Haunting the Chapel

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Haunting The Chapel
EP de Slayer
Lançamento 4 de agosto de 1984[1]
Gravação Track Record Studios, Hollywood
Gênero(s) Thrash metal
Duração 13:27
Gravadora(s) Metal Blade Records
Produção Brian Slagel
Cronologia de Slayer
Último
Último
Show No Mercy
(1983)
Live Undead
(1984)
Próximo
Próximo

Haunting the Chapel é um EP da banda norte americana de thrash metal Slayer. Foi lançado nos Estados Unidos em Agosto de 1984 pela Metal Blade Records e Enigma Records.[2]

Show No Mercy, o primeiro álbum de Slayer, tornou-se o mais vendido da Metal Blade, fazendo com que o produtor Brian Slagel desejasse um lançamento de um EP. Gravado em Hollywood, a produção foi um processo muito difícil porque tornava-se complicado gravar a bateria num estúdio sem carpete, daí resultou um encontro entre o baterista Dave Lombardo e Gene Hoglan que se iria tornar uma influência no seu estilo e velocidade de tocar.[3] No entanto, Hoglan disse que apenas lhe deu uma sugestões e nunca lições; ele também era muito influenciado por Slayer.[4]

Apesar de originalmente ter apenas três canções, o disco marca uma evolução no estilo do álbum anterior Show No Mercy, e é considerado a primeira demonstração do estilo "clássico" da banda que se viria a mostrar em álbuns posteriores. Haunting the Chapel é muitas vezes descrito como um álbum "trampolim".[5] As canções "Captor of Sin" e "Chemical Warfare" ainda hoje são tocadas nos espectáculos de Slayer com regularidade. Em 2006, Haunting the Chapel foi incluído no relançamento do álbum Live Undead.[6]

Gravações[editar | editar código-fonte]

Haunting the Chapel é considerado a primeira demonstração do estilo "clássico" da banda que se viria a mostrar em álbuns posteriores.

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Show No Mercy, o anterior álbum de Slayer, vendeu mais de 40 000 cópias mundialmente, e a banda tocava ao vivo com regularidade as canções "Chemical Warfare" e "Captor of Sin", o que fez com que o produtor Brian Slagel quisesse editar um EP.[7] Haunting the Chapel foi gravado em Hollywood com o engenheiro de som Bill Metoyer.[3] Metoyer é cristão e as letras de Show No Mercy não o incomodaram.[3] No entanto, as primeiras palavras que Araya cantou quando estava a gravar Haunting the Chapel foram: "A Santa Cruz, símbolo de mentiras, intimida as vidas dos cristãos", assim como outras letras anti-religiosas;[8] Metoyer pensou que iria para o Inferno por estar a trabalhar com Slayer nas gravações.[3] Os temas expressos nas letras foram influenciados pela banda Venom, que influenciou King e a imagem satânica que foi dada ao álbum.[9]

O estúdio não tinha carpete, o que tornou complicado as gravações da bateria. Dave Lombardo, o baterista de Slayer, montou a bateria no chão de cimento e refere que enquanto estava a tocar esta "espalhava-se por todo lado".[10] Lombardo pediu a Gene Hoglan para segurar as peças da bateria enquanto gravava "Chemical Warfare", e Hoglan pensava: "Espero que ele grave rápido numa ou duas vezes, porque isto é difícil."[3]

Hoglan treinou Lombardo sobre como usar o conjunto de duplo-baixo (pedaleira dupla) para melhorar a sua perícia e velocidade; Lombardo refere-se a Hoglan como "um fantástico executante de duplo-baixo, mesmo naquela altura",[3] isto apesar de Hoglan referir que o primeiro que tocou foi o de Lombardo.[4] Slagel serviu como produtor executivo, Eddy Schreyer fez as misturas de audio e Vince Gutierrez desenhou a capa.[5] Haunting the Chapel era de um tom mais negro e mais orientado para o thrash que Show No Mercy, criando as bases para a futura direcção do som da banda.[11]

Digressão[editar | editar código-fonte]

Hoglan trabalhou como roadie depois do responsável pelas luzes faltar uma noite, para além de fazer o soundcheck de Lombardo.[3] Slayer e Hoglan tocavam canções de Dark Angel durante os soundcheck, razão pela qual, eventualmente, Hoglan iria fazer parte de Dark Angel. Jim Durkin, guitarrista de Dark Angel, fala de uma conversa que teve com Hoglan: "Veio ter comigo um dia e começou a criticar a banda. Precisávamos ser mais demoníacos, dizia ele. E de repente diz, 'Por acaso, sou melhor baterista que aquele que vocês têm agora em Dark Angel.'"[3] Durante a digressão, Dark Angel também tocou com Slayer nalguns espectáculos.[3]

Hoglan foi despedido porque julgava que um roadie só fazia luzes, enquanto que o irmão de Tom Araya, Johnny Araya, fazia todo o resto do trabalho, tal como o transporte do equipamento, trabalho com o som e luzes e preparação do palco.[3] A banda fez um espectáculo em Seattle para uma audiência de 1500 pessoas, o maior concerto que tinham dado até então, dando suporte a Metal Church. No Texas, em San Antonio, tocaram com outra banda também de nome Slayer.[3] O concerto de San Antonio foi o último da digressão.[3]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[5]
The Rolling Stone Album Guide 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[12]

Apesar de não ter entrado em nenhuma tabela de vendas, Eduardo Rivadavia, do AllMusic, deu ao EP três em cinco estrelas. Rivadavia diz que Haunting the Chapel foi o "trampolim" que "oferece pistas importantes sobre este período de transição, em que vemos as canções de Slayer com uma estrutura rock a ficarem menos lineares, com um estilo que define um género e mais tarde reconhecido como o som típico do thrash metal."[5] As canções "Captor of Sin" e "Chemical Warfare" ainda hoje são tocadas nos espetáculos de Slayer com regularidade. Ambas são referidas por Rivadavia como “pontos fortes”.[5]

Escrevendo para a The Rolling Stone Album Guide, o autor Nathan Brackett deu ao álbum três em cinco estrelas e disse que o álbum "contém alguns momentos de escolha até chegarem à velocidade máxima." Brackett refere-se à canção “Chemical Warfare” como um clássico.[12]

Influência[editar | editar código-fonte]

O vocalista Karl Willetts, da banda de death metal Bolt Thrower, afirma que Haunting the Chapel foi uma inspiração para a sua banda: "Quando Haunting the Chapel foi lançado, nunca tinha ouvido nada assim, com aquele estilo de tocar guitarra. Éramos punks e o heavy metal era totalmente alheio a nós. Ouvíamos outras bandas como Venom, Slaughter e Metallica. Agarramos então nos elementos musicais do metal e na agressão do punk e juntamos tudo."[13] Chuck Schuldiner da banda Death, disse que o álbum "foi uma mudança de vida na altura" afirmando, "Foi aquile tipo de coisas antigas que me deu o tal empurrão."[14]

A banda de black metal Perverseraph toca "Chemical Warfare" num CD de tributo a Slayer, Gateway to Hell, Vol. 2: A Tribute to Slayer.[15] A banda de thrash metal norueguesa Equinox, também aparece no mesmo álbum a tocar "Haunting the Chapel".[15] A banda de melodic death metal, At the Gates, toca "Captor of Sin" numa reedição de 2002 do seu álbum Slaughter of the Soul.[16]

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

A canção "Chemical Warfare" aparece no videojogo de 2010 Guitar Hero: Warriors of Rock.[17] “Captor of Sin” faz parte da banda sonora oficial do filme River's Edge (1986), juntamente com “Evil Has No Boundaries”, “Tormentor” e “Die by the Sword” de Show No Mercy.[18]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as canções escritas e compostas por Jeff Hanneman e Kerry King.[5]

N.º Título Duração
1. "Chemical Warfare"   6:02
2. "Captor of Sin"   3:29
3. "Haunting the Chapel"   3:56

Faixa bónus (reedição)[editar | editar código-fonte]

A reedição inclui a música "Aggressive Perfector", que foi incluída na coletânea Metal Massacre Vol.3.

N.º Título Duração
4. "Aggressive Perfector"   3:28

Pessoal[editar | editar código-fonte]

Créditos adaptados a partir de Allmusic.[5]

Créditos

  • Bill Metoyer - Engenharia
  • Eddy Schreyer - Masterização
  • Brian Slagel - Produtor
  • Vince Gutierrez - Arte da capa

Referências

  1. Slayer “Haunting the Chapel” Metal Blade Records. Visitado em 6 de janeiro de 2015.
  2. Slayer ‎– Haunting The Chapel Discogs. Visitado em 27 de janeiro de 2015.
  3. a b c d e f g h i j k l An exclusive oral history of Slayer Decibel Magazine. Visitado em 1 de abril de 2007. Cópia arquivada em 18 de março de 2007.
  4. a b Maddocks, Claire. An Interview with Gene Hoglan Down Under Metalunderground.com. Visitado em 19 de abril de 2010.
  5. a b c d e f g Rivadavia, Eduardo. Haunting the Chapel AllMusic. Visitado em 2 de abril de 2007.
  6. Live Undead - Slayer AllMusic. Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  7. German, Eric. Interview with Brian Slagel Metalupdate.com. Visitado em 1 de abril de 2007.
  8. Patrizio, Andy (14 de agosto de 2006). Slayer - Christ Illusion IGN.com. Visitado em 12 de abril de2007.
  9. Gargano, Paul (25 de janeiro de 2007). LiveDaily Interview: Tom Araya of Slayer livedaily.com. Visitado em 28 de janeiro de 2007. Cópia arquivada em 5 de fevereiro de 2007.
  10. Gene Hoglan Interview Music Legends. Visitado em 3 de julho de 2013.
  11. About Slayer Slayer.net. Visitado em 4 de abril de 2007. Cópia arquivada em 29 de março de 2007.
  12. a b Brackett, Nathan. The Rolling Stone Album Guide. Nova Iorque: Simon and Schuster, 2004. 741–742 pp. ISBN 0-7432-0169-8.
  13. Page, Kevin (11 de fevereiro de 2007). Karl Willetts of Bolt Thrower Metalreview.com. Visitado em 3 de abril de 2007. Cópia arquivada em 19 de fevereiro de 2007.
  14. Gulbey, Dennis (1997). An exclusive interview with Chuck Schuldiner emptywords.org. Visitado em 3 de abril de 2007.
  15. a b Gateway to Hell, Vol. 2: A Tribute to Slayer AllMusic. Visitado em 7 de abril de 2007.
  16. Slaughter of the Soul [2002 Expanded] AllMusic. Visitado em 7 de abril de 2007.
  17. Guitar Hero Song List GuitarHero.com. Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  18. River's Edge (1986) - Soundtracks IMDB. Visitado em 17-12-2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]