Guiné Equatorial

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República de Guinea Ecuatorial
République de Guinée Équatoriale

República da Guiné Equatorial
Bandeira da Guiné Equatorial
Brasão de armas da Guiné Equatorial
Bandeira Brasão de armas
Lema: "Unidad, Paz, Justicia" (es)
"Unité, Paix, Justice" (fr)
"Unidade, Paz, Justiça" (pt)
Hino nacional: "Caminemos Pisando la Senda de Nuestra Inmensa Felicidad " (es)
"Marchons en foulant le chemin
de notre immense joie"
(fr)
"Caminhemos sobre a Trilha
de Nossa Imensa Felicidade"
(pt)
Gentílico: guineense, guinéu-equatoriano(a),[1] equato-guineense[2]

Localização  República da Guiné Equatorial

Capital Malabo
3° 21' N 8° 40' E
Cidade mais populosa Malabo
Língua oficial espanhol,
francês,
português
Governo República semipresidencialista
 - Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo
 - Primeiro-ministro Vicente Ehate Tomi
Independência  
 - da Espanha 12 de outubro de 1968 
Área  
 - Total 28 051 km² (141.º)
 - Água (%) <0,1
 Fronteira Camarões (N), Gabão (E, S)
População  
 - Estimativa de 2008 616 459 hab. (162.º)
 - Densidade 19 hab./km² (166.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ : 15,537 bilhões (124.º)
 - Per capita US$ : 12 895 (58.º)
IDH (2013) 0,556 (144.º) – médio[3]
Moeda Franco CFA (XAF)
Fuso horário (UTC+1)
 - Verão (DST) não observado (UTC+1)
Clima Tropical
Org. internacionais ONU, UA, ZPCAS, Francofonia, CPLP
Cód. ISO GNQ
Cód. Internet .gq
Cód. telef. +240
Website governamental http://www.guineaecuatorialpress.com

Mapa  República da Guiné Equatorial

A Guiné Equatorial, oficialmente República da Guiné Equatorial, é um país da África Ocidental, dividido em vários territórios descontínuos no Golfo da Guiné, um continental, Mbini (antiga colónia espanhola de Río Muñi), incluindo a cidade binacional de Cocobeach, partilhada com o Gabão, e os outros insulares. A ilha de Bioko (antiga Fernando Pó), no norte do Golfo do Biafra, alberga a capital, Malabo; as outras ilhas são a de Ano Bom, a sul de São Tomé e Príncipe, e as ilhas Corisco, Elobey Grande e Elobey Pequeno (e ilhotas adjacentes) na baía de Corisco, ao largo do Gabão.

Além do Gabão e São Tomé e Príncipe, a Guiné Equatorial tem fronteiras com os Camarões e com a Nigéria. O país tem o maior PIB per capita do continente africano, embora seja um país de médio IDH (0,556).[3]

No dia 23 de Julho de 2014 Guiné Equatorial entrou na CPLP

História[editar | editar código-fonte]

Em 1909, as colónias espanholas de Elobey, Annobón, Corisco, Fernando Póo e Guinea Continental Española foram unidos sob uma administração única, formando os Territorios Españoles del Golfo de Guinea ou Guinea Española. Em 1935, a colónia foi subdividida em dois distritos: Fernando Póo (a ilha de Annobón, com a capital Santa Isabel) e Guinea Continental (com a capital Bata, e as pequenas ilhas de Corisco e Elobey). Em 1960, os dois distritos tornaram-se províncias ultramarinas de Espanha e designadas Fernando Póo e Rio Muni. Em 1963 as províncias foram combinadas na região autónoma da Guinea Ecuatorial e, finalmente, em 12 de Outubro de 1968 tornaram-se num país independente.

Foi governado por dez anos, na década de 1970, por Francisco Nguema, que assassinou milhares de opositores. Nguema usou a ignorância do povo e muita propaganda para se manter no governo pelo terror, até que foi deposto, em 1979.

O atual presidente, Teodoro Obiang foi apontado pela revista Forbes o oitavo governante mais rico do mundo.

Colonização[editar | editar código-fonte]

Mapa de 1729 mostrando o área geográfica do Golfo de Guiné onde se desenvolvem as culturas bubi, fang e benga, entre outras.
Malabo (antiga Santa Isabel), capital do país.

Foram navegadores Portugueses os primeiros europeus a explorar o golfo da Guiné em 1471. Fernão do Pó situou a ilha de Bioko nos mapas europeus nesse ano, ao procurar uma rota para a Índia, a qual baptizou Formosa (no entanto, foi no início conhecida pelo nome de seu descobridor).

Em 1493, D. João II de Portugal proclamou-se juntamente com resto dos seus títulos reais como Senhor de Guiné e o primeiro Senhor de Corisco. Os Portugueses colonizaram as ilhas de Bioko, Ano Bom e Corisco em 1494, e converteram-nas em postos para o tráfico de escravos.

Em 1641 a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais estabeleceu-se sem o consentimento português na ilha de Bioko, centralizando ali, temporariamente, o comércio de escravos do golfo de Guiné, até os Portugueses voltarem a fazer sentir a sua presença na ilha em 1648, substituindo a Companhia Holandesa por uma própria Companhia de Corisco dedicada ao mesmo comércio, construindo uma das primeiras edificações europeias na ilha, o forte de Ponta Joko.

Portugal vendeu mão de obra escrava a partir de Corisco com contratos especiais à França, a qual contratou até 49000 guineenses escravos, à Espanha e à Inglaterra em 1713 e 1753, sendo os principais colaboradores neste comércio os Benga, que tinham boas relações com as autoridades coloniais europeias (as quais por sua vez não intervinham na política interna do país, o que sem dúvida ajudava), e que também possuíam um sistema económico esclavagista próprio, sendo geralmente seus servidores particulares os Pamue e os N'vike.

As ilhas permaneceram em mãos portuguesas até Março de 1778. Depois do Tratado de Santo Ildefonso (1777) e do Tratado de El Pardo (1778), as ilhas foram cedidas a Espanha, juntamente com os direitos de livre comércio num sector da costa do Golfo da Guiné entre os rios Níger e Ogooué. Em troca Portugal recebia garantias de paz em diversos zonas de influência da América do Sul, como a retirada espanhola da Ilha de Santa Catarina e a demarcação de fronteiras no Brasil, mas renunciava à Colônia do Sacramento e aos direitos sobre as Ilhas Marianas e Filipinas.

Em 2011 foi anunciado pelo governo o planeamento de uma nova capital no país, com nome de Djibloho.[4] [5] [6] [7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A República da Guiné Equatorial situa-se no oeste da África central. A ilha de Bioko dista cerca de 40 quilómetros dos Camarões. A ilha de Ano Bom fica cerca de 595 quilómetros a sudoeste de Bioko. A região continental de Rio Muni, de maior área, fica entre o Gabão e os Camarões e inclui as ilhas de Corisco, Elobey Grande, Elobey Pequeno e ilhotas adjacentes.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Gráfico da demografia da Guiné Equatorial.

A Guiné Equatorial tem uma população jovem (45% não supera os 15 anos) com uma taxa de natalidade por volta de 42 por mil e uma taxa de mortalidade de 16 por mil. A esperança de vida é de 49 anos para os homens e 53 para as mulheres. Cerca de 4% da população tem mais de 65 anos. A taxa de alfabetização entre os adultos estava em 1992 em 52%, mas terá subido para 80% até 1999. A maioria da população ainda vive em zonas rurais.

Religião[editar | editar código-fonte]

A religião principal na Guiné Equatorial é o cristianismo, que representa a fé de 93% da população. Estes são predominantemente católicos romanos (87%), enquanto os protestantes são uma minoria (5%). Quase 5% da população seguem crenças indígenas. Já o islamismo representa apenas 0,5% da população, enquanto que os ateus representam 5,9% da população. Os 2% restantes compreende os muçulmanos, os seguidores de outras crenças e Baha'i.

Línguas[editar | editar código-fonte]

A Guiné Equatorial é o único país da África de língua oficial castelhana. Os idiomas mais falados na Guiné Equatorial, o fang e o Pidgin Inglês, não são línguas oficiais. Apesar de a Guiné Equatorial ter decretado que a língua francesa e, mais recentemente, a língua portuguesa como línguas oficiais, elas não são faladas no território. No entanto, na ilha de Ano Bom ainda se usa o chamado Fá d'Ambô, ou seja o Falar de Ano Bom, uma língua crioula de base portuguesa. Mantém uma semelhança muito grande com o são-tomense falada nas ilhas vizinhas de São Tomé e Príncipe.

O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, decretou que o português seria uma das línguas oficiais,[8] [9] [10] ao lado do espanhol e do francês. O país deseja ainda o apoio dos oito países membros da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) para difundir o ensino da língua portuguesa no país, para formação profissional e acolhimento dos seus estudantes pelos países da comunidade lusófona.[11] [12] Essa proposta ainda não foi, no entanto, validada pelo parlamento como se pode ver no sítio oficial do governo[13] . Em Julho de 2012, a CPLP recusou o pedido da Guiné Equatorial de ser aceite como membro de pleno direito desta comunidade; a razão foram menos os progressos insuficientes na introdução do português, e mais as constantes violações dos direitos humanos no país.[14] No entanto em 2014, na X Cimeira da CPLP em Díli, Timor-Leste, através de um consenso, Guiné Equatorial foi aceite como um membro de pleno direito, no entanto, terá que abolir a pena de morte.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Guiné Equatorial está dividida administrativamente em sete províncias (capitais entre parênteses):

  1. Ano Bom (San Antonio de Palé)
  2. Bioko Norte (Malabo)
  3. Bioko Sur (Luba)
  4. Centro Sur (Evinayong)
  5. Kie Ntem (Ebebiyin)
  6. Litoral (Bata)
  7. Wele Nzas (Mongomo)
Províncias da Guiné Equatorial.

Economia[editar | editar código-fonte]

Bioko vista da costa camaronesa.

A principal riqueza da Guiné Equatorial é a agricultura e a pesca, com produtos como o algodão, café, cana de açúcar, várias frutas etc. Também depende do gado, da exportação de madeira e de minerais.

Desde o fim do século XX, com a exportação de petróleo, a renda per capita tem aumentado espetacularmente, ainda que a riqueza se concentre nas mãos de uma minoria, em sua maior parte propriedade do clã no governo ou de companhias internacionais. A exportação do barril por habitante é similar à do Kuwait.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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