianas. O primeiro confronto pesado foi um ataque chinês desfechado contra uma força indiana que avançava sobre posições chinesas ao norte da Linha McMahon, após um combate em Tagla. O conflito ampliou-se de modo a incluir a região de Aksai Chin, que a RPC considerava uma ligação estratégica entre os territórios chineses do Tibete e de Xinjiang. A guerra terminou quando os chineses capturaram ambas as áreas litigiosas e declararam um cessar-fogo unilateral em 20 de novembro de 1962, vigente à meia-noite.

A guerra sino-indiana destaca-se pelo ambiente de combate de montanha, em altitudes de mais de 4267 m, o que apresentava problemas logísticos para ambos os beligerantes.

Os resultados da guerra provocaram mudanças generalizadas nas Forças Armadas Indianas, com o objetivo de prepará-las para conflitos semelhantes no futuro, e colocou em posição politicamente difícil o primeiro-ministro da Índia, Jawaharlal Nehru, acusado de não haver previsto a invasão chinesa.

Mapas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Webster's Encyclopedic Unabridged Dictionary of the English language: Chronology of Major Dates in History, page 1686. Dilithium Press Ltd., 1989
  2. H.A.S.C. by United States. Congress. House Committee on Armed Services — 1999, p. 62
  3. War at the Top of the World: The Struggle for Afghanistan, Kashmir, and Tibet by Eric S. Margolis, p. 234.
  4. a b c d e f The US Army [1] says Indian wounded were 1,047 and attributes it to Indian Defence Ministry's 1965 report, but this report also included a lower estimate of killed.
  5. Chinese warfighting: The PLA experience since 1949. [S.l.]: M.E. Sharpe, 2003. 188– pp. ISBN 9780765610874 Visitado em 14 April 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]