Guiné Equatorial
| República de Guinea Ecuatorial République de Guinée Équatoriale República da Guiné Equatorial |
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| Lema: "Unidad, Paz, Justicia" (es) "Unité, Paix, Justice" (fr) "Unidade, Paz, Justiça" (pt) |
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| Hino nacional: "Caminemos Pisando la Senda de Nuestra Inmensa Felicidad " (es) "Marchons en foulant le chemin de notre immense joie" (fr) "Caminhemos sob a Trilha de Nossa Imensa Felicidade" (pt) |
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| Gentílico: guineense, guinéu-equatoriano(a)[1] | |
| Capital | Malabo |
| Cidade mais populosa | Malabo |
| Língua oficial | Espanhol, francês e português[2] |
| Governo | República semipresidencialista |
| - Presidente | Teodoro Obiang Nguema Mbasogo |
| - Primeiro-ministro | Ignacio Milam Tang |
| Independência | |
| - da Espanha | 12 de outubro de 1968 |
| Área | |
| - Total | 28 051 km² (141.º) |
| - Água (%) | <0,1 |
| Fronteira | Camarões (N), Gabão (E, S) |
| População | |
| - Estimativa de 2008 | 616 459 hab. (162.º) |
| - Densidade | 19 hab./km² (166.º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2007 |
| - Total | US$ : 15,537 bilhões (124.º) |
| - Per capita | US$ : 12 895 (58.º) |
| Indicadores sociais | |
| - IDH (2010) | 0,538 (117.º) – médio[3] |
| - Esper. de vida | 51,6 anos (172.º) |
| - Mort. infantil | 92,3/mil nasc. (175.º) |
| - Alfabetização | 87,0% (104.º) |
| Moeda | Franco CFA (XAF) |
| Fuso horário | (UTC+1) |
| - Verão (DST) | não observado (UTC+1) |
| Clima | Tropical |
| Org. internacionais | ONU, UA, ZPCAS, Francofonia |
| Cód. ISO | GNQ |
| Cód. Internet | .gq |
| Cód. telef. | +240 |
| Website governamental | http://www.guineaecuatorialpress.com |
A Guiné Equatorial, oficialmente República da Guiné Equatorial, é um país da África Ocidental, dividido em vários territórios descontínuos no Golfo da Guiné, um continental, Mbini (antiga colónia espanhola de Rio Muni), incluindo a cidade binacional de Cocobeach, partilhada com o Gabão, e os outros insulares. A ilha de Bioko, no norte do Golfo do Biafra, alberga a capital, Malabo; as outras ilhas são a de Ano Bom, a sul de São Tomé e Príncipe, e as ilhas Corisco, Elobey Grande e Elobey Pequeno (e ilhotas adjacentes) na baía de Corisco, ao largo do Gabão.
Além do Gabão e São Tomé e Príncipe, a Guiné Equatorial tem fronteiras com os Camarões e com a Nigéria.
A Guiné Equatorial tem o maior PIB per capita do continente africano, embora seja um país de médio IDH (0,538).[3]
Índice |
[editar] História
Em 1909, as colónias espanholas de Elobey, Annobón, Corisco, Fernando Póo e Guinea Continental Española foram unidos sob uma administração única, formando os Territorios Españoles del Golfo de Guinea ou Guinea Española. Em 1935, a colónia foi subdividida em dois distritos: Fernando Póo (a ilha de Annobón, com a capital Santa Isabel) e Guinea Continental (com a capital Bata, e as pequenas ilhas de Corisco e Elobey). Em 1960, os dois distritos tornaram-se províncias ultramarinas de Espanha e designadas Fernando Póo e Rio Muni. Em 1963 as províncias foram combinadas na região autónoma da Guinea Ecuatorial e, finalmente, em 12 de Outubro de 1968 tornaram-se num país independente.
Foi governado por dez anos, na década de 1970, por Francisco Nguema, que assassinou milhares de opositores. Nguema usou a ignorância do povo e muita propaganda para se manter no governo pelo terror, até que foi deposto, em 1979.
O atual presidente, Teodoro Obiang foi eleito pela revista Forbes o oitavo governante mais rico do mundo.
[editar] Colonização
Foram navegantes portugueses os primeiros europeus que com certeza exploraram o golfo de Guiné em 1471. Fernão do Pó situou a ilha de Bioko nos mapas europeus nesse ano, procurando uma rota para a Índia, a qual baptizou Formosa (no entanto, foi no início conhecida pelo nome de seu descobridor).
Para 1493, D. João II de Portugal proclamou-se juntamente ao resto dos seus títulos reais como Senhor de Guiné e o primeiro Senhor de Corisco. Os portugueses colonizaram as ilhas de Bioko, Ano Bom e Corisco em 1494, e converteram-nas em postos para o tráfico de escravos.
Em 1641 a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais estabeleceu-se sem o consentimento português na ilha de Bioko, centralizando ali, temporariamente, o comércio de escravos do golfo de Guiné, até os portugueses voltarem a fazer sentir a sua presença na ilha em 1648, substituindo a Companhia Holandesa por uma própria Companhia de Corisco dedicada ao mesmo comércio, construindo uma das primeiras edificações europeias na ilha, o forte de Ponta Joko.
Portugal vendeu mão de obra escrava a partir de Corisco com contratos especiais à França, a qual contratou até 49000 guineenses escravos, à Espanha e à Inglaterra em 1713 e 1753, sendo os principais colaboradores neste comércio os Benga, que tinham boas relações com as autoridades coloniais europeias (as quais por sua vez não intervinham na política interna do país, o que sem dúvida ajudava), e que também possuíam um sistema económico esclavagista próprio, sendo geralmente seus servidores particulares os Pamue e os N'vike.
As ilhas permaneceram em mãos portuguesas até Março de 1778. Depois do Tratado de Santo Ildefonso (1777) e do Tratado de El Pardo (1778), as ilhas foram cedidas a Espanha, juntamente com os direitos de livre comércio num sector da costa do Golfo da Guiné entre os rios Níger e Ogooué. Em troca Portugal recebia garantias de paz em diversos zonas de influência da América do Sul, como a retirada espanhola da Ilha de Santa Catarina e a demarcação de fronteiras no Brasil, mas renunciava à Colônia do Sacramento e aos direitos sobre as Ilhas Marianas e Filipinas.
Em 2011 foi anunciada pelo governo o planejamento de uma nova capital no país, com nome de Djibloho.[4][5][6][7]
[editar] Geografia
A República da Guiné Equatorial situa-se no oeste da África central. A ilha de Bioko dista cerca de 40 quilómetros dos Camarões. A ilha de Ano Bom fica cerca de 595 quilómetros a sudoeste de Bioko. A região continental de Rio Muni, de maior área, fica entre o Gabão e os Camarões e inclui as ilhas de Corisco, Elobey Grande, Elobey Pequeno e ilhotas adjacentes.
[editar] Demografia
A Guiné Equatorial tem uma população jovem (45% não supera os 15 anos) com uma taxa de natalidade por volta de 42 por mil e uma taxa de mortalidade de 16 por mil. A esperança de vida é de 49 anos para os homens e 53 para as mulheres. Em torno de 4% da população tem mais de 65 anos. A taxa de alfabetização entre os adultos estava em 1992 em 52%, mas teria subido para 80% até 1999. A maioria da população ainda vive nas zonas rurais.
[editar] Religião
A religião principal na Guiné Equatorial é o cristianismo, que representa a fé de 93% da população. Estes são predominantementes católicos romano (87%), enquanto os protestantes são uma minoria (5%). Quase 5% da população seguem crenças indígenas. Já o islamismo representa apenas 0,5% da população, enquanto que os ateus representam 5,9% da população. Os 2% restantes compreende os muçulmanos, os seguidores de outras crenças e Baha'i.
[editar] Línguas
O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, decretou que o português seria uma das línguas oficiais,[8][9][10] ao lado do espanhol e do francês. O país deseja ainda o apoio dos oito países membros (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) para difundir o ensino da língua portuguesa no país, para formação profissional e acolhimento dos seus estudantes pelos países da comunidade lusófona.[11][12] Essa proposta ainda não foi, no entanto, validada pelo parlamento como se pode ver no sítio oficial do governo[13].
[editar] Política
[editar] Subdivisões
A Guiné Equatorial está dividida administrativamente em sete províncias (capitais entre parênteses):
[editar] Economia
A principal riqueza da Guiné Equatorial é a agricultura e a pesca, com produtos como o algodão, café, cana de açúcar, várias frutas etc. Também depende do gado, da exportação de madeira e de minerais.
Desde o fim do século XX, com a exportação de petróleo, a renda per capita tem aumentado espetacularmente, ainda que a riqueza se concentre nas mãos de uma minoria, em sua maior parte propriedade do clã no governo ou de companhias internacionais. A exportação do barril por habitante é similar à do Kuwait.
[editar] Cultura
Referências
- ↑ Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos da Guiné Equatorial
- ↑ O presidente Teodoro Obiang promulgou um decreto para fazer do português a terceira língua oficial no dia 20 de julho de 2010, 3 dias antes da reunião dos lideres da CPLP em Luanda, mas essa não aceitou a adesão da Guiné Equatorial (ver a "Declaração de Luanda" da VIIIa Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que especifica, passo a citar: "reformas a concretizar pela Guiné Equatorial para dar pleno cumprimento às disposições estatutárias da CPLP, particularmente no que respeita à adopção e utilização efectiva da Língua Portuguesa", Declaração de Luanda da CPLP).
- ↑ a b Ranking do IDH 2010. PNUD. Página visitada em 4 de novembro de 2010.
- ↑ Empresas portuguesas planeiam nova capital da Guiné Equatorial
- ↑ Atelier luso desenha futura capital da Guiné Equatorial
- ↑ Arquitetos portugueses projetam nova capital para Guiné Equatorial
- ↑ Ateliê português desenha futura capital da Guiné Equatorial
- ↑ Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
- ↑ Guiné Equatorial dá mais um passo para se tornar membro de pleno de direito da CPLP
- ↑ Guiné Equatorial oficializa português
- ↑ Guiné-Equatorial anuncia o português como língua oficial do país
- ↑ Guiné Equatorial decreta português como terceira língua oficial
- ↑ El portugués será el tercer idioma oficial de la República de Guinea Ecuatorial (em espanhol). Página Oficial del Gobierno de la República de Guinea Ecuatorial. Página visitada em 6 de julho de 2011.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Os Pigmeus africanos Cultura e música dos primeiros habitantes da Guiné Equatorial
- Comunidade dos países de Língua Portuguesa