Guilherme Studart, barão de Studart

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Guilherme Chambly Studart
Nascimento 05 de janeiro de 1856
Fortaleza, Ceará, Império do Brasil Flag of Empire of Brazil (1822-1870).svg
Morte 25 de setembro de 1938 (82 anos)
Fortaleza, Ceará, Brasil Flag of Brazil.svg
Progenitores Mãe: Leonísia de Castro Barbosa
Pai: John William Studart
Cônjuge Luísa Gonzaga da Cunha
Principais trabalhos
  • Família Castro, ligeiros apontamentos
  • Seiscentas datas para a história do Ceará na segunda metade do século XVIII
  • Notas para a História do Ceará
  • Notas sobre a linguagem e costumes do Ceará
  • Três mil datas para a história do Ceará no presente século
  • Dicionário biobibliográfico cearense
  • Documentos para a história do Brasil especialmente a do Ceará (1608-1625)
  • A Diocese do Ceará ou Fotaleza

Guilherme Chambly Studart, o Barão de Studart, (Fortaleza, 5 de janeiro de 1856Fortaleza, 25 de setembro de 1938) foi um médico, historiador e vice-cônsul do Reino Unido no Ceará. Filho de John William Studart, comerciante e primeiro vice-cônsul britânico no Ceará, e de Leonísia de Castro Studart. Pelo lado paterno, era sobrinho de José Smith de Vasconcelos, primeiro barão de Vasconcelos. Pelo lado materno, era bisneto de Joaquim José Barbosa e de João Facundo de Castro Meneses.

Fez os primeiros estudos no Ateneu Cearense, transferindo-se, posteriormente, para o Ginásio Bahiano. Matriculou-se, em 1872, na Faculdade de Medicina da Bahia, onde doutorou-se em 1877. Exerceu, durante muitos anos, a atividade médica, principalmente no Hospital de Caridade de Fortaleza.

Participou ativamente do movimento abolicionista no Ceará, como um dos membros da Sociedade Cearense Libertadora. Discordando dos meios defendidos por esta, desliga-se para fundar, ao lado de Meton de Alencar, o Centro Abolicionista 25 de Dezembro, em 1883.

Logo depois da morte do pai, em 1878, herdou o título de vice-cônsul britânico no Ceará.

Católico militante, dedicou-se à caridade e à filantropia. Como reconhecimento, o então bispo do Ceará, D. Joaquim Vieira, solicitou a autorga do título de barão da Santa Sé, concedido, em 1900, pelo Papa Leão XIII.

Foi membro de inúmeras instituições, destacando-se a Academia Cearense de Letras, o Instituto do Ceará, o Centro Médico Cearense, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, o Instituto Histórico e Geográfico Pernambucano, o Centro Literário, o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, o Instituto Histórico de São Paulo, o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, o Instituto Histórico e Geográfico Fluminense, a British Medical Association, a Sociedade de Geografia de Paris e a Sociedade de Geografia de Lisboa.

Autor de inúmeros trabalhos nas áreas de Medicina, línguas (Elementos da Gramática Inglesa, 1888), Geografia e biografia. Foi na História, entretanto, que ele se destacou, publicando mais de uma centena de textos, entre artigos e livros, abordando, especialmente, a História do Ceará. Suas obras são, ainda hoje, essenciais para o estudo da matéria.

Sua batalha foi para que a memória do Ceará não se perdesse. Lutou e conseguiu desenvolver vários trabalhos, hoje fonte de pesquisas para vários historiadores do Brasil e de vários países. Uma de suas frases, proferidas diante de amigos e considerada a mais importante para muitos, foi quando já cansado pelos anos disse:

Cquote1.svg Inicio hoje a publicação dos documentos relativos à vida do Brasil Colônia: vejo assim realizado um dos mais queridos projetos. Do que me pertence faço de bom grado, partilharem os amantes da história pátria, tendo como certo que eles encontrarão algum subsídio aproveitável ao cabedal que há anos vou acumulando e ora lhes é ofertado. A este volume muitos outros se seguirão, se as forças, já tão alquebradas mo consentirem. Cquote2.svg
Barão de Studart

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