Helio Smidt

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Helio Smidt (Porto Alegre, 1926Nova Iorque, 11 de abril de 1990) foi presidente da companhia aérea Varig entre abril de 1980 até a data de seu falecimento. Filho de Ewaldo Smidt Senior [(representante comercial e atleta brasileiro de tiro)] e Arlinda Weber Smidt [(proprietária de um atelier de costura)], era casado com dona Norma Smidt.

Foi responsável por introduzir no Brasil a aeronave Boeing 747, na época, o maior avião comercial de transporte de passageiros do mundo.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Ingressou na Varig, aos 19 anos como auxiliar de escritório, convidado pelo seu tio, Ruben Berta, na época presidente da empresa. Helio teve que abandonar seu emprego na Nestlé para aceitar o convite para ganhar 170 mil réis, a metade do salário mínimo na época.

Recém chegado à empresa, recebeu a missão de viabilizar economicamente a pioneira linha aérea que ligava Porto Alegre à cidade de Rio Grande. Sem carga para carregar no vôo de retorno, o jovem chefe do departamento de vendas imaginou transportar filé de linguado congelado para capital de gaúcha. A iniciativa obteve êxito e com ela nasceu uma carreira promissora.

Mais tarde, Smidt sentiu-se naturalmente tentado a seguir uma carreira como piloto, mas foi surpreendido por Berta e foi obrigado a interromper o curso.

Transferido para o Rio de Janeiro em 1946, foi para São Paulo em 1950, onde morou por 18 anos. Após doze anos de seu ingresso na companhia, em 1957 assume o cargo de diretor regional e, em 1961, era promovido a diretor de administração do conglomerado formado com a aquisição da Real Transportes Aéreos e outras empresas de menor porte. Posteriormente, acompanhou a incorporação das rotas da Panair do Brasil, com os aviões da companhia assumindo os vôos para a Europa num prazo de 24 horas.

O afastamento de Eric de Carvalho, vitimado por um derrame cerebral, levou Smidt à presidência da Varig em abril de 1980. Durante a sua gestão, na década de 1990, com a abertura do mercado, a Varig não soube reagir à concorrência e iniciou seu declínio, que a levou a falência duas décadas depois.

Casado com Dona Norma, tinham uma única filha, Eliana, que lhe deu o neto Roberto.

Morte[editar | editar código-fonte]

Rodovia SP-019 que faz ligação ao Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos recebeu o seu nome.

Voltando a morar no Rio de Janeiro, descobriu que sofria de câncer. Então iniciou uma série de viagens aos Estados Unidos a fim de buscar tratamento. Mas após exatos 10 anos na presidência da Varig, em 11 de abril de 1990 a doença o vitimou aos 64 anos. Helio Smidt faleceu no Memorial Sloan-Kettering Hospital, em Manhattan.[1] Seu corpo foi trazido ao Brasil num DC-10-30 da empresa, pilotado pelo comandante Schubert.

Admirador incansável do avião Electra, a Varig lhe rendeu uma homenagem. Transportou seus restos mortais numa última viagem no seu avião predileto entre o Aeroporto de Guarulhos e Congonhas. Em seguida, durante seu enterro, uma formação de Electras sobrevoou o cemitério.[2]

Em reconhecimento aos serviços prestados ao país, Helio Smidt foi homenageado com a Ordem do Mérito do Rio Branco no grau de Comendador, entre outras condecorações. Também em sua homenagem, a Rodovia SP-019 que faz ligação ao Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos recebeu o seu nome.

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. (em inglês) Helio Smidt, Leader Of Varig, the Airline Of Brazil, Dies at 64. The New York Times (12 de abril de 1990). Página visitada em 1 de abril de 2007.
  2. Beting, Gianfranco. Nostalgia - Electra nas asas da saudade II. Jetsite. Página visitada em 1 de abril de 2007.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]