Harald Szeemann

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Harald Szeemann (2001)

Harald Szeemann (Berna, 11 de junho de 1933Tegna, Tessino, 18 de fevereiro de 2005) foi um curador de artes e historiador suíço.

Szeemann foi um mestre da orquestração das diversidades artísticas contemporâneas, exemplo do que constitui e significa o papel de um curador nos séculos 20 e 21.

Personalidade independente, com uma carreira coroada de êxitos, o crítico foi conhecido por sua aproximação inabitual da arte e sua capacidade de suscitar curiosidade por meio de uma utopia positiva, quase ingênua, da vida. Szeemann não era um teórico. E muito menos um conservador de museu. Embora tenha estudado história da arte, arqueologia e jornalismo, era um "crítico" na acepção verdadeira e revolucionária do termo.

Seu hábito era eleger um emblema para a leitura de toda a exposição e ele não parecia experimentar qualquer pudor em exibir os amigos com quem manteve trabalhos de colaboração, como Joseph Beuys.

Uma das características daquela grande personalidade é que ele era também radicalmente contra os guetos nacionais e estéticos. Sempre abolia os muros de separação entre as obras, mesmo entre artistas jovens e consagrados, exigindo uma confrontação global.

A exposição que marcou o início da carreira do curador, em 1969, chamou-se "Quando as atitudes tornam-se forma" ou mais precisamente "When attitudes becomes form : live in your head" e foi realizada na Kunsthalle de Berna. Esta mostra testemunhava uma nova forma desmaterializada de trabalho, onde o ato (ou o processo) de criação era tomado como obra de arte. Não foi uma lista de nomes, um conceito, um movimento ou uma tendência. Apenas "a atividade do artista", como explicou na época o seu criador Harald Szeemann. Entre inúmeros artistas participantes estavam Joseph Beuys, Daniel Buren, Mário Merz, Laurence Wiener, Anne Darboven, Eva Hesse, Bruce Nauman, Claes Oldenburg, Michelangelo Pistoletto e Richard Serra.

Após esta experiência, Harald Szeemann tornou-se curador independente. Situando-se sempre nas fronteiras entre o estético, a sociologia e a etnologia, foi o poeta que via as suas exposições não como uma "interpretação plástica", mas uma espécie de sociedade ideal. (S.L.)

Cronologia
  • 05.05.06 - 21.10.06

The Great Wall 2006, Hamburg

  • 18.02.05 - 15.05.05

A Bélgica visionaria - Palais des Beaux-Arts, Brüssel

  • 03.10.04 - 05.12.04

1Sevilla Biennale Sevilla

  • 28.05.04 - 24.10.04

The beauty of failure / The failure of beauty Fundació Joan Miró, Barcelona

  • 10.02.04 - 02.05.04

The Real Royal Trip Patio Herreriano Valladolid

  • 21.07.03 - 31.12.03

"G 2003" - Kunstgipfel am Lago Maggiore "G 2003", Vira Gabarogno

  • 03.06.03 - 15.09.03

Europe Exists - Art Union Europe II Macedonian Museum of Contemporary Art, Thessaloniki

  • 10.06.01 - 04.11.01

49a Bienal Veneza

  • 13.06.99 - 07.11.99

4a. Bienal Veneza

  • 09.07.97 - 24.09.97

4a Bienal de Lyon

  • 1980

39a Bienal Veneza

  • 1978

Monte Verità

  • 1972

Documenta 5, Kassel

  • 1969

"When attitudes become form", Bern

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