Guilherme da Prússia (1906-1940)

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Guilherme Frederico da Prússia
Príncipe da Prússia
Prinz Wilhelm von Preussen 1910.jpg
Guilherme em 1910
Governo
Consorte Dorothea von Salviati
Casa Real Casa de Hohenzollern
Vida
Nascimento 4 de Julho de 1906
Potsdam, Alemanha
Morte 26 de abril de 1940 (33 anos)
Nivelles, Bélgica
Sepultamento Antigo Templo, Sanssouci Park, Alemanha
Filhos Princesa Felicitas da Prússia

Princesa Christa da Prússia

Pai Guilherme, Príncipe Herdeiro da Alemanha
Mãe Cecília de Mecklemburgo-Schwerin

Guilherme Frederico da Prússia (Guilherme Frederico Francisco José Cristiano Olaf), (4 de julho de 1906 - 26 de maio de 1940) foi o primeiro filho de príncipe herdeiro da Alemanha, Guilherme e da duquesa Cecília de Mecklemburgo-Schwerin.

Quando nasceu, estava em segundo lugar na linha de sucessão do trono alemão e esperava-se que um dia se tornasse imperador após as mortes do seu avô Guilherme II e do pai, no entanto a queda da monarquia em 1918 nunca o permitiria.

Primeiros anos e infância[editar | editar código-fonte]

Guilherme nasceu no dia 4 de julho de 1906 no Palácio de Mármore perto de Potsdam, a casa de Verão da família real prussiana onde os seus pais residiram até o Schloss Cecilienhof ser completado. O seu pai era Guilherme, Príncipe Herdeiro da Alemanha, o filho mais velho do kaiser Guilherme II da Alemanha. A sua mãe era a duquesa Cecília de Mecklemburgo-Schwerin. O imperador Francisco José I da Áustria foi um dos seus padrinhos.

A escolha de uma ama para Guilherme e o seu irmão mais novo, Luís Fernando (nascido em 1907) causou muitos problemas na família.

No seu 10º aniversário, comemorado em 1916, Guilherme foi nomeado tenente do 1º Regimento de Guardas e foi-lhe dada a Ordem da Águia Negra pelo seu avô. Dois anos depois, quando ele tinha apenas 12 anos, a monarquia alemã foi abolida. Guilherme e a família permaneceram na Alemanha apesar de o seu avô ser enviado para o exílio na Holanda. O antigo príncipe-herdeiro e a sua família permaneceram em Potsdam onde Guilherme e os seus irmãos mais novos frequentaram a escola local.

Depois de se graduar da escola secundária, Guilherme foi estudar nas universidade de Königsberg, Munique e Bonn. Em 1926, enquanto estudante da Universidade de Bonn, Guilherme juntou-se aos Corpos de Borussia, uma organização da qual o seu pai, o seu avô e outros membros da família real faziam parte.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Guilherme com o pai e o avô.

Enquanto estudava em Bonn, Guilherme apaixonou-se por uma colega, Dorothea von Salviati. O seu avô não aprovou o casamento de uma mulher de nobreza baixa com o herdeiro presumível do trono alemão. Na altura, o antigo kaiser ainda acreditava na possibilidade da restauração da monarquia e não permitiria que o seu neto contraísse um casamento desigual. Guilherme II disse ao seu neto: "Lembra-te: existe todo o tipo de cavalos. No entanto, nós somos sangues-puros e concluímos que um casamento com a menina von Salviati produz defeitos, o que não pode acontecer."

Contudo, Guilherme estava determinado a casar-se com Doroteia. Acabou por renunciar aos direitos de sucessão do trono alemão por si e pelos seus descendentes em 1933. Guilherme e Doroteia casaram-se a 3 de junho de 1933 em Bonn. Tiveram duas filhas. Em 1940 o casamento foi considerado dinástico e as duas filhas receberam o título e estilo de princesas da Prússia.

As filhas foram:

  • SAR princesa Felicitas Cecília Alexandrina Helena Doroteia da Prússia, (7 de junho de 19341 de agosto de 2009).
  • SAR princesa Christa Frederica Alexandrina Vitória da Prússia, nascida a 31 de outubro de 1936 em Schloß Klein-Obisch, perto de Głogów

Serviço militar[editar | editar código-fonte]

Durante a República de Weimar, Guilherme foi alvo de um escândalo por participar nas manobras do exército vestido com o antigo uniforme do Império Alemão sem aprovação do governo. O comandante do Reichswehr, Hans von Seeckt foi forçado a demitir-se em consequência.

No início da Segunda Guerra Mundial, Guilherme estava entre os príncipes da antiga monarquia alemã que se alistaram para servir na Wehrmacht, as forças armadas da Alemanha.

Morte e reacções[editar | editar código-fonte]

Em maio de 1940, Guilherme participou na invasão da França. Foi ferido gravemente durante uma batalha em Valenciennes e acabou por morrer num hospital de campanha em Nivelles a 26 de maio de 1940. O seu funeral realizou-se na Igreja da Paz e o corpo enterrado no mausoléu de família no Castelo de Hohenzollern. A cerimónia atraiu mais de 50 000 pessoas.

A sua morte e a crescente simpatia do público alemão para com a família real alemã, perturbaram Hitler que começou a ver os Hohenzollern como uma ameaça ao seu poder. Pouco depois da morte de Guilherme, um decreto conhecido por Prinzenerlass, ou o "Decreto dos Príncipes", foi publicado, impedindo todos os membros de antigas casas reais alemãs de entrar no exército.

Referências


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