Helena Adelaide de Schleswig-Holstein

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Helena Adelaide
Princesa da Dinamarca
Princesa de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg
Prins Harald1909.jpg
Helena Adelaide com o marido
Governo
Consorte Haroldo da Dinamarca
Vida
Nascimento 1 de Junho de 1888
Grünholz, Alemanha
Morte 30 de Junho de 1962 (74 anos)
Hellerup, Dinamarca
Filhos Feodora da Dinamarca
Carolina Matilda da Dinamarca
Alexandrina Luísa da Dinamarca
Gorm da Dinamarca
Oluf da Dinamarca
Pai Frederico Fernando de Schleswig-Holstein
Mãe Carolina Matilde de Schleswig-Holstein

Helena Adelaide de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg (1 de junho de 1888 - 30 de junho de 1962) foi uma filha do duque Frederico Fernando de Schleswig-Holstein e da sua esposa, a princesa Carolina Matilde de Schleswig-Holstein. Era uma princesa da Dinamarca através do seu casamento com o príncipe Haroldo, filho do rei Frederico VIII da Dinamarca.

Família[editar | editar código-fonte]

Helena era a terceira filha do duque Frederico Fernando de Schleswig-Holstein e da sua esposa, a princesa Carolina Matilde de Schleswig-Holstein. Entre as suas irmãs estava a princesa Vitória Adelaide de Schleswig-Holstein, esposa do duque Carlos Eduardo de Saxe-Coburgo-Gota e avó materna do actual rei Carlos XVI Gustavo da Suécia. Os seus avós paternos eram o duque Frederico de Schleswig-Holstein e a princesa Adelaide de Schaumburg-Lippe. Os seus avós maternos eram o duque Frederico VIII de Schleswig-Holstein e da princesa Adelaide de Hohenlohe-Langenburg. Uma das suas tias maternas, a princesa Augusta Vitória de Schleswig-Holstein, era a esposa do kaiser Guilherme II da Alemanha.[1]

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Helena Adelaide casou-se com o príncipe Haroldo da Dinamarca, quarto filho do rei Frederico VIII da Dinamarca e da sua esposa, a princesa Luísa da Suécia e da Noruega, no dia 28 de abril de 1909 em Glücksburg, Schleswig-Holstein, Alemanha. Juntos tiveram cinco filhos:

Ligação com o nazismo[editar | editar código-fonte]

A princesa Helena passou a ser muito odiada durante a Segunda Guerra Mundial devido às suas simpatias pela ocupação alemã da Dinamarca e pelo partido nazi em 1940. A resistência dinamarquesa afirmou que a princesa era o único membro da família real dinamarquesa que tinha traído a Dinamarca. Recebia alemães em casa, estava presente em festas dadas por alemães em Gesandtskab e tinha sido apresentada a nazis alemães por Ebba Lerche.[2] Por causa disto, era dito que os seus filhos estavam de relações cortadas com ela.[2] Um dos seus criados, Paul Dall, responsável por lhe pôr a mesa, era um espião do Abwehr alemão em Copenhaga e acabaria por ser julgado e considerado culpado pelo crime de espionagem.[2]

No dia 18 de janeiro de 1942, Helena participou numa missa por C.E. von Schalburg, membro das SS que tinha morrido na frente de combate russa, um evento no qual o rei se tinha recusado a estar presente. Em 1942, tentou convencer o príncipe Canuto da Dinamrca a persuadir o rei para que permitisse a entrada de políticos nazis no governo dinamarquês.[2] Não se pensa que Helena fosse uma agente nazi, mas sim uma informadora e um contacto informal.[2]

Depois da guerra, a princesa não foi a julgamento, sendo um membro de uma casa real que não desejava ter publicidade com o caso, mas foi exilada da Dinamarca no dia 30 de maio de 1945 e colocada em prisão domiciliária no Palácio de Glücksburg, na Alemanha. Teve autorização para regressar à Dinamarca para assistir ao funeral do seu marido em 1949.[2]

Referências

  1. C. Arnold McNaughton, The Book of Kings: A Royal Genealogy, in 3 volumes (London, U.K.: Garnstone Press, 1973), volume 1, page 175.
  2. a b c d e f Tore Pryser (2009) (em sueco). Kvinnliga spioner (Espias femininas). ISBN 9789127117419.