Halabja

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Halabja

35° 11′ N 45° 59′ E

Halabja (curdo: ههڵهبجه Helebce), é uma cidade no Curdistão iraquiano e capital da provincia de Halabja, está situada cerca de 240 km a nordeste da Bagdá e a 15 km da fronteira iraniana.

Os curdos na cidade de Halabja geralmente falam apenas o dialeto curdo Sorâni, mas alguns moradores das aldeias vizinhas falam o dialeto Hewrami.

História[editar | editar código-fonte]

História Antiga[editar | editar código-fonte]

Halabja tem uma longa história. O cemitério inclui os túmulos de várias figuras históricas, como Ahmed Mukhtar Jaf, Tayar Bag Jaf e Adila Khanim. Em agosto de 2009, três túmulos do século XVII foram descobertos no distrito de Ababile.[1]

Isto sugere que a cidade é mais antiga do que o indicado por algumas fontes, que afirmam que ela foi construída pelo Império Otomano em 1850. Contudo, os desenvolvimentos modernos datam do início do século XX. A estação de correios, inaugurada em 1924 e a abertura da primeira escola no ano seguinte. A energia elétrica só chegou à cidade em 1940.[2]

No início do século XX, havia muitos soldados britânicos estacionados em Halabja. Durante a Primeira Guerra Mundial, Adela Khanum salvou a vida de vários soldados britânicos, resultando na Grã-Bretanha honrá-la com o título Khan Bahadur, Princesa dos Bravos. Ela também foi responsável pela construção de uma nova prisão, a criação de um Tribunal de Justiça, da qual foi a primeira presidente e a construção de um novo bazar.[3]

Ataque químico[editar | editar código-fonte]

Os guerrilheiros curdos Peshmerga, apoiado por Irã, liberaram Halabja na fase final da Guerra Irã-Iraque. Em 16 de março 1988, após dois dias de ataques de artilharia convencional, aviões iraquianos lançaram bombas de gás na cidade.[4] A cidade e o distrito circundante foram atacados com bombas, fogo de artilharia e armas químicas, a última das quais se mostrou mais devastadora. Pelo menos 5.000 pessoas morreram como resultado imediato do ataque químico e estima-se que mais de 7.000 pessoas foram feridas ou sofreram da doença.[5] A maioria das vítimas do ataque à cidade de Halabja eram civis curdos.[6]

Referências

  1. Ancient tombs found in Halabja AK News (2009-08-09). Página visitada em 2009-09-07.
  2. History of Halabja PUK media (2009-03-16). Página visitada em 2009-09-07.
  3. Adela Khanum - Princess of the Brave Kurdistan's Women (2008-04-04). Página visitada em 2009-09-07.
  4. "1988: Thousands die in Halabja gas attack", BBC News, 1988-03-16. Página visitada em 2010-05-04.
  5. Osman, Hiwa. "Iraqi Kurds recall chemical attack", BBC News, March 17, 2002. Página visitada em 2006-08-05.
  6. [1], Human Rights Watch, 11 March 1991

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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