Henri Martin

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Henri Martin
Conhecido(a) por Chacun sa chimère (1891)
Vers l’abîme (1897)
Beauté (1900)
Vue de Labastide-du-Vert (1910)
Nascimento 5 de agosto de 1860
Toulouse, França
Morte 5 de Agosto de 1860 (-84 anos)
Labastide-du-Vert, França
Nacionalidade  França
Ocupação Pintor
Prêmios Medalha de ouro
Grande Prêmio da Exposição Universal de 1900
Magnum opus Os Titãs escalando o céu

Henri-Jean-Guillaume Martin (Toulouse, 5 de agosto de 1860 - Labastide-du-Vert, 12 de novembro de 1943) foi um renomado pintor francês de orientação pós-impressionista.[1]

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Os Titãs escalando o céu (1885). Acervo do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

Filho de um carpinteiro, Henri Martin matriculou-se, em 1877, na École des Beaux-Arts de Toulouse, onde foi aluno de Jules Garipuy e Henry-Eugéne Delacroix. Em 1879, graças a uma subvenção da municipalidade, mudou-se para Paris. Na capital francesa, foi colaborador de Henri Doucet e estudou com Jean-Paul Laurens - retratista de Rodin e pintor de temas históricos de grande renome, bastante conhecido em função de sua famosa Morte de Catão de Útica (1863). Seguindo os passos do mestre, foi premiado com uma medalha no Salon de 1883, com a pintura Françoise de Rimini (Museu de Carcassone).[1] [2]

Sua obra-prima nesse período foi a gigantesca tela Os Titãs escalando o céu (Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, 1885), que lhe valeu uma bolsa de estudos para a Itália. Lá, na companhia de Edmond Aman-Jean e Ernest Laurent, Henri Martin estudou a obras do antigos mestres, como Giotto e Masaccio.[2] Esse período italiano estabeleceria uma profunda inflexão em sua pintura, orientando-o rumo a uma mais palatável inspiração poética. Faz incursões no campo do divisionismo, sem abandonar, entretanto, a temática de cunho acadêmico.[1] Tampouco se prende à teorização de Georges Seurat e Paul Signac, preferindo composições mais espontâneas, com pinceladas curtas, separadas e paralelas, para a construção da forma e da luz.

Leitor de Poe, Dante, Byron e Baudelaire e Verlaine, produz algumas obras de orientação simbolista como Chacun sa chimère (1891) e Vers l’abîme (1897), além de paisagens nebulosas, povoadas por rostos melancólicos e atemporais, sem recorrer, entretanto, à morbidade ou aos impulsos reprimidos tão caros aos representantes do movimento. Em 1892, participou dos salões da Rosa-cruz, organizados por Joséphin Péladan.[3]

Henri Marti recebeu a medalha de ouro no Salon de 1889 e tornou-se membro da Legião de Honra neste mesmo ano. Em 1895, organizou uma bem sucedida exposição individual na Galeria Mancini. Recebeu o Grande Prêmio da Exposição Universal de 1900, em Paris. Nesse período, tornou-se amigo de Auguste Rodin. O pintor esteve entre os artistas mais solicitados da Terceira República, recebendo inúmeras encomendas oficiais, destacando-se as obras para a Prefeitura de Paris, para o Palácio da Justiça, para a Sorbonne (1908),[4] para o Conseil d'État [5] , para a Subprefeitura de Mairie, para o 5º Arrondissement de Paris,[6] entre outros. Em 1917, tornou-se membro da Academia de Belas-Artes e, em 1918, membro do Instituto de França.[1] [2]

Obras[editar | editar código-fonte]

Data
(aprox.)
Obra Localização
1890 Sérénité (Virgílio, Eneida, Livre VI) Museu de Orsay, Paris
1920 Les Toits, Saint-Cirq-Lapopie Museu de Orsay
1920 La Pergola Museu de Petit Palais, Genebra
1911 Déjeuner champêtre Museu da Prefeitura de Oise, Beauvais
1904 L’Aube ou l’Enfance, Le Midi ou la Force de l’âge, Le Soir ou la Vieillesse Hotel Central da Caisse d'Epargne Provence-Alpes-Corse, Marselha
1903 Portrait de femme âgée, Étude pour l'Automne Museu de belas-artes de Valenciennes, depositado no Museu de Cahors Henri-Martin
1904 La vieille maison Museu Fabre, Montpellier
1926 Ouvrier piqueur, Étude pour Le Travail, Conseil d'État Museu de belas-artes de Valenciennes, depositado no Museu de Cahors Henri-Martin
1932 Étude pour le Monument aux morts de Cahors Museu de Belas Artes de Bordéus, depositado no Museu de Cahors Henri-Martin
1932 Communiantes, Étude pour le Monument aux morts de Cahors Museu de Belas Artes de Bordéus, depositado no Museu de Cahors Henri-Martin
1932 Deux communiantes, Étude pour le Monument aux morts de Cahors Museu de Belas Artes de Bordéus, depositado no Museu de Cahors Henri-Martin
1932 Officier déposant une couronne, Étude pour le Monument aux morts de Cahors Museu de Belas Artes de Bordéus, depositado no Museu de Cahors Henri-Martin
1910 Les Regains Fundo Nacional de Arte Contemporânea, Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors,
1880 Orphée Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1880 Portait de Jean Rivière Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1883 Portrait d'enfant Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1883 Étude pour Caïn Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1890-1900 Berger et ses moutons Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1890-1900 Chevrière devant une maison de Labastide-du-Vert Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1890-1900 Couple en conversation devant une ferme Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1890-1900 Effet du matin à Labastide-du-Vert Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1890-1900 Le Pont de Labastide-du-Vert Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1890-1900 Les Trois muses Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1890-1900 Méditation Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1894 Berger rentrant ses moutons Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1894 Le Christ et la Samaritaine Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1894 Muse pensive au jardin Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1894 Saint François d'Assise Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1895 Charité Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1895 Jeune femme à la robe fleurie Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1897 La Justice Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1900 Berger et ses trois muses Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1900 Rêverie automnale Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1902 Profil au voile Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1913 Étude pour Dans la lumière Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1920 Barques à Collioure Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1920 Labastide-du-Vert, La Maison du sabotier Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1920 Labastide-du-Vert, Le Matin Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1920 Labastide-du-Vert, Le Village Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1920 Labastide-du-Vert, Les Collines Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1920 Le Pont de Labastide-du-Vert, La Chèvre blanche Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1920 Le Village de Labastide-du-Vert et son église Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1920 Saint-Cirq-Lapopie Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1920 Saint-Cirq-Lapopie, La Place Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1927 Étude pour Les Vignes en automne Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1930 Bouquet de fleurs des champs Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1932 Le Monument aux morts de Cahors Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1932 Portait de l'abbé Pujol, Étude pour le Monument aux morts de Cahors Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1932 Étude pour Poètesses au bord d'un lac Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1938 Autoportait Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1939 Étude pour les Champs-Élysées Museu de Cahors Henri-Martin, Cahors
1939 La famille, salle des mariages Mairie du 10e arrondissement de Paris
1912 Les Dévideuses Museu Antoine-Lécuyer, Saint-Quentin

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Marques (org.), 1998, pp. 173-174.
  2. a b c Henri Martin. Canvas Creation. Página visitada em 17 de julho de 2010.
  3. Henri Martin. Orange. Página visitada em 17 de julho de 2010.
  4. M. Eric Darragon (29 de junho de 1999). Les artistes brésiliens et les prix de voyage en europe à la fin dy XIXe siècle: Vision D ensemble et étude approfondie sur le peintre eliseu d Angelo Visconti (1866 - 1944) (PDF) (em francês). Página visitada em 12 de janeiro de 2014.
  5. InSecula. Salle de l'Assemblée générale (em francês). Página visitada em 12 de janeiro de 2014.
  6. Museo Thyssen-Bornemisza (8 de outubro de 2013). Biography and Works (em inglês). Página visitada em 12 de janeiro de 2014.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Marques, Luiz (org.) Catálogo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand: Arte francesa e escola de Paris. São Paulo: Prêmio, 1998. 173-174 pp.
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