Hassan al Banna
Hasan al-Banna (1906-1949) foi um fundamentalista islâmico egípcio.
Filho de relojoeiro, com apenas 22 anos fundou a Irmandade Muçulmana, que pretendia unir todas as nações islâmicas sob um único califa. Formado professor pela Universidade Al-Azhar (Cairo), ao doutrinar a Irmandade, cultivou a corrente wahhabista (salafi) do Islã, que segue o caminho dos sunitas, descrevendo-a como uma organização política, um grupo atlético, uma união científica e cultural, um empreendimento econômico e uma idéia social.
Em 1935, escreveu seu texto mais curto e mais importante - "Carta a um estudante muçulmano" - em que ensina como este deveria se comportar em viagens ao exterior, prescrevendo regras rígidas, além de descrever o Ocidente como uma "região engolida pelo pecado".
Em 1939, principalmente devido à grande penetração do pensamento da Irmandade entre as camadas mais pobres, esta já possuía 50 diretórios somente no Egito, passando a atuar como grupo político organizado.
Em 1945 detecta-se a sua mudança mais radical: o uso de violência e a prática de assassinatos políticos, a fim de derrubar a monarquia do rei rei Faruk. Na ocasião, pode-se dizer que a Irmandade já era um Estado dentro do Estado, com mais de 500000 membros efetivos e aproximadamente o dobro de simpatizantes espalhados por 2000 diretórios, controlando escolas, hospitais, mesquitas e até fábricas.
Em seu livro A mensagem dos ensinamentos, Al-Banna define os cinco pilares do movimento: "Deus é o nosso objetivo, o Mensageiro (Maomé) é o nosso exemplo, o Alcorão é a nossa Constituição, a jihad é o nosso método e o martírio é o nosso desejo".
Em 1948, a Irmandade foi posta na clandestinidade, seus bens foram confiscados e, em 1949, com apenas 43 anos, Al-Banna foi assassinado por agentes secretos a serviço do governo egípcio, tornando-se um mártir para seus seguidores.
Considera-se a Irmandade Muçulmana de Al-Banna como o embrião das várias milícias armadas e grupos políticos islâmicos como o Hizbollah, o Hamas e Al Qaeda.