Henning von Tresckow

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Hennig von Tresckow.

Hennig von Tresckow (10 de Janeiro 190121 de Julho 1944), foi um general da Wehrmacht e um dos membros da resistência alemã ao regime nazi de Adolf Hitler.

Tresckow nasceu em 1901, numa família de aristocratas prussianos com longa tradição militar. A sua carreira militar começou na Primeira Guerra Mundial, onde lutou na segunda batalha do Marne como um dos mais jovens tenentes do exército imperial alemão. Pelas suas acções, Tresckow mereceu elogios dos seus superiores e uma Cruz de Ferro de primeira classe.

Após o armistício, Tresckow abandonou a vida militar para prosseguir os seus estudos tendo em vista uma carreira na área das finanças. Em 1926 regressou ao serviço militar activo pouco depois do seu casamento com Erika von Falkenhayn.

Inicialmente, Tresckow foi simpatizante da ideologia Nacional-Socialista de Hitler, devido à oposição às condições do tratado de Versailles que partilhava. Iria mudar de ideias, depois das perseguições da noite das facas longas de 1934 e do caso Blomberg-Fritsch de 1938, que deixou antever a supremacia que os ideólogos do partido nazi teriam sobre a gestão dos oficiais da Wehrmacht. Em consequência, aproximou-se de figuras civis e militares com uma atitude crítica semelhante, tal como Erwin von Witzleben, Hans Oster e outros oficiais do exército. Entretanto, Tresckow concluiu os seus estudos na Kriegsakademie (Colégio Militar) em 1936, graduando-se como o melhor do seu ano.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, Tresckow foi destacado para o staff do general Gerd von Rundstedt e em 1943 passou ao serviço do seu tio Fedor von Bock, na frente Russa, onde permaneceria até à sua morte.

Tresckow planeou vários atentados contra a vida de Hitler, crendo que apenas o seu desaparecimento podia pôr um fim digno para a guerra. Foram todos abortados ou falhados por uma ou outra razão. O mais importante destes realizou-se em Março de 1943, na sequência de uma visita do Führer à frente Leste. Tresckow e o seu adjunto Fabian von Schlabrendorff conseguiram disfarçar dois pacotes de explosivos como caixas de Cognac, embarcá-los no avião onde Hitler seguia, mas o dispositivo de ignição falhou.

Em 20 de Julho de 1944, Claus von Stauffenberg falha um atentado à bomba contra a vida de Hitler. Quando soube das notícias do falhanço, Tresckow decidiu cometer suicídio e, para proteger os seus colaboradores e família, procurou disfarçar o acto com uma morte em combate, matando-se com uma granada. O corpo foi enviado com honras militares para a família mas, meses depois, os nazis descobriram o envolvimento de Tresckow no movimento de resistência. Em consequência, o seu corpo foi exumado e levado para o crematório do campo de concentração de Sachsenhausen.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BERBEN, Paul - O Atentado contra Hitler. Coleção Blitzkrieg, Nova Fronteira, 1962