Hans Scholl

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Hans Fritz Scholl (22 de setembro de 1918 - 22 de fevereiro de 1943) foi um dos fundadores e membros fundamentais do movimento de resistência alemã a Rosa Branca.

selo postal comemorativo dos irmãos Scholl, GDR, 1961

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Scholl nasceu em Ingersheim, o segundo de seis filhos. Em 1933 aderiu à Juventude Hitlerista, mas ficou rapidamente desiludido quando comprovou as implicações reais do organismo. Ao mesmo tempo, estudou Medicina na Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

A Rosa Branca[editar | editar código-fonte]

Hans Scholl

No começo do verão de 1942, Scholl, a sua irmã Sophie, Willi Graf, Kurt Huber, Christoph Probst e Alexander Schmorell escreveram conjuntamente seis panfletos de resistência política antinazi, horrorizados pelo comportamento de alguns soldados alemães na frente oriental, especialmente contra os judeus na Polónia e na Rússia.

Os panfletos foram difundidos nos arredores das universidades de Munique e Hamburgo[1] , ademais de serem enviadas por correio a doutores e estudantes, difundindo a mensagem todo o possível. Sophie Scholl aderiu ao grupo e tornou-se um dos membros fundamentais ao fazer o reparto dado que, sendo uma mulher jovem, espertava menos desconfiança entre as SS.

Em 18 de fevereiro de 1943, Hans e Sophi foram descobertos por um guarda quando deixavam novos panfletos na praça diante da universidade, o que possibilitou serem arrestados pela Gestapo e, junto com Probst, serem julgados por traição pelo juiz Roland Freisler, que instruia a maior parte dos casos de conspiração contra o Terceiro Reich que produzia a resistência alemã. Os três foram sentençados a morte em 22 de fevereiro.

Hans Scholl, Sophie Scholl e Christopher Probst foram decapitados na Prisão Stadelheim de Munique, apenas umas horas mais tarde. Pouco tempo depois, outros estudantes envolvidos no grupo foram arrestados e executados também.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Halpern, Sue M. (1986-08-17). "Students Against The Reich". The New York Times. Acessado em 11-06-2008