Guiana

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Co-operative Republic of Guyana
República Cooperativa da Guiana
Bandeira da Guiana
Coat of arms of Guyana.svg
Bandeira Brasão de armas
Lema: One People, One Nation, One Destiny
("Um Povo, Uma Nação, Um Destino")
Hino nacional: Dear Land of Guyana, of Rivers and Plains
("Cara terra da Guiana, de rios e planícies")
Gentílico: Guianês ou guianense

Localização  Guiana

Capital Georgetown
6°46′N 58°10′W
Cidade mais populosa Georgetown
Língua oficial Inglês.
*Línguas reconhecidas: crioulo guianense; português, hindi, espanhol.
*Línguas indígenas (caribes): akawaio, macuxi, wai-wai, arawak, warao, wapixiana, arekuna.
Governo República semipresidencialista
 - Presidente Donald Ramotar
 - Primeiro-ministro Sam Hinds
Independência do Reino Unido 
 - Data 26 de maio de 1966 
Área  
 - Total 214 970 km² (81.º)
 - Água (%) 8,4%
População  
 - Estimativa de 2011 953 605 hab. (154.º)
 - Censo 2007 751 223 hab. 
 - Densidade 3,5 hab./km² (217.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2010
 - Total US$ 3,568 bilhões (141.º)
 - Per capita US$ 5 728 (101.º)
IDH (2013) 0,638 (121.º) – médio[1]
Moeda Dólar guianense (GYD)
Fuso horário CET (UTC-4)
 - Verão (DST) CEST
Org. internacionais ONU UNASUL,OEA,CARICOM
Cód. ISO GUY
Cód. Internet .gy
Cód. telef. +592
Website governamental Guyana News and Information

Mapa  Guiana

A Guiana (oficialmente República Cooperativa da Guiana),[2] anteriormente conhecida como Guiana Inglesa, é um país localizado no norte da América do Sul. Limita-se com o Suriname a leste, Brasil ao sul e sudoeste, Venezuela a oeste, e com o Oceano Atlântico ao norte. Culturalmente, é parte do Caribe anglófono. A Guiana foi colônia britânica e neerlandesa. É o único estado-membro da Commonwealth situado na América do Sul, além de ser a única nação sul-americana a ter o inglês como idioma oficial. Faz parte também da Comunidade do Caribe (CARICOM), cuja sede fica na capital da Guiana, Georgetown, e também é membro pleno da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL). A Guiana conquistou sua independência do Reino Unido em 26 de maio de 1966 e tornou-se uma república em 23 de fevereiro de 1970.

Historicamente, a região conhecida como "Guiana" compreendeu a grande massa de terra no norte do rio Amazonas e leste do rio Orinoco, conhecida como a "terra de muitas águas". Ao longo de sua história, consistiu-se em três colônias holandesas: Essequibo, Demerara e Berbice. Com 215.000 km², a Guiana é o terceiro menor Estado independente no continente sul-americano, depois de Uruguai e Suriname.

A zona mais habitada é a faixa litorânea, constituída por um terreno plano, pantanoso e, em grande parte, posicionado abaixo do nível do mar. Para evitar inundações, foi construído um complexo sistema de diques e canais. O interior do país é ocupado pela densa floresta amazônica.

História[editar | editar código-fonte]

Mapa da Guiana Britânica em 1896. A Guiana foi uma das únicas colônias do Império Britânico na América do Sul, juntamente com Trinidad e Tobago, as Ilhas Malvinas e as Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul.

Explorada por navegantes espanhóis a partir de 1499, o território foi colonizado no século XVII por neerlandeses da Companhia das Índias Ocidentais. Em 1814, a Holanda cedeu a região aos ingleses, que a batizaram oficialmente de Guiana Inglesa em 1831, tornando-a colônia britânica.

Diante das dificuldades encontradas para recrutar trabalhadores braçais entre os indígenas, as autoridades coloniais decidiram importar escravos negros. Com a abolição da escravidão em 1837, os trabalhadores indianos substituíram os negros nas plantations do interior.

Com a vitória eleitoral do Partido Progressista do Povo em 1953, 1957 e 1961, teve início o processo de independência do Reino Unido, concluído em 1966. O país, no entanto, permaneceu como membro da Comunidade Britânica. Em 1970, tornou-se república.

A vida política é dominada pelo Partido Progressista do Povo (PPP), que defende os interesses da maioria Indiana, e pelo Congresso Nacional do Povo (CNP).

A curta história do país caracterizou-se por tensões étnicas, corrupção e ineficácia governamental. A fragilidade institucional levou a um rígido plano de austeridade nos anos 1990.

Em 2001, Bharrat Jagdeo, do PPP, foi eleito presidente. O opositor, Desmond Hoyte, do CNP, faleceu no ano seguinte, aos 73 anos.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O território da Guiana é formado por uma faixa costeira pantanosa, por um planalto central no interior e por uma região montanhosa situada na fronteira com a Venezuela e com o Brasil. A oeste situa-se o principal sistema montanhoso - a serra de Pacaraíma -, que culmina no Monte Roraima. No sul, com altitudes menores, ergue-se a serra do Acaraí, chamada pelos indígenas de Guayanas, que significa "terra de águas". De fato, vários rios cortam o território guianense, os principais sendo o rio Essequibo, o Demerara, o Berbice e o Corentyne, na fronteira com o Suriname. Muitos se prestam à navegação de embarcações de grande calado.

O clima é semelhante ao equatorial: a temperatura média é alta, as variações térmicas são pequenas, e as chuvas abundantes, em particular na costa. Além da floresta tropical, existem manguezais no litoral e pastagens de savana nas zonas de maior altitude. A situação da população, majoritariamente formada de indianos, negros e mestiços, tem índices de bem-estar social muito baixo.

Demografia[editar | editar código-fonte]

O relógio do Mercado de Stabroek em Georgetown.

A população descende em boa parte (51%) de imigrantes da Índia. Há também descendentes de africanos, mestiços e ameríndios. O país registra a expectativa de vida mais baixa entre os países da América do Sul. As maiores cidades localizam-se no litoral, próximas à capital Georgetown.

Densidade demográfica: 3,5 habitantes por quilômetro quadrado

População urbana: 28%

Crescimento Demográfico: 0,24% ao ano

Fecundidade: 2,13 filhos por mulher

Expectativa de vida (M/F): 62/68,2 anos

Mortalidade Infantil: 44 mortos por mil nascidos vivos

Analfabetismo: 1%

Religião[editar | editar código-fonte]

Mais da metade da população da Guiana, 51%, é cristã. Os protestantes representam 22% da população, os católicos 11% e os anglicanos 9%. Há notável adoção do hinduísmo, uma vez que 33% da população professa esta fé. A explicação a este fato é que grande parte dos guianenses são descendentes de indianos. Os islâmicos respondem por 8% da população do país.

Línguas[editar | editar código-fonte]

O Inglês é a única língua oficial da Guiana e usado, por exemplo, em suas escolas. Além disso, línguas Caribes são usadas ​​(Akawaio, Wai-Wai, Arawak, Patamona e Macuxi), que são faladas por uma pequena minoria indígena, enquanto o nativo da Guiana ou crioulo guianense (um crioulo baseado no Inglês com sintaxe dos países africanos e da Índia, cuja gramática não é padronizada) é amplamente falado. A língua portuguesa é amplamente difundida no país, juntamente com o espanhol.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

O Parlamento da Guiana em Georgetown.

A Guiana é uma república democrática representativa indireta dividida em 3 poderes, o presidente é eleito pelo parlamento. O poder legislativo é unicameral com 65 representantes, o presidente pode dissolver a câmara e convocar novas eleições.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Regiões administrativas da Guiana
Nr Região Capital Área (km²) População
(est. 2002)
Densidade
(hab./km²)
1 Alto Demerara-Berbice Linden 17 081 39 766 2
2 Alto Takutu-Alto Essequibo Lethem 57 790 19 365 0,3
3 Barima-Waini Mabaruma 20 339 23 204 1
4 Berbice Oriental-Corentyne New Amsterdam 36 255 122 849 3
5 Cuyuni-Mazaruni Bartica 47 213 15 935 0,3
6 Demerara-Mahaica Paradise 2 233 309 059 138
7 Ilhas Essequibo-Demerara Ocidental Vreed-en-Hoop 3 755 101 920 27
8 Mahaica-Berbice Fort Wellington 4 170 52 321 13
9 Pomeroon-Supenaam Anna Regina 6 195 48 411 8
10 Potaro-Siparuni Mahdia 20 052 9 211 0,5

Disputas fronteiriças[editar | editar código-fonte]

Mapa da região de Guaiana Essequiba (antiga colônia neerlandesa de Essequibo), reclamada pela Venezuela.

A região do país localizada a oeste do Rio Essequibo é reivindicada pela Venezuela, recebendo o nomes de Guaiana Essequiba, Guiana Essequiba, Recuperação de Área ou simplesmente de "o Essequibo". A Venezuela declara, no artigo 10 da Constituição (1999), "O território e outros espaços geográficos da República são aqueles que pertencia à Capitania Geral da Venezuela antes da transformação política iniciada em 19 de abril de 1810, com as modificações resultantes dos tratados e laudos arbitrais não indiciados de nulidade". Capitania Geral da Venezuela incluiu os territórios da antiga província de Guayana, que ocupou a região de Esequiba agora em disputa.

A porção sudeste da região de Berbice Oriental-Corentyne é reivindicada pelo Suriname como parte do subúrbio de Coeroeni, pertencente ao distrito surinamês de Sipaliwini. A área é delimitada pelos rios Boven-Corantijn (que na Guiana é chamado de New River), o Coeroeni e o Koetari. Esta área triangular é referido na Guiana como New River Triangle (O triângulo do Rio Novo), enquanto que no Suriname é conhecida como região de Tigri.

Economia[editar | editar código-fonte]

Trator em uma plantação de arroz na zona costeira da Guiana.

A economia da Guiana ainda é muito dependente do setor primário, que responde, sozinho, por mais de 30% do PIB do país. As principais atividades são a mineração, a exploração madeireira, a agricultura, a criação de gado e, em menor escala, a pesca. O item agrícola de maior importância é a cana-de-açúcar, seguida de arroz, mandioca e frutas. Na mineração, o destaque é a bauxita. A indústria ainda é bastante precária. De maneira geral, a Guiana encontra-se tecnologicamente atrasada em todos os setores de sua economia e depende de capital estrangeiro para se desenvolver.

Com a construção da ponte sobre o Rio Tacutu, inaugurada em 14 de setembro de 2009, ligando o sul da Guiana (Lethem) ao norte do Brasil (Roraima) , a economia guianense pode se fortalecer, devido à grande quantidade de produtos do norte brasileiro que poderiam, utilizando-se do porto de Georgetown, ser exportados para além-mar.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Translation Latin Alphabet.svg
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Transportes[editar | editar código-fonte]

Ponte flutuante sobre o Rio Demerara entre Georgetown e Schoon Ord. A Guiana é juntamente com o vizinho Suriname, um dos poucos países das Américas que adotam o sentido de circulação de veículos pela esquerda.

Há um total de 187 km de ferrovias totalmente dedicadas ao transporte de minérios. Há 7.969 km de autoestradas sendo 591 km pavimentados. Existem 1077 km de vias navegáveis incluindo os rios Berbice, Demerara e Essequibo. Há portos em Georgetown, Port Kaituma e Nova Amsterdam. Há um aeroporto internacional (Cheddi Jagan International Airport antes chamado de Timehri International Airport na cidade de Timehri) e um aeroporto regional (Ogle Airport distante quase 10 km de Georgetown no Oceano Atlântico). Existem também aproximadamente 90 pistas de pouso, dos quais 9 pavimentadas. Guiana, Suriname e as Ilhas Malvinas (Falklands) são as três únicas regiões que se dirige pela esquerda na América do Sul.

Educação[editar | editar código-fonte]

A educação na Guiana é mantida pelo governo federal, através do Ministério da Educação. O sistema de educação da Guiana é similar aos outros países anglófonos da comunidade do Caribe, que são afiliados ao Caribbean Examinations Council (CXC).

O sistema educacional foi baseado no antigo sistema educacional britânico. Os estudantes devem fazer o SSEE (exame para entrar na escola secundária) na sexta série. Eles fazem o (CXC) no final da escola secundária. Recentemente eles introduziram o exame CAPE, que todos os outros países caribenhos já possuem. O sistema Advanced Level do antigo sistema britânico praticamente desapareceu e agora é oferecido em apenas algumas poucas escolas (em janeiro de 2007). A razão para o focus insuficiente ou as várias disciplinas pode ser atribuído diretamente as escolhas comuns feitas pelos estudantes de se especializar em áreas similares (matemática/química/física ou geografia/história/economia). Com a remoção do sistema Advanced Level que encorajava essa especialização, espera-se que isso vai atrair mais os estudantes a variar seus estudos.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Panorama da cidade de Port Kaituma, localizada na região de Barima-Waini, no norte do país.

Os serviços de saúde são providos em cinco diferente níveis no setor público :

  • Nível I: Postos de saúde local (166 no total) que fazem preventivo e curativos simples para doenças comuns e tentam promover boas práticas de saúde. Profissionais de saúde da comunidade trabalham neste nível.
  • Nível II: Centros de saúde (109 no total) que possuem preventivo e tratamento de reabilitação, e promovem atividades. Neste nível trabalham profissionais de saúde mais especializados, enfermeiras públicas, tratamento dentário e acompanhamento de parto.
  • Nível III: Dezenove Hospitais Distritais (com 473 camas) que possuem tratamento básico para pacientes e alguns serviços de diagnóstico selecionados. Eles também estão equipados para fazer serviços simples de radiologia e laboratório, ginecologia, e e tratamento dentário preventivo e cura. Eles foram estruturados para servir áreas geográficas com uma população de 10.000 ou mais.
  • Nível IV: Quatro Hospitais Regionais (com 620 camas) que possuem serviços de emergência, cirurgias de rotina, tratamento obstétrico e ginecológico, serviços dentários, serviços de diagnóstico e serviços especializados em medicina geral e pediatria. Eles foram estruturados para incluir o suporte necessário para esse nível de serviço médico em termos de salas de laboratórios, raio-x e farmácias. Esses hospitais estão localizados nas Regiões 2, 3, 6 e 10.
  • Nível V: Hospital Nacional (937 camas) em Georgetown que possui uma ampla gama de serviços de diagnóstico e especializados, para pacientes internados ou não. Há também um centro de reabilitação para crianças.

Cultura[editar | editar código-fonte]

O Festival Mashramani, realizado anualmente durante o dia da proclamação da República da Guiana (23 de fevereiro).

Muitos indo-guianenses seguem o hinduísmo e o islamismo. Por isto, é comum encontrar templos hindus e mesquitas muçulmanas. Os guianenses que seguem estas religiões cultivam os hábitos dos demais hindus e muçulmanos do mundo. Alguns afro-guianenses, devido a influência jamaicana no mundo no que se trata do estilo rastafári, usam cabelos dreadlocks e gostam de ouvir música reggae. First Born é uma banda de sucesso no país atualmente. Falando em reggae, muitos já ouviram falar em Eddy Grant, cantor conhecido mundialmente pelas canções, "I don't wanna dance" e "Gimme hope, Joanna, gimme hope", além de muitas outras, nasceu na Guiana. Trinidad e Tobago exerce influência no país através do Calipso. O carnaval guianense é repleto de concursos de cantores de calipso e seu mais novo estilo, soca. Os afro-guianenses, em sua maioria, são praticantes do cristianismo, sendo membros de várias denominações, desde a católica até a protestante.

Esportes[editar | editar código-fonte]

O Providence Stadium é o maior estádio da Guiana, tendo sido construído para a Copa do Mundo de Críquete de 2007.

Diferentemente do resto da América do Sul que possui preferência absoluta pelo futebol, a maioria dos guianenses prefere o críquete, esporte muito popular no Caribe, o país sediou jogos da Copa do Mundo de Críquete de 2007. A Guiana e os demais países de língua inglesa caribenhos formam uma das mais importantes seleções de críquete, o West Indies.

Referências

  1. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  2. Título não preenchido, favor adicionar.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Ver também[editar | editar código-fonte]


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