Hagen Kleinert

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Hagen Kleinert
Física teórica
Hagen Kleinert em 2006
Nacionalidade Alemanha Alemão
Nascimento 15 de junho de 1941 (72 anos)
Local Festenberg
Atividade
Campo(s) Física teórica
Instituições Universidade Livre de Berlim
Alma mater Universidade de Hanôver, Universidade do Colorado em Boulder
Prêmio(s) Prêmio Max Born (2008), Prêmio Majorana (2008)

Hagen Kleinert (Festenberg, Silésia, hoje Twardogóra, Polónia, 15 de junho de 1941) é um físico teórico alemão. Kleinert, que é autor de mais de 360 publicações em revistas científicas, recebeu em 2008 o Prêmio Max Born.[1]

Kleinert estudou física entre 1960 e 1963 na Universidade de Hanôver e continuou os seus estudos em diversas universidades nos Estados Unidos. Em 1967 concluiu o doutorado na Universidade do Colorado. Desde 1969 é professor na Universidade Livre de Berlim.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Hagen Kleinert escreveu vários trabalhos importantes em diversos ramos da física, como por exemplo, física matemática, física de partículas elementares, física nuclear, física do estado sólido, cristais líquidos, biomembranas, polímeros e teoria do mercado financeiro. Ele é autor de vários livros sobre física teórica, sendo o mais notável Path Integrals in Quantum Mechanics, Statistics and Polymer Physics and Financial Market, que está em sua quarta edição, com a primeira tendo sido publicada em 1990. As duas últimas edições contém capítulos sobre a aplicação de integrações funcionais ao mercado financeiro. Este livro foi muito bem recebido pela crítica especializada [2] .

Em 1972 Kleinert foi professor visitante no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e ficou muito impressionado pelo grande físico Richard Feynman. Anos depois, Kleinert descobriu como aplicar as integrais de Feynman no cálculo das propriedades quânticas do átomo de hidrogênio.[3] [4] Esse trabalho estendeu a variedade de aplicações da técnica de Feynman. Mais tarde, Kleinert tornou-se um colaborador[5] de Feynman em um de seus últimos trabalhos.[6]

A parceria com Feynman resultou no método matemático para se converter uma expansão perturbativa divergente com acoplamento fraco em uma expansão convergente com acoplamento forte, método este conhecido como Teoria de Perturbação Variacional [1] levando a mais precisa teoria de expoentes críticos do momento.[7] Tal previsão é observável na vizinhança das transições de fase de segunda ordem, como confirmado pelos experimentos com Hélio superfluido num satélite[8] .

Com uma teoria quântica de campos aplicada aos quarks, encontrou a origem da álgebra dos resíduos de Regge conjecturada por Nicola Cabibbo, L. Horwitz, e Yuval Ne'eman.[9]

Em cooperação com K. Maki elucidou a estrutura de fase icosaédrica dos quasicristais.[10]

Em 1982 demonstrou que existe um ponto tricrítico no diagrama de fase de um supercondutor. Este ponto tricrítico também separa supercondutores de tipo I e tipo II. Neste ponto a transição de fase muda de segunda para primeira ordem[11] . Este resultado foi confirmado em 2002 por simulações de Monte Carlo.

Tal teoria tem como base uma teoria de campos para a fase desordenada que foi desenvolvida por Kleinert no livro Gauge Fields in Condensed Matter. Nesta teoria as propriedades estatísticas dos vórtices flutuantes ou defeitos cristalográficos são descritas como excitações elementares com a ajuda de campos, cujos diagramas de Feynman são uma representação direta das linhas de defeitos.

A teoria de campos para a fase desordenada é uma versão dual da teoria de campos para a fase ordenada que fora desenvolvida para transições de fase pelo físico russo Lev Landau.

Durante a escola de verão de Erice de 1978 Kleinert propôs a existência da quebra de supersimetria em núcleos atômicos[12] , que foi observada experimentalmente[13] .

Sua teoria de campos coletivos[14] e a hadronização de Teorias de Quarks[15] são protótipos para várias descobertas na teoria da matéria condensada, física nuclear e física de partículas elementares.

Em 1986 ele introduziu[16] a noção de rigidez em teoria de cordas, que normalmente possui somente tensão. Deste modo as propriedas físicas das cordas foram consideravelmente aperfeiçoadas. Uma vez que o físico russo A. Polyakov a propôs independentemente numa teoria similar, o resultado é hoje conhecido como teoria de cordas de Polyakov-Kleinert[17]

Com o colaborador A. Chervyakov, Kleinert desenvolveu uma generalização da teoria de distribuições em espaços lineares para semigrupos, definindo também seus produtos de forma unívoca (na teoria matemática apenas combinações lineares são definidas). A generalização foi possível através do requerimento físico de que a formulação de integral de caminho deve ser invariante sob transfomações de coordenadas[18] . Esta propriedade é necessária para a equivalência entre a formulação de integral funcional e a teoria de Schrödinger.

Kleinert é membro sénior do International Relativistic Astrophysics Ph.D. Project (IRAP) e também participa do projeto Cosmologia no Laboratório da European Science Foundation.

Referências

  1. Sociedade Alemã de Física (DPG), 30.11.2007: Berliner Physiker erhält deutsch-britische Auszeichnung, acessado em 9 de fevereiro de 2008
  2. B. I. Henry. (2007). "Book Reviews". Australian Physics 44 (3): 110.
  3. Duru, I. H.; Kleinert, H.. (1979). "Solution of the path integral for the H-atom". Physics Letters B 84 (2): 185-188.. DOI:10.1016/0370-2693(79)90280-6.
  4. Duru, I. H.; Kleinert, H.. (1982). "Quantum Mechanics of H-Atom from Path Integrals". Fortschr. Phys 30 (2): 401-435..
  5. Kleinert H., "Travailler avec Feynman", Pour La Science 19, 89-95 (2004)
  6. Feynman, R. P., Kleinert, H.. (1986). "Effective classical partition functions". Physical Review] A 34: 5080 - 5084. DOI:10.1103/PhysRevA.34.5080.
  7. Kleinert, H.. "Critical exponents from seven-loop strong-coupling theory in three dimensions". Physical Review D 60, 085001 (1999) doi:10.1103/PhysRevD.60.085001.
  8. J. A. Lipa. (2003). "Specific heat of liquid helium in zero gravity very near the lambda point". Physical Review B 68: 174518. DOI:10.1103/PhysRevB.68.1745.
  9. Kleinert, H.. (1973). "Bilocal Form Factors and Regge Couplings". Nucl. Physics B65: 77-111..
  10. Kleinert, H. and Maki, K.. (1981). "Lattice Textures in Cholesteric Liquid Crystals". Fortschritte der Physik 29: 219-259..
  11. Kleinert, H.. (1982). "Disorder Version of the Abelian Higgs Model and the Order of the Superconductive Phase Transition". Lett. Nuovo Cimento 35: 405-412.
  12. Ferrara, S., 1978 Erice Lecture publ. in. (1980). "The New Aspects of Subnuclear Physics". Plenum Press, N.Y., Zichichi, A. ed.: 40.
  13. A. Metz1, J. Jolie, G. Graw, R. Hertenberger, J. Gröger, C. Günther, N. Warr, and Y. Eisermann. (1999). "Evidence for the Existence of Supersymmetry in Atomic Nuclei". Phys. Rev. Lett. 83: 1542. DOI:10.1103/PhysRevLett.83.1542.
  14. Kleinert, H.. (1978). "Collective Quantum Fields". Fortschritte der Physik 36: 565-671.
  15. Kleinert, H., Lectures presented at the Erice Summer Institute 1976. (1978). "On the Hadronization of Quark Theories". Understanding the Fundamental Constituents of Matter, Plenum Press, New York, 1978 (A. Zichichi ed.): 289-390.
  16. H. Kleinert. (1989). "The Membrane Properties of Condensing Strings". Phys. Lett. B 174: 335.
  17. Zhou Xiaoan. (1990). "Smooth-rough transition in Polyakov-Kleinert string". Phys. Rev. D 41 (8): 2634 - 2637.
  18. H. Kleinert and A. Chervyakov. (2001). "Rules for integrals over products of distributions] from coordinate independence of path integrals]". Europ. Phys. J. C 19: 743--747. DOI:10.1007/s100520100600.

Obras[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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