Guido III de Espoleto

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Guido III de Espoleto
Sacro Imperador Romano-Germânico
Spoleto, denaro di stampo largo del duca guido, 889-894.JPG
Moeda do duque Guido
Governo
Vida
Morte 12 de dezembro de 894
Pai Guido I de Espoleto
Mãe Itta de Benevento

Guido de Espoleto, Guy of Espoleto ou Wido II de Espoleto (? - 12 de dezembro de 894), foi o marquês de Camerino de 880 (como Guido I ou II) e Duque de Espoleto e Camerino (como Guido III) em 883. Ele foi coroado rei da Itália em 889 e imperador em 891[1] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Guido foi o segundo filho de Guido I de Espoleto (c. 805 - 860) e Ita de Nivelles, filha de Sicone de Benevento.

Guido I era filho de Lamberto I de Nantes, conde de Nantes e de sua segunda esposa, Adelaide da Lombardia, que era filha do filho mais velho de Carlos Magno, filho de Pepino, o Breve rei da Itália. Em 842, o grão-ducado antigo de Espoleto, que havia sido doado ao papado por Carlos Magno, foi reintegrado pelos francos por causa dos bizantinos no sul, como uma fronteira franco dependente. O irmão mais velho de Guido, Lamberto IIo ajudou na marcha de Camerino. Em 883, Guido herdou as partes de seu sobrinho (Espoleto) e reuniu o ducado, doravante, como o "Grão-Ducado de Espoleto e Camerino" carregando o título de dux et marchio. Ele casou-se com Ageltrude, filha de Adelqui, duque de Benevento (853-878), com quem teve o filho Lamberto.

Em 882, em Ravena, o imperador Carlos III o Gordo destituiu-o de seus feudos por um crime, mas ele se recuperou, juntamente com seus títulos, no ano seguinte. Em 885, ele lutou contra os sarracenos em Garigliano. Posteriormente aconteceria uma outra Batalha de Garigliano, esta seria chefiada pelo papa e pelos nobres do sul da Itália. Esta liga cristã, formada em junho de 915, era composta pelo papa João X, por lombardos e bizantinos, como Atenolfo I e seu filho Landolfo II, duques de Benevento, Guaimário II, príncipe de Salerno, Gregório IV, duque de Nápoles e seu filho João II, João I e seu filho Docíbilo II, duques de Gaeta. Alberico I de Espoleto e Camerino foi um dos chefes desta Liga cristã que combateu e venceu os sarracenos e, por conta disto, recebeu o título de cônsul dos romanos.

Após a deposição de Carlos, o Gordo em 887, em virtude de ser um parente do arcebispo Fulco de Reims, Ele tinha esperanças de ser coroado rei de França, e de fato viajou até Langres junto com o borgonhês Anscário de Ivrea (Anscário I)[2] [3] , irmão de Fulco, onde o bispo coroou-o como tal. Entretanto por causa da coroação de Odo I de Paris, como rei, Guido neste mesmo ano (888), ainda acompanhando de Anscário, regressa à Itália e é coroado rei. Neste mesmo ano ele criou a Marca da Ivrea, 888, no nordeste da Itália, e nela investiu Anscário como marquês. Anscário, que até então era conde de Oscheret (de 877 ou 879) na Borgonha.

No ano seguinte (889), Guido disputa a contra Berengário de Friul (Cividale del Friuli, 845Verona, 7 de abril de 924[4] ) a Coroa de Ferro da Lombardia, não obtém êxito, entretanto conseguiu ser coroado rei da Itália pelo Papa Estêvão VI e dois anos depois, em 891,torna-se Imperador Romano, e seu filho Lamberto II é coroado rei da Itália. No ano seguinte (892)em 30 de abril, em Ravenna, Guido foi forçado pelo Papa Formoso[5] a coroar Lamberto II como co-imperador.

O papa aproveitou a oportunidade para apoiar Arnulfo da Caríntia contra Guido para os títulos italiano e imperial. Em 893, Formoso convidou Arnulfo para vir a Pavia para derrubar Guido e ser ele mesmo coroado. Arnulfo, em vez disso, mandou seu filho Zuentiboldo com um exército para se juntar a Berengário I, o rei deposto e Adalberto I de Ivrea, sucessor de Anscário. Este exército cercou Pávia (no mês de março), mas Guido provavelmente subornou-os para deixá-lo escapar. No ano seguinte, eles derrotaram Guido em Bérgamo e tomaram Pavia e Milão. Berengário foi reconhecido como rei e vassalo de Arnulfo. Zuentiboldo regressou à Alemanha. Guido recuou, a fim de reagrupar-se em um lugar fortificado, em Taro morreu subitamente no final do outono, deixando seu filho sob a tutela de sua esposa. Ambos contestariam o trono com Berengário e Arnulfo.

O poder de Guido nunca se alastrou sobre as terras hereditárias, o que mostrou o fato de que o título de "Sacro Imperador Romano-Germânico", com suas pretensões de domínio universal, tinha até o final do século IX se tornado meramente um símbolo de favor do Papa, a ser disputada pelos vários nobres italianos. Ele sequer pode controlar efetivamente o norte da Itália, pois ocupou muito tempo em lutas com outros pretendentes ao trono do Reino Itálico. Ele tentou manter a tradição carolíngia e as funções que os imperadores anteriores tinham. Em 891, ele exigiu o tradicional serviço no exército de todos os arimanni (homens de armas), possuíssem eles terras ou não.

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

Foi o segundo filho de Guido I de Espoleto (c. 805 - 860) e Ita de Benevento, filha de Sico de Benevento de Benevento. Casou com Ageltrude de Benevento (? - 27 de agosto de 923), filha de Adelgiso de Benevento e de Adeltrude, de quem teve:

  1. Lamberto II de Espoleto[6] [7]
  2. Engelberga de Spoleto casada com Luís II da Germânia[8] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. di Carpegna Falconieri, Tommaso. Guido di Spoleto. Dizionario Biografico degli Italiani, LXI. Rome: 2003, pp. 354–361.
  2. Wickham, 178. The Medieval Lands Project gives the date of his institution as margrave as 1 December 898, which would have marked it as one of Berengar's first acts as king. This is flatly contradicted by Wickham.
  3. Wickham, Chris. Early Medieval Italy: Central Power and Local Society 400-1000. MacMillan Press: 1981.
  4. Rosenwein, p. 270.
  5. "Death, Hunger, Riots Marked Early Conclaves". The Epoch Times, 17 de abril de 2005
  6. Georg Gresser: Lambert v. Spoleto. In: Lexikon für Theologie und Kirche. Band 6, Freiburg 1997, Sp. 617–618 (mit weiterführender Literatur).
  7. Herbert Zielinski: Lambert von Spoleto. In: Lexikon des Mittelalters (LexMA). Band 5, Artemis & Winkler, München/Zürich 1991, ISBN 3-7608-8905-0, Sp. 1623–1624.
  8. His ordinal and nickname comes from the fact that he was the second Louis to be emperor after his grandfather Louis the Pious.
Precedido por
Carlos III
Imperador Sacro Romano-Germânico
889894
Sucedido por
Lamberto II
Precedido por
Berengário do Friul
Rei da Itália
889894
Sucedido por
Lamberto II
Precedido por
Guido II
Duque de Espoleto
883894
Sucedido por
Lamberto II
Precedido por
Lamberto I
Marquês de Camerino
880894
Sucedido por
Lamberto II