Head shop

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Head shop em Florença, Itália.

Head shop é um termo em inglês para designar uma loja especializada na venda de produtos relacionados com a cultura da maconha e do fumo ou tabaco, bem como a comercialização de produtos relacionados à contracultura, como revistas, discos, vestuário e objetos de decoração, e em alguns casos, produtos relacionados à sexualidade (sex shops). Alguns produtos destas lojas são em geral relacionados ao uso de Cannabis ou outras substâncias psicoativas.

História[editar | editar código-fonte]

As head shops se originaram nos Estados Unidos, em meados da década de 1960, em locais com alta concentração de jovens universitários.1 A contracultura hippie tem bastante ligação com a origem destas lojas, onde artistas desta geração publicavam Cartoons e livros, e comercializavam qualquer coisa que se relacionasse com esta contracultura da época (como vestimentas, arte, incensos e produtos ecológicos), incluindo produtos para o consumo de drogas, principalmente Cannabis e seus sub-produtos (kief, haxixe).2 3

Movimento contrário[editar | editar código-fonte]

Na década de 1980 nos Estados Unidos foi criado uma movimentação para acabar com as head shops no país. Cerca de 600 grupos de pais em 50 estados se uniram com a Federação Nacional de Pais para a "Drug Free Youth" (Juventude Livre das Drogas), contra as head shops. Na época o Departamento de Justiça americano e funcionários do DEA disseram não saber qual efeito teria o fechamento das head shops sobre o uso de drogas ilegais, mas alegaram que possuem um impacto evidente como ponto de encontro "para usuários de drogas".4

O termo na cultura musical[editar | editar código-fonte]

O termo head shop é comum na cultura musical internacional, estando presente em músicas como "Move Over Ms. L" de John Lennon.5 É também título de uma música da cantora dinamarquesa Tina Dico,6 além de dar nome a álbuns das bandas Jane's Addiction e Greg Oblivian & The Tip-Tops.7 8 O termo inclusive serviu de nome para uma banda de rock psicodélico de Nova Iorque na década de 1960 "The Head Shop".

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Atualmente, algumas head shops costumam realizar um resgate desta contracultura, com um apelo hippie, porém comercializam uma série de outros produtos. Alguns deles são:

  • Purificadores (bongs)
  • Vaporizadores
  • Cachimbos
  • Narguilés e peças de reposição
  • Tabacos especiais (fumos aromatizados, tabaco para narguilé)
  • Papéis de enrolar cigarros
  • Blunts (papéis de enrolar cigarros feitos de folha de tabaco)
  • Dispositivos para enrolar cigarros
  • Isqueiros
  • Destrinchadores de ervas
  • Filtros para cigarro
  • Produtos para higienização (aromatizadores de ambiente, limpadores de cachimbo)
  • Incensos
  • Camisetas e vestimentas em geral (algumas vezes feitas de fibra de cânhamo ou com estampas pró-legalização da maconha)
  • Revistas, jornais e divulgação de eventos
  • Objetos de decoração
  • Produtos relacionados à sexualidade (dildos, lubrificantes, estimulantes sexuais)

Algumas head shops, como por exemplo na Holanda, se fundem com smart shops ou grow shops, lojas especializadas na venda direta de substâncias psicoativas regulamentadas pelo governo, como Cannabis e cogumelos psicoativos prontos para o consumo, sementes de maconha e produtos direcionados ao cultivo da planta, como adubos e substratos.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]