Guerras indígenas nos Estados Unidos

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Mapa reconstituindo as zonas geográficas onde eram faladas as diversas línguas ameríndias nos EUA.

As guerras indígenas nos Estados Unidos da América são o conjunto de guerras opondo os colonos europeus, e depois os estado-unidenses, aos povos ameríndios da América do Norte de 1778 a 1890. Apesar de nenhuma guerra ter sido oficialmente declarada pelo congresso, o exército esteve constantemente em guerra contra esses povos a partir de 1778. Elas se prolongaram durante o século XIX através de violências e massacres de ambos os lados.

Linha de tempo das guerras do Oeste[editar | editar código-fonte]

  • Guerras Comanche (1836-1875) nas planícies do sul, principalmente na república e estado do Texas
  • Guerras Cayuse (1848–1855) — Território do Oregon-Território de Washington
  • Guerras do rio Rogue (1855-1856) — Território do Oregon
  • Guerra Yakima (1855–1858) — Território de Washington
  • Guerra Spokane-Coeur d'Alene-Paloos (1858) — Território de Washington
  • Guerra do Canyon Fraser (1858) – Colúmbia Britânica (invasores dos EUA em território britânico)
  • Guerras indígenas da Califórnia (1860-65) Guerra contra os Hupa, Wiyot, Yurok, Tolowa, Nomlaki, Chimariko, Tsnungwe, Whilkut, Karuk, Wintun e outros.
  • Guerra Lamalcha (1863) — Colúmbia Britânica
  • Guerra Chilcotin (1864) — Colúmbia Britânica
  • Guerras Navajo (1861–1864) — terminou com a Longa Marcha dos Navajos — Territórios do Arizona e do Novo México.
  • Guerra Hualapai ou Guerra Walapais (1864–1869) — Território do Arizona
  • Campanhas Apache ou Guerras Apache (1864–1886) Carleton pôs Mescelero em reserva com os Navajos em Sumner e continuou até 1886, quando Geronimo se rendeu.
  • Guerra Dakota de 1862 — conflitos no quadrante sudoeste do Minnesota resultam em centenas de mortos. Na maior execução em massa da história dos Estados Unidos, 38 Dakotas foram enforcados. Cerca de 1600 outros foram enviados a uma reserva no que é hoje em dia o Dakota do Sul.
  • Guerra de Nuvem Vermelha (Red Cloud's War) (1866–1868) — O chefe Lakota Nuvem Vermelha (Red Cloud) lidera os ataques de maior sucesso contra o exército estado-unidense durante as Guerras Indígenas. Pelo Tratado de Fort Laramie (1868), os EUA asseguram uma grande reserva aos Lakota, sem presença militar ou supervisão, nenhum direito de assentamento ou construção de estradas. A reserva incluía a totalidade das Black Hills.
  • Guerra do Colorado (1864–1865) — conflitos em torno das Planícies Orientais do Colorado entre o exército dos EUA e uma aliança composta na sua grande maioria por Cheyennes e Arapahos.
    • Massacre de Sand Creek (1864) — John Chivington Liderou o Assassínio de mais de 450 índios Cheyennes e Arapahos que, sob o comando de Chaleira Preta, responderam à circular do governador do Colorado John Evans, aos índios amistosos, que se dirigissem à Fort Lyon. Após a destituição do major Edward W. Wynkoop do posto de oficial em comando de Fort Lyon, sob a acusação de "deixar os índios tomar conta das coisas em Fort Lyon" e uma série de atos amistosos por parte de seu substituto, major Scott J. Anthony para dar uma falsa sensação de segurança aos Cheyennes e Arapahos, com o intuito de separar os guerreiros, que iriam caçar búfalos e deixar as mulheres, velhos e crianças desprevenidos no acampamento[1] , onde seriam assassinados, seus corpos mutilados e seus suprimentos queimados[2]
  • Campanha Comanche (1867–1875) — Maj. Gen. Philip Sheridan, no comando do Departamento do Missouri, instituíu uma campanha de inverno em 1868–69 como meio de explusão das tribos indígenas espalhadas através das regiões fronteiriças do Colorado, Kansas, Novo México e Texas.[3]
  • Guerra Modoc, ou Campanha Modoc (1872–1873) — 53 guerreiros Modoc sob o comando de Capitão Jack enfrentam e retêm 1000 soldados do exército dos EUA durante sete meses. O Major General Edward Canby foi morto durante uma conferência de paz — o único general a ser morto durante as Guerras Indígenas.
  • Guerra de Red River (1874–1875) — entre forças Comanches e estado-unidenses sob o comando de William Sherman e do tenente-general Philip Sheridan.
  • Guerra de Black Hills, ou Campanha de Little Big Horn (1876–1877) — Lakotas sob ordens de Touro Sentado e Cavalo Louco lutaram contra tropas do exército após repetidas violações do Tratado de Fort Laramie (1868).
  • Campanha Nez Percé ou Guerra Nez Percé (1877) — Nez Percés sob o comando do Chefe Joseph retiram-se diante do Primeiro Regimento de Cavalaria através do Idaho, Parque Yellowstone e Montana depois que um grupo de Nez Percés atacou e matou um grupo de pioneiros ingleses no início de 1877.
  • Campanha Bannock ou Guerra Bannock (1878 — elementos da Vigésima-primeira Infantaria dos EUA, Quarta Artilharia dos EUA e Primeira Cavalaria dos EUA lutam contra nativos do sul do Idaho, incluindo os Bannock e Paiute, quando as tribos ameaçavam com uma rebelião em 1878, insatisfeitas com os seus loteamentos de terras.
  • Campanha Cheyenne ou Guerra Cheyenne (1878–1879) — um conflito entre as forças armadas dos EUA e um pequeno grupo de famílias Cheyenne.
  • Campanha Sheepeater ou Guerra Sheepeater (maio – agosto de 1879) — em 1 de maio de 1879, três destacamentos de soldados perseguem os Shoshone de Idaho através do Idaho durante a última campanha do noroeste pacífico.
  • Campanha Ute ou Guerra Ute (setembro de 1879 – novembro de 1880) — em 29 de setembro de 1879, cerca de 200 homens, elementos da Quarta Infantaria e da Quinta Cavalaria dos EUA, sob o comando do Major T. T. Thornburgh, foram atacados e derrotados em Red Canyon por 300 ou 400 guerreiros Ute. O grupo de Thornburgh foi socorrido por forças da Quinta Cavalaria e pelo Nono Regimento de Cavalaria no início de outubro, mas não antes que significativas perdas tivessem ocorrido. Os Utes foram finalmente pacificados em novembro de 1880.
  • Campanha de Pine Ridge (novembro de 1890 – janeiro de 1891) — diversos descontentamentos não resolvidos levaram ao último grande conflito com os Sioux. Uma campanha que envolveu quase metade da infantaria e cavalaria do exército regular fez com que os guerreiros sobreviventes rendessem suas armas e se retirassem para suas reservas em janeiro de 1891.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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