Guilhermina da Prússia

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Guilhermina
Princesa de Orange
Princesa da Prússia
Cônjuge Guilherme V de Orange
Descendência
Luísa
Guilherme I
Guilherme Jorge
Nome completo
Frederica Sofia Guilhermina
Casa Hohenzollern
Pai Augusto Guilherme da Prússia
Mãe Luísa de Mecklemburgo-Strelitz
Nascimento 7 de Agosto de 1751
Berlim, Prússia
Morte 9 de Junho de 1820 (68 anos)
Het Loo, Países Baixos

Guilhermina da Prússia (Frederica Sofia Guilhermina), (7 de Agosto de 1751 - 9 de junho de 1820), foi a consorte do príncipe Guilherme V de Orange, líder do partido dinástico e da contra-revolução nos Países Baixos.

Família[editar | editar código-fonte]

Frederica foi a terceira filha, primeira menina, a nascer da união entre o príncipe Augusto Guilherme da Prússia e a princesa Luísa de Brunswick-Wolfenbüttel. Entre os seus irmão estava o rei Frederico Guilherme II da Prússia. Os seus avós paternos eram o rei Frederico Guilherme I da Prússia e a princesa Sofia Doroteia de Hanôver. Os seus avós maternos eram o duque Fernando Alberto II de Brunswick-Wolfenbüttel e a princesa Antónia Amália de Brunswick-Wolfenbüttel.[1]

Infância e casamento[editar | editar código-fonte]

Guilhermina foi criada pela sua avó. No dia 4 de outubro de 1767 casou-se em Berlim com o príncipe Guilherme V de Orange. Em 1768 recebeu o seu tio, Frederico, o Grande, no seu palácio de Het Loo. Era descrita como uma pessoa orgulhosa que se envolvia muito na política, dominando o seu marido em assuntos políticos e de estado.

A revolução[editar | editar código-fonte]

Guilhermina da Prússia.

Guilhermina estava profundamente envolvida nos conflitos políticos revolucionários dos Países Baixos, principalmente a partir de 1781, não só como apoiante e ajudante, mas também como o verdadeiro poder que liderava o partido do seu marido. Era reconhecida abertamente como a verdadeira líder do partido dinástico do stadtholder e os seus apoiantes encorajaram-na a assumir o papel importante que tinha. Guilhermina trocava correspondência com outros líderes internacionais para influenciar a política holandesa. Em 1785, o seu marido foi forçado a abandonar Haia e foi pressionado a abdicar, mas Guilhermina convenceu-o a resistir. Foi até Friesland, alegando que ia visitar um idoso, mas na verdade a sua visita tinha como objectivo conseguir apoiantes para o lado da monarquia no meio deste conflito político. Em 1786, a família mudou-se para Nijmegen. Quando a revolução rebentou nos Países Baixos e Guilherme mudou a sua corte para Guelders, Guilhermina tentou regressar à capital em 1787, sendo impedida de o fazer no dia 28 de Junho desse ano por um regimento de soldados que a reencaminhou para junto do seu marido.

Líder da contra-revolução[editar | editar código-fonte]

Depois de regressar a Nijmegen, Guilhermina pediu ajuda ao seu irmão, o rei Frederico Guilherme II da Prússia, para uma intervenção militar que, juntamente com ela, tinham visto a revolução como um insulto. Por isso, no dia 13 de setembro de 1787, a Prússia invadiu os Países Baixos. Muitos dos rebeldes tiveram de fugir para a França e Guilherme recuperou o poder. Guilhermina regressou a Haia protegida por tropas estrangeiras e foi recebida pelos seus apoiantes como a verdadeira líder dos Países Baixos.

Exílio e últimos anos[editar | editar código-fonte]

Contudo, os patriotas holandeses voltaram em 1795 com o apoio dos franceses e o casal teve de fugir para junto do primo de Guilherme, o rei Jorge III do Reino Unido. O casal viveu entre Kew, Nassau e Braunschweig, onde Guilherme morreu.

Entre 1802 e 1805, a família viveu na Alemanha. Quando Guilhermina e a sua filha ficaram viúvas em 1806, passaram a viver juntas em vários palácios na Confederação do Reno. O seu filho foi com a família para exílio, mas regressou ao seu país natal em 1813 e acabou por se tornar no rei Guilherme I dos Países Baixos, fundador da actual monarquia holandesa. Guilhermina e a filha regressaram ao país em 1814 e receberam o czar Alexandre I da Rússia em Haarlem em 1815.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Guilhermina e Guilherme V de Orange tiveram cinco filhos:

Commons
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Referências

  1. C. Arnold McNaughton, The Book of Kings: A Royal Genealogy, in 3 volumes (London, U.K.: Garnstone Press, 1973), volume 1, page 39