Gyudon

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Gyudon

Gyudon (牛丼?), (tigela com carne), é um prato japonês que consiste em uma tigela de arroz coberta com carne e cebola cozido em um molho levemente adocicado com dashi (bonito e algas), shoyu (molho de soja) e mirin (um tipo de vinagre de arroz doce). Também pode incluir shirataki e às vezes é coberto com ovo cru. Uma comida muito popular no Japão, é normalmente servido com beni shoga (gengibre picado), shichimi (pimenta ralada)[1] e acompanhado de um missoshiru. Gyu significa vaca ou carne, enquanto don é uma abreviatura para donburi, a palavra japonesa para tigela.

História[editar | editar código-fonte]

Devido ao Movimento pela Ocidentalização (文明開化 – Restauração Meiji) que o Japão experimentou no período Meiji, costumes ocidentais como comer carne foram adotados e difundidos pelo país.

O protótipo do moderno gyudon como um prato para o público em geral foi inventado nessa época do gyumeishi.

Considera-se que o gyudon veio do sukiyaki-don e do antigo prato gyunabe, no qual finas fatias de carne eram cozidas com vegetais em um pote, e depois era colocado sobre o arroz e servido em uma tigela.

Em 1862, a versão de gyunabe da região de Kanto tornou-se a primeira versão popular desse prato.

Desde o período Taisho (1912~) até o começo do período Showa (1926~), o uso de carne barata e a popularidade da comida vendida em carrinhos de rua (yatai) em lugares como Asakusa impulsionou a popularidade do prato, transformando-o em um grande sucesso.

Apesar de traços do sukiyaki tradicional poderem ser encontrados em alguns gyudons que contêm ingredientes como konnyaku, tofu grelhado e cebolas verdes, a maioria das grandes redes de restaurantes o servem com carne e cebola.

Fast food[editar | editar código-fonte]

Unidade do Sukiya, uma grande rede de restaurant de gyudon do Japão.

O gyudon pode ser encontrado em muitos restaurantes japoneses e existem algumas cadeias de fast food especializadas exclusivamente no prato. As maiores redes de gyudon no Japão são o Yoshinoya e o Sukiya. Outra grande rede, o Matsuya, oferece o prato sobre o nome de gyumeshi (牛めし?).

Algumas redes de gyudon cobram pelo missoshiru, mas muitas delas servem a sopa como cortesia para os clientes que comerem dentro da loja. A maior cadeira de restaurantes de gyudon que oferece o missoshiru de graça é o Matsuya, enquanto outras grandes redes, como o Sukiya, oferecem-no como parte de um combo.

Especificações do cliente[editar | editar código-fonte]

Existem restaurants que permitem aos clientes especificar como eles querem que o gyudon seja servido com códigos como tsuyudaku(caldo de tsuyu extra) sem nenhum custo extra. Entretanto, esse serviço somente fica disponível para as pessoas que comerem no interior do restaurante.

Tsuyudaku, em relação ao gyudon, é um jargão referente a um tipo de especificação no qual a mistura de suco e tsuyu é servida em grande quantidade. Tsuyunuki é o código para volumes de tsuyu menores que o normal. Além disso, o termo tsuyudakudaku é um código para uma quantidade ainda maior de tsuyu.

Às vezes, com o tsuyudakudakudaku (encharcado com sopa), as pessoas pedem que o daku, ou volume de tsuyu, seja aumentado consideravelmente.

Existe uma teoria que diz que o daku vem da parte taku de takusan (muito, bastante), o qual, quando dobrado em daku-daku, é também uma onomatopeia para o som de pingar.

A origem do tsuyudaku vem dos executivos japoneses (salaryman) em seu caminho para o trabalho de manhã, que, devido a restrição de tempo, pedem por gyudons com bastante tsuyu (gyūdon tsuyu ome ni) para que eles possam comer rapidamente.

Essa tendência tornou-se tão comum, que o termo 'tsuyudaku rapidamente se espalhou entre as cadeias populares de gyudon.

Proibição da carne[editar | editar código-fonte]

Como conseqüência do temor da doença da vaca louca e a proibição de importação de carne dos Estados Unidos, Yoshinoya e outras redes foram forçadas a interromper as vendas de gyudon no Japão em 11 de fevereiro de 2004. O Yoshinoya direcionou seus negócios para um prato similar feito com porco ao invés de carne bovina, que se chamava butadon (豚丼?). O Sukiya continuou a servir o gyudon (usando a carne australiana) e também adicionou um peixe, o tondon, equivalente ao butadon do Yoshinoya, ao seu cardápio (Buta e ton são palavras japonesas para porco, escritos com o mesmo kanji, 豚. Ver tonkatsu e tonjiru).

A Dieta do Japão votou para retomar a importação de carne dos Estados Unidos no começo de maio de 2005, mas a proibição foi retomada em janeiro de 2006, depois da detecção de quantidades proibidas de tecidos da coluna vertebral serem encontradas nos primeiros carregamentos que chegaram no Japão. Enquanto o assunto era discutido entre os governos dos Estados Unidos e do Japão, os vendedores de gyudon e os consumidores esperavam por uma solução. Até que em setembro de 2006, a proibição foi relaxada.[2]

Referências

Notas[editar | editar código-fonte]

  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Gyūdon», especificamente desta versão.

Ver também[editar | editar código-fonte]