Haroldo na Itália

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Haroldo na Itália, Sinfonia (Op. 16), segunda sinfonia de Hector Berlioz, escrita em 1834.

Criação[editar | editar código-fonte]

Baseada em um poema de Lord Byron (Childe Harold) e escrita por sugestão de Niccoló Paganini (1782-1840), é posterior a sua Sinfonia Fantástica, e em um raro momento de felicidade, quando estava vivendo com o seu grande amor, a atriz Harriet Smithson, com quem se casara em 1833.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Haroldo na Itália é uma sinfonia em quatro movimentos em que há destaque para a viola como instrumento solista. Nesta peça a "idéia fixa" (motivo condutor) é exercido por este instrumento, e permeia todos os movimentos da obra. É ela que simboliza o héroi em questão.

Primeiro Movimento: Haroldo nas Montanhas - Cenas de Melancolia, de Felicidade e de Alegria (Harold aux Montagnes - Scènes de Mélancolie, de Bonheur et de Joie) Adagio; Allegro.

Segundo Movimento: Procissão dos Peregrinos Cantando a Prece Vespertina - (Marche des Pelèrins Chantant la Prière du Soir) Alegretto.

Terceiro Movimento: Serenata de um Montanhês dos Abruzzos a sua Amada - (Sérénade d'un Montagnard des Abruzzes à sa Maîtresse) Allegro Assai.

Quarto Movimento: Orgia de Salteadores. Lembranças das Cenas Precedentes -(Orgie de Brigands. Souvenirs des Scènes Précédentes) Allegro Frenetico; Adagio; Allegro; Tempo I.

História[editar | editar código-fonte]

Haroldo na Itália foi executada pela primeira vez em 23 de novembro de 1834 com a Orquestra da Sociedade dos Concertos do Conservatório, tendo Chrétien Urhan como solista e Narcisse Girard como maestro.

O primeiro registro fonográfico deu-se em 1946, com William Primrose como solista acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Boston regida por Serge Koussevitzky.


Bibliografia[editar | editar código-fonte]