Gugu Liberato

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Gugu Liberato
Gugu em seu antigo programa, o Domingo Legal
Nome completo Antônio Augusto de Moraes Liberato
Nascimento 10 de abril de 1959 (55 anos)
São Paulo, SP
 Brasil
Nacionalidade Brasil Brasileira
Ocupação Apresentador
Empresário
Ator
Cantor

Antônio Augusto de Moraes Liberato (São Paulo, 10 de abril de 1959), mais conhecido como Gugu Liberato, é um apresentador de televisão, empresário, ator e cantor brasileiro.

Filho de portugueses,[1] Gugu escrevia cartas para Silvio Santos sugerindo programas, que o contratou. Começou na televisão aos quatorze anos como assistente de produção do programa Domingo no Parque, apresentado por Silvio Santos no SBT.

Gugu é considerado como um dos apresentadores mais consagrados da história da televisão brasileira, estando ao lado de nomes como Fausto Silva, Silvio Santos, Xuxa Meneghel e Hebe Camargo. [2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Gugu chegou a iniciar um curso de Odontologia na Unimar (Universidade de Marília), na cidade de Marília/SP, porém desistiu do curso, atendendo ao chamado de Silvio Santos, que o convidou a assumir um posto em frente às câmeras. Um de seus primeiros programas, em 1981, foi a Sessão Premiada paulista - a versão carioca era apresentada por Paulo Barboza. Em 1982 Silvio Santos pediu que Nelly Raymond, uma importante diretora argentina, criasse um programa para os sábados a noite. Era o Viva a Noite, que no início era dividido em várias partes, e apresentado também por nomes como Ademar Dutra, Mariette Detotto e Jair de Ogum[carece de fontes?]. Depois de algumas mudanças de formato, Gugu permaneceu sozinho no comando do programa, posteriormente dirigido por Homero Salles. Ao mesmo tempo que comandava o Viva a Noite, Gugu permanceu por algum tempo dirigindo o Domingo no Parque e como editor do boletim Semana do Presidente, que era veiculado nos intervalos entre os quadros do Programa Silvio Santos.

Depois do sucesso do grupo Menudo, que foi exaustivamente promovido pelo Viva a Noite em 1984, lançou grupos musicais brasileiros do mesmo formato, como Dominó e Polegar, se tornando um empresário de sucesso. Sua produtora, a GGP, é responsável pela gravação de comerciais, programas e séries.

Em agosto de 1987, no auge do sucesso do Viva a Noite, Gugu assina um contrato com a Rede Globo. Porém, no sábado de Carnaval de 1988, Silvio Santos foi pessoalmente à sala do dono da emissora carioca, Roberto Marinho, no jornal O Globo, pedir a liberação do apresentador para permanecer no SBT. Silvio iria se submeter a uma delicada cirurgia e fez uma proposta milionária a Gugu, oferecendo grande parte da programação dominical. Para se ter uma ideia, o salário do apresentador aumentou em dez vezes, fora os ganhos com publicidade. Gugu estreou nos domingos do SBT em 17 de abril de 1988[3] , apresentando sozinho os programas: Passa ou Repassa e Cidade Contra Cidade. Gugu também dividiu com Silvio Santos a apresentação do Roletrando.

Mesmo apresentando parte da programação dominical, Gugu manteve-se à frente de atrações no sábado à noite, principalmente com programas musicais como o Sabadão Sertanejo. O maior sucesso, porém, veio com o Domingo Legal, programa de auditório criado para concorrer com o Domingão do Faustão, comandado por Fausto Silva na Rede Globo. A concorrência, em fins dos anos 1990, foi durante muito tempo favorável a Gugu, que encerrou a década com picos acima de 40 pontos de audiência.

Também atuou no cinema, ao lado das apresentadoras infantis Xuxa Meneghel e Angélica, do grupo Os Trapalhões e na música, Gugu lançou vários LPs e CDs, incluindo um álbum de estúdio nomeada de Gugu Para Crianças já vendeu mais de 100 mil cópias no Brasil, e sendo premiado com Disco de Ouro pela ABPD..[4]

Gugu recebeu 11 estatuetas do Troféu Imprensa. Os quais: revelação de 1982, animador de 1995 a 2000 e 2002, programa de auditório de 2008 e programa sertanejo de 1991 e 1992. Venceu também o Troféu Internet de programa de auditório em 2005. Gugu também lançou duas séries de revistas em quadrinhos. A última leva foi entre 1988 e 1990, com 20 gibis e quatro almanaques.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Programas[editar | editar código-fonte]

Gugu Liberato na apresentação do programa Domingo Legal, ao lado do assistente de palco Liminha.

Trabalhos como ator[editar | editar código-fonte]

Investimentos em mídia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Em 1997, Gugu associou-se a empresários de Cuiabá (Mato Grosso) para formar uma rede de televisão, sediada naquela cidade. De acordo com levantamento da repórter Elvira Lobato da Folha de São Paulo, o animador ficou com 49% das ações da Pantanal Som e Imagem. O caso veio a público durante a campanha presidencial de 2002, quando Gugu apresentava o programa de TV do então candidato do PSDB, José Serra.[5]

A concessão do canal chegou a ser anulada pelo então ministro das Comunicações, Juarez Quadros. Mas, em fevereiro de 2007, após uma longa disputa judicial, Gugu conseguiu ter de volta a concessão da TV Pantanal. Pelos planos do apresentador, a emissora se tornaria um canal de notícias, segundo os moldes da emissora americana Cable News Network (CNN).

O negócio com a TVJB[editar | editar código-fonte]

Um mês após reaver a concessão da Pantanal Som e Imagem, Gugu fechou um acordo de cessão dos estúdios da produtora GGP para a produção paulista da programação da Rede JB (antiga CNT).

Escândalo do PCC[editar | editar código-fonte]

Conhecido também como Escândalo_Gugu-PCC, ocorreu em 7 de setembro de 2003, dia da Independência. Nessa data, o Domingo Legal foi palco de um grande escândalo do jornalismo nacional ao exibir uma entrevista com dois supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), dentro de um ônibus, pelo repórter Wagner Maffezoli.

Os dois supostos bandidos, identificados apenas como Alfa e Beta, fizeram ameaças ao então vice-prefeito de São Paulo Hélio Bicudo e a três apresentadores de programas policiais: José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes; Marcelo Rezende, que ancorava o antigo Repórter Cidadão da RedeTV!; e o comentarista de futebol Oscar Roberto Godói (então no Cidade Alerta, da Rede Record). Os supostos integrantes do PCC também assumiram a tentativa de sequestro do padre Marcelo Rossi, fato ocorrido uma semana antes.

No dia seguinte, a polícia, o Ministério Público, os apresentadores e o vice-prefeito pediram investigações sobre os supostos integrantes do PCC. Marcelo Rezende foi o primeiro, logo no dia seguinte, a acusar a reportagem de ser forjada. Nos dias seguintes intensifica-se a impressão de que tudo teria sido uma farsa, até que um comunicado do próprio PCC, divulgado pela imprensa na mesma semana, nega ter ameaçado apresentadores e o vice-prefeito, dizendo que os dois homens não eram do grupo.

Em 15 de setembro, ao ser entrevistado por Hebe Camargo, Gugu afirmou que excepcionalmente não havia visto as reportagens antes de ir ao ar, porque estava preocupado com a saúde de seu pai. No dia 17, a polícia concluiu que o vídeo havia sido falsificado, com a identificação dos falsos membros do PCC e o envolvimento da produção do Domingo Legal, por ter contratado um certo Barney para recrutar os dois homens que eram da chamada "classe baixa da sociedade". A produção improvisou dentro do ônibus a entrevista que, segundo ex-funcionários do SBT e a polícia, foi feita no estacionamento da emissora. Barney acusou a produção e Gugu de serem mentores da fraude para prejudicá-lo. Como consequência, foi tirado do ar por uma semana o Domingo Legal (no dia 21) pela Justiça, a pedido do Ministério Público. A atração foi substituída por reprises do Troféu Imprensa e do Grammy Latino. Na semana seguinte, o programa retornou ao ar normalmente, sem mencionar a entrevista e a suspensão no domingo anterior. Gugu agradeceu às mensagens de apoio que havia recebido na última semana.

Entre outubro a dezembro os envolvidos, inclusive Gugu, foram depor na delegacia por causa dessa fraude. Gugu, sua produção e o SBT foram processados várias vezes (por apresentadores, pelo vice-prefeito e pela Comissão de Ética Jornalística). O escândalo prejudicou a imagem do SBT, tanto por telespectadores como por anunciantes da emissora. Isso levou também ao declínio do Domingo Legal e, consequentemente, elevou a audiência do Domingão do Faustão e do recém-lançado Pânico na TV da RedeTV!. O processo foi encerrado e não houve condenação de nenhum envolvido, nem sequer indiciamento de Gugu Liberato.

Saída do SBT e primeira estada na Rede Record[editar | editar código-fonte]

Durante sua época de ouro, em 1987, Gugu teve uma breve e conturbada passagem pela Rede Globo em que era contratado para desbancar a audiência de Silvio Santos naquele ano. Mas o apresentador foi recontratado pela emissora paulista, sem ter nem tempo de estrear seu então novo programa pela emissora carioca. Nessa época, dividia o auditório com Silvio Santos e um ano depois, comandou outros programas naquele domingo.

No dia 25 de junho de 2009, deixa o SBT e assina um contrato de oito anos com a Rede Record.[6] Com um salário mensal de R$ 3 milhões, viria comandar um programa dominical na emissora de Edir Macedo. Também tinha previsto um programa de entrevistas no canal de notícias Record News e um programa na Record Internacional.

Sua estreia na Rede Record se deu no dia 30 de agosto de 2009, com a estreia de seu programa dominical, intitulado apenas Programa do Gugu e exibido às 16h30min. Em maio de 2010, após sofrer com baixos índices de audiência, perdendo constantemente na Grande São Paulo, para o Programa Silvio Santos, do SBT, seu programa passou a ser exibido às 16:00, após o Tudo é Possível.

Em seu primeiro programa, além de erros técnicos, Gugu anunciou a presença do grupo internacional Blue Man Group e chamou seu novo programa erroneamente como Domingo Legal, antigo programa que o mesmo apresentava no SBT. No bloco seguinte, Gugu desculpou-se pelo erro.

Em 06 de junho de 2013, o portal UOL noticia que Gugu Liberato deixara a Record. O motivo da saída do apresentador seria corte de verbas no seu programa feito antes do final do seu contrato.[7] A Rede Record só viria a confirmar a saída do comunicado da emissora no final da tarde dia posterior. No texto, o canal diz que a emissora e o apresentador consideram que o período de convivência profissional foi proveitoso para ambas as partes e atingiu seus objetivos, e ofereceu todas as condições para que Gugu e sua equipe desempenhassem o seu trabalho.[8]

Gugu apresentou seu último Programa do Gugu na Record em 9 de junho de 2013. Ao final da atração, agradeceu ao público, a sua equipe de produção, aos colegas da Record e a própria emissora, que, disse ele: que sempre me proporcionou uma excelente estrutura e a oportunidade de estar junto de vocês todos esses domingos.[9]

Mesmo após a rescisão de seu contrato, de forma acordada entre ambas as partes, Gugu manteve por mais alguns meses vínculo com o Grupo Record. Dois meses após o Programa do Gugu sair do ar no Brasil, a Record Internacional estreou o programa Gugu com Diversão, sendo exibido às quintas-feiras, sábados e domingos, até o fim de 2013 - conforme o acordo firmado entre Gugu e Record. O programa reaproveitava quadros exibidos na atração brasileira.[10] [11] A emissora também pagou uma multa milionária de rescisão, no qual foi dado um dos helicópteros Águia Dourada, marca do Jornalismo da emissora.

Retorno à Rede Record[editar | editar código-fonte]

Em 1º de julho de 2014, a Rede Record anuncia um acordo com a GPP Produções, produtora de Gugu, acabando com um ciclo de suspense feito pela mídia em torno de sua carreira. Gugu não volta para os domingos, nem para programa de auditório e os novos projetos serão produzidos pela GPP, que dividirá os lucros com a Record, segundo a imprensa. A Record diz que ele apresentará dois programas semanais no horário nobre e que estreiam no primeiro trimestre de 2015.[12] [13] [14]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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