Harold Lasswell

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Harold D. Lasswell)
Ir para: navegação, pesquisa

Harold Dwight Lasswell (Donnellson, Illinois, 13 de fevereiro de 1902 — ?, 18 de dezembro de 1978) foi um cientista político e teórico da comunicação estadunidense. É considerado um dos fundadores da psicologia política.

Foi membro da escola de Chicago, aluno de Ciência Política na Universidade Yale, presidente da Academia Mundial de Arte e Ciência (World Academy of Art and Science - WAAS) e, também, conselheiro editorial da Propædia.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Propaganda in the World War (1927, reeditado com nova introdução em 1971)
  • World Politics and Personal Insecurity (1935, reeditado com nova introdução em 1965)
  • Politics: Who Gets What, When, How (1936)
  • The Garrison State (1941)
  • Power and Personality (1948)

Após analisar e estudar os efeitos da mídia nas motivações das duas primeiras guerras mundiais, Lasswell levantou teorias do poder da mídia de massa. Uma das análises era que o pouco vínculo social sólido entre as pessoas permitiam maior influência da mídia de massa, incentivando os receptores a adotarem, em maioria, o que lhes era passado pelos comunicadores. Assim a mídia ficou vista como sendo capaz de convencer de forma sólida a opinião pública e submeter as massas a sua vontade de entendimento, principalmente usando apelos emocionais. Atualmente esses apelos emocionais puderam ser bem vistos no marketing da figura do recente eleito presidente dos EUA, Barack Hussein Obama. Em seus estudos, Harold Lasswell concluiu a mídia como "o novo malho da bigorna da solidariedade social".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Paradigma de Lasswell[editar | editar código-fonte]

Para contrapor a teoria hipodérmica, em que os meios de comunicação de massa tinham todo o poder sobre o indivíduo. Lasswell iniciou sua análise, conhecida como "análise de conteúdo". Neste estudo o autor afirma que toda mensagem produz em cada indivíduo sensações diferentes. Com as perguntas:

Quem?
Diz o que?
Em qual canal?
Para quem?
Com quais efeitos?

O receptor deixa de ser um sujeito abstrato e passa a ser também objeto de análise na teoria funcionalista, em que a sociedade agia como um corpo humano em que tudo funcionava, e as disfunções não eram levadas em consideração.

Wolf em seu livro Teorias da Comunicação na página 30 - 31 afirma "qualquer um destas variáveis define e organiza um setor específico da pesquisa: a primeira caracteriza o estudo dos emissores, ou seja, a análise do controle sobre o qual é difundido. Quem, por sua vez, estudar a segunda variável, elabora a análise de conteúdo das mensagens, enquanto o estudo da terceira variável dá lugar à análise dos meios. Análises da audiência e dos efeitos definem os restantes setores de investigação sobre os processos comunicativos de massa".