Hemangioma

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Hemangioma
Hemangioma em uma menina de 2 anos.
Classificação e recursos externos
CID-10 D18
CID-9 228
DiseasesDB 30033
Star of life caution.svg Aviso médico
Hemangioma na testa de menino de 6 anos.

Hemangiomas (do grego haema- (αίμα), "sangue"; angeio (αγγείο), "vaso"; -oma (-ωμα) "tumor") são angiomas, tumores benignos causados por um crescimento anormal de vasos sanguíneos que geralmente não causam danos, apenas são desagradáveis esteticamente. São mais comuns na pele, especialmente na cabeça e pescoço, mas podem aparecer em vários órgãos, como o fígado, o baço, o pâncreas, na boca ou em bolsas sinoviais.

Como é parte de um vaso sanguíneo, um hemangioma, ao ser ferido, apresenta um sangramento exacerbado (hemorragia), sendo recomendável realizar uma compressão com tecido limpo sobre o local e procurar ajuda médica imediata. A perda excessiva de sangue pode ser fatal. Inicialmente começa rosado, evoluindo para vermelho e pode escurecer com o tempo.

Classificação[editar | editar código-fonte]

  • Hemangiomas Fragiformes e Tuberosos (quando em crianças durante as primeiras 6 semanas)
  • Capilar (quando a origem é um capilar sanguíneo)
  • Cavernoso (quando mais a origem é mais interna)
  • Senil (quando em idosos)

Causa[editar | editar código-fonte]

Aparência de hemangioma capilar.

Sua causa geralmente é uma anomalia congênita, ou seja, durante a gestação. Costuma aparecer nas primeiras 6 semanas de vida crescendo rapidamente. Também é comum em adolescentes e jovens adultos, de 20 a 30 anos. Possui uma variação comum em idosos.

Alguns estudos indicam correlação com o estrogênio e com falta de oxigenação das células. [1] No recém-nascido associam com embolia da placenta.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Muito comum em crianças e adolescentes, aparecendo em 10 a 12% dos bebês, especialmente os que nasceram com menos de 1kg (30%). É cerca de 3 vezes mais comum em meninas e em caucasianos (brancos). Na maior parte das vezes ocorre na pele e as regiões da cabeça (60%) e tronco (25%) são os mais afetadas. Em 80% dos casos possui apenas uma lesão. Começa com protuberâncias rosadas, que crescem ficando mais vermelhas ou roxas que podem evoluir para um cinza pálido.[2]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Hemangioma no fígado visto em ultrassom.

A maioria some deixando apenas marcas causando prejuízo estético ou desaparecendo completamente. Apenas hemangiomas que causam prejuízo respiratório, na visão, funcionalmente ou correm o risco de romper, costumam ser tratados.[3]

Até recentemente, o tratamento de primeira-linha eram pílulas ou injeções de corticosteroides, mas agora existem tratamentos alternativos. Um estudo randomizado mostrou que o beta-bloqueador propranolol reduziu hemangiomas graves em crianças.[4] A pomada de beta bloqueador em gel Timolol, está sendo testado para pequenos hemangiomas faciais que não necessitam de tratamento sistêmico ou cirúrgico. Outros tratamentos que têm sido utilizados incluem interferon ou vincristina. Elas podem ser consideradas se a terapia de primeira linha falhar.[5]

Tratamento com laser amarelo pode ser usado para tratar manchas planas e superficiais no rosto, mas exige várias sessões e costuma ser caro e doloroso. Manchas mais internas ou com protuberâncias não respondem bem a esse tratamento. Feridas podem ser tratada com pomada e cosméticos para encobrir o local.[6] Em crianças 90% dos casos costumam desaparecer ou diminuir sozinhos antes dos 10 anos. Em maiores de 10 anos, quando não indica estar regredindo, tratar mais cedo resulta em melhores resultados. [7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Kleinman ME, Greives MR, Churgin SS, et al. (December 2007). "Hypoxia-induced mediators of stem/progenitor cell trafficking are increased in children with hemangioma". Arterioscler. Thromb. Vasc. Biol. 27 (12): 2664–70. doi:10.1161/ATVBAHA.107.150284. PMID 17872454.
  2. Angelo AR, Moraes JJC, Rosa MRD, Duarte RC, De Biase RCC. Incidência de hemangioma na região de cabeça e pescoço em pacientes com faixa etária entre 0 e 18 anos: estudo de 10 anos. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo 2008 maio-ago; 20(2): 209-14
  3. Hunzeker C, Geronemus R. "Treatment of Superficial Infantile Hemangiomas of the Eyelid Using the 595-nm Pulsed Dye Laser" Dermatol. Surg. 36(5):590-597 2010
  4. Hogeling M et al. (August 2011). "A randomized controlled trial of propranolol for infantile hemangiomas". Pediatrics 128 (2): e259-e266. doi:10.1542/peds.2010-0029.
  5. Wilson MW, Hoehn ME, Haik BG, Rieman M, Reiss U (May 2007). "Low-dose cyclophosphamide and interferon alfa 2a for the treatment of capillary hemangioma of the orbit". Ophthalmology 114 (5): 1007–11. doi:10.1016/j.ophtha.2006.11.031. PMID 17337066.
  6. Rizzo C, Brightman L, Chapas A, Hale E, Cantatore-Francis J, Bernstein L, Geronemus R. "Outcomes of Childhood Hemangiomas Treated with the Pulsed Dye Laser with Dynamic Cooling: A Retrospective Chart Analysis" Dermatol. Surg. 35(12):1947-1954. 2009
  7. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmedhealth/PMH0002430/