Guilherme Afif Domingos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Guilherme Afif Domingos
Vice-governador de São Paulo São Paulo
Mandato 1 de janeiro de 2011
até atualidade
Governador Geraldo Alckmin
Antecessor(a) Alberto Goldman
Sucessor(a)
Ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa do Brasil Brasil
Mandato 9 de maio de 2013
até atualidade
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a)
Sucessor(a)
Secretário de Desenvolvimento de São Paulo São Paulo
Mandato 1 de janeiro de 2011
até 2 de maio de 2011
Governador Geraldo Alckmin
Antecessor(a) Luciano Santos Tavares de Almeida
Sucessor(a) Paulo Alexandre Barbosa
Secretário de Trabalho e Emprego de São Paulo São Paulo
Mandato 1 de janeiro de 2007
até 31 de março de 2010
Governador José Serra
Antecessor(a) Pedro Rubez Jehá
Sucessor(a) Pedro Rubez Jehá
Deputado federal por São Paulo São Paulo
Mandato 15 de março de 1987
até 15 de março de 1991
Vida
Nascimento 18 de setembro de 1943 (71 anos)
São Paulo, SP
Dados pessoais
Cônjuge Silvia Maria Dellivenneri Domingos
Partido PDS (1981–1985)
PL (1986–1991)
PFL/DEM (1991–2011)
PSD (2011–atualidade)
Profissão Administrador de empresas e empresário

Guilherme Afif Domingos (São Paulo, 18 de setembro de 1943) é um administrador de empresas, empresário e político brasileiro filiado ao PSD. É o atual vice-governador de São Paulo e ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República.[1]

É casado com a escritora Silvia Maria Dellivenneri, com a qual tem quatro filhos e seis netos.

Carreira profissional[editar | editar código-fonte]

Guilherme Afif Domingos formou-se pela Faculdade de Economia do Colégio São Luís. Desde 1967 foi o diretor-presidente da Indiana Seguros S/A, empresa que foi fundada em 1945 e vendida em 2007.

Em 1976, Guilherme Afif tornou-se o diretor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e superintendente do Diário do Comércio, da revista Digesto Econômico e do Instituto de Economia Gastão Vidigal. Em 1979, foi designado o presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (Badesp) – através de cujo cargo realizou e presidiu o primeiro Congresso Brasileiro da Pequena Empresa, repetido em 1980 – 1981 e que tornou-se o berço do Estatuto da Pequena Empresa.

Presidiu por duas vezes a Associação Comercial de São Paulo e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), nas gestões 1982 – 1987|87 e 2003 – 2007. Na ACSP, criou o Fórum de Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo e o programa DEGRAU. Foi também o presidente do Sebrae, na gestão 1990 – 1994.

Foi um dos arquitetos do sistema Simples de tributação (regime de tributação diferenciado, voltado a micro e pequenas empresas dependendo da receita bruta anual auferida) e o criador do projeto de maior transparência nos impostos – conhecido como o "Feirão de Impostos", que foi apresentado em locais públicos em várias cidades brasileiras entre 2004 e 2006.

O político foi condenado, junto com os à época também candidatos do Partido Democrático Social (PDS) – hoje Partido Progressista (PP) – ao governo paulista, Reinaldo de Barros, e à Câmara, Paulo Maluf, a ressarcir a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (IMESP) por uso de seus funcionários para impressão de propaganda e venda de imóvel da IMESP à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), à época presidida por Afif. O valor será apurado na fase de execução.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 1980, Guilherme Afif Domingos tomou posse como secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo na gestão do então governador Paulo Maluf. Criou os varejões, mercadões e sacolões que até hoje abastecem o estado. Foi o criador do Programa para o Plantio de Feijão com Irrigação (Pró-feijão), que fez com que nunca mais houvesse falta de abastecimento do feijão em São Paulo e no Brasil. Foi responsável pelo encaminhamento e direção do Pró-álcool em São Paulo, levado para as regiões de pecuária como alternativa à monocultura do boi – o que transformou o oeste do estado em um dos maiores pólos sucroalcooleiros do mundo. Foi o responsável pela ampliação do plantio de seringueiras, fazendo de São Paulo o maior centro de produção de borracha do País.

Em 1981, filiou-se ao PDS, partido pelo qual saiu candidato a vice-governador de São Paulo em 1982, na chapa de Reynaldo de Barros. Ambos são derrotados por Franco Montoro, do PMDB (cujo vice é Orestes Quércia).

Em 1985, saiu do PDS e começou a participar das atividades de fundação do Partido Liberal.

Foi eleito deputado federal constituinte pelo Partido Liberal (PL) em 1986, com mandato entre 1987 e 1991. O PL havia eleito 6 deputados federais em 1986, dos quais 5 no Rio de Janeiro (Álvaro Valle foi um deputado federal dos mais votados do PL, no estado) e Guilherme Afif Domingos em São Paulo - o 3° deputado federal mais votado de todo o país naquela eleição, eleito com mais de 500 mil votos.

Foi o candidato do PL à presidência nas eleições de 1989, tendo sido o sexto colocado com mais de 3,2 milhões de votos (mas tendo ficado à frente de nomes importantes da política nacional como Ulysses Guimarães, Roberto Freire e Fernando Gabeira). Contudo, mesmo com a derrota, tornou-se nacionalmente famoso devido ao seu carisma e ao jingle de sua campanha: "Juntos chegaremos lá/Fé no Brasil/Com Afif juntos chegaremos lá."

Ainda pelo Partido Liberal, foi candidato a senador em 1990 por São Paulo na chapa do governador eleito Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB), mas foi derrotado pelo petista Eduardo Suplicy, recebendo cerca de 2,5 milhões de votos e ficando em terceiro lugar (o segundo foi o jornalista e radialista Joaquim Antônio Ferreira Netto, do PRN).

Em meados da década de 1990, saiu do PL e ingressou no Partido da Frente Liberal.

Em março de 1998, Guilherme tomou posse como o secretário municipal do Planejamento ("supersecretário") da cidade de São Paulo na gestão do então prefeito Celso Pitta. Dois meses depois licenciou-se da secretaria para dedicar-se às articulações entre PFL e PPB em torno da candidatura do ex-prefeito Paulo Maluf ao governo do estado. Afif ficou fora do governo municipal por pelo menos trinta dias. Ele havia sido convocado pelo seu partido, o então PFL, para concluir uma proposta de programa de governo a ser apresentada a Maluf.

Em outubro do mesmo ano, Guilherme Afif pediu demissão do cargo. Foi a primeira baixa no governo Celso Pitta após a derrota de Paulo Maluf na disputa pelo governo estadual. Afif havia participado da elaboração do programa de governo de Maluf, e havia sido nomeado em março em razão das negociações para o apoio do PFL à candidatura do ex-prefeito ao governo estadual. Afif vinha sendo "fritado" havia dias. Assessores do então prefeito Celso Pitta divulgaram que este estaria descontente com Afif, supostamente por falta de fidelidade.

Guilherme Afif sempre apresentou-se como um feroz inimigo da alta carga tributária, no país: em 2005, articulou com empresários, prestadores de serviços e consumidores a campanha popular De Olho no Imposto – movimento que derrubou a impopular MP 232 do governo Lula que determinava reajuste de impostos para dezenas de categorias prestadoras de serviços –, e ainda no mesmo ano criou o impostômetro, um aparelho eletrônico instalado defronte à Associação Comercial de São Paulo que mede a arrecadação federal.

Graças às articulações de Guilherme Afif durante 2005, foi escolhido no início de 2006 pela aliança PFL-PSDB-PTB-PPS o cabeça-de-chapa da coligação ao Senado por São Paulo nas eleições de outubro do mesmo ano.

Apesar do amplo favoritismo de Eduardo Suplicy nas eleições de 2006 (que também o havia derrotado para o cargo em 1990), Guilherme Afif obteve 8.212.177 votos (43,70% dos válidos) – a 5ª maior votação do país naquela eleição (menor apenas do que as votações do presidente Lula, de Geraldo Alckmin, de José Serra e do próprio Eduardo Suplicy). O resultado foi considerado surpreendente por diversos analistas políticos.

De 2007 até o início de 2010, Guilherme Afif foi o secretário de Emprego e Relações do Trabalho do estado de São Paulo na gestão José Serra (PSDB).

Em junho de 2010, foi homologado como candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin. No dia 3 de outubro de 2010, foi eleito vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin e empossado em 1 de janeiro de 2011. Logo no início do governo, foi nomeado secretário estadual de Desenvolvimento – tendo sido demitido no dia 26 de abril de 2011 ao anunciar sua desfiliação do DEM para acompanhar o prefeito Gilberto Kassab na fundação do PSD[2] .

Em 6 de maio de 2013, foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para ocupar o campo de ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República.[1]

Referências

  1. a b Mendes, Priscilla (6 de maio de 2013). Dilma anuncia Afif como ministro da Micro e Pequena Empresa (em português) G1. Página visitada em 7 de maio de 2013.
  2. DEM assume nova secretaria no governo Alckmin após saída de Guilherme Afif para o PSD O Globo.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Guilherme Afif Domingos
Precedido por
Alberto Goldman
Vice-governador de São Paulo
2011–atualidade
Sucedido por
Precedido por
Ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa
2013–atualidade
Sucedido por