Heitor Marcelino Domingues

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Heitor Marcelino
Heitor.jpg
Informações pessoais
Nome completo Ettore Marcellino Domingues
Data de nasc. 20 de Dezembro de 1898
Local de nasc. São Paulo (SP),  Brasil
Falecido em 21 de setembro de 1972 (73 anos)
Local da morte São Paulo (SP),  Brasil
Informações profissionais
Posição Atacante
Clubes de juventude


1915
1915
Brasil Colégio Santo Alberto
Brasil Colégio do Carmo
Brasil Mackenzie
Brasil Americano-SP
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1916
19161931
1931
Brasil Americano-SP
Brasil Palestra Itália
Brasil Americano-SP

358 (327)
Seleção nacional
19191929 Brasil Brasil 11 (4)

Heitor Marcelino Domingues (São Paulo, 20 de dezembro de 1898 - São Paulo, 21 de setembro de 1972) foi um futebolista brasileiro que atuava como atacante. Além do futebol, Heitor jogou basquete, tornando-se campeão paulista de 1928 pelo Palestra Itália, defendeu o Palestra também no atletismo, tênis de mesa e vôlei.[1] Foi um dos mais importantes jogadores da história do Palmeiras, sendo até os dias atuais o maior goleador da equipe.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[1] [editar | editar código-fonte]

Filho de espanhóis, Heitor Marcelino começou a jogar no quadro infantil do Colégio Santo Alberto e depois no Colégio do Carmo, onde estudava. Em 1915 começou a disputar os torneios oficiais pelo segundo quadro do Sport Clube Americano, e no ano seguinte, 1916, passou para o primeiro quadro. Ainda em 1916 passou a atuar pelo Palestra Itália onde se tornou titular absoluto e destacou-se pela força física e pela capacidade de finalização, levando-o em poucos meses à Seleção Brasileira de Futebol onde estreou marcando gol, em 13 de maio de 1917.

Palmeiras e Seleção Brasileira[1] [editar | editar código-fonte]

Em São Paulo, Heitor tornou-se o rival de Arthur Friedenreich, mas juntos, formaram grande dupla de ataque da Seleção Brasileira, notadamente no campeonato sul-americano de 1919. Estrearam contra a Argentina em 18 de maio de 1919, com gol de Heitor. A final do torneio também teve participação decisiva do Heitor, com o gol marcado brasileiro saindo após rebote do goleiro, de uma magnífica cabeçada sua.

Em 1920 comandou o Palestra ao seu primeiro título estadual, derrotando na final justamente o rival Paulistano de Friedenreich. Ao longo do torneio chegou a marcar 6 gols em uma mesma partida, contra o Internacional da capital.

Em 1923, Heitor registra um recorde no futebol paulista, tornando-se o jogador a fazer o maior número de gols numa única partida vestindo a camisa da Seleção Paulista, ao marcar 7 gols diante da Seleção do Paraná, o qual permanece até hoje.

No biênio 1926-1927, Heitor tornou-se artilheiro e comandou o Palestra ao bi-campeonato paulista e estadual, além de outras conquistas como a Taça dos Campeões entre Rio de Janeiro e São Paulo, a Taça Ballor[2] e o Torneio Início.

Em 1928 conseguiu um feito notável: artilheiro do campeonato paulista daquele ano, no intervalo entre os jogos treinava e atuava na equipe de basquete do clube, levando-a à conquista do bi-campeonato estadual de basquete de 1928 e 29.

Em 1929 outro feito notável: convocado para a Seleção, em um dos jogos amistosos, contra uma equipe argentina, o goleiro da Seleção, Amado do Flamengo, se contundiu entrando Jaguaré do Vasco, que no final do jogo também se contundiu. Heitor, que apesar da estatura mediana também possuía grande elasticidade, foi para o gol da Seleção e garantiu os últimos minutos de jogo sem sofrer nenhum gol da equipe argentina.

No Palmeiras jogou 358 vezes e marcou 327 gols, média de 0,91 gols por partida.

Já pela Seleção Brasileira foram 11 jogos e 4 gols, 8 vitórias, 3 empates e nenhuma derrota.

Foi titular da Seleção Paulista de Futebol de 1917 a 1930.

Despedida e carreira como árbitro de futebol[1] [editar | editar código-fonte]

Heitor jogou pelo Palestra até o final de 1931 quando fez sua despedida e retornou ao Americano onde jogou mais alguns amistosos. Sua versatilidade, que o levou da artilharia ao gol da Seleção Brasileira, e campeão de basquete pelo clube ao mesmo tempo em que se sagrava artilheiro no futebol, continuou após o fim da carreira como jogador, tornando-se árbitro muito bem sucedido. Entre outros momentos importantes, em 1935 apitou a decisão do Campeonato Paulista de 1935 entre Santos e Corinthians. Em 1940 arbitrou também a partida inaugural do Estádio do Pacaembu e o primeiro Derby Paulista(Corinthians/Palmeiras x Palmeiras/Corinthians) no local(Pacaembu), e a final da Taça Cidade de São Paulo no domingo seguinte.

Títulos[1] [editar | editar código-fonte]

Palestra Itália
Seleção Brasileira

Referências

Fonte[editar | editar código-fonte]