Henrique Alvim Corrêa

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Ilustração de Henrique Alvim Corrêa para a edição belga de "A Guerra dos Mundos", publicada em 1906. Mostra um tripod em ação. Ao todo foram 23 ilustrações em grafite e tinta.

Henrique Alvim Corrêa (Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 1876 - Bruxelas, 7 de junho de 1910), foi um pintor, desenhista, gravador e ilustrador brasileiro radicado na Bélgica.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ficou conhecido por seu trabalho voltado para a ficção científica, notadamente com as ilustrações da edição belga de 1906 da obra de H.G. Wells A Guerra dos Mundos. No Brasil, geralmente se classifica sua obra como sendo Pré-Modernista.

Ele também produziu trabalhos artísticos sobre a vida militar, principalmente sobre a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871); outras de cunho erótico, assinadas como "Henri LeMort". Na época da citada publicação do livro de Wells, Corrêa já padecia com a tuberculose. Faleceu poucos anos depois, em 1910, com 34 anos de idade.

Corrêa foi para a Europa com 16 anos, logo após a proclamação da República do Brasil, em 1892, levado pelo monarquista Barão de Oliveira Castro, seu padrasto.

A edição belga recebeu uma tiragem especial de 500 exemplares. Construiu uma prensa em seu ateliê de Watermael-Boitsfort. Em 1972, no Museu de Arte de São Paulo (MASP), promoveu-se a primeira exposição pública de sua obra. Outras se seguiriam, como as de 1977 e 1990, no Museu Nacional de Belas Artes, e a de 1981, na Fundação Casa de Rui Barbosa, ambas no Rio de Janeiro. Em 2004 foram expostas no Science Fiction Museum (EMP Museum), em Seattle, EUA, por ocasião da sua inauguração. Em 1985, as gravuras de Alvim representando mulheres desnudas e\ou violentadas foram inseridas no livro Baco e Anas brasileiras, da poeta goiana Yêda Schmaltz.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Outra ilustração de Henrique Alvim Corrêa da edição belga de 1906. Uma máquina de guerra marciana enfrentando o navio Thunder-Child.
Máquinas marcianas atacando uma vila inglesa. Henrique Alvim Corrêa, edição belga, 1906.

Referências[editar | editar código-fonte]

Referências biográficas e o trabalho do autor podem ser conhecidos e apreciados nas seguintes obras:

  • A gravura brasileira contemporânea (Expressão e Cultura, 1966), de José Roberto Teixeira Leite;
  • A arte maior da gravura (Espade, 1976), de Orlando Dasilva;
  • A guerra dos mundos (Nova Fronteira, 1981), de H. G. Wells, tradução de Raul de Sá Barbosa;
  • Henrique Alvim Corrêa: guerra & paz, cotidiano e imaginário na obra de um pintor brasileiro no 1900 europeu (Fundação Casa de Rui Barbosa, 1981)
  • Literatura & artes plásticas (Fundação Casa de Rui Barbosa, 1989), de Alexandre Eulálio;
  • Henrique Alvim Corrêa - Cenas da vida militar (Museu Nacional de Belas Artes, 1990);
  • História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini;
  • 150 anos de pintura no Brasil: 1820/1970 (Ilustrado pela coleção Sergio Fadel, Colorama, 1989), de Donato Mello Júnior, Ferreira Gullar e outros.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Henrique Alvim Corrêa
  • [1] Perfil e referências na Internet (em português)
  • [2] - Referências para a edição do livro Confissões do Inexplicável pela Editora Devir, com ilustração da capa de Henrique Alvim Corrêa.