Gunnar Nordahl

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Gunnar Nordahl
Gunnar Nordahl.jpg
Informações pessoais
Nome completo Gunnar Nordahl
Data de nasc. 19 de outubro de 1921
Local de nasc. Hörnefors,  Suécia
Falecido em 15 de setembro de 1995 (75 anos)
Local da morte Alghero,  Itália
Altura 1,85 m
Informações profissionais
Posição Atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1937–1940
1940–1944
1944–1949
1949–1956
1956–1957
Suécia Hörnefors
Suécia Degerfors
Suécia Norrköping
Itália Milan
Itália Roma
0041 0000(68)
0077 0000(56)
0095 000(93)
0257 00(210)
0034 000(15)
Seleção nacional
1942–1948 Flag of Sweden.svg Suécia 0033 000(43)
Times que treinou
1957–1959
1959–1961
1961–1964
1967–1970
1971–1973
1974
1975–1976
1977–1978
1979–1980
Itália Roma
Suécia Karlstads
Suécia Degerfors
Suécia Norrköping
Suécia Saab
Suécia Sleipner
Suécia Östers
Suécia AIK
Suécia Norrköping

Gunnar Nordahl (Hörnefors, 19 de outubro de 1921 –– Alghero, 15 de setembro de 1995) foi um futebolista sueco.

Integrou o legendário trio "Gre-No-Li", primeiramente na Seleção Sueca e, posteriormente, na equipe italiana do Milan, do qual foi um dos jogadores mais populares nos anos 1950. Graças aos seus gols, o time venceu dois Campeonatos Italianos e uma Copa Latina.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Futebol Sueco[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira no Hörnefors, time de sua cidade-natal. Marcou 68 gols em apenas 41 jogos nos três anos em que ficaria no time, quando transferiu-se para o Degerfors. Paralelamente, exercia a profissão de bombeiro, uma vez que o futebol sueco na época era totalmente amador.[1]

Em uma equipe maior, marcou 56 gols em 77 partidas, chamando a atenção de um dos maiores clubes do país na época, o Norrköping, para onde foi em 1944. Foi campeão e artilheiro do campeonato sueco nas quatro temporadas em que ficaria no time, onde tinha a companhia do irmão Knut Nordahl.

Seleção[editar | editar código-fonte]

Já havia estreado pela Seleção Sueca em 1942, integrando a equipe que conquistaria a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1948, o primeiro (e único) título oficial da Suécia no futebol. Marcou um dos gols na final contra a Iugoslávia, vencida por 3 x 1.

Foi o seu desempenho nas Olimpíadas que chamou a atenção do Milan, que o contratou no ano seguinte, juntamente com seus colegas de seleção Gunnar Gren e Nils Liedholm (que era seu colega também no Norrköping). Por terem ido os três jogar no profissionalizado futebol italiano, acabariam não integrando a delegação sueca chamada para a Copa do Mundo de 1950; os nórdicos foram ao Brasil com uma equipe totalmente amadora, como o futebol do país era.[1] A direção de delegação nacional manteve a mesma política nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1954 e, novamente sem seus melhores jogadores, desta vez não conseguiu classificar-se, ocasianando finalmente em uma mudança de postura para a próxima Copa, que seria sediada no país.[2] Entretanto, Nordahl não integrou o elenco de 1958 por já ter se aposentado.

Nordahl fora às Olimpíadas acompanhado de dois de seus quatro irmãos: Bertil e Knut Nordahl. Assim como ele, Bertil foi contratado por uma equipe da Itália, a Atalanta, e não foi à Copa de 1950 pelo mesmo motivo de Gunnar. Knut prosseguiu no futebol amador sueco e esteve entre os convocados ao mundial, para finalmente também ir jogar na Itália após o torneio, indo para a Roma.

Futebol Italiano[editar | editar código-fonte]

A linha ofensiva Gre-No-Li desembarcou em Milão para fazer história. O trio sueco faria seu primeiro campeonato completo pelos rossoneri na temporada 1949/50. Nordahl seria o artilheiro com 35 gols, ainda hoje um recorde em um campeonato pelo Milan,[1] ganhando o carinhoso apelido de Pompiere d'Oro ("bombeiro de ouro", em italiano, uma referência à sua antiga profissão na Suécia). O título, entretanto, ficou com a Juventus. O Milan vivia um jejum desde 1907.

Após mais de quatro décadas, entretanto, o scudetto retornaria ao clube, na temporada que se seguiu, a de 1950/51. Nordahl foi novamente o goleador da competição, com um gol a menos em relação à anterior. O sabor foi ainda melhor pela conquista ter vindo com um ponto de diferença sobre a rival Internazionale. Nordahl seria artilheiro três vezes seguidas entre entre 1952 e 1955, neste último com a taça novamente indo para o Milan.

Il Pompiere deixaria o clube após a temporada 1955/56, como o maior artilheiro de sua história, com 221 gols.[1] Foi jogar sua última temporada na Roma já com 35 anos, não repetindo sucesso igual na equipe da capital, mas ainda assim marcando 15 gols, o suficiente para fazê-lo o segundo maior goleador da Seria A, atrás somente de Silvio Piola.

Após parar[editar | editar código-fonte]

Sua decisão de encerrar a carreira em 1957, prosseguindo na Roma como técnico, encerrou qualquer chance de disputar a Copa do Mundo de 1958, sediada em seu país. Não teve o mesmo sucesso na nova função, onde também integrou sua ex-equipe do Degerfors.

Ele, que nunca disputou uma Copa, teve a alegria de ver Tomas Nordahl, seu filho e outro da família a ter jogado no futebol italiano (tendo passado pela Juventus), estar presente em uma, a de 1970.

Gunnar Nordahl morreu em 15 de setembro de 1995, aos 73 anos.

Referências

  1. a b c d "Nordahl: 'Il pompiere d'oro', André Melsohn Dayan, Trivela.com
  2. "O melhor venceu", Luciana Zambuzi, Trivela número 28, junho de 2008, Trivela Comunicações, págs. 33-37