Havaí

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Havaí / Havai
State of Hawaii
Estado dos Estados Unidos Estados Unidos
Cognome(s): The Aloha State, Pineapple State, Rainbow State
Lema(s): Ua Mau ke Ea o ka ‘Āina i ka Pono
(Do havaiano: A vida na terra é perpetuada através da justiça)
Mapa dos EUA com a Havaí / Havai em destaque
Capital Honolulu
Maior cidade Honolulu
Condados 5
Governador Neil Abercrombie (D)
Língua oficial Inglês, Havaiano
Representantes 2
Colégio eleitoral 4 votos
Senadores Mazie Hirono (D)
Brian Schatz (D)
Limites Apenas com o Oceano Pacífico em todas as direções.
Área 28 313,02[1] km² (43º maior)
 - Terra 16 634,53 km²
 - Água 11 678,49 km² (41,25%)
População (2010)
 - População 1 360 301[1] (42º mais populoso)
 - Densidade 81,78 hab/km² (13º mais denso)
 - PIB US$ 68,900 bilhões (39º mais rico)[2]
Entrada na União
 - Data 21 de agosto de 1959 (55 anos)[3]
 - Ordem 50º
Fuso horário Havaí: UTC −10 (não há horário de verão)
Latitude 18°55'N - 29°N
Longitude 154°40'O - 162°O
Comprimento N-S N/A km
Comprimento E-O 2 450 km
Altitude
 - Altitude média 925 m
 - Ponto mais elevado 4 206 m
 - Ponto menos elevado 0 m
Abreviações
 - USPS HI
 - ISO 3166-2 US-HI
Página oficial www.hawaii.gov
Portal Portal Estados Unidos

O Havaí (português brasileiro) ou Havai (português europeu) (em inglês: Hawaii; em havaiano: Hawai'i) é um dos 50 estados dos Estados Unidos. O Havaí localiza-se em um arquipélago no meio do Oceano Pacífico, podendo ser considerado o estado americano mais isolado em relação ao resto do país. Sua capital e maior cidade, Honolulu, localiza-se a mais de 3100 km de qualquer outro Estado americano. O Havaí é o Estado mais meridional de todo o país, sendo considerado parte dos Estados do Pacífico. Sua economia está baseada primariamente no turismo. Barack Obama é o único presidente dos Estados Unidos nascido no estado do Havaí.

O arquipélago que forma o Havaí é conhecido historicamente pelo nome de Ilhas Sanduíche ("Sandwich Islands"). O arquipélago havaiano era povoado por polinésios, sendo que a região era governada por vários chefes polinésios locais, até 1810, quando Kamehameha I centralizou o governo do arquipélago, e instituiu uma monarquia. O Havaí é o único Estado americano cujos nativos utilizaram-se da monarquia como forma de governo. Em 1894, o arquipélago tornou-se uma república, e quatro anos depois, em 1898, foi invadido militarmente e anexado pelos Estados Unidos, tornando-se um território americano em 1900. Desde então, grande número de pessoas com ascendentes europeus, vindos de outras partes do país, bem como imigrantes asiáticos, instalaram-se no Havaí, dando à população local um aspecto altamente multicultural.

A base naval norte-americana de Pearl Harbor foi atacada por aeronaves da Marinha Imperial Japonesa, em 7 de dezembro de 1941. O ataque fez com que os Estados Unidos entrassem oficialmente na Segunda Guerra Mundial. Mais de 2400 pessoas morreram no ataque. Em 21 de agosto de 1959, o Havaí tornou-se o 50.º e último Estado americano a entrar à União.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros habitantes[editar | editar código-fonte]

Nativos polinésios viviam no arquipélago havaiano muito tempo antes da chegada dos primeiros europeus. Os atuais nativos havaianos são descendentes de polinésios que chegaram à região há alguns milhares de anos, vindos de outros arquipélagos ao sul. Segundo registros, tais arquipélagos eram chamados de Hiva.

Um outro grupo polinésio, vindo do Taiti, desembarcou no arquipélago havaiano cerca 700 d.C. Este grupo trouxe uma cultura diferente, tambores, plantas, uma outra religião e outros chefes.

Antes da chegada dos primeiros europeus, em 1778, os nativos do Havai viviam numa sociedade altamente organizada e autossuficiente, baseada no arrendamento de terras comunais, possuindo um sofisticado idioma, cultura e religião.

Até 1900[editar | editar código-fonte]

Localização do Havaí no Oceano Pacifico.
Kamehameha, o unificador das ilhas havaianas que formou o Reino do Havaí.

Um dos primeiros exploradores europeus a desembarcar em terras havaianas foi o explorador britânico James Cook, em 18 de janeiro de 1778. De acordo com a página do Governo Regional dos Açores, já no século XVI as ilhas do Havaí foram avistadas por um navegador português ao serviço de Castela.[carece de fontes?] Não obstante, Cook é que é creditado com a descoberta do arquipélago por ter sido o primeiro a registrar oficialmente a descoberta, bem como o primeiro a fornecer as suas coordenadas geográficas. Cook nomeou o arquipélago de Ilhas Sanduíche, em homenagem ao Duque de Sandwich, um lorde britânico, nome este que é ainda utilizado em alguns atlas.

Graças à descoberta e à posição geográfica do arquipélago do Havaí, este tornou-se um ponto de escala frequente de navios europeus fazendo longas viagens transpacíficas. Doenças contagiosas, causadas por micróbios transportados pelos marinheiros europeus e com as quais os nativos locais nunca tinham tido contato, mataram dezenas de milhares de nativos polinésios na região ao longo do século XIX.

Antes da chegada dos europeus o arquipélago havaiano estava fragmentado em uma série de tribos governadas por um chefe indígena. Algumas ilhas eram governadas por uma única tribo, enquanto que outras eram ocupadas por tribos diferentes. Tais tribos polinésias batalhavam entre si normalmente depois da morte de um chefe. Em 1782, um líder indígena, Kamehameha, iniciou uma longa guerra, que duraria 13 anos, contra outras chefes da região e outras ilhas. Auxiliado por armas modernas, comercializadas com os navegadores e comerciantes europeus e americanos que utilizavam ilha como escala em suas viagens, Kamehameha uniu todo o arquipélago, com exceção das ilhas de Kaua‘i e de Ni‘ihau, em 1795. Kamehameha comandou duas invasões contra estas ilhas, em 1796 e em 1803, que fracassaram devido a uma rebelião e a uma epidemia, respectivamente. Enquanto isto, Kamehameha instituiu um sistema de administração política baseada em padrões de governo do Ocidente. Kamehameha instituiu uma monarquia no Havaí, e apropriou-se de todas as terras do arquipélago, cedendo lotes de terra para famílias rurais.

Cerca de quinze anos depois, em 1810, Kaua‘i e Ni‘ihau concordaram em unir-se pacificamente ao Reino de Kamehameha. A dinastia Kamehameha governaria o arquipélago até 1872. Ao longo do século XIX, a economia do Havaí prosperaria, com a venda de madeira de alta qualidade para a China até a década de 1830, com a venda de água potável e suprimentos para navios fazendo viagens no Oceano Pacífico desde a década de 1820, com a venda de cana de açúcar desde 1830, e de abacaxis da década de 1880 em diante.

O filho de Kamehameha, Kamehameha II, tornou-se o monarca do arquipélago havaiano em 1819, após a morte de seu pai. Kamehameha II aboliu a prática da religião havaiana em lugares públicos, embora permitisse esta prática em lugares privados. Em 1820, o governo americano enviou um grupo de missionários e professores brancos protestantes, que eventualmente converteriam a maior parte da população do Havaí para o protestantismo. Criaram também uma forma escrita para o idioma havaiano e fundaram as primeiras escolas no Havaí.

Missionários católicos romanos espanhóis e franceses desembarcariam pela primeira vez em 1827. Porém, os católicos não foram inicialmente bem-recebidos pelos nativos havaianos, que então já eram em sua maioria protestantes. Em 1831, os havaianos forçaram a pequena população cristã de descendência europeia a sair do arquipélago, enquanto que cristãos de origem havaiana foram em sua maioria presos. Cinco anos depois, em 1836, uma fragata francesa bloqueou o porto de Honolulu, e obrigou Kamehameha II a liberar os cristãos aprisionados e a permitir a liberdade de expressão religiosa. Um outro filho de Kamehameha, o Rei Kamehameha (Kauikeaouli) III criou a primeira constituição do Havaí em 1839, e um sólido governo central composto pelos poderes executivo, legislativo e judiciário. O governo americano reconheceu o Havaí como um país independente.

Desde a década de 1850 em diante, o Havaí começou a receber centenas de imigrantes asiáticos por ano. Inicialmente, os chineses foram os principais imigrantes. A imigração chinesa ao arquipélago data de 1789, embora esta imigração tenha sido mais forte de 1850 até o início do século XX. Posteriormente, na década de 1860, grandes números de polinésios instalaram-se no Havaí. Em meados da década de 1880 até a década de 1930, grandes números de japoneses instalaram-se no Havaí.

A imigração de origem portuguesa, mais concretamente dos Açores e da Madeira, também se fez sentir com muita força. Esta comunidade dedicou-se ao cultivo de cana-de-açúcar, misturando vasto património cultural com os costumes do povo do Havaí. Apesar de já não se falar português no Havaí, muito da culinária das ilhas tem traços portugueses. A existência de diversos nomes de família atesta a origem de muitos emigrantes oriundos de todo o Portugal (e em particular das ilhas). Boa prova disso reside na existência do ukelele, descendente directo do cavaquinho.[carece de fontes?]

Em 1874, Kalākaua tornou-se rei do Havaí. Ele promoveu os costumes e a cultura havaiana entre a população nativa. Porém, a população do Havaí, especialmente agricultores, não gostavam dos laços políticos e econômicos que Kalākaua tinha com o governo e comerciantes americanos. Entre outros atos, Kalākaua permitiu que os americanos construíssem uma base naval em Pearl Harbor. Kalākaua foi obrigado a criar uma nova constituição em 1887, que limitava seus poderes. Quando Kalākaua morreu, sua irmã, Liliuokalani, tornou-se rainha do Havaí. Lili‘uokalani apoiava a população havaiana em seu descontentamento contra a população de novos estrangeiros ou de descendência europeia. Porém, à época, comerciantes e agricultores americanos já controlavam muito da economia do Havaí. Em 1893, em uma invasão, tropas americanas e grupos militantes liderados por americanos, alemães e britânicos, tomaram o Havaí e depuseram Liliuokalani.

Liliuokalani foi a última rainha do Reino do Havaí, desposta em 1893 por uma invasão armada dos EUA, sob apoio de cristãos protestantes.

A invasão norte-americana causou grande descontentamento entre a população do Havaí, o que fez com que o próprio presidente americano à época, Grover Cleveland, aconselhasse que a rainha tivesse seu trono de volta. Tanto Lili‘uokalani (que recusou perdão publicamente aos líderes desta invasão) quanto os principais líderes desta invasão recusaram. Lili‘uokalani foi a última monarca do arquipélago. Ainda em 1894, uma república foi instituída, com um americano, Sanford Dole sendo presidente. A república foi abolida em 1898, quando uma parte do Congresso dos EUA criou uma resolução conjunta, que é usada especificamente internamente como um meio para adquirir o Reino do Havaí como seu novo território em agosto de 1898. Em 14 de junho de 1900, o Havaí tornou-se um território dos Estados Unidos.

1900 - presente[editar | editar código-fonte]

A localização estratégica do Havaí, no meio do Oceano Pacífico, fez com que o governo norte-americano iniciasse a construção de uma base naval primária no Havaí, através de uma grande expansão das instalações portuárias de Pearl Harbor, durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1927, dois tenentes americanos realizaram o primeiro voo entre os Estados Unidos contíguos e o Havaí.

Em 7 de dezembro de 1941, a base naval americana de Pearl Harbor foi atacada por aviões da força aérea japonesa, pois estes já sabiam da intenção dos ianques de entrar na Guerra, para proteger os investimentos na Europa. Este ataque, que destruiu vários navios, aviões e instalações militares, bem como a morte de mais de 2,4 mil pessoas militares, fez com que os Estados Unidos oficialmente entrassem na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados. Lei marcial foi declarada no Havaí. O estado de lei marcial foi revogado somente em 1944. A grande população japonesa do Havaí fez com que muitos cidadãos americanos de origem europeia temessem sabotagem ou espionagem por parte dos americanos de descendência japonesa vivendo no oeste americano, inclusive no Havaí. Porém, ao contrário do que aconteceu no continente (especialmente na Califórnia), americanos de ascendência japonesa não foram obrigados a mudarem-se para campos de concentração.

Desde 1919, a população do Havaí exigiu a elevação do território para a categoria de Estado. Várias emendas foram introduzidas no Congresso americano, pedindo pela elevação de estatuto do Havaí à categoria de Estado. Estas emendas foram rejeitadas inicialmente pelo congresso por causa da grande população asiática do Havaí. Então, os asiáticos eram vistos pelos ianques como "inferiores". A segunda guerra mundial aumentou o medo de muitos americanos de que asiáticos não seriam leais aos Estados Unidos caso este entrasse em guerra - em grande parte, por causa da grande população japonesa do Havaí. Porém, muitos dos asiáticos do Havaí (inclusive japoneses) participaram ativamente dos esforços de guerra, e ainda mais ativamente durante a Guerra da Coreia.

Foi somente em 1957 que o Congresso americano aprovou a emenda que autorizava a elevação do Havaí à categoria de Estado.[3] Em 21 de agosto de 1959, o então presidente americano, Dwight D. Eisenhower, assinou a emenda que elevava o Havaí à categoria de Estado.[3] O Havaí tornou-se o 50º e último Estado americano a entrar à União.[3] A população do Havaí cresceria bastante durante as próximas décadas, e o Estado prosperou economicamente. O Havaí tornou-se um grande polo militar e turístico. Atualmente, milhões de turistas, a maioria, americanos, visitam o Estado. Vários hotéis e estâncias turísticas foram construídos no Havaí ao longo das últimas décadas.

Desde a década de 1970, parte da população havaiana começou a apoiar um movimento que pede maior autonomia do Havaí em relação aos Estados Unidos. Este movimento pede por auto-soberania, sem remoção dos laços políticos e econômicos existentes com os Estados Unidos. Em 1993, o então presidente americano, Bill Clinton, aprovou uma resolução, onde o governo americano oficialmente desculpava-se do papel que tiveram durante a revolução de 1893.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite das oito grandes ilhas habitadas.
Vista de um vulcão em erupção no Havaí, no Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, um Patrimônio Mundial.

O Havaí localiza-se em um arquipélago localizado no Oceano Pacífico. Com um pouco mais de 28 mil quilômetros quadrados[1] , é o oitavo menor estado americano em área do país. O arquipélago possui 132 ilhas que se estendem por 2 450 km. Porém, a maior parte do Estado concentra-se no sudeste do arquipélago, onde estão as oito maiores ilhas do Havaí. Estas são as únicas ilhas habitadas do Estado. O meio da cadeia do Havaí é constituída por ilhas muito pequenas e rochedos, e o extremo noroeste é formado por recifes e cadeias de areia. A cadeia formada pelas oito grandes ilhas possui 1 200 km de comprimento. A altitude média do Havaí é de 925 m, e o ponto mais elevado do Havaí possui 4 206 m de altitude no vulcão Mauna Kea, na Ilha do Havai (a maior delas), que se ergue do fundo do oceano, juntamente com seu vizinho conjunto Mauna Loa (4 169 m), a 5 998 metros de profundidade, considerando-se eles no conjunto, a maior montanha do mundo (da base no fundo do oceano ao cume) com 10 203 metros no total.

Todas as ilhas do Havaí foram formadas por vulcões, que lentamente emergiram do leito do mar, através do que a geologia chama de ponto quente (hot spot). A teoria mantém que à medida que a placa tectônica do fundo do Oceano Pacífico move-se em direção ao noroeste, o ponto quente mantém sua posição (ou seja, não se move juntamente com a placa tectônica), e vai lentamente criando novos vulcões. Isto explica o fato de que são apenas os vulcões do sudeste do Havaí que continuam ativos. O mais recente vulcão em formação é Lō‘ihi. A cadeia de rochedos e recifes ao centro e ao noroeste da cadeia já foram vulcões ativos, bem como as ilhas que possuíam tamanho comparável às oito grandes de tempos atuais, mas ventos, ondas e correntes do mar lentamente erodiram estas ilhas, fazendo-as diminuir de superfície. O Havaí abriga o Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, um Patrimônio Mundial.

Clima[editar | editar código-fonte]

O Havaí possui um clima tropical, sendo quente o ano inteiro. A temperatura média varia muito pouco de região a região. Regiões ao nível do mar possuem temperaturas médias levemente mais elevadas do que regiões em altas altitudes. Em todo o Estado, as temperaturas médias no verão são de 25°C, e de 22 °C no inverno. A média das máximas é de 27 °C no verão e de 25 °C no inverno, e a média das mínimas é de 21 °C no verão e de 18 °C no inverno. A temperatura mais alta já registrada no Havaí foi de 38 °C, registrada em Pahala, em 27 de abril de 1931. A temperatura mais baixa já registrada no Estado foi de -11 °C, no monte Mauna Kea, em 17 de maio de 1979. Muito raramente, porém, as temperaturas caem abaixo de 0 °C no estado. A taxa de precipitação média anual varia entre mais de 10 m em certas áreas regiões montanhosas do Estado, a apenas 25 cm no litoral.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1900 154 001
1910 191 874 24,6%
1920 255 881 33,4%
1930 368 300 43,9%
1940 422 770 14,8%
1950 499 794 18,2%
1960 632 772 26,6%
1970 769 913 21,7%
1980 964 691 25,3%
1990 1 108 229 14,9%
2000 1 211 537 9,3%
2010 1 360 301 12,3%
Fonte: US Census[1] [4] [5]

O censo americano de 2000 estimou a população do Havaí em 1 211 537 habitantes, um crescimento de 9% sobre a população do Estado em 1990, de 1 108 229 habitantes. Uma estimativa realizada em 2005 estima a população do Estado em 1 275 194 habitantes, um crescimento de 15% em relação à população do Estado em 1990, de 5,3%, em relação à população do Estado em 2000, e de 1% em relação à população estimada em 2004.

O crescimento populacional natural do Havaí entre 2000 e 2005 foi de 48 111 habitantes - 96 028 nascimentos menos 47 917 óbitos - o crescimento populacional causado pela imigração foi de 75 991 habitantes, enquanto que a migração interestadual resultou na perda de 13 112 habitantes. Entre 2000 e 2005, a população do Havaí cresceu em 63 657 habitantes, e entre 2004 e 2005, em 13 070 habitantes.

De facto, o Havaí possui mais de 1,35 milhão de habitantes, por causa da massiva presença de militares (1.3% da população do Havaí) e muitos moradores não permanentes do Estado, e, portanto, são oficialmente habitantes de outros Estados americanos, segundo o censo americano e turistas.

Cerca de 91% da população do Havaí vive em áreas urbanas, e apenas 9%, em comunidades rurais. Mais de 72% da população do Estado em Honolulu, capital e maior cidade do Estado. A cidade (e condado) de Honolulu tem cerca de 877 mil habitantes, cerca de 23% da população do Estado. O que é conhecido como a cidade de Honolulu (de fato, um distrito de recenseamento, sem qualquer poder político-administrativo) possui cerca de 370 mil habitantes.

Raças e etnias[editar | editar código-fonte]

Composição étnica da população do Havaí:[6] [7]

  • 8.2% Nativos
    • 6.6% Nativos havaianos
    • 1.3% Nativos de outras ilhas da Polinésia
    • 0.3% Nativos americanos
  • 1.2% Outras Raças

O Havaí possui a maior percentagem de asiáticos (38.6%) e a maior população multirracial (23.6%) dos Estados Unidos, bem como a menor porcentagem de brancos (24.2%) do país. Povos nativos formam 8.2% da população do Havaí. Cerca de 23% da população são de raça mista e 4.9% são mestiços euro-asiáticos. Aproximadamente 82% dos residentes do Havaí nasceram nos Estados Unidos e cerca de 75% dos residentes estrangeiros são oriundos das Filipinas e Japão.[6] [7]

Os maiores grupos étnicos do Havaí são: filipinos (14,6%), Nipo-americanos (13,6%), Hispânicos (8.8%), Nativos (8.2%), Alemães (7.4%) e Luso-americanos (4.3%).[6] [7]

O segundo grupo de estrangeiros a desembarcar no litoral do Havaí, após os europeus, foram os chineses. Trabalhadores de origem chinesa, trabalhando em navios comerciais ocidentais, instalaram-se no arquipélago havaiano. Os primeiros chineses instalaram-se no Havaí por volta de 1789. Os primeiros japoneses instalaram-se no Havaí em 9 de fevereiro de 1885. Atualmente, o Havaí possui a maior percentagem de asiáticos do país, em relação à população total do Estado. O Havaí, tal como o Novo México, é um dos dois estados norte-americanos que não possui população caucasiana maioritária.

Religião[editar | editar código-fonte]

Porcentagem da população do Havaí por afiliação religiosa:[8] [9]

Pesquisa Gallup 2009, Porcentagem da população do Havaí por afiliação religiosa:[10]

Política[editar | editar código-fonte]

Washington Place, residência do governador do Havaí.

A atual Constituição do Havaí foi adotada em 1959. Emendas à Constituição estadual podem ser propostas pelo Poder Legislativo, e para serem aprovadas precisam de ao menos 67% dos votos de ambas as câmaras do Legislativo, quando a votação é realizada em uma sessão parlamentar, ou, quando é realizada em duas sessões parlamentares, de ao menos 51% dos votos em cada votação. Então, a emenda a ser aprovada precisa ser aprovada em um referendo pela população eleitoral do estado.

O principal oficial do poder executivo no Havaí é o governador. Este é eleito pelos eleitores do Estado para mandatos de até quatro anos de duração, e pode ser reeleita quantas vezes quiser. O tenente-governador também é eleito pela população, para mandados de até quatro anos de duração. O governador é encarregado de escolher outros oficiais, como juízes, o Secretário de Estado e o tesoureiro, mas as pessoas escolhidas precisam ser aprovadas pelo Poder Legislativo do Havaí.

O Poder Legislativo do Havaí é constituído pelo Senado e pela Câmara dos Representantes. O Senado possui um total de 25 membros, enquanto que a Câmara dos Representantes possui um total de 51 membros. O Havaí está dividido em 25 distritos senatoriais e em 51 distritos representativos. Os eleitores de cada distrito elegem um senador/representante, que irão representar tal distrito no Senado/Câmara dos Representantes. Os terno de ofício dos senadores é de quatro anos, o dos representantes, de dois anos, podendo serem reeleitos quantas vezes quiserem.

A corte mais alta do Poder Judiciário do Havaí é a Suprema Corte do Havaí, seguida por outras sete cortes de menor porte, de caráter regional. Todos os juízes são escolhidos pelo governador, e sujeitos à aprovação do Senado e pela Câmara dos Representantes, para mandatos de até dez anos de duração.

O Havaí está dividido em quatro diferentes condados. Oficialmente, o Estado possui apenas uma cidade primária (city), Honolulu, que também é ao mesmo tempo um dos quatro condados do Havaí. O Estado possui algumas cidades secundárias (towns). Porém, todas as áreas urbanas do Estado são administradas diretamente pelos condados. Todos os serviços governamentais que em outras cidades dos Estados Unidos seriam de responsabilidade da cidade em si são fornecidas pelos condados. Apenas Honolulu possui uma prefeitura, bem como é a única área urbana governada por um prefeito e um conselho municipal. Outros condados do Havaí são Havaí, Kalawao, Kauai e Maui.

Cerca de 55% da receita do orçamento do governo do Havaí é gerada por impostos estaduais. O resto vem de verbas recebidas do governo federal e de empréstimos. Em 2002, o governo do Estado gastou 7.446 milhões de dólares, tendo gerado 5.869 milhões de dólares. A dívida governamental do Havaí é de 5.656 milhões de dólares. A dívida per capita é de 4 558 dólares, o valor dos impostos estaduais per capita é de 2 756 dólares, e o valor dos gastos governamentais per capita é de seis mil dólares.

O Partido Republicano era o partido político dominante em eleições realizadas no então Território do Havaí até a década de 1950. Quando o Havaí se tornou um Estado, tanto o cargo do primeiro governador, William F. Quinn como o controle de ambas as câmaras legislativas foram obtidos pelos republicanos. Porém, desde a segunda eleição estadual realizada no Havaí, e até 2002, o Partido Democrata passou a dominar completamente a política do Estado, sendo que durante este período ambas as câmaras legislativas foram controladas pelos democratas, e todos os governadores eleitos durante este período foram candidatos democratas. O mesmo acontece a nível nacional, onde os representantes do Havaí no Congresso americano e os votos do colégio eleitoral do Estado tendem a favorecer democratas. Em 2002, a republicana Linda Lingle tornou-se a primeira mulher a governar o Estado.

Economia[editar | editar código-fonte]

Uma estância turística no Havaí. Milhões de turistas visitam o estado todo ano.
Centro financeiro de Honolulu.

Em 2003, o produto interno bruto do Havaí foi de 41 bilhões de dólares. A renda per capita do Estado, por sua vez, foi de 29 164 dólares, o vigésimo nono maior do país. O Havaí possui a menor taxa de desemprego dos Estados Unidos, de apenas 3,3%.

O setor primário responde por 1% do PIB do Havaí. A indústria agropecuária responde por 0,8% do PIB do Estado, e emprega aproximadamente 21 mil pessoas. Abacaxis e cana de açúcar são os principais produtos produzidos pela agricultura do Havaí. O Estado possui 5,5 mil fazendas. A pesca e a silvicultura respondem juntas por 0,2% do PIB do Estado, e empregam aproximadamente 2 mil pessoas. O valor anual da pesca coletada no Estado é de cerca de 52 milhões de dólares.

O setor secundário responde por 7% do PIB do Havaí. A indústria de construção responde por 4% do PIB do Estado e emprega aproximadamente 32 mil pessoas. A indústria de manufatura e a mineração respondem juntas por 3% do PIB do Estado, empregando aproximadamente 22 mil pessoas. O valor total dos produtos fabricados no Estado é de 1,5 bilhão de dólares. Os principais produtos industrializados fabricados no Estado são alimentos industrialmente processados, material impresso e roupas.

O setor terciário é responsável pela maior parte do PIB do Havaí - 92% do total. Serviços comunitários e pessoais respondem por aproximadamente 23% do PIB do Estado, empregando mais de 249 mil pessoas. Serviços financeiros e imobiliários respondem por cerca de 23% do PIB do Estado, empregando aproximadamente 63 mil pessoas. Serviços governamentais respondem por 21% do PIB do Havaí, empregando aproximadamente 168 mil pessoas. O comércio por atacado e varejo responde por 15% do PIB do Estado, e emprega aproximadamente 170 mil pessoas. As vendas do comércio em geral são auxiliadas pelo turismo. O turismo é a principal fonte de renda do Havaí. Todo ano, milhões de turistas visitam o Estado, atraídos pelas suas praias, a cultura da população local, seu clima ameno e outros fatores. A maioria dos turistas são americanos, porém, uma quantidade expressiva de turistas estrangeiros visita o Estado, especialmente japoneses. No verão, milhares de pessoas instalam-se por alguns meses no Havaí, atraídos pelo seu clima ameno e pelas suas belezas naturais. Transportes, telecomunicações e utilidades públicas empregam 48 mil pessoas, e respondem por 10% do PIB do Havaí. A maior parte da eletricidade gerada e consumida no Estado é produzida em usinas termelétricas a petróleo. Uma pequena percentagem é gerada em usinas hidrelétricas e em usinas termelétricas a etanol.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

As primeiras escolas do Havaí foram fundadas por missionários ao longo da década de 1820. O Rei Kamehameha III implementou um sistema de escolas públicas para os habitantes do Havaí durante a década de 1840.

Atualmente, regras e padrões são ditados pelo Conselho de Educação do Havaí. Este conselho é formado por 14 membros, 13 deles eleitos pela população para mandatos de quatro anos de duração, bem como um estudante do sistema escolar público. Modificações e novas regras podem ser criadas por todos os membros, porém, precisam ser aprovadas por ao menos dez membros. O estudante não possui o direito de voto.

Todas as escolas do Estado são diretamente administradas pelo Conselho de Educação do Havaí, e não existem distritos escolares, fazendo do Havaí um dos poucos Estados onde todas as escolas são administradas pelo órgão máximo de educação do Estado, e o único que cujo sistema escolar não está dividida em distritos escolares administrados por municípios ou condados. O Havaí permite a operação de escolas charter - escolas públicas independentes, que não são administradas por distritos escolares, mas que dependem de verbas públicas para operarem. Atendimento escolar é compulsório para todas as crianças e adolescentes com mais de seis anos de idade, até a conclusão do segundo grau ou até os dezessete anos de idade.

Em 1999, as escolas públicas do Estado atenderam cerca de 185,9 mil estudantes, empregando aproximadamente 10,9 mil professores. Escolas privadas atenderam cerca de 33,2 mil estudantes, empregando aproximadamente 2,5 mil professores. O sistema de escolas públicas do Estado consumiu cerca de 1,144 bilhões de dólares, e o gasto das escolas públicas por estudante foi de aproximadamente 6,6 mil dólares. Cerca de 88,5% dos habitantes do Estado com mais de 25 anos de idade possuem um diploma de segundo grau.

Cerca de 18% dos estudantes do Havaí estudam em escolas privadas; algumas destas instituições de educação são controladas por organização sem fins lucrativos, e privilegiam alunos descendentes de nativos polinésios. A maior escola privada dos Estados Unidos, a Escola Kamehameha, causou grande escândalo em tempos recentes. Apenas dois não-polinésios foram aceitos nesta instituição privada nos últimos 40 anos. A primeira biblioteca pública do estado foi fundada em 1913. O Havaí também é o único a controlar diretamente todas as bibliotecas públicas localizadas no Estado.

A primeira instituição de educação superior do Havaí foi a Universidade do Havaí, fundada em 1907, em Honolulu. Atualmente, o Estado possui 20 instituições de educação superior, dos quais dez são públicas e dez são privadas. O Sistema de Universidades do Havaí, que administra um total de dez universidades diferentes, entre elas, a Universidade do Havaí, a maior instituição de educação superior do Estado. O Havaí possui um único sistema de bibliotecas públicas, que atendem todo o Estado, e movimentam anualmente uma média de 5,6 livros por habitante.

Transportes e telecomunicações[editar | editar código-fonte]

O Havaí é o único Estado americano totalmente isolado do resto dos Estados Unidos (o Alasca está conectado com os 48 estados americanos contíguos através de rodovias que cruzam território canadense). Além disso, a população do Estado vive em oito ilhas do arquipélago. Nenhuma destas ilhas está conectada com outras ilhas locais através de pontes ou túneis. Cada uma destas oito grandes ilhas possui seu próprio sistema rodoviário (administrado pelo Estado), mas pessoas querendo locomover-se em direção a outras regiões do estado precisam fazer uso de balsas ou de aviões.

Já o modo mais usado de transporte de passageiros entre o Havaí e o resto do país é através de aviões. A Hawaiian Airlines é a maior linha aérea da região, e o Aeroporto Internacional de Honolulu é o principal centro aeroportuário do Estado. Já carga é movimentada primariamente através de navios. O Porto de Honolulu é o principal do estado. O Havaí não possui nenhuma ferrovia movimentada. Atualmente, apenas uma ferrovia está em operação no Havaí, uma ferrovia de cunho turístico, na ilha de Maui, a Lahaina-Kaanapali and Pacific Railroad. Em 2003, o Estado possuía 6 935 quilômetros de vias públicas, dos quais 89 quilômetros eram rodovias interestaduais, considerados parte do sistema federal rodoviário dos Estados Unidos.

O primeiro jornal do Havaí, o Sandwich Island Gazette and Journal of Commerce, foi publicado pela primeira vez em Honolulu, em 1836. Atualmente, são publicados no Havaí cerca de 25 jornais. Deles, seis são diários. Alguns dos jornais de circulação semanal são publicados em havaiano, japonês, chinês ou em coreano. A primeira estação de rádio do Havaí foi inaugurado em 1922, e a primeira estação de televisão, em 1952. O Havaí atualmente possui cerca de 50 estações de rádio e dez estações de televisão.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Símbolos do estado[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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