Guido Cavalcanti

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Guido Cavalcanti (Florença, c. 1255 - Florença, 1300) foi um importante poeta italiano.

Oriundo de uma nobre família guelfa branca que, em 1260, foi arruinada pela derrota guelfa na Batalha de Montaperti, entre as oponentes Florença e Siena. Seis anos depois, em seguida à Batalha de Benevento, os Cavalcanti reconquistaram sua posição social e política em Florença.

Em 1267, Guido casa-se com Bice, filha do chefe da facção gibelina, Farinata degli Uberti e, em 1280, estará entre os signatários da paz entre guelfos e gibelinos; quatro anos depois, fará parte do Conselho Geral da Comuna de Florença.

Em 24 de junho de 1300, Dante Alighieri, prior de Florença, é obrigado a mandar para o exílio o amigo Guido, juntamente com os chefes das facções branca e negra, depois de novos confrontos. Em 19 de agosto, sua pena é revogada em razão do agravamento de suas condições de saúde (provavelmente contraíra malária). Morre em 29 de agosto, poucos dias depois de voltar a Florença.

É citado por Dante no célebre nono soneto das Rimas ("Guido, i’ vorrei che tu e Lapo ed io fossimo presi per incantamento,e messi in un vasel ch’ad ogni vento per mare andasse al voler vostro e mio..."), 1 em que Dante se refere a Guido e a Lapo Gianni.

Também é citado na Divina Comédia (Inferno, canto X e Purgatório, canto XI) e em De vulgari eloquentia. Boccaccio também se refere a ele no Comentário à Divina Comedia e em uma novela do Decameron.

Sua poesia tem ritmo suave e leve que pode parecer banal mas na realidade esconde uma grande retórica.

Referências

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