Hemichordata

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaHemichordata
Ocorrência: Cambriano - Recente
Saccoglossus sp.

Saccoglossus sp.
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Subreino: Eumetazoa
(sem classif.) Bilateria
Superfilo: Deuterostomia
Filo: Hemichordata
Bateson, 1885
Classes
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Hemichordata

Os Hemichordata ou hemicordados (hemi, metade e chorda, corda) é um filo de pequenos animais marinhos. Várias subdivisões já foram propostas para Bilateria, os Hemichordatos já foram considerados um subfilo dos cordados e se assemelham com os equinodermos. A presença de fendas branquiais e uma suposta notocorda fez com que os Hemichordatos fossem incluídos aos Chodatos. Estes se apresentam em duas classes, os Enteropneusta e os Pterobranchia. Porém um terceiro grupo é estudado por biólogos, são os Planctosphaeroidea. São de difícil classificação pois possuem poucas espécies viventes, cerca de 100 espécies. Os mais conhecidos fazem parte do gênero Balanoglossus da classe Enteropneusta.


Classificação, Evolução e Diversidade[editar | editar código-fonte]

Os hemicordatos são animais marinhos que tem um padrão de clivagem semelhante aos deuterostômios e da formação do celoma e aparentam ter ligações com cordados e equinodermos. Sua própria evolução lhe forneceu estruturas especializadas para seus hábitos sedentários e dentro desse grupo estão os Enteropneistas, que vivem em tocas e Pterobranquias, que são sésseis normalmente.

Morfologia[editar | editar código-fonte]

Os hemichordados tem uma estrutura corporal formada por probóscide, colarinho e tronco, alguns tem apêndice pós-anal, que é uma estrutura larval, já nos adultos, uma estrutura que ajuda a mantê-lo na toca ou túnel.

Classe Enteropneusta[editar | editar código-fonte]

Os enteropneustas são animais que habitam águas rasas ou fundas e podem chegar a medir até 1m. Estes animais vivem em tocas revestidas por muco e seu corpo se divide em três partes: probócide, colarinho e tronco. Cada parte do corpo tem seu próprio celoma. A probóscide tem uma parede muscular externa que envolve um espaço preenchido por fluido celomático e o controle desta musculatura concede ao animal uma sonda útil para modelar um túnel ou se inflar contra as paredes da toca para ancorar seu corpo no lugar.

Pterobranchia[editar | editar código-fonte]

São animais vivem em tubos secretados em águas oceânicas e existem apenas dois gêneros existentes até o momento, são animais pequenos e coloniais, o indivíduo que contribui para a colônia é chamado de zooide, com o probóscide, o colarinho e o tronco presente em cada zooide e podem ser bem modificados. O colarinho é esticado e tem vários tentáculos com números variados que ajudam no mecanismo de alimentação. O tronco tem forma de U e o pedúnculo é uma extensão do corpo que fixa o animal ao seu tubo.

Filogenia[editar | editar código-fonte]

Devido às relações com os cordados por um lado e com os equinodermos por outro lado, os hemicordados são a melhor promessa de estabelecer uma conexão com sua fonte ancestral entre os invertebrados. Sua afinidade com os Cordados se encontra no fato de ter um cordão nervoso dorsal que é oco, porém é semelhante a notocorda e compartilha uma característica anatômica única com os Hemicordados: as fendas faríngeas. Em relação às semelhanças com os Equinodermos pode-se dizer que possuem duas características morfológicas que os ligam com os Hemicordados, que são o fato de possuírem uma embriologia comum, pois ambos são deuterostômios e a similaridade entre os seus estágios larvais.

Referências

  • KARDONG, KENNETH V. Vertebrados: Anatomia Comparada, Função e Evolução / Kenneth V. Kardong; [tradução Sonia Maria Marques Hoenen].- São Paulo: Rocca 2010
  • POUGH, H., JANIS, C. M. & HEISER, J. B. A vida dos vertebrados. 4 ed. São Paulo: Editora Atheneu.
  • RUPPERT, E. E., FOX, R. S. & BARNES, R. D. Zoologia dos invertebrados. 7 ed. São Paulo: Editora Roca.
  • ROCHA, R. M. ; TAVARES, Y.A G. ; SILVA, G. S. ; METRI, R. 2006. Origem e Evolução de Deuterostomia. In: E. L A Monteiro Filho; J. M. da R.Aranha. (Org.). Revisões em Zoologia I. 1 ed. Curitiba: SEMA, p. 199-215.
  • http://ucbweb.castelobranco.br/webcaf/arquivos/Deuterostomados_e_Introducao_aos_vertebrados.pdf