Guilherme Afif Domingos

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Guilherme Afif Domingos
Vice-governador de São Paulo São Paulo
Mandato 1 de janeiro de 2011
até atualidade
Antecessor(a) Alberto Goldman
Sucessor(a) _
Secretário de Desenvolvimento de São Paulo São Paulo
Mandato 1º de janeiro de 2011
até 2 de maio de 2011
Antecessor(a) Luciano Santos Tavares de Almeida
Sucessor(a) Paulo Alexandre Barbosa
Secretário de Trabalho e Emprego de São Paulo São Paulo
Mandato 1º de janeiro de 2007
até 31 de março de 2010
Antecessor(a) Pedro Rubez Jehá
Sucessor(a) Pedro Rubez Jehá
Deputado federal por São Paulo São Paulo
Mandato 15 de março de 1987
até 15 de março de 1991
Vida
Nascimento 18 de setembro de 1943 (68 anos)
São Paulo, São Paulo
Partido PSD
Profissão Administrador de empresas e empresário

Guilherme Afif Domingos (São Paulo, 18 de setembro de 1943) é um administrador de empresas, empresário e político brasileiro do PSD. É o atual vice-governador de São Paulo.

É casado com Silvia Maria Dellivenneri Domingos, e tem 4 filhos.

Índice

[editar] Carreira profissional

Guilherme Afif Domingos formou-se pela Faculdade de Economia do Colégio São Luís. Desde 1967 foi o diretor-presidente da Indiana Seguros S/A, empresa que foi fundada em 1945 e vendida em 2007.

Em 1976, Guilherme Afif tornou-se o diretor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) bem como o superintendente do Diário do Comércio, da revista Digesto Econômico e do Instituto de Economia Gastão Vidigal. Em 1979, foi designado o presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (Badesp) – através de cujo cargo realizou e presidiu o primeiro Congresso Brasileiro da Pequena Empresa, repetido em 198081 e que tornou-se o berço do Estatuto da Pequena Empresa.

Presidiu por 2 vezes a Associação Comercial de São Paulo e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), nas gestões 198287 e 2003–07. Na ACSP, criou o Fórum de Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo e o programa DEGRAU. Foi também o presidente do Sebrae, na gestão 199094.

Foi um dos arquitetos do sistema Simples de tributação (regime de tributação diferenciado, voltado a micro e pequenas empresas dependendo da receita bruta anual auferida) e o criador do projeto de maior transparência nos impostos – conhecido como o "Feirão de Impostos", que foi apresentado em locais públicos em várias cidades brasileiras entre 2004 e 2006.

O político foi condenado, junto com os à época também candidatos do Partido Democrático Social (PDS) – hoje Partido Progressista (PP) – ao governo paulista, Reinaldo de Barros, e à Câmara, Paulo Maluf, a ressarcir a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (IMESP) por uso de seus funcionários para impressão de propaganda e venda de imóvel da IMESP à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), à época presidida por Afif. O valor será apurado na fase de execução.

[editar] Carreira política

Em 1980, Guilherme Afif Domingos tomou posse como o secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo na gestão do então governador Paulo Maluf. Criou os varejões, mercadões e sacolões que até hoje abastecem o estado. Foi o criador do Programa para o Plantio de Feijão com Irrigação (Pró-feijão), que fez com que nunca mais houvesse falta de abastecimento do feijão em São Paulo e no Brasil. Foi responsável pelo encaminhamento e direção do Pró-álcool em São Paulo, levado para as regiões de pecuária como alternativa à monocultura do boi – o que transformou o oeste do estado em um dos maiores pólos sucroalcooleiros do mundo. Foi o responsável pela ampliação do plantio de seringueiras, fazendo de São Paulo o maior centro de produção de borracha do País.

Guilherme Afif foi candidato a vice-governador de São Paulo em 1982, na chapa de Reinaldo de Barros.

Foi eleito deputado federal constituinte pelo Partido Liberal (PL) em 1986, com mandato entre 1987 e 1991. O PL havia eleito 6 deputados federais em 1986, dos quais 5 no Rio de Janeiro (Álvaro Valle foi um deputado federal dos mais votados do PL, no estado) e Guilherme Afif Domingos em São Paulo - o 3° deputado federal mais votado de todo o país naquela eleição, eleito com mais de 500 mil votos.

Foi o candidato do PL à presidência nas eleições de 1989, tendo sido o 6º colocado com mais de 3,2 milhões de votos (mas tendo ficado à frente de nomes importantes da política nacional como Ulysses Guimarães, Roberto Freire e Fernando Gabeira). Contudo, mesmo com a derrota, tornou-se nacionalmente famoso devido ao seu enorme carisma e ao jingle de sua campanha: "Juntos chegaremos lá/Fé no Brasil/Com Afif juntos chegaremos lá."

Foi candidato a senador em 1990 e em 2006 por São Paulo, tendo sido derrotado em ambas as disputas pelo petista Eduardo Suplicy. Na disputa de 1990, recebeu cerca de 2,5 milhões de votos.

Em março de 1998, Guilherme tomou posse como o secretário municipal do Planejamento ("supersecretário") da cidade de São Paulo na gestão do então prefeito Celso Pitta. 2 meses depois licenciou-se da secretaria para dedicar-se às articulações entre PFL e PPB em torno da candidatura do ex-prefeito Paulo Maluf ao governo do estado. Afif ficou fora do governo municipal por pelo menos 30 dias. Ele havia sido convocado pelo seu partido, o então PFL, para concluir uma proposta de programa de governo a ser apresentada a Maluf.

Em outubro do mesmo ano, Guilherme Afif pediu demissão do cargo. Foi a primeira baixa no governo Celso Pitta após a derrota de Paulo Maluf na disputa pelo governo estadual. Afif havia participado da elaboração do programa de governo de Maluf, e havia sido nomeado em março em razão das negociações para o apoio do PFL à candidatura do ex-prefeito ao governo estadual. Afif vinha sendo "fritado" havia dias. Assessores do então prefeito Celso Pitta divulgaram que este estaria descontente com Afif, supostamente por falta de fidelidade.

Guilherme Afif sempre apresentou-se como um feroz inimigo da alta carga tributária, no país: em 2005, articulou com empresários, prestadores de serviços e consumidores a campanha popular De Olho no Imposto – movimento que derrubou a impopular MP 232 do governo Lula que determinava reajuste de impostos para dezenas de categorias prestadoras de serviços –, e ainda no mesmo ano criou o impostômetro, um aparelho eletrônico instalado defronte à Associação Comercial de São Paulo que mede a arrecadação federal.

Graças às articulações de Guilherme Afif durante 2005, foi escolhido no início de 2006 pela aliança PFL-PSDB-PTB-PPS o cabeça-de-chapa da coligação ao Senado por São Paulo nas eleições de outubro do mesmo ano.

Apesar do amplo favoritismo de Eduardo Suplicy nas eleições de 2006, Guilherme Afif obteve 8.212.177 votos (43,70% dos válidos) – a 5ª maior votação do país naquela eleição (menor apenas do que as votações do presidente Lula, de Geraldo Alckmin, de José Serra e do próprio Eduardo Suplicy). O resultado foi considerado surpreendente por diversos analistas políticos.

De 2007 até o início de 2010, Guilherme Afif foi o secretário de Emprego e Relações do Trabalho do estado de São Paulo na gestão José Serra (PSDB).

Em junho de 2009 foi condenado a ressarcir a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo[1] por uso de seus funcionários para impressão de propaganda eleitoral para as eleições de 1982, à época candidato a vice-governador de São Paulo. A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou recurso de Afif sob o entendimento de que o fato do princípio da moralidade administrativa não estar ainda escrito em 1982 não afastaria sua aplicação.

A Indiana Seguros S/A, da qual o político é sócio-diretor, foi acusada em abril de 2010[2] de favorecimento em contratos de mais de R$ 10 milhões na gestão do prefeito Gilberto Kassab, seu então colega de partido, para cobertura dos riscos de morte e invalidez de mutuários e de danos físicos das unidades habitacionais da COHAB. O primeiro pregão eletrônico para contratar o seguro das unidades foi considerado fracassado em julho de 2007 sob a alegação de que a proposta vencedora, da AGF Brasil Seguros, estava acima do valor referência da companhia (na ocasião, a Indiana havia sido desclassificada). Posteriormente, a COHAB iniciou outro pregão eletrônico vencido em outubro pela Indiana.

Em junho de 2010, foi homologado como candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin. No dia 3 de outubro de 2010, foi eleito vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin e empossado no dia 1 de janeiro de 2011. No início do governo foi nomeado secretário estadual de Desenvolvimento, mas foi demitido, em 26 de abril de 2011, por anunciar sua desfiliação do DEM para acompanharia o prefeito Gilberto Kassab na fundação do PSD[3].

Referências

[editar] Ligações externas

Precedido por
Alberto Goldman
Vice-governador de São Paulo
2011atualidade
Sucedido por

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