Gunderico
Gunderico (379-428), rei dos vândalos (407–428) e dos alanos (419-428). Filho de Godegisilio, rei dos vândalos asdingos, e de sua esposa Flora. Sucedeu ao seu pai, morto no último dia do ano 406 em combate contra os francos ripuarios, que defendiam, como foederati do Império Romano, a fronteira do Reno.
junto a seus aliados suevos e a cavalaria pesada proporcionada por vários clãs alanos, Gunderico derrota a uma força de 3.000 francos e consegue forçar o passo à Gália, onde percorre saqueando, entre outras, cidades como Mogúncia e Amiens. Não obstante, ante a pressão conjunta dos francos e das tropas bretão-romanas do usurpador Constantino III, vê-se empurrado para o sul, cruzando os Pirineus em 409.
Dois anos depois, em 411, um tratado com Roma estabelecerá aos vândalos asdingos na Gallaecia Asturiacensis, aos suevos no Lugo e Braga, aos alanos na Lusitania e na Cartagena, e aos vândalos silingos na Andaluzia. Esta situação, entretanto, durará pouco, devido à intervenção dos visigodos que, sob o comando de Walia na qualidade de "foederati" de Roma, intervêm na Hispania. No ano 417 Walia penetra na Cartagena e derrota aos vândalos silingos na Andaluzia, capturando a seu rei Fredebaldo. No ano de 418 os alanos são dominados e o seu rei Adax morre à mãos dos visigodos. Como conseqüência de tudo isso, Gunderico acabará assumindo em 419 o título do Rex Wandalorum Et Alanorum" (Rei de vândalos e alanos) e instalando seu povo na Andaluzia como "foederati".
Em 422, Gunderico derrota a uma legião do exército romano que, sob o comando de Castino, pretendia recuperar a Andaluzia. Cartagena é devastada e numerosos portos do Mediterrâneo caem em poder dos vândalos, que desenvolvem uma frota com a qual realizam incursões em Balear e o norte da África. Em 426 conseguem tomar Hispalis (Sevilha), onde Gunderico morrerá dois anos depois em obscuras circunstâncias, sendo sucedido pelo irmão ilegítimo Genserico.
| Precedido por Godegisilio |
Rei dos vândalos 407 — 428 |
Sucedido por Genserico |